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O Globo publicou em seu jornal online que Fernando Baiano, acusado de ser o lobista do PMDB no esquema de corrupção da Petrobrás teria ligações com atletas e com gente do Comitê Olímpico do Brasil (“COB”).

Segue o link do poderoso jornal carioca http://m.oglobo.globo.com/brasil/lobista-apontado-como-operador-do-pmdb-se-entrega-pf-14594706

Fernando Baiano acaba de entregar-se à Polícia Federal em Curitiba. E certamente terá muito o que contar. Tenho comigo que os tentáculos da corrupção que envolvem as empreiteiras e as obras públicas não se resumem ao Petrolão. Isso é óbvio.

Faz bem o Procurador Geral em pedir a declaração de falta de idoniedade dessas essas empresas, de forma que fiquem por cinco anos, pelo menos, impedidas de participar de licitações públicas. Mas a coisa não pode parar por aí. A investigação em supostos atos de corrupção em outros segmentos deve ser conduzida com energia.

São essas mesmas empreiteiras que dividem entre si a responsabilidade de construir quase 80% das obras olímpicas. E de muitas outras espalhadas pelo Brasil, ou no exterior, financiadas com dinheiro do BNDES.

Se nos Jogos Panamericanos Rio 2.007 o suprrfaturamento foi de 1.000%, o estrago que pode ocorrer nos Jogos Olímpicos Rio 2.016 pode ser muito maior.

Bobagem dizer que o País para se a Justiça colocar essas empreiteiras na geladeira. Pelo contrário, o Brasil dará ao mundo uma demonstração de buscar mudar suas atitudes e arejar suas instituições.

Existem outras construtoras no exterior e também no Brasil que, seriamente, podem assumir as obras de infraestrutura que o País necessita.

Acho muito grave a relação que O GLOBO faz sobre a suposta relação entre o lobista Fernando Baiano e gente do COB.

Vejamos os desdobramentos com a máxima atenção.

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A ESPN Filme volta com a série deste ano, exibindo, a partir do dia 03 de dezembro, a saga de vários de nossos heróis olímpicos. A iniciativa da ESPN é extremamente louvável, porque o Brasil vai sediar os próximos Jogos Olímpicos e nosso País ainda é muito carente sobre o real significado e abrangência do Movimento Olímpico. O Brasil tem que ter uma Mentalidade Olímpica. O grande legado que esses Jogos podem deixar ao País é o humano, de forma que se possa adotar o Olimpismo, o tanto quanto possível, como uma filosofia de vida.

Abaixo está a relação dos filmes, datas e horários em que serão exibidos, no canal a cabo ESPN (não na ESPN Brasil). Haverá exibições, também, em salas de cinemas e em vários locais do Brasil, justamente com o intuito de espalhar a mensagem Olímpica entre o nosso povo.

O filme sobre avida de meu avô, Sylvio de Magalhães Padilha, dirigido por Marcelo Muller e produzido pela Academia de Filmes, irá ao ar no dia 03 dezembro, às 21h00min.

RAINHA HORTÊNCIA & MAGIC PAULA                                                                                                                        Hortência e Paula, duas das maiores jogadoras de basquete de todos os tempos no mundo, fizeram parte da mais vitoriosa geração do basquetebol feminino do Brasil. O filme conta a história das duas, e da incrível geração que jogou com elas e fez história pela seleção brasileira feminina de basquete nos anos 90. Direção: Rubens Arnaldo Rewald. Estreia: 03/12, às 21h na ESPN.

 

PADILHA, UMA VIDA OLÍMPICA                                                                                                                                                 A Olimpíada de Hitler queria provar ao mundo a supremacia ariana. A delegação brasileira chegou a Berlim quase impedida de participar por conta de disputas políticas internas. Neste cenário adverso, a maior esperança de medalhas para o Brasil, o corredor Sylvio Padilha, deveria enfrentar Jozsef Kovacs, recordista europeu e favorito ao ouro nos 400m com barreiras. Antes da prova, no vestiário, o atleta alemão desdenhou do brasileiro, dizendo que não perderia de um país de macacos. O orgulho e obstinação de Padilha, inflamados pela provocação do alemão, resultaram na primeira vez em que um brasileiro foi finalista em atletismo numa Olimpíada, selando a história de uma vitória movida à ideologia e paixão pelo esporte. Direção: Marcelo Rodrigo Mingotti Müller.  Estreia: 03/12, às 21h30 na ESPN.

