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A melhor notícia do dia vem do Blog do Juca quando ele, hoje, escreve que

“Mas a presidenta Dilma Rousseff é menos maneirosa que o ex-presidente e não simpatiza nem um pouco com a cartolagem.”

Certamente a Presidenta Dilma não tem o desejo inesgotável de aparecer que tinha o seu antecessor. Lula adorava bajulação e deslubrava-se a cada momento em que a cartolagem ía cobrir-lhe de mimos e salamaleques.

Dilma, tenho a impressão, é mais centrada e não de deixa levar pelos sorrisos escancarados e trejeitos da cartolagem.

A Copa e a Olimpíada, juntas, se não houver rígido controle dos gastos públicos, poderá ser o maior escândalo financeiro da história do Brasil, com consequências tenebrosas para o país. Aliás, até agora, essa parece ser a escrita, bola cantada desde sempre por aqueles que se preocupam com a dinheirama que jorrará dos cofres do governo para subsidiar os dois eventos.

A Presidenta Dilma pode mudar isso. Se ela quiser encarar a questão de frente, pode começar por exigir que as prestações de contas das entidades desportivas que recebem dinheiro a rodo do governo seja feita de forma mais eficaz. E que ao se achar coisas erradas, haja efetiva punição. Muitos dos votos do TCU têm sido desalentadores.

Dilma pode renovar e arejar o esporte nacional, a começar por defenestrar o seu próprio Ministro do Esporte, altamente comprometido com o que há de pior na cartolagem nacional. Orlando Silva é Ministro não pela sua competência, mas pela quota partidária. Não entende nada de esporte. Em anos de mandato tem sido incapaz de estabelecer uma política pública e duradoura de um esporte massificado e social.

Dilma pode alterar as leis esportivas, exigir que licitações sejam feitas (o Decreto que regulamenta a Lei Piva manda que o COB licite tudo o que comprar, sem exceções. Mas é o tipo da “lei que não pegou”). Pode mandar ao Congresso nacional projetos de lei que vedem as reeleições indefinidas para federações, confederações e comitê olímpico (não é inconstitucional, não!). Ou pode, simplesmente, dizer que as entidades cujos presidentes ficarem mais de oito anos no cargo, perdem direito de receber qualquer centavo de dinheiro público.

Tomara mesmo que a Presidenta Dilma não goste dessa cartolagem ruim. E que atue para mudar isso.

“Não temos trabalho de base e, sem clube de atletismo, tem que mudar de cidade quem quiser continuar sonhando.” Leandro Prastes

http://www.memoriaolimpica.com/portugues/olimpicos/AtletasdoLeandro.html

http://architetandoverde.blogspot.com/2011/06/de-sobras-de-pneus-para-pista-de.html
Em meio a tanta noticia ruim é sempre bom tomarmos conhecimento de atitudes positivas que acontecem no nosso país principalmente na área pública.

A Copa Na Amazônia.

junho 26, 2011

Hoje ouvi uma boa reportagem na rádio CBN que trata da Copa do Mundo na Amazônia. Existe um Instituto, cujo nome não guardei, que está não somente fiscalizando os custos com as obras que serão efetuadas em Manaus, mas, também, atento aos benefícios que a competição poderá trazer à região. Que bom será se cada cidade sede tiver esses mecanismos de controles.

O Instituto mostra que os custos iniciais previstos para a construção de um novo estádio em Manaus já foram largamente superados. Apresentaram um orçamento de quanto custaria uma boa reforma no estádio já existente vis-a-vis o erguimento de um novo. Chamou a minha atenção que o custo somente de demolição do atual estádio de Manaus é de R$ 25 milhões. Claro que seria muito melhor para o desenvolvimento daquele Estado não demolir e construir um novo estádio. Mas reformar o que já existe, de forma a fazê-lo viável para a Copa, de acordo com a realidade e as possibilidades do Brasil. E o restante da verba disponível investir em programas sociais.

Manaus é o sexto pior índice de desenvolvimento urbano do Brasil. O sétimo pior em educação. Grande parte da população do estado do Amazônas não tem saneamento básico.

É um falta de consideração com o povo pobre e carente erguer um majestoso estádio, que depois será inevitavelmente um “elefante branco”, enquanto eles ainda não têm os ítens mais elementares que o Estado deve prover aos seus cidadãos.

Relembrando.

junho 23, 2011

Blog Do José Cruz.

Secretário de Esportes de Alckmin tem nome vinculado a escândalos e acusações
 
        Depois que o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) divulgou o seu secretariado, recebi várias mensagens referentes à escolha de seu colega médico, Jorge Pagura, para o cargo de secretário de Esportes.
        Pesquisei, levantei dados, fiz consultas e entrevistas e, ao final, acabei premiado com o texto abaixo, de quem conhece o indicado e a realidade paulista mais de perto. Confiram.
 
Marcelo Leandro Ribeiro
 
        A indicação do médico neurologista Jorge Pagura para a Secretaria Estadual de Esportes de São Paulo pelo governador eleito Geraldo Alckmin é mais midiática que funcional – ao menos para a classe esportiva do Estado.
        Médico de bons contatos e várias famas, afeito às colunas sociais e aos programas de auditório, Pagura é amigo daqueles que podem mantê-lo em evidência com a imagem sóbria, mesmo após seu nome ser envolvido em escândalos e acusações.
        Baterista e fã dos Beatles, apadrinhado de Ronnie Von, diretor de pólo aquático da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), diretor da Federação Paulista de Futebol, além da Federação Internacional de Natação, Pagura é também conhecido pelas suas intervenções e aparições televisivas após o atendimento a personalidades com o a modelo Claudia Liz, o ator Gerson Brenner e o radialista Osmar Santos.
        Atender estrelas fez com que ele envergasse – merecidamente ou não – o título de um dos melhores neurologistas do mundo (e nem vamos questionar aqui a eficácia  de suas práticas médicas).
        Pagura tornou-se um homem de muitas faces, dirige entidades de esportes que não pratica, gosta de música, tem um bom círculo de amizades, atende no maior hospital do Brasil; mas não evidencia sua face suspeita: foi Secretário da Saúde do Prefeito Celso Pitta, além de íntimo de Maluf.
        Envolvido em escândalos, Pagura teve seu sigilo quebrado a pedido do Ministério Público, que investiga a participação da empresa Matmed com eventuais ligações com o agora secretário de esportes, na venda de medicamentos superfaturados para a prefeitura de São Paulo.
        Pagura, mesmo no PTB, pode ser considerado como legítima obra do malufismo: “Foi Maluf que fez!”
        A presença de espírito, o bom humor e fácil trânsito são apenas elementos aparentes para esconder o cartola com sede de poder para quem o esporte paulista – que já foi dirigido pelo premiado velejador olímpico Lars Grael – foi entregue.
        Com certeza, a Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo foi para alguém de mãos cheias…

        Assim, ao médico, que Deus guie suas mãos; ao Secretário, que fique atento, pois estaremos de olho na sua gestão.
  Marcelo Leandro Ribeiro – Consultor em Biossegurança, Especialista em Saúde e Segurança do Trabalho e Higiene Ocupacional

Tirando a cafajestadas de alguns integrantes da delegação do Penarol, que não souberam assimilar a derrota, a festa do esporte foi muito bonita. O que é difícil engolir é a figura indesejável de Nicolas Leoz, que há décadas preside a Comenbol, sem qualquer demonstração de que pretende aposentar-se, apesar dos escândalos em que está metido.

Depois da beleza do jogo, a imagem de Nicolas Leoz nos traz novamente ao mundo real do futebol, deixando a certeza de que o futebol é mesmo dominado por oligarquias que devem ser imediatamente substituídas.

Mas também há outra certeza, de que o jogo bonito nunca roubarão de nós.

Irá ao ar no sábado, entre 12h e 14h, no programa No Vestiário da Rádio Gazeta (890 AM – www.radiogazetaam.com.br).

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