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As Palavras da Pesquisadora Olímpica e Escritora Laurete Godoy Por Ocasião Da Celebração do Dia Olímpico no Panathlon Club de São Paulo.

junho 30, 2014

A Mensagem Recebida da Pesquisadora e Escritora Laurete Godoy, Por Ocasião da Celebração do Dia Olímpico do Panathlon

1. Ontem o Panathlon Club de São Paulo comemorou o Dia Olímpico e a oradora você já sabe quem foi.
Quando mencionei o nome do seu avô (Sylvio de Magalhães Padilha), dizendo ser o brasileiro que viveu o Movimento Olímpico
com maior intensidade, além de ser o carro-mestre do esporte amador no Brasil, os aplausos foram
fortes e demorados. Encaminho para você o primeiro trecho da minha fala, para você saber onde seu
avô foi citado.

Laurete Godoy

Panathlon – Dia Olímpico – 2014

A comemoração do Dia Olímpico pelo Panathlon Clube de São Paulo é sempre motivo de festa e alegria. É a confirmação da imortalidade do espírito olímpico, pairando sobre aqueles que fazem do esporte uma atividade promotora da saúde, alegria e fraternidade.
Essa iniciativa honra o movimento promotor da paz, que surgiu na Grécia dos sábios e filósofos, dos mitos e alegorias, da prática esportiva utilizada como elemento educador e socializador. Um espírito que se materializou em 776 a.C., quando ocorreu o registro público do nome de Corebus, primeiro vencedor do torneio que era realizado para honrar Zeus, dono e senhor do Olimpo, imagem da justiça e da razão, da ordem e da autoridade, virtudes que marcavam a esplendorosa festa.
A partir dessa data, a cada quatro anos os Jogos eram realizados em Olímpia. E o festival esportivo-religioso que durante muitos anos teve apenas uma prova de corrida, atingiu o apogeu com disputa de outras atividades, enfraqueceu, começou a decair e após mais de 600 anos de realização ininterrupta, foi extinto em 393 da Era Cristã.
A partir de então, o esporte saiu da cena maior durante 1500 anos. Até que, em 23 de junho de 1894, na Sorbonne, Universidade de Paris, o maior festival esportivo da Antiguidade foi renovado, graças ao empenho de Pierre de Fredy, posteriormente Barão de Coubertin. E, a exemplo do que ocorrera na Grécia Antiga, o movimento que nasceu fraco, fortaleceu-se e atingiu patamares incríveis em diversos setores de atividades, apesar de ter enfrentado duas guerras mundiais.
A segunda delas, considerada a maior e mais devastadora guerra da história da Humanidade, mudou a feição do mundo e matou grandes nomes do esporte internacional. Porém, o espírito olímpico sobreviveu!
Londres ainda guardava vestígios dos vários bombardeios que sofrera, mas sediou os Jogos de 1948. Vinte e três países disputaram o torneio de Basquetebol. Dirigentes brasileiros não queriam que a equipe fosse levada a Londres. Como o Brasil não conseguira vencer o campeonato sul-americano realizado no Rio de Janeiro em 1947, por certo faria péssima figura em Londres. Porém, duas pessoas empenharam-se e lutaram pela ida dos brasileiros: Paulo Martins Meira e Sylvio de Magalhães Padilha, este, o brasileiro que viveu o espírito olímpico com maior intensidade, foi o carro-mestre do esporte amador no país e é Presidente de Honra do Comitê Olímpico Brasileiro. A equipe de Basquetebol embarcou e os dez jogadores treinados por Moacyr Daiuto, professor de projeção internacional, escritor e panathleta da primeira hora, representaram a maior glória da delegação brasileira nos Jogos de Londres.
Nessa equipe pioneira estavam Alberto Marson e o panathleta Alexandre Gemignani. Quando em 1998 o Panathlonb Club de São Paulo realizou pela primeira vez a cerimônia do Dia Olímpico, Alexandre Gemignani acendeu a pira olímpica. Em 2001 a honra coube a Alberto Marson. Foram os basquetebolistas que mais participaram desse festiva cerimônia: em 2003, Amaury Passos, na época denominado “Mão Santa”, em 2008 Edson Bispo dos Santos e, nos anos de 2005 e 2009 o panathleta Carlos Massoni, Mosquito, que sempre prestigia os jantares desta entidade.
Mosquito sentia desejos de dedicar-se ao Futebol, mas o pai não queria, de jeito nenhum. Então, por livre e espontânea pressão o jovem se dedicou ao Basquetebol e foi armador da mais vitoriosa seleção de Basquetebol do Brasil. Jogou Basquete dos 10 aos 40 anos de idade e, ao abandonar o esporte de competições, deixou o registro de participação em 99 jogos e 495 pontos marcados. Mosquito integrou as equipes que obtiveram medalha de bronze nos Jogos de Roma, em 1960 e Tóquio, 1964.
(…)

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