 

SZABO, EM BUSCA DO GOL                                                                                                                                           Quem foi Szabo? Por que ele foi o maior jogador de polo aquático do Brasil ? Por que era admirado e lotava as piscinas?  Por que alguns não gostavam dele? Como foi sua participação na maior façanha do polo aquático nacional, a conquista do título Pan Americano de 1963, em São Paulo? E como foi sua participação nas Olimpíadas de 64. E a família? O que eles dizem do Pai, do homem, do jogador? Szabo, um retrato humano do maior water polista nacional. Direção: Marcos de Araujo Ribeiro. Estreia: 10/12, às 22h na ESPN.

 

 

 

NADADOR – A HISTÓRIA DE TETSUO OKAMOTO                                                                                                   Conheça a trajetória do nadador Tetsuo Okamoto (1932-2007), que conquistou a medalha de bronze na prova dos 1.500 metros livre nos Jogos Olímpicos de Helsinque, em 1952 – a primeira medalha olímpica para a natação brasileira. Com entrevistas, imagens de arquivo e reconstituição de momentos importantes na vida de Tetsuo, o documentário descreve a sua infância em Marília, as primeiras vitórias, o Pan Americano de 1951 e a sua participação em Helsinque. Herói da natação brasileira, Tetsuo é considerado um exemplo de dedicação e persistência. Direção: Rodrigo Souza Grota. Estreia: 10/12, às 22h30 na ESPN.

 

BETE DO PESO                                                                                                                                                            Maria Elisabete Jorge, conhecida como “Bete do Peso”, foi a primeira levantadora de peso a defender o Brasil em uma Olimpíada. Esse esporte, presente nos Jogos Olímpicos desde o início das competições na Era Moderna, só incluiu a participação feminina em 2000. Divulgar essa modalidade pouco reconhecida no país e resgatar a história dessa brasileira de origem humilde, que chegou a Sydney aos 43 anos de idade e utilizou o esporte para ultrapassar fronteiras sociais, é a proposta desse documentário. Direção: Kiko Mollica. Estreia: 17/12, às 21h na ESPN.

 

5 x YANE                                                                                                                                                                                “5X Yane” narra a trajetória da pentatleta Yane Marques; da infância pobre em Afogados da Ingazeira até a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos Londres 2012. Paralelamente, uma volta ao tempo revelará a origem do pentatlo e seus motivos heroicos. As somas das duas narrativas servirão para construir o mito Yane Marques. Direção: Flora Diegues. Estreia: 17/12, às 21h30 na ESPN.

 

WANDA DOS SANTOS – SEM BARREIRAS                                                                                                                             A trajetória da barreirista Wanda dos Santos, da infância humilde em São Paulo à consagração olímpica. Wanda segue em atividade aos 81 anos, disputando competições de veteranos e treinando outros atletas. O documentário acompanha sua rotina, relembrando sua trajetória a partir da primeira medalha em competições até chegar às Olimpíadas de Helsinque (1952) e Roma (1960), superando o racismo. Uma vida de superação constante, traduzida em títulos e recordes, mesmo na terceira idade. Direção: Cleisson Vidal. Estreia: 24/12, às 21h na ESPN.

 

 

 

 

AS INCRÍVEIS HISTÓRIAS DE UM NAVIO FANTASMA                                                                                                     Los Angeles, 1932. Em meio à Grande Depressão, a terra do cinema prepara-se para sediar uma Olimpíada dos sonhos. Mas, longe dos holofotes, uma delegação tropical faz de tudo para entrar em cena. Viagem em um navio carregado de café, falta total de recursos, despreparo técnico e emocional, esforço sobre humano de superação: eis alguns dos destaques. Uma comédia, um drama épico, quase uma ficção científica. Não há dúvidas de que a saga brasileira supere qualquer produção hollywoodiana. Direção: André Bomfim e Gustavo Rosa de Moura. Estreia: 24/12, às 21h30 na ESPN.

 

AS LUTAS DE ADRIANA

“As Lutas de Adriana” aborda a carreira da 1ª mulher brasileira a ganhar uma medalha olímpica no boxe: a baiana Adriana Araújo. O documentário tem como foco não só a célebre luta que a conduziu ao bronze em Londres 2010 ao vencer a marroquina Oubtil Mahjouba mas também outras três lutas: sair de uma comunidade de baixa renda e vencer pelo esporte; vencer o preconceito por praticar um esporte masculino; provar que os dirigentes que afirmam que ela não tem condições físicas para a próxima Olimpíada estão errados. Direção: Alberto Lannuzzi. Estreia: 31/12, às 21h na ESPN.

 

 

O SAMURAI BRASILEIRO – A HISTÓRIA DE CHIAKI ISHII

Poucos são os atletas que competem em altíssimo nível. Alguns alcançam o pódio. Pouquíssimos se tornam campeões. Talvez até conquistem fama. Mas raros mesmo são aqueles que transcendem as conquistas objetivas e alcançam uma glória maior: o respeito e a admiração unânimes daqueles que vivem e amam seu esporte. Esse é o caso de Chiaki Ishii, dono da primeira das 19 medalhas olímpicas do judô brasileiro. O ídolo de todos os ídolos do judô. Esse documentário é sobre sua fantástica jornada. Direção: Eduardo Levy Sobreira. Estreia: 31/12, às 21h30 na ESPN.

 

 

JOÃO DO VÔO – HISTÓRIA DE JOÃO DO PULO

Eram tempos difíceis no Brasil. Vivíamos numa ditadura militar. Dos anos de chumbo para a abertura politica lenta e gradual de Geisel. No mundo, imperava a guerra fria entre EUA e Rússia. O povo ansiava por alegria e liberdade. O país precisava desesperadamente de ídolos. Foi neste contexto social, econômico e politico que surgiu João Carlos de Oliveira. “João do Pulo”, Garoto pobre que superou adversidades teve uma vida curta. O fenômeno do atletismo que virou herói nacional.

Direção: Sergio Fernandes de Miranda. Estreia: 31/12, às 22h na ESPN.

 

Um dos assassinatos esportivos que a Copa do Mundo já deixou para o esporte foi o fechamento da pista de atletismo Célio de Barros, no Rio de Janeiro, no complexo do Maracanã. A ideia inicial era simplesmente destruir aquele espaço, assim como o conjunto aquático Júlio Delamare.  Se já há no Brasil e, também, na Cidade Olímpica pouquíssimos locais para a iniciação esportiva, treinamento e massificação, o governo daquele Estado trataria de, criminosamente, tornar ainda mais difícil essas práticas. O governo do Estado, a Prefeitura e as autoridades esportivas sempre estiveram mais preocupados com os negócios de seus patrocinadores e com as entidades internacionais de que participam, do que com o Brasil.  O Júlio Delamare somente não foi demolido por pressão popular e o Célio de Barros, que tinha virado canteiro de obras,  apenas teve a promessa de voltar a ser um estádio de atletismo quando o Governador Sergio Cabral viu-se, novamente, no olho do furacão, às vésperas de uma eleição,  pressionado por atletas, ex atletas, jornalistas e familiares de jovens que ali praticavam o esporte base. Cabral anuniciou que o Célio de Barros voltaria a servir à população como uma autêntica pista de atletismo.

Ocorre que até hoje o Célio de Barros não pode ser utilizado.  O governo diz que estará pronto somente após a Olimpíada de 2.016. Inaceitável! Revoltante! Em promessas de de políticos não se deve acreditar, comprovam as estatísticas, ainda mais em se tratando de Sergio Cabral. Atletas brasileiros continuam com suas condições de treinamento muito prejudicadas pela falta dessa pista de tantas tradições e pela qual já passaram grandes nomes do nossos querido atletismo. Não me refiro nem aos atletas que vislumbram índices para os Jogos Olímpicos e competições de alto rendimento, mas, também, aos jovens das comunudades do Rio que ficaram sem lugar para treinar. Há de se avaliar quantos jovens atletas tenham, talvez, decidido abandonar o atletismo em razão do longo período de inatividade do Célio de Barros.

Do Comitê Olímpico do Brasil não podemos esperar nenhuma ação concreta, manifestação objetiva, pela reabertura do Célio de Barros em espaço curtíssimo de tempo. O Conitê Olímpico do Brasil prefere alinhar-se aos governos a ter que comprar uma boa briga em defesa dos atletas.

Então é hora de aquela mesma gente boa que se mobilizou para pressionar o governador Cabral a, mesmo contra sua vontade, recuar quanto à ideia de demolir o Célio de Barros, a retomar a sua luta e fazer com aquele relevante local esteja rápida e novamente à disposição do povo.

Muito cuidado e atenção porque o projeto esportivo dessa patota, governo mais cartolas, resume-se a 2.016. Depois disso há um sério risco de não haver mais projetos esportivos no Brasil. Eles já terão se refastelado no poder. Por isso, retomar a luta pela reabertura do Célio de Barros rapidamente deve ser agora.

E contem aqui, sempre, com este ex atleta em atividade por mais essa boa causa em favor do esporte.

 

Abaixo as palavras escritas por Wlamir Marques. Elogios são bons. E vindos de uma pessoa como Wlamir, mundialmente reconhecido por sua excelência esportiva e de caráter, tem significado especial:

Wlamir Marques Alberto, é verdade, seu avô foi um grande homem e um grande protagonista do esporte brasileiro em todos os tempos. Devo a ele a escolha para ser o porta bandeira da delegação brasileira em Tokio-1964. Tive ótimas lembranças com ele desde os meus tempos de colégio, quando ele foi o diretor do antigo DEFE em São Paulo.e eu disputava os campeonatos colegiais por São Vicente. Na véspera do desfile de abertura fomos só eu e ele para o estádio, treinamento para o desfile. Quando vimos encontramos um estádio lotado, uma delegação de japoneses atrás de nós, simulando a delegação brasileira. Ali seu avô me deu aula de como transportar aquele símbolo nacional. Foi um dos momentos mais marcantes em toda a minha vida de esportista, jamais esquecerei do seu avô, um grande ser humano, de rara competência. Saudades, abs,wm.”

Ouvi hoje no rádio que um punhado de gente saiu às ruas, em poucas cidades brasileiras, para protestar contra a Presidenta Dilma Rousseff. Até aí não vejo problema algum, pois o diteito de manifestação popular pacífico é salutar e engrandece a democracia. Que o povo brasileiro possa, cada vez mais, participar das decisões do País.

O que achei desproporcional, talvez por ignorância daquela gente (pior se for por ideologia mesmo), foram os brados pela intervenção militar no Brasil. É uma minoria, eu sei disso, sem representatividade alguma. Mas ainda assim merece o meu absoluto repúdio. São os ingênuos da renovação, que talvez não tenham ideia do que significaram os anos de intervenção militar no Brasil, em que a liberdade de expressão foi tolhida, muita gente perseguida, torturada e assinada por regime deplorável. E em que, também, havia muita corrupção. Empresas ligads ao regime ganhavam dinheiro fácil e Ministros importantes, eu sei, participavam da festa e enriqueceram no período às custas de seargos públicos.

Além do mais,  como se já não bastasse o atraso que o golpe de 64 impôs ao Brasil, intervenção militar agora a troco do que? O País vive plena democracia. Acabamos de vivenciar eleições amplas, democráticas, para os cargos mais importantes da República. Uma candidata venceu, o outro perdeu e pronto. Assim é o regime democrático. Cabe ao ganhador fazer o que de melhor puder e à oposição cumprir seu papel com responsabilidade.

Também lí bobagens sobre o “impeachment” da Presidenta. Ora, o “impeachment” é um dos institutos mais sérios das Constituições democráticas e não pode ser vulgarizado. Ele deve ocorrer em situações extremas, depois de esgotados todos os níveis do devido processo legal, com direito à ampla defesa do acusado. E as provas contundentes e inquestionáveis de corrupção, para pedidos de abertura de “impeachment”,  devem recair sobre sobre a pessoa do mandatário da República e não sobre seus assessores, Ministros, ou outros quaisquer. A gente que prega “impeachment” ou desconhece o direito, ou é mesmo golpista de carteirinha. E esses devem ser repudiados. Hoje mesmo já lí declarações de lideranças sérias do PSDB criticando esses desajeitados que apregoam “intervenção militar”, ou “impeachment”.

Saí do tema esporte. Mas hoje é necessário.

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