Home

Gente De Aluguel.

fevereiro 27, 2013

Nos dias que se passaram dois fatos insólitos, ridículos, chamaram atenção.

O primeiro é a atitude daqueles manifestantes de aluguel, nazistóides, que perseguiram a jornslista cubana Yoani Sanchez em suas andanças pelo Brasil. Está na cara que se tratavam de manifestações orquestradas, nada espontâneas, cujos gritos de guerra nos remetiam aos anos sessenta, de tão antiquados que eram. Aliás, a presença daqueles patetas em cada aparição pública de Sanchez servia, para realçar ainda mais o discurso da blogueira. Cada um defende o que quiser, até mesmo ditaduras que ainda têm presos políticos contrários ao regime, como ocorre em Cuba. Mas não se pode impedir ninguém, no grito, a expressar livremente as suas idéias.

O outro fato curioso é o menor, talvez réu de aluguel, que apareceu para assumir sozinho a autoria do assassinato de Oruro. O advogado do rapaz está fazendo das tripas coração para convencer que seu cliente é culpado. É o único caso em que o advogado do próprio réu tem mais interesse na sua condenação do que o representante do Ministério Público. O advogado disse que as provas existentes não deixam dúvidas de que seu cliente é o autor do delito.

Anúncios

Texto de Silvio Lancellotti, no Portal R7.

Publicado em 24/02/2013 às 20h24
Uma batalha inglória nas piscinas do País

Em 1988, durante a realização do Mundial Sub-18 de Pólo Aquático, que o Pinheiros aqui de São Paulo abrigou, Polé Cartotini, um velho amigo das piscinas e do Conselho Deliberativo do clube, me puxou a um canto das arquibancadas e me disse: “Irmão, preciso apresentar a você um cara que pode modernizar a Natação no Brasil”.

Era Coaracy Nunes Filho.

Um paraense de Belém, nascido em 1938, portanto cinquenta de idade, Coaracy me impressionou, imediatamente, pela simpatia abundante e por uma promessa.

Garantiu, jurou que, eleito fosse presidente da CBDA, a Confederação Brasileira de Esportes Aquáticos, ao contrário de tantos outros cartolas do País não se eternizaria no poder.

Permaneceria no seu cargo, no máximo, por dois mandatos.

E eu decidi apoiar a sua candidatura.

Já se passaram 25 anos, a metade da idade que Coaracy ostentava, então.

Só que ele ainda batalha por mais uma temporada no seu trono.

Tudo bem. Nas suas gestões sucessivas o Brasil somou nove medalhas em Jogos Olímpicos, mais um ótimo punhado de títulos internacionais.

Tudo bem. Como o estatuto da CBDA lhe permite, Coaracy dispõe do direito regimental de correr atrás de mais um período.

Tudo bem. Não tem a menor obrigação de cumprir a antiga promessa.

Este escriba, todavia, agora acredita que chega.

Principalmente porque, para as eleições que ocorrerão, se não houver um tsunami, no próximo dia 9 de Março, existe, contra Coaracy, uma legítima, e inédita, chapa de oposição, batizada de “Muda CBDA” e encabeçada por um personagem que efetivamente sentiu na própria pele as agruras do cloro que higieniza as águas das piscinas.

Trata-se de Julian Aoki Romero, mano mais novo de Rogério Romero, um dos maiores ícones da Natação do Brasil, participante de todas as edições dos Jogos Olímpicos de 1988 a 2002.

Rogério, aliás, é o único do planeta, na história da modalidade, a estar em cinco edições, a brilhar como finalista em quatro, sem contar os seus dois ouros em Jogos Panamericanos, os seus 29 recordes sulamericanos.

Acontece que, alicerçado em tecnicalidades de regulamento, ao invés de se submeter, democraticamente ao julgamento das urnas, inclusive como o favorito eventual, Coaracy decidiu impugnar a “Muda CBDA”.

Claro, a “Muda CBDA” reagiu e encaminhou, a uma Vara Federal do Rio de Janeiro, cidade-sede da Confederação, um Mandado de Segurança, com pedido liminar, para que Coaracy ao menos aceite a transparência de uma disputa honesta e franca.

Quem assina o Mandado?

Nada menos do que Eduardo Aquiles Fischer, hoje advogado mas também ele originário das piscinas, experiente de duas edições de Jogos Olímpicos, bronze no estilo peito no mundial de 2002.

No mínimo por respeito aos seus ex-atletas, eu creio, Coaracy deveria topar a tal transparência de uma disputa honesta e franca nas urnas.

O planeta e o Brasil mudaram bastante, desde 1988.

Demolição do Estádio Célio de Barros não trará prejuízos para os atletas, diz Nuzman

20/02/2013 – 20h49

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A demolição do Estádio de Atletismo Célio de Barros, para aumentar a área de estacionamento do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, não trará prejuízos aos atletas brasileiros que treinavam no local para as Olimpíadas de 2016. A avaliação é do presidente do Comitê Organizador Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman.

O fim do Célio de Barros é criticado por várias organizações da sociedade civil e entidades ligadas ao esporte, pois era um dos únicos espaços públicos na capital fluminense com categoria olímpica para treinamento. Nuzman participou hoje (20) do encerramento da 4ª Reunião da Comissão de Coordenação do Comitê Olímpico Internacional (COI).

“Os atletas estão no Engenhão [Estádio Olímpico João Havelange, no bairro Engenho de Dentro] e os de arremesso, no Cefan [Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes, da Marinha]. Todo o desenvolvimento que vai ter na saída de uma instalação em benefício de uma melhor é uma questão que ocorre em qualquer dos Jogos Olímpicos. Nós temos instalações boas, mas vamos ter outras bem melhores no futuro, sejam elas onde forem”, defendeu Nuzman.

O presidente do comitê organizador, que foi jogador de vôlei, garantiu que não haverá descompasso no treinamento dos atletas que possa representar prejuízo em sua preparação olímpica. “Não há perda disso, até porque nós temos outras opções, em outros estados da Federação e também no exterior. O Comitê Olímpico tem enviado atletas ao exterior, em parceria com o próprio Ministério do Esporte.”

Muita gente boa tem reportado sobre o escândalo que é a construção do campo de golfe olímpico, na Barra da Tijuca. Por enquanto, talvez seja o maior dos escândalos que até agora surgiram sobre o faraônico projeto olímpico que permeia as ideias da nossa cartolagem e dos políticos.

Quero louvar a atitude diligente do advogado Sérgio Antunes, que houve por bem, nesta data, em nome de seu cluente, notificar judicialmente o Comitê Olímpico Internacional da existência do litígio que existe envolvendo a área em que nossa cartolagem pretende instalar o campo de golfe.

Uma Oficiala de Justiça, no cumprimento de seu dever, notificou o COI da existência da disputa e dos riscos jurídicos que aquele Comitê corre ao chancelar a construção do campo de golfe naquele local. A representante do COI que recebeu a intimação foi a ex atleta olímpica Nawal el Moutawakel. Nawal bem que tentou escapulir, alegando que é Ministra de Estado. E daí? Essa gente não pode por os pés aqui achando que está acima da lei.

O Prefeito Eduardo Paes minimizou a notificação enviada ao COI. Ironizou dizendo que se fosse ele mandaria uma matéria de jornal. Paes foi irresponsável com esse comentário. Como advogado, sabe que a notificação judicial tem o condão de resguardar direitos e prevenir responsabilidades. Portanto, o COI, a partir de agora, não pode dar de ombros, dizer que desconhece o problema e, futuramente, alegar ser terceiro de boa fé no imbroglio.

O COI agora tem que pronunciar. E a atitude do advogado Sérgio Antunes tem também um viés educativo. Que ninguém se apequene diante das atrocidades que poderão sobrevir dos organizadores do Rio 2.016, nem intimide-se diante dessa gente que chega aqui cheia de pompa e circunstância, como se estivesse fazendo ao Rio e ao Brasil um favor de dar a nós uma edição dos Jogos Olímpicos.

Caro Alberto, o maior problema é que segundo a Carta Olímpica do COI, o Comitê Olímpico de qualquer país, deve em primeiro lugar proteger seus membros, no caso as Confederações filiadas, orientar quando houver um problema, dar toda a assistência necessária, etc,etc.
Nunca o COB fez isto no caso do Badminton no Brasil. Nunca se interessaram em tentar ajudar em alguma coisa, nada. A única coisa que fizeram, foi após uma solicitação oficial minha, me enviaram uma declaração , assinada pelo Dr Richer, onde dizia que não havia nenhum problema nas prestações de contas de 2005 ate 2011.
Na realidade, aconteceu uma coisa muito estranha. O COB enviou uma advogada de seu Departamento Jurídico (Ana Paula) para uma reunião direto com a juíza que estava cuidando do caso, na cidade de Campinas. Não avisaram ninguém, não me procurou,  não se soube qual foi o assunto, NADA. Estranho não? Porque enviar uma advogada? O que ela veio fazer aqui? Para que falar direto com a juíza? Um mistério .
Quando a juíza colocou um interventor, aí que a coisa ficou totalmente desorganizada e caótica, pois este interventor deveria fazer a eleição em 60 dias. Por minha sugestão expliquei aos filiados para entrarem em contato com o COB para ajudá-los nesse problema, pedir orientação de como fazer a eleição,  e resolver o mais rápido possível e tudo voltar ao normal. Sabe qual a resposta do órgão máximo olímpico do Brasil? Não vamos fazer nada, é problema de vocês!! Com isso a justiça nomeou o primeiro interventor, destituiu este mesmo interventor, nomeou-o novamente 1 semana após destituí-lo, e depois nomeou um segundo interventor, uma beleza, o que era para ser resolvido em 60 dias levou 01 ANO!!
Acho que esta não é atitude de entidade responsável pelo esporte olímpico no Brasil.
No caso da CBDG, o caso é terrível. Invasão da sede no RJ, processo na justiça contra a filiada, etc,etc.
Existem vários outros casos onde o COB poderia agir diferente mas eles mantém uma distancia grande com suas filiadas , cada uma que se vire.
Eu sempre fui muito claro , aberto e honesto nas minhas opiniões quando em reuniões no COB. Votei contra o sistema que o COB queria usar nas eleições em 2008, mas nos 7 anos que lá participei, NUNCA fui procurado pelo Sr Nuzman para conversarmos sobre a modalidade, os planos, os problemas, etc. TODAS as vezes que com ele conversei (foram pouquíssimas) foi por iniciativa exclusivamente minha. A única vez que consegui uma reunião longa com ele foi durante os Jogos Sul-americanos em Medellín em 2010, onde durante uma café da manhã com ele, pude falar bastante sobre quase tudo da modalidade, problemas, soluções,etc . Para se ter uma idéia do distanciamento existente, nos 7 anos que freqüentei o COB, eu NUNCA fui na sala do Presidente. Não sei nem onde é !
Obrigado e um abraço
Celso

Caro Alberto, bom Domingo,

Li o seu artigo e agradeco-lhe muitissimo pelo espaco no seu site.

Voce esta 110% correto quando diz que ninguem esta acima da justica e quando diz que o ponto central e’ o fato do COB nao ter defendido a CBDG, e pior,
ter entrado com processo na justica contra uma de suas filiadas solicitando ao juiz para fazer eleicoes na entidade. Isso e’ o cumulo do absurdo e totalmente ilegal pelo Estatuto do COI (a Carta Olimpica). Assim fica muito facil eliminar qualquer voz de oposicao no COB.

