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O governo federal começará a divulgar nos meios de comunicações jingles olímpicos com o tema “Somos Todos Brasil”. No link abaixo, o primeiro deles, na voz de Toni Garrido.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/12/1721655-governo-lanca-campanha-da-rio-2016-e-exalta-que-brasileiro-faz-acontecer.shtml

Os jingles vão enaltecer a capacidade que o brasileiro tem de “fazer acontecer”. Nunca gostei dessas musiquinhas ufanistas que, na maioria das vezes, servem para desviar o foco do povo para problemas bem mais graves do País. As ditaduras, ou os governos encrencados em corrupção utilizam muito dessa tática.  Todas as ditaduras no Brasil, ao longo do tempo, tinham seus jingles patrióticos. O atual governo não é uma ditadura, mas está com níveis baixíssimos de aprovação e enrolado até o pescoço com denúncias comprovadas de corrupção.

Acho bom que no ano olímpico o país se envolva com o evento, que se crie uma mentalidade olímpica, que se conheça outros esportes que não somente o futebol, que se aproveite o momento para criar uma política de Estado para o esporte nacional, que o governo federal tenha vontade política de trabalhar pela base do esporte e trata-lo como uma questão de educação e saúde. As campanhas publicitárias podem ajudar nisso.

Mas é necessário muita atenção. Recentemente a imprensa publico e Rodrigo Janot confirmou que o presidente da Câmara Federal recebeu dinheiro para facilitar a aprovação de leis relativas à organização dos Jogos Olímpicos no Rio, em 2.016. E que o atual vice governador do Rio, então Senador Francisco Dornelles, atuou fortemente para a aprovação dessas medidas. Há várias outras denúncias que necessitam ser esclarecidas, tais como a questão das desapropriações forçadas na Vila Autódromo, o campo de golfe (ah, esse campo de golfe!), a explosão do orçamento, da questão do dinheiro do FGTS destinado para obras no Porto Maravilha (outra obra do Eduardo Cunha).

Os governos federal, estadual e municipal tem que esclarecer tudo isso ao povo brasileiro, ao Comitê Olímpico Internacional e aos organismos de controle e transparência.

Que esses jingles não sejam apenas mais um instrumento de marketing do Estado corrupto para desviar a atenção de fatos graves que envolvem a realização dos Jogos Olímpicos.

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As Ações dos EUA na FIFA.

dezembro 17, 2015

O que se comenta, de fontes muito confiáveis na Europa, ligadíssimas ao futebol é que os EUA, há muito, vinham advertindo a Justiça Suíça que os cartolões do futebol se refastelavam com dinheiro da corrupção, hoje sabida e comprovada. E que a Suíça agia muito lentamente para coibir tudo aquilo, de forma que havia prática de crime continuado e que dava aos cartolas e à sociedade a impressão de impunidade. Cheios do assunto, teriam os EUA dado um ultimato aos suíços, tipo, “já que Vocês não fazem nada, nós vamos agir.” E a aí deflagrou-se esse processo que temos acompanhado pela imprensa mundial.

Claro que o que os EUA fizeram na FIFA foi excelente. Já que ninguém mais agiu, foi lá a “polícia do mundo” e começou a dar um jeito na coisa. Mas também é evidente que o interesse dos EUA pelo futebol não se resume à luta pela dignidade na FIFA. Há dois fatores muito relevantes que devem ser observados: (a) A FIFA é o único organismo internacional importante que os EUA tinham pouquíssima influência, perto de zero; e (b) O futebol passou a ser, cada vez mais, um mercado muito importante nos EUA, com movimentação de milhões, sendo o esporte mais praticado entre os jovens. E potências mundiais como a Rússia e a China estavam entrando firmemente nesse mercado. Os EUA têm que garantir sua fatia nesse segmento.

Esses dois fatores acima contribuíram, muito, para que os EUA interferissem com firmeza no futebol mundial. Se fosse a FIFA uma organização mundial corrupta, mas cujo objetivo fosse administrar plantações de brócolis, talvez o empenho dos EUA fosse diferente.

Acredito, ainda, que faz parte dos planos dos EUA, aumentar seu poder político na FIFA. Não nessas eleições que se avizinham, mas nas seguintes, não estranhem se houver um forte candidato norte-americano à presidência da entidade.

Mais dois pontos curiosos. A eleição de Atlanta para sede dos Jogos Olímpicos de verão em 1.996 foi permeada de ações nebulosas e acusações de compra de votos de membros do Comitê Olímpico Internacional. O mesmo ocorreu quando Salt Lake City foi escolhida para sede dos Jogos Olímpicos de inverno, em 2.002. As acusações foram tantas que, após a escolha de Salt Lake City, o próprio Comitê Olímpico Internacional fez suas próprias mudanças e expurgos. Mas o Governo a Justiça e as democráticas instituições dos EUA não fizeram rigorosamente nada. Deveriam investigar, também, esses dois fatos.

Publiquei em post anterior minha indignação com relação aos desmandos administrativos havidos, sucessivamente, nas gestões da Confederação Brasileira de Basquete e, sobretudo, pelo silêncio das autoridades com relação ao assunto.

Novas denúncias comprovadas surgem contra a Confederação, a mais recente delas de que o antigo presidente contratou serviços de ar condicionado de uma empresa de seus familiares.

Cada enxadada, uma minhoca!

E é extremamente curiosa a postura do Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”), Ministério do Esporte, Tribunal de Contas da União Controladoria Geral da União que nada fazem. Até agora, nenhuma nota, nenhuma declaração, não há notícias de que alguns desses órgãos iniciará a tomada das medidas necessárias para auditar e investigar o que ocorre. E, se necessário, após o devido processo legal, punir os responsáveis, civil e criminalmente. Especialmente o Comitê Olímpico Brasileiro, que costuma querer interferir de forma recorrente na vida das Confederações e ter poder absoluto em suas mãos, deveria fazer algo. Mas acho que não o faz porque não quer perder o voto do basquete em uma possível disputa eleitoral. No final de 2.016 haverá eleições para a presidência do COB. Eles não querem arriscar. Isso é uma atitude errada.

A Confederação Brasileira de Basquete recebe dinheiro público, de repasses do Ministério do Esporte, da Lei Piva, por meio do COB e da estatal que a patrocina. Assim, desvios de conduta por parte de seus administradores podem levar a consequências muito sérias.

No momento em que essas entidades e as pessoas que a representam não fazem nada, fica-se com a impressão de que são coniventes. Erram por omissão, no mínimo.

E ao povo brasileiro fica a imagem da impunidade plena.

 

 

 

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