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Para aqueles que apreciam um esporte limpo e livre de malas pretas, ou brancas, vale sempre conferir o website abaixo Transparency in Sports. Coloquem na sua lista de favoritos e não deixem de conferir.

Andrew Jennings é um dos mais respeitados Jornalistas esportivos do mundo, que investigam os desmandos no esporte.

http://www.transparencyinsport.org

Lula quer metas para os Jogos Olímpicos de 2.016. Não quer que os “gringos” venham aqui garimpar nossas medalhas. Assim como não quer que os piratas surrupiem o petróleo do pré-sal. O Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”), recusa-se a falar em metas. Diz que não é correto analisar o desempenho de uma delegação pelo número de pódiuns. Em realidade, o COB não quer estabelecer objetivos por receio de não conseguir cumprí-los.

Eu sempre sustentei que, realmente, não é correto avaliar a participação olímpica de uma nação simplesmente contando o número de medalhas conquistadas. Dou muito mais valor a um País que conseguir, por exemplo, 20 semi finais, do que outro que obtém uma medalha de ouro e mais nada. Mas isso não impede que se estabeleçam metas. Não necessariamente metas de medalhas. Mas objetivos que possibilitem incrementar o desempenho olímpico geral, fazendo com que modalidades sem respaldo tenham resultados melhores, de modo a subir alguns degraus no ranking Olímpico. Acredito que não mais do que oito Confederações congreguem algo próximo a 80% dos repasses da Lei Piva. As demais, dos esportes tidos pelo COB como “menores”, ou “sem tanta importância”, deveriam ser objeto da atenção do Presidente Lula. Lula deveria exigir que a essas Confederações desassistidas tivessem mais recursos. Somente assim, alterando os critérios de distribuição da verba olímpica (cuja decisão, hoje, absurdamente cabe a uma só pessoa), o Brasil poderá, em 2.016, ter uma delegação um pouco mais consistente.

E que o Presidente Lula tenha plena consciência de que, se enfim resolver criar uma política esportiva séria, de longo prazo, não será em 2.016, ainda, que os frutos advirão. Os estudos internacionais mostram que para criar-se uma geração olímpica vencedora, se o trabalho for muito bem feito, levam-se entre 14 e 15 anos. 2.016 seria apenas uma etapa.

E que, também, o Presidente reconheça que se não se preocupar com a base, com o esporte escolar e universitário, com a massificação e a disseminação de uma mentalidade olímpica, seu projeto não chegará a lugar algum.

É importante que à partir do momento em que houver uma competente política desportiva no Brasil, ela não seja interrompida pelos governos subsequentes.

No entanto, se Lula quiser mesmo mexer nas arestas do esporte, que tenha coragem de enviar ao Congresso Projeto de Lei, ou Medida Provisória, impedindo as reeleições indefinidas dos presidentes e vice presidentes das entidades dirigentes, regra essa já válida para os atuais mandatários.

Será que Lula vai ter coragem de fazer isso?

Faltam 2.473 Dias.

outubro 29, 2009

A revista Veja deste domingo traz na capa a chamada para a matéria sobre a guerra do narcotráfico no Rio de Janeiro e, como não poderá deixar de ser, faz relação dos lamentáveis fatos aos Jogos Olímpicos de 2.016. A Veja estampa que faltam 2.473 dias para a solenidade de abertura das Olimpíadas na Cidade Maravilhosa. E lança o desafio aos organizadores: Será que nesse curto espaço de tempo o Governo do Estado vai resolver uma grave questão social que, há anos, arrasta-se para uma situação pior? Acho que a declaração do Governador Sérgio Cabral à revista está correta. Diz o político que não crê na resolução desse problema, de forma definitiva, até 2.016, uma vez que para atingir o ideal ainda há de se percorrer um longo caminho. Mas também afirma Cabral que em eventos da grandiosidade de uma Olimpíada, existe uma concentração brutal das forças de segurança (leia-se o exército), por algumas semanas que impedem ações como essas que aterrorizaram o mundo. Ou seja, é um pseudo estado de segurança que, findo o evento, esvai-se e tudo volta ao normal. Isso mostra que legado na área da segurança pública para a Cidade do Rio de Janeiro é carta fora do baralho.
Engraçado é o Comitê Internacional Olímpico (“CIO”) esforçando-se para dizer que esses atos criminosos não o preocupa. Duvido que os patrocinadores Top Sponsors do CIO não estejam com o nervos a flor da pele sobre os rumos que essa organização olímpica nacional irão tomar

conjurcapa

Matéria:

Briga olímpica

Monumento do Cristo não é objeto de culto religioso

Por