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O campeão mundial de boxe, David Lourenço, fechou com chave de ouro a participação do Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude. Ganhou a medalha de ouro e tomara que as dificuldades que são impostas aos jovens Atletas do Brasil nao o desencoraje. O Brasil saiu de Singapura com uma campanha lamentável. Apenas alguns casos de sucesso isolado, como há anos acontece no esporte do Pais. O Brasil obteve seis medalhas: duas de ouro, tres de prata e uma de bronze. Ocupou a vigésima primeira colocaçãoo no quadro de medalhas. Embora sejam competições diferentes, o desempenho dos nossos juvenis foi pior do que as equipes olímpicas de Atenas 2.004 (16 lugar) e Pequin 2.008 (23 lugar) no número de medalhas de ouro e no total de medalhas.

O que o Brasil obteve e muito pouco para um País que tem a quinta maior área territorial do planeta, a quinta maior população do mundo e vultoso repasse de verba pública para o Comitê Olímpico Brasileiro (Lei Piva, estatais, Lei do Incentivo ao Esporte).

O Brasil esteve em Singapura com a quinta maior delegação (81 atletas), sendo superado apenas pela anfitriâ Singapura (129 atletas), Austrália (100 atletas), Rússia (96 atletas) e Estados Unidos (82 atletas). Porém, como já mencionado, ficou com um parco 21 lugar.

Alguns Países que ficaram na frente do Brasil: Cuba (5 posição), Azerbaijão (11 posição), Tailândia (14 posição), Quênia (18 posição) e África do Sul (20 posição).

Os seguintes Países superaram o Brasil somente no número de madalhas de prata e de bronze: Colômbia e Etiópia (22 posição, empatados); Ira (26 lugar), Nigéria (29 lugar) e Mongólia (32 lugar).

Outros números que chamam atenção são os Paises pequenos que levaram delegações bem menores que a do Brasil e que chegaram na frente na colocação geral:  Cuba; Israel e Quênia.

Podemos concluir que a poltica esportiva do Brasil rumo a 2.016 vai pelo ralo. Dinheiro vai ser usado para obras, para o deleite de muita gente (lembrem-se do Pan Americano super faturado em 1.000%).

O Comitê Olimpico Brasileiro nao esta preocupado com o material humano.

Quando estivemos no Senado Federal, antes de fugir do debate, Nuzman justificou o malogro de sua gestão respaldado no argumento "de que o Comitê não forma atletas. O Comitê não tem atletas." Acuado pelos Senadores, Nuzman saiu pela tangente quando indagado: "Se os fracos resultados em Pequin não são de responsabilidade do COB, porque então este recebe e administra toda a verba pública destinada ao esporte olímpico". Nuzman ficou calado, olhou no vazio, disse que tinha outro compromisso e pediu para sair. "Quem vai falar pelo COB, indagou o Senador João Pedro?" Nuzman engoliu seco. A ESPN Brasil mostra a cena com clareza no excelente programa Brasil Olímpico 2.

Nuzman é contraditório. Se ele exime o seu Comitê dos fracassos, debitando-os na conta das Confederações, não deveria posar de "papagaio de atleta" cada vez que um dos nossos, ainda que raramente, sobe no pódium olímpico. Basta um patricio ganhar uma medalha para que o presidente do COB corra, serelepe, ao encontro do nosso atleta para aparecer ao seu lado diante dos flashes dos fotógrafos e das câmeras das televisões. E desanda a dizer que "a medalha é fruto de um planejamento de blá, blá, blá."

Nuzman deveria ser coerente e dizer:" Eu só repasso dinheiro. Não tenho nada com essa medalha. Os louros são da Confederação."

Mas ele joga no time do "nós ganhamos. Você perdeu".

Completo desatino o presidente do COB eximir-se de responsabilidades. Até concordo com ele se o COB vivesse na penúria. Mas não é o caso. Uma porção significativa do nosso dinheiro vai parar nas mãos dele, que o distribui como quer entre as Confederações Olímpicas.

Embora Nuzman queira dizer que o COB é um mero distribuidor de camisas, a coisa não é assim. O COB tem a função de estabelecer, com as Confederações, um planejamento para as competições sulamericanas, panamericanas e olimpicas.

Dizer que o COB não tem a finalidade de formar atletas é outra bobagem sem tamanho, nos dias de hoje. Cabe ao COB financiar e organizar, também com dinheiro do povo, os Jogos Estudantis. Essa competição ocorre sob a batuta do COB. E dentre outras coisas, esses Jogos servem para burilar os atletas para futuras competições de alto rendimento.

A valer o que Nuzman disse à Jornalista Mariana Bastos, da Folha de São Paulo, o COB deveria abrir mão do controle absoluto das verbas que o governo destina ao esporte olímpico e fazê-la chegar diretamente não só às Confederações, mas às Federações, ao Clubes formadores e ao atleta.

Aí sim ele poderia afirmar que a responsabilidade do COB restringe-se em fazer reservas de hotéis, passagens aéreas, seguro e distribuir uniformes. O COB viraria mera agência de turismo.

O “pedágio” do esporte brasileiro

No domingo, a Folha de S. Paulo publicou entrevista com o presidente do Comit Olmpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman. Moral da histria de cerca de 1 hora de conversa com a reprter Mariana Bastos. O presidente do COB no sabe para que serve a entidade…

Pelo menos isso que d para compreender da resposta de Nuzman quando questionado sobre a pssima formao de atletas do pas. Diz o mandatrio do COB:

O COB no tem atletas, no forma atletas. No somos os responsveis pelos resultados das confederaes. Eu no tenho como entrar em uma confederao e dizer o que tem que fazer.

Sim, verdade. H 15 anos Nuzman deixou por cima a presidncia da Confederao Brasileira de Vlei para presidir o COB. Na bagagem, o ouro indito no masculino, em 1992, e a transformao de uma modalidade ao longo de 20 anos de gesto.

S que, ao dizer que no de competncia do COB formar atletas (e no mesmo!), Nuzman deixa de lembrar que h um detalhe ainda mais importante. Hoje, o atleta ou modalidade que tenha interesse em receber verba para um projeto, tem de passar pelo COB.

Ao longo dessa dcada e meia de gesto de Nuzman, o COB se transformou no grande pedgio do esporte brasileiro. Toda verba destinada s ditas modalidades olmpicas para antes nas mos do comit para, ento, ser realocada conforme os interesses da entidade.

Esse pedgio faz com que o comit decida em quais condies uma modalidade possa crescer no pas. Conforme o interesse do COB o esporte ganha mais ou menos dinheiro.

Do jeito que est estruturado o esporte no Brasil atualmente, o nico responsvel pelo desempenho dos atletas no pas o COB. No funo do comit revelar, formar e desenvolver esportistas. Mas ao tomar para si toda a verba do esporte, o COB o nico em condies de definir de que forma uma modalidade pode existir.

No adianta Nuzman querer tirar o corpo. Se ele quem decide de que forma as confederaes recebem a verba para trabalhar, indiretamente ele quem define a formao de atletas no pas.

O COB, na prtica, serve como tomador de deciso da formao de atletas no Brasil. Caso estivssemos num mundo ideal, a funo do comit seria apenas regulamentar a disputa de modalidades esportivas e ajudar no fomento do esporte. Mas isso, sem dvida, no renderia o mesmoquinho de verbas, e de poder, para o presidente do comit…

Por Erich Beting

Muito perigosa a declaracao de Nuzman “vamos acabar com as Confederacoes e deixa que eu administro tudo sozinho”. Tem cheiro de golpe de estado. Como se ja nao bastasse a ignominia de um sujeito so controlar, sozinho, a distribuicao das verbas publicas que o Comite Olimpico Brasileiro (“COB”) recebe, ele agora quer o poder politico absoluto. Nuzman marcha na contra mao da historia. Enquanto os poderes constituidos tendem a ser cada vez mais democraticos e descentralizadores, Nuzman e seu Comite querem concentracao maxima de poder politico e financeiro. A frase dita a Mariana bastos nao e somente perigosa. E, tambem, um desrespeito as Confederacoes Olimpicas nacionais e ao esporte como um todo. Nuzman eh uma especie de Maluf do esporte. Nuzman eh de direita. Maluf sempre teve como prioridade a construcao de obras (quase todas elas muito polemicas, sob varios aspectos). Essa politica direitista deixa de lado a preocupacao com a pessoa. Nuzman tem feito a mesma coisa no COB. Nao cuida dos Atletas, que continuam de pires na mao, lutando com muitas dificuldades. Nuzman prefere construir obras, como aquelas do Pan Americano e as que fara para os Jogos Olimpicos de 2.016. Pior, sao obras (as do Pan Americano) que, contestadas no TCU e no Ministerio Publico Federal, nao tem qualquer funcao social. Nao estao a servico do esporte de base. o COB nao precisa de um Maluf. Talvez necessite mais de um educador, de um Cristovam Buarque, de alguem que se preocupe com gente.

Se o COB teve competencia para contratar os melhores consultores do mundo (ainda que sem licitacao publica) para vencer a disputa pelos Jogos Olimpicos de 2.016, deveria ter competencia igual para desenvolver o esporte no Pais, a comecar pelas categorias de base, ate o alto rendimento. O COB parece ter um fim em si mesmo. Eh empirico, ineficiente, ineficaz, haja vista a falta de resultados em competicoes de relevancia.

Apenas 8 modalidades Olimpicas ficam com 90% do dinheiro publico que o COB repassa as Confederacoes. E as demais? Isso eh justo? Claro que nao. As Confederacoes que o COB despreza, chamadas de “nanicas”, estao de nariz torcido para Nuzman. Mas poucos tem coragem de falar, com medo de corte total de verbas e intervencoes sem fim.

Lembremo-nos, ainda, que do total de dinheiro que o COB recebe, mais da metade ele proprio engole com sua burocracia interna, sua sede luxuosa, sua alitssima e desnecessaria folha de pagamentos e uma serie de coisas que sao questionaveis.

Fosse eu o presidente do COB, ja escrevi isso aqui varias vezes, reduziria substancialmente os gastos da entidade e repassaria esse dinheiro ao esporte.

Nuzman e seus “Blue Caps”, parafraseando o competente Jornalista Mauro Cesar Pereira, devem sair.

Nuzman vai na contra mao da historia.  E se houver luz no final do tunel do COB, tenham certeza de que sera, neste momento, um trem vindo em sentido contrario.

Alberto Murray Neto

Por Um Esporte Honesto e Social.

Por Jose Cruz.

http://blogdocruz.blog.uol.com.br/

 22/08/2010

O país olímpico faz água na gestão esportiva

                                            

   “Eu topo o seguinte desafio: acaba com as confederações e eu dirijo tudo”!      

           As declarações do presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, à repórter Mariana Bastos, na Folha de S.Paulo de hoje são de estarrecer.

       Em resumo, o dirigente diz que não compete ao COB formar atletas. Mas quem recebe dinheiro para tal? Não é o COB, que repassa os recursos das loterias para as confederações, conforme projetos apresentados?

       E as confederações não recebem, também, patrocínios dos Correios, do Banco do Brasil, Caixa Econômica, Petrobras, Infraero, Eletrobras e Casa da Moeda?

       “Não somos responsáveis pelos resultados das confederações”, diz Nuzman!

       Opa, Presidente! Mas são instituições diretamente ligadas ao COB! Elas formam a assembléia do COB!

       Não são essas que o elegeram e lhe dão sustentação há mais de 10 anos?

       Não é para as confederações que o Senhor repassa os recursos públicos do esporte?

       Não são os cartolas que o Senhor defende como eficientes gestores?

       E porque o Senhor diz, agora, que clube é que deve formar atletas? O COB dialoga com os dirigentes de clubes formadores? O COB repassa recursos para os clubes formadores?

       Não é o COB o gestor das verbas para o desporto escolar e universitário desde 2001? Se o COB  não tem nada a ver com formação de atletas por que promove os Jogos Escolares?

Na parede

       As respostas de Nuzman revelam que o dirigente antecipa desculpas para um possível fracasso brasileiro em próximas olimpíadas.

       Estamos sem hierarquia no comando do esporte brasileiro.  Diante dos holofotes e da fartura de dinheiro que virá, todos querem ser o comandante do barco.      Nuzman  e os cartolas das confederações sabem que não há tempo para detectar talento, hoje, para estar pronto em 2016. Tem que trabalhar com o que temos. E o que temos é um time fraco para o tamanho e potencial humano da juventude brasileira.

       Talvez por isso o presidente da Confederação de Atletismo, Gesta de Melo, já esteja tratando de cair fora do barco.

Resposta

       As respostas de Nuzman são, também, justificativas para o que disse o presidente Lula, na abertura da 3ª Conferência Nacional do Esporte, em julho, aqui em Brasilia:

       Dirigindo-se ao ministro do Esporte, Orlando Silva – que não tem qualquer liderança no setor – Lula disse, indignado, diante de uma platéia de três mil pessoas (que vieram à Conferência com viagem, hospedagem e alimentação pagas pelo Ministério do Esporte):

       “Orlando, eu já te falei que é preciso cobrar metas dos nossos dirigentes. Não é só dar dinheiro. Tem que cobrar metas de resultados e fiscalizar”.

       Querem puxão de orelhas mais vergonhoso do que esse? Mas  Lula fala essa verdade oito anos depois de ter assumido o governo. Deixou o esporte nas mãos de políticos inexperientes e quer resultados. Ora, ora, Senhor Lula!!!

Inédito

       Por isso, Nuzman diz agora – como está na reportagem – que “estamos preparando uma projeção de desempenho, e a meta vai ser divulgada anda este ano, baseado em medalhas”.

       Isso é inédito, Senhores.  Nuzman nunca quis fazer projeção antes de uma olimpíada. NUNCA! Nuzman está contra a parede, porque recebeu muito dinheiro e os resultados são pífios, inexpressíveis.

Intervenção

       “Eu topo o seguinte desafio: acaba com as confederações e eu dirijo tudo”!

       Mas como, Presidente? Intervenção geral? É uma nova diagramação para a estrutura do esporte?

       E quem vai se reportar ao Senhor, as federações, os clubes, com os quais o Senhor não quis dialogar, em nome da hierarquia? Ou isso é o reconhecimento da irresponsabilidade de muitos cartolas?

Reconhecimento

       Sinceramente, essa sua manifestação é um claro reconhecimento de que a desordem no esporte existe mesmo.

       E se agravou neste ano, depois que o Ministério do Esporte inventou criar a Empresa Brasileira de Legado Esportivo – Rio 2016 e a tal Autoridade Pública Olímpica. São instituições políticas para dar emprego aos partidários.

       E o presidente Nuzman sentiu-se ameaçado em seus poderes, já que o dinheiro para os Jogos Olímpicos 2016 passarão pela entidade pública criada por medida provisória, mas perto de não ser nem instalada. (falarei sobre isso amanhã).

           Para piorar, não são boas as relações de Nuzmam com muito presidente de confederação. O ambiente olímpico não está num bom momento.

Desordem

       Enfim: o Ministério do Esporte não dialoga com o da Educação, com o da Saúde, com o COB. É o dono do orçamento, mas péssimo gestor. Tanto que por conta de um de seus projetos – o segundo tempo – muita gente já foi parar na cadeia. Caso de Polícia.

       As federações apenas dão sustentação aos presidentes de confederações que, por sua vez, sustentam Nuzman. São responsáveis, TAMBÉM na desordem olímpica.

       Os atletas são maioria, mas omissos, têm medo de se manifestar. Uma vergonha.Lars Grael até que tentou dar autonomia para a Comissão Nacional de Atletas, a fim de que não fosse uma instituição chapa branca. Em vão. O velejador ficou sozinho no barco…

       E, para encerrar: o Conselho Nacional de Esportes nada mais é do que um órgão “balança-cabeça”, como ovelhas obedientes que concordam com as bobagens ditas pelo ministro Orlando Silva. E estamos a seis anos de receber os Jogos do Rio. Agora vai.

Finalmente o Brasil obteve, com muito esforco, duas importantes medalhas nos Jogos Olimpicos da Juventude, realizados em Singapura. Caio Cezar Fernandes dos Santos ganhou a medalha de ouro no salto em distancia e Flavia Gomes obteve a medalha de prata no judo, na categoria ate 66 Kg. Parabens aos dois Atletas brasileiros e a seus treinadores. No caso do Caio Cezar, sua tecnica e Tania Moura, mulher do consagrado Nelio Moura, que treina Maurren Higa Magi e o Saladino. Flavia e treinada por Fulvio Miyata.

Nao obstante as duas execelentes medalhas, no quadro geral o nosso Pais Olimpico amarga a 30 colocacao.

Tenham como certa que a desculpa que a cartolagem nacional dara para o fiasco em Singapura sera que “esta competicao nao era para dar resultados, mas, sim, para os jovens atletas adquirirem experiencia internacional”.

Os resultados do Brasil sao pifios em face da montanha de dinheiro publico que o esporte olimpico Brasileiro tem manuseado ja ha varios anos.

Ou muda-se ja, ou em 2.016 o pais Olimpico continuara tendo apresentacao terrivel.

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