Alem desse ponto, eu acrescentaria outros dois pontos importantes nesta discussao  a saber:

 1. O fato do juiz do TJ-RJ ter nomeado um membro do Comite Olimpico Brasileiro. Este ex-atleta nomeado pelo juiz passou a ser membro participante e votante nas Assembleias do COB do dia para a noite. Isso e’ claramente proibido pelo Estatuto do COI, by-laws 27 e 28 que diz que nenhum governo ou autoridade publica pode nomear membros de um Comite Olimpico Nacional. A India foi suspendida pelo COI por esta razao e o Pakistao segue no mesmo caminho.

 2. O sistema judiciario a nivel estadual no Brasil tem problemas graves e uma historia comprovada de decisoes bizarras e anormais. O regulamento da Carta Olimpica proibe a interferencia do Governo e de Autoridades Publicas exatamente porque sabe que em muitos paises o poder judiciario esta’ comprometido.
A decisao da 2a Instancia no TJ-RJ em me afastar foi totalmente errada e equivocada quando analizamos a farta quantidades de provas que comprovam a minha inocencia e o conluio do autor com o COB. Um tribunal serio ja’ teria visto de que este processo e’ claramente um caso de evidente litigancia de ma’ fe’.
Vale mencionar que o TJ-SP tambem afastou de forma estranha um outro Presidente de Confederacao, o Celso Wolf Jr. do Badminton, que por sinal tambem era oposicao ao COB. Convenientemente, os unicos Presidentes que estao sendo afastados pela Justica comum, sao exatamente os “opositores” a gestao do COB: Gelo, Badminton, Taekwondo, Remo, entre outros.

 Alberto, fique a vontade, se voce quiser postar os meus comentarios no seu Blog. Acho que seria importante para o publico, mas fica a seu criterio.

 Forte abraco e bom Domingo,

 Eric Leme Walther Maleson
 

O COB E A CBDG.

fevereiro 16, 2013

Muitas matérias têm sido publicadas na imprensa brasileira e internacional sobre a interferência estatal na Confederação Brasileira de Desportos no Gelo e na Confederação Brasileira de Badminton, o que fere de morte os princípios mais elementares da Carta Olímpica.

Sobre o caso do Badminton, desconheço os termos do processo judicial. Já sobre o Gelo, lí documentos do litígio.

Apesar de a Carta Olímpica proibir interferência estatal nos órgãos da Família Olímpica, eu entendo que nenhuma dessas entidades está acima da lei de seus respectivos países. Ou seja, o Badminton e o Gelo não estão acima das leis do Brasil e, portanto, não podem se furtar a cumprir com as decisões do Poder Judiciário local. Portanto, a questão não é ambas as Confederações serem parte em processos judiciais.

O grande problema da questão da Confederação Brasileira de Desportos do Gelo é que o Comitê Olímpico Brasileiro ingressou no processo judicial, como terceiro interessado, peticionando contra a sua Confederação filiada. A questão é que o Comitê Olímpico Brasileiro, em vez de atacar judicialmente a sua Confederação filiada, deveria defendê-la. Portanto, natural que se uma Confederação dirigente de esportes olímpicos sente-se ameaçada pelo seu próprio Comitê Olímpico, recorra à entidade máxima, qual seja, o Comitê Olímpico Internacional.

Claro que o Comitê Olímpico Brasileiro atua contra a Confederação Brasileira de Desportos no Gelo porque seu presidente, Eric Maleson, é oposição a Carlos Arthur Nuzman.

Certamente que se algumas das Confederações olímpicas que representam a tropa de choque de Nuzman na Assembleia Geral fossem rés em processos judiciais, a atitude do Comitê Olímpico Brasileiro seria outra.

Se o Comitê Olímpico Brasileiro quer litigar com a Confederação Brasileira de Desportos no Gelo, deveria buscar o CAS/TAS, Tribunal maior de resolução de disputa, assim reconhecido por todas as entidades dirigentes do desporto olímpico.

O Comitê Olímpico Internacional deve investigar porque o Comitê Olímpico Brasileiro ingressou em um processo judicial para atacar sua filiada. Essa é a questão central.

%d blogueiros gostam disto: