Home

A Mensagem Recebida da Pesquisadora e Escritora Laurete Godoy, Por Ocasião da Celebração do Dia Olímpico do Panathlon

1. Ontem o Panathlon Club de São Paulo comemorou o Dia Olímpico e a oradora você já sabe quem foi.
Quando mencionei o nome do seu avô (Sylvio de Magalhães Padilha), dizendo ser o brasileiro que viveu o Movimento Olímpico
com maior intensidade, além de ser o carro-mestre do esporte amador no Brasil, os aplausos foram
fortes e demorados. Encaminho para você o primeiro trecho da minha fala, para você saber onde seu
avô foi citado.

Laurete Godoy

Panathlon – Dia Olímpico – 2014

A comemoração do Dia Olímpico pelo Panathlon Clube de São Paulo é sempre motivo de festa e alegria. É a confirmação da imortalidade do espírito olímpico, pairando sobre aqueles que fazem do esporte uma atividade promotora da saúde, alegria e fraternidade.
Essa iniciativa honra o movimento promotor da paz, que surgiu na Grécia dos sábios e filósofos, dos mitos e alegorias, da prática esportiva utilizada como elemento educador e socializador. Um espírito que se materializou em 776 a.C., quando ocorreu o registro público do nome de Corebus, primeiro vencedor do torneio que era realizado para honrar Zeus, dono e senhor do Olimpo, imagem da justiça e da razão, da ordem e da autoridade, virtudes que marcavam a esplendorosa festa.
A partir dessa data, a cada quatro anos os Jogos eram realizados em Olímpia. E o festival esportivo-religioso que durante muitos anos teve apenas uma prova de corrida, atingiu o apogeu com disputa de outras atividades, enfraqueceu, começou a decair e após mais de 600 anos de realização ininterrupta, foi extinto em 393 da Era Cristã.
A partir de então, o esporte saiu da cena maior durante 1500 anos. Até que, em 23 de junho de 1894, na Sorbonne, Universidade de Paris, o maior festival esportivo da Antiguidade foi renovado, graças ao empenho de Pierre de Fredy, posteriormente Barão de Coubertin. E, a exemplo do que ocorrera na Grécia Antiga, o movimento que nasceu fraco, fortaleceu-se e atingiu patamares incríveis em diversos setores de atividades, apesar de ter enfrentado duas guerras mundiais.
A segunda delas, considerada a maior e mais devastadora guerra da história da Humanidade, mudou a feição do mundo e matou grandes nomes do esporte internacional. Porém, o espírito olímpico sobreviveu!
Londres ainda guardava vestígios dos vários bombardeios que sofrera, mas sediou os Jogos de 1948. Vinte e três países disputaram o torneio de Basquetebol. Dirigentes brasileiros não queriam que a equipe fosse levada a Londres. Como o Brasil não conseguira vencer o campeonato sul-americano realizado no Rio de Janeiro em 1947, por certo faria péssima figura em Londres. Porém, duas pessoas empenharam-se e lutaram pela ida dos brasileiros: Paulo Martins Meira e Sylvio de Magalhães Padilha, este, o brasileiro que viveu o espírito olímpico com maior intensidade, foi o carro-mestre do esporte amador no país e é Presidente de Honra do Comitê Olímpico Brasileiro. A equipe de Basquetebol embarcou e os dez jogadores treinados por Moacyr Daiuto, professor de projeção internacional, escritor e panathleta da primeira hora, representaram a maior glória da delegação brasileira nos Jogos de Londres.
Nessa equipe pioneira estavam Alberto Marson e o panathleta Alexandre Gemignani. Quando em 1998 o Panathlonb Club de São Paulo realizou pela primeira vez a cerimônia do Dia Olímpico, Alexandre Gemignani acendeu a pira olímpica. Em 2001 a honra coube a Alberto Marson. Foram os basquetebolistas que mais participaram desse festiva cerimônia: em 2003, Amaury Passos, na época denominado “Mão Santa”, em 2008 Edson Bispo dos Santos e, nos anos de 2005 e 2009 o panathleta Carlos Massoni, Mosquito, que sempre prestigia os jantares desta entidade.
Mosquito sentia desejos de dedicar-se ao Futebol, mas o pai não queria, de jeito nenhum. Então, por livre e espontânea pressão o jovem se dedicou ao Basquetebol e foi armador da mais vitoriosa seleção de Basquetebol do Brasil. Jogou Basquete dos 10 aos 40 anos de idade e, ao abandonar o esporte de competições, deixou o registro de participação em 99 jogos e 495 pontos marcados. Mosquito integrou as equipes que obtiveram medalha de bronze nos Jogos de Roma, em 1960 e Tóquio, 1964.
(…)

Fui árbitro da Corte Arbitral do Esporte, na Suíça, o Tribunal maior das questões esportivas de todas as modalidades, assim reconhecida por todas as Federações Internacionais, inclusive a FIFA. Por isso tive contato com vários tipos de atos de indisciplina, dopings, processos e suas respectivas punições.

A atitude do jogador uruguaio Luiz Súarez é, do ponto de vista da legislação esportiva, considerada anti-desportiva de natureza grave. Morder o companheiro de profissão é uma agressão comparada a uma cusparada na cara, um ato selvagem, absolutamente detestável e inaceitável nos campos de esporte. Uma entrada violenta pode até ter consequências mais graves para o oponente, mas pode-se, sempre, alegar ser uma situação de jogo. Uma mordida deliberada, seguida de simulação é abjeta.

Por isso que a punição esportiva dada a Luiz Súarez era previsível e foi correta. Não se pode compactuar com uma atitude como a de Luiz Súarez e abrir qualquer tipo de precedente.

As reclamações da Federação Uruguaia de Futebol são apenas o direito de espernear. Elas não têm fundamentação jurídica. E, na verdade, os dirigentes uruguaios devem estar muito bravos com Luiz Súarez pelo que ele fez.

A FIFA errou feio, entretanto, quando proibiu Luiz Súarez de estar junto devsua delegação, obrigando-o a abandonar a concentração do Uruguay, com escolta policial e probí-lo de assistir aos jogos no estádio, não no banco de reservas, mas das cadeiras, como um cidadão comum. Ao fazer isso, a FIFA extrapola sua jurisdição e fere o direito natural do cidadão de ir e vir. A FIFA quer ir além do que lhe compete e mete os pés pelas mãos.

Nunca ví a FIFA de Blatter ser assim tão rigorosa com os seus próprios membros e com os presidentes de Federações nacionais e continentais pilhados em atos de roubalheira e corrupção.

Até na hora que acerta, a FIFA faz questão de errar.

Nuzman E Seus Milhões!

junho 25, 2014

O trêmulo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, para tentar melhorar sua imagem junto ao governo, ao Congresso Nacional e à opinião pública, insiste em escrever que na sua longa gestão que já dura vinte anos conquistou sessenta e nove medalhas olímpicas, fazendo uma comparação safada com períodos anteriores ao seu. É evidente que isso é mais uma jogada de marketing de desses muitos assessores que ele contrata sem licitação pública e paga com dinheiro público, oriundo da Lei Piva.

A assessoria de imprensa do Nuzman é perfeita em contar mentiras dizendo verdades. Esse artifício ardil essa patota usou, entre outras vezes, quando Nuzman compulsoriamente deve que deixar o COI por completar setenta anos, em 2.012. Os serviçais e borra botas de imprensa do COB disseram que “Nuzman fora apontado pelo presidente Jacques Rogge como membro vitalício e honorário do COI” e ponto final. Essa é uma previsão estatutária que se aplica indistintamente a todo e qualquer membro do COI que tenha atingido setenta anos e servido à entidade por pelo menos dez anos, após o ano 2.000. Os pseudo jornalistas de Nuzman quiseram fazer parecer que se tratava de uma honraria especial conferida ao Nuzman treme-treme. Mentira!

A mesma coisa essa gente faz com a contagem de medalhas. Nuzman e sua gente conta a história da forma como lhes convém. Não são transparentes. O Comitê Olímpico Brasileiro nunca teve tanto dinheiro público jorrando em seus cofres como nos últimos vinte anos. É muito dinheiro mesmo, que sai do bolso do consumidor e que vai para a conta bancária olímpica, isso sem contar o dinheiro das estatais que patrocinam as Confederações. O que Carlos Arthur Nuzman esconde do governo, do Congresso Nacional, da mídia e do povo é que em Atlanta 96, cada uma de suas medalhas custou R$ 4,4 milhões de Reais aos cofres públicos. Já em Londres 2.012, em que o Brasil teve desempenho pior que em Atlanta 96, cada medalha do Brasil custou a bagatela de R$ 123 milhões de dinheiro do povo. Ou seja, Nuzman a cada ciclo olímpico vai consumindo dinheiro público em progressão geométrica para entregar, comparativamente, menos medalhas. Isso significa que Nuzman é incompetente no trato e na gestão do dinheiro público, pois quanto mais recebe, não consegue evoluir esportivamente na mesma medida.

Nuzman tem uma personalidade insegura. Tem a necessidade de aparecer ser mais do que é. É muito preocupado com aquilo que os outros vão pensar dele. E ao mesmo tempo que é muito inseguro, tem uma vaidade enorme. Tudo isso faz dele uma pessoa complexa, muitas vezes indelicado com seus funcionários, o que se agrava em face do momento particular que está passando.

Nuzman se lixa para o esporte de base, estudantil, popular e essa política de canalizar todos os esforços e recursos para o altíssimo rendimento estão matando o futuro do esporte brasileiro. A base está completamente desasistida.

Nuzman não é a pessoa certa para o COB e a esperança é que ele não chegue a 2.016 nas funções que ocupa.

Atente, leitor, que Nuzman gera muito mal o seu dinheiro público. Não se esqueça: em Londres 2.012 cada medalha olímpica custou R$ 123 milhões do seu bolso. Pelo dinheiro que o COB recebeu, era obrigação ter feito não apenas melhor, mas mil vezes melhor.

Dia Olímpico Mundial.

junho 23, 2014

Hoje celebra-se mundialmente o Dia Olímpico. Ví que muito poucos lembraram do fato e a mídia não espaço algum a data tão importante.

Ainda que não fosse pelo que representam as tradições seculares da prática do esporte para celebrar a paz, o Brasil é o País que abrigará a próxima edição dos Jogos Olímpicos, pelo que os meios de comunicação deveriam dar atenção à data. Falo sempre que se há algum legado que essa malfadada Olimpíada brasileira poderá deixar para o nosso povo será a criação de uma mentalidade olímpica. É uma data que não pode passar despercebida.

E daí que estamos em meio a uma Copa do Mundo de futebol? Uma coisa não exclui a outra. Na minha concepção, o Olimpismo tem muito mais relevância esportiva e intelectual do que o futebol. Mas esse é o meu conceito pessoal, lastreado na história da humanidade, em que os Jogos Olímpicos, desde os primórdios da civilização, séculos e séculos antes de Cristo, já exerciam papel preponderante na estrutura social da época.

Sou a favor que seja incluída na grade escolar a disciplina Educação Olímpica. Os estudantes do Brasil têm que saber que Jogos Olímpicos vão muito além do que um certame esportivo.

A monocultura do futebol no Brasil é ruim e milita em favor da ignorância. Em outros Países o futebol também é importante, mas o Movimento Olímpico é conhecido e reconhecido.

Apesar das mazelas do esporte olímpico, toda a filosofia de vida em que se consubstancia o Movimento Olímpico, deve ser divulgada.

Passei todos esses dias, desde o início da Copa, fora do Brasil. Assisti ao jogo do Brasil com a Croácia em um restaurante (o jogo com o México ví algumas partes. Dormi quase o segundo tempo inteiro). Ouvia no restaurante o estádio de Itaquera, uníssono, disparando xingamentos contra a presidente Dilma Rousseff. O próprio narrador da televisão local chamou atenção para o fato de que o público brasileiro presente no estádio protestava com vigor contra Dilma Rousseff. Durante esses dias que estive fora do País quase nada acompanhei da mídia brasileira sobre a Copa do Mundo. Hoje, ao ler um jornal, ví que houve embates entre jornalistas de renome sobre os xingamentos endereçados à presidente.

Chamou minha atenção que houve gente que argumentou que os xingamentos e as vaias à Dilma teriam sido de uma “elite branca endinheirada” e não refletia o pensamento do povo pobre do Brasil. Pode ser que seja isso mesmo, pois os pobres não têm dinheiro para pagar um ingresso de Copa do Mundo. Mas ainda que as vaias tenham partido da “elite branca”, essa gente faz parte da população do País e, por isso, tem todo direito de protestar. O direito de protesto não é restrito a um segmento específico da sociedade. Se a “elite branca” está descontente, então que legitimamente proteste, com veemência.

Sou totalmente a favor de protestos e acho que com relação a essa Copa do Mundo no Brasil há, de fato, muito contra o que se rebelar. O povo foi roubado. E surrupiado, inclusive, por integrantes desse governo que compactuaram com uma série de absurdos tão largamente esquadrinhados pela mídia.

O que me parece inadequado, entretanto, não é o protesto em si, mas as palavras de baixo calão que refletiram o protesto. Da mesma forma que repudio com veemência esses criminosos que “protestam” nas ruas quebrando vitrines, carros, bancos, agredindo gente, também condeno a violência verbal.

Acho que quem estava no estádio, independentemente de sua origem social, tinha todo direito e razões de sobra para vaiar com muita força as autoridades do governo e da FIFA, que nos enfiaram goela abaixo essa Copa do Mundo corrupta e que daqui a mais ou menos um mês estaremos lamentando o legado horrível que ficará para o Brasil.

O que é desnecessário é utilizar palavras de baixo calão que, além de inapropriadas, desviam o foco do protesto, dando margem a outras discussões.

Palavras de baixo calão não caberiam fosse o presidente, Dilma, Aécio, ou Eduardo. Vaias, sim.

Em plena Copa, Rio 2016 coloca as barbas de molho

Texto de José Cruz 20/06/2014 11:04

Em pleno Mundial de Futebol e dúvidas sobre o futuro dos estádios “elefantas brancos”, o movimento olímpico brasileiro se antecipa a um debate que está sempre na ordem do dia: legado. Há poucos dias, o Globo publicou mensagem, tipo comercial, com foco no “legado das Olimpíadas de Londres 2012”.

Em meia página, a matéria abordou sobre um seminário, com a participação de especialistas ingleses que trabalharam nos Jogos de Londres. Um título chamou atenção:

“No Rio de Janeiro, tudo vai dar certo”.

Em seguida, outro alerta:

“Sucesso depende de uma abordagem integrada” – entre governo federal e a prefeitura carioca.

Fantasma

O Brasil optou por receber grandes eventos esportivos e, em seguida, apareceu o fantasma: “e depois?” A indagação faz sentido. Afinal, o desastroso exemplo do Pan- 2007 ainda é recente.

O principal estádio daquele evento, o Engenhão, está fechado para reforma, porque a cobertura estava desabando;

O Velódromo de R$ 16 milhões foi destruído e vão erguer outro, de R$ 150 milhões. Lá, a cobertura também ameaçou ruir, segundo relatório do Ministério do Esporte;

O Brasil está sem laboratório credenciado para exame antidoping. Os exames são realizados no exterior;

E já se sabe que a Baía de Guanabara não será mesmo despoluída, segundo o prefeito do Rio. Os velejadores terão que desviar de boias e do lixo na área de competição.

Dúvidas

Para não ficar no esquecimento, aqui vai a “memória” de sempre:

Qual o aproveitamento que prefeitura e governo do Rio de Janeiro deram às instalações do Pan? Houve um programa para usar os espaços pela comunidade, por atletas e clubes formadores? Qual a ação efetiva do Ministério do Esporte nessa questão, pois foi o governo federal o principal financiador das despesas do Pan?

A reportagem em O Globo é uma espécie de “alerta” do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016. Algo como que chamando os governos federal, estadual e municipal a também se preocuparem com o pós-evento, a fim de que o Comitê Olímpico e o Comitê Organizador dos Jogos não sejam responsabilizados pelo desperdício de espaços, como já ocorreu com Pan 2007.

O pior é que, a oitocentos e poucos dias da Olimpíada no Rio de Janeiro, não temos nem uma discussão sobre esses assuntos. Nada! Até porque, encerrados os Jogos, os políticos e cartolas serão outros. E os que vierem que respondam sobre os desperdícios públicos de sempre.

Tags : 2016 Copa Rio

O repórter investigativo Lúcio de Castro, da ESPN Brasil, tem publicado uma série de reportagens com constatações e provas seríssimas de descalabro financeiro e pagamentos de comissões indevidas e suspeitas na Confederação Brasileira de Vôlei (“CBV”). As informações e provas divulgadas por Lúcio de Castro tiveram repercussão mundial e cairam como uma bomba no colo na CBV e do Comitê Olímpico Brasileiro (“CBV”). Seus dirigentes deram declarações protocolares, desculpas esfarrapadas, escreveram cartas ridículas e o que fizeram, a partir daí, foi desesperadamente tentar abafar o caso. Nessas horas, melhor seria, se esses cartolas não têm nada a temer, lutar pela apuração do caso, com total transparência. Mas não estão agindo assim.

Enquanto isso, vimos, recentemente, o sempre fortíssimo time de vôlei masculino do Brasil vencer partidas em condições difícies e perder para seleções que em condições normais não aconteceria. Quem acompanhou os jogos recentes da Liga Mundial viu que o time masculino do Brasil jogou bem abaixo de suas potencialidades e muito diferente daquilo que estamos acostumados a ver. E que não se fale que “não tem mais bobo no vôlei”, porque ainda que hoje outras seleções possam ter melhorado, o Brasil sempre foi muito superior a elas.

Podem existir vários fatores para essa queda de produção da seleção masculina, alguns que talvez nunca saberemos e que Bernardinho e os jogadores guardarão para eles. Pode ser apenas uma questão de erros técnicos e táticos momentâneos que serão devidamente corrigidos.

Mas não podemos ignorar que a crise moral que se abateu sobre a administração da CBV, com grandes repercussões no Brasil e no exterior, pode, sim, ter havido algum reflexo no time. É possível que os jogadores e a comissão técnica ao verem as matérias e as provas de Lúcio de Castro tenham sentido-se traídos, apunhalados pelas costas e sobre eles caído um abatimento.

Eu ví na televisão e lí nos jornais entrevistas do técnico Bernardinho e de alguns jogadores utilizando-se expressamente esse termo, “traição” por parte da CBV e pedindo apuração total dos fatos, com responsabilização dos culpados.

%d blogueiros gostam disto: