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É um massacre de informações sobre Copa do Mundo. Muitas interessantes e outras tantas ansolutamente inúteis. Mas como a ordem é falar de futebol, preferem nos encher de bobagens do que ocupar os espaços das mídias com coisas mais importantes. Poderiam restringir as informações àquilo que realmente tem relevância.

Enquanto se fala e se escreve sobre o futebol, quem ganha com isso são os bastiões do olimpismo brasileiro que, por cerca de dois meses, caem no completo esquecimento.

As barbaridades olímpicas permanecem acontecendo a todo vapor. Mas as pessoas nem lembram que existem Jogos Olímpicos. E esse é o cenário dos sonhos para a cartolagem olímpica e todos os envolvidos. Eles podem navegar em águas tranquilas, pelo menos aqui no Brasil, uma vez que o COI, já cheio dessa patota, fica chutando o traseiro deles.

Como sempre reitero, a Copa do Mundo de futebol e os Jogos Olímpicos, juntos, serão dos grandes escândalos finaceiros da história do Brasil.

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Cresce a pressão para que as provas de vela na Olimpíada do Rio saiam da Baía
de Guanabara. Na segunda-feira passada (19), o New York Times publicou matéria
de capa alertando os velejadores para que não encostem na água do Rio. Depois,
o duas vezes medalhista olímpico Lars Grael engrossou o coro para que as provas
aconteçam em Búzios.

Neste domingo (25) foi a vez de Bimba. Ele postou a foto abaixo no Facebook e disparou:

‘Triste realidade a dois anos dos Jogos Olímpicos! Imagina passar aí a 50km/h numa prancha
de windsurf (RS:X) disputando uma medalha!’

Reprodução/Facebook

Baía da Guanabara Olímpica

A Presidenta Dilma Rousseff reuniu-se com vários dos mais importantes jornalistas esportivos do Brasil. Achei a iniciativa excelente. Deveria a Presidenta fazer isso com mais frequência e com inúmeros segmentos da sociedade. Tenho certeza de que os jornalistas que lá estavam contribuíram muito para que Dilma tome ações concretas para melhorar o futebol. Receber o Bom Senso Futebol Clube já é um grande avanço. Mas que isso não fique apenas na retórica e no marketing político pré-copa e pré-eleições. Quero ver ações concretas.

De qualquer forma, ao ler e ouvir os ilustres jornalistas que estiveram reunidos com a Presidenta, fiquei com a impressão de que o único assunto tratado foi o futebol. Posso estar errado. Mas se houve atenção a alguma outra modalidade, isso não foi divulgado.

A monocultura do futebol é um dos fatores que sempre estrangulou as demais modalidades e que impediu, até hoje, que o Brasil tivesse uma mentalidade olímpica. Se a Presidenta teve a chance de conversar com os alguns dos mais renomados jornalistas esportivos do Brasil e deixou de abordar o tema dos esportes olímpicos, perdeu ela uma grande oportunidade. Os escândalos do vôlei, provados e comprovados pelo competente trabalho do Lúcio de Castro deveriam ter sido abordados pela Presidenta. O vôlei é o segundo esporte do Brasil, vitorioso e, principalmente, com um patrocínio estatal estupendo. Será que essa questão tão séria passou batida na conversa de Dilma com os jornalistas?

Dilma deveria ter ouvido dos jornalistas, competentes e experientes que são, opiniões e propostas sobre a construção de uma política de Estado para o esporte brasileiro, para levar a prática esportiva para a escolas, incutir no povo o gosto pelo exercício físico, o que é uma questão de saúde pública. E, mais ainda, debater com os jornalistas como dar acesso ao povo à prática do esporte, criando praças populares de baixo custo para essa finalidade, com professores de educação física à disposição da população. Praças esportivas que pudessem funcionar em horários alternativos, à noite, com segurança, para que o trabalhador que chegasse em casa tivesse como alternativa de lazer com a família a prática do esporte.

Reduzir o esporte ao mundo do futebol é reduzir a muito pouco uma questão ampla e relevante para a vida de qualquer nação.

Se agora Dilma resolveu entender e tomar providências no futebol, que não deixe de lado as demais modalidades, até porque estamos a beira de uma olimpíada no Brasil e tem muito dinheiro público correndo solto por aí.

Uma das promessas da Patota Olímpica Brasileira era a despoluição da Baía da Guanabara. Não fizeram e nada e nem farão. Quando muito, às vésperas das competição, farão algum tipo de paliativo muito vagabundo.

Esses organizadores olímpicos do Brasil estão metendo o país em um vexame internacional, cuja o dano à imagem do Brasil será difícil de reparar.

http://esporte.uol.com.br/rio-2016/ultimas-noticias/2014/05/19/velejador-austriaco-diz-que-guanabara-tem-agua-mais-suja-que-ele-ja-viu.htm

Meu post imediatamente anterior menciona as rusgas entre Eduardo Paes e Carlos Arthur Nuzman.

Quem esteve ontem no evento do Tribunal de Contas do Estado do Rio viu e ouviu ss mensagens explícitas que o Prefeito mandou ao presidente do Co- Rio.

Sem hesitar e sem preocupar-se em ser diplomático, Eduardo Paes já culpou de antemão o Co-Rio, leia-se Carlos Arthur Nuzman, se houver estouro no orçamento dos Jogos Olímpicos de 2.016. Afirmou o alcaide que com o orçamento previsto é mais do que possível fazer a Olimpíada carioca. E que se não der, a incompetência será da patota do Co-Rio.

Nuzmam, por sua vez, diz ao COI que os níveis de governo no Brasil, sobretudo Paes, nunca tiveram a real dimensão do que é organizar uma Olimpíada.

No circo olímpico brasileiro, é cada um tentando salvar a pele.

O Painel FC da Folha de São Paulo de hoje dá duas notas muito esclarecedoras sobre o assunto.

Há tempos que Eduardo Paes e Carlos Nuzman não guardam boas relações. E em muitas ocasiões não fazem questão de esconder isso. Várias vezes o Prefeito tem citado Nuzman em suas palestras públicas, inclusive em órgãos de imprensa, dizendo que o presidente do COB e do Co-Rio não é quem realmente manda nos Jogos Olímpicos e que ele, Eduardo Paes, faz as coisas como acha melhor. Nuzman, vaidoso, não gosta disso.

A vingança de Nuzman às falas de Paes está no discurso que faz ao COI, inclusive nesta semana que passou em Lausanne. Nuzman tem afirmado ao COI, categoricamente, que Eduardo Paes é o maior culpado pelos erros e atrasos na organização da Olimpíada. Nuzman diz que Paes “não tem dimensão do tamanho de uma Olimpíada.”

Nuzman também despeja suas críticas no governo do estado do Rio e no governo federal, dizendo que ambos não se entendem e que não conseguem definir qual o papel de cada um na organização dos Jogos Olímpicos.

Na verdade, Nuzman está, no COI, tentando salvar sua imagem e atacando os três níveis de governo, representados por Dilma, Cabral/Pezão e Paes pelas trabalhadas olímpicas. Essa é a grande preocupação de Nuzman.

Os atrasos na preparação olímpica do Rio também são culpa de Nuzman e não é uma postura correta querer despejá-la exclusivamente nas costas dos governos.

Apenas para relembram, Nuzman, desde Londres 2.012, não é mais membro efetivo do COI, não tem direito a voto, tendo saído pela compulsória por ter completado setenta snos. Ele não gosta quebse ressalte isso. O atual membro do COI no Brasil, que substituiu Nuzman é Bernard Rajzman.

Não costumo escrever sobre futebol. Não acho que seja um esporte que carrega no seu bojo, atualmente, aquilo que o Olimpismo é capaz de dar à humanidade. Claro que no Movimento Olímpico há muito cinismo. Mas as modalidades olímpicas, assim chamadas e aqueles que a compõem, atletas e técnicos, dão mais esperança de que o esporte possa cumprir sua função social do que o futebol.

O mundo do futebol é imundo, asqueroso, abjeto, corrupto, no qual as pessoas têm uma ética distinta. A noção de ética do mundo do futebol é a mesma do universo da política. Políticos e cartolas do futebol se merecem e, muitas vezes, confundem-se.

Detestei a forma como o técnico Jayme de Almeida foi demitido do Flamengo. Achei que ele merecia ser tratado com respeito e dignidade. Nunca tinha ouvido falar de Jayme de Almeida até ele assumir interinamente o Flamengo e ganhar seus títulos e ser efetivado. Comecei a prestar atenção em suas entrevistas e ví nele um sujeito que me pareceu honesto, sem vaidades, equilibrado e respeitoso com a imprensa. Percebi que se tratava de alguém melhor ganhando destaque no futebol. Vim a saber que ele próprio e seu pai prestarem enormes serviços ao clube como jogadores.

Ví, hoje, a entrevista de Jayme de Almeida, com a voz embargada, lamentando a forma desrespeitosa como o Flamengo o demitira. Senti, novamente, sinceridade nas palavras do técnico. Fiquei, mais uma vez, com a impressão nítida de que Jayme de Almeida é alguém acima desse mundinho do futebol.

A maneira de sua demissão não é inusitada no futebol. O futebol funciona assim. E isso é muito ruim. Os técnicos deveriam unir-se contra a cartolagem e exigir respeito. Mas, mesmo sem entender do assunto, acho que os técnicos também se degladiam entre si e não se respeitam, não se apoiam.

E esse Ney Franco, será que ele já comandou o time dele ontem contratado pelo Flamengo? Lembro que há alguns anos esse mesmo Ney Franco foi escorraçado do Flamengo.

Continuo torcendo para a Argentina ganhar a Copa do Mundo. Acho que Messi merece uma Copa e a Copa merece Messi. Não acho que esporte, muito menos o futebol, confunda-se com pátria. Quem diz isso, com todo respeito, acho hipócrita. Não consigo, assim como muita gente com quem converso, empolgar-me com essa Copa do Mundo no Brasil, que já se provou ser um poço de corrupção. Copa e Olimpíadas, juntas, serão dos maiores escândalos de corrupção da história do Brasil.

Desejo tudo de bom ao Jayme de Almeida, que não conheço, mas de quem tenho boa impressão.

Lamento essa “ética” toda própria que tem o futebol e que prevalece, anos após anos.

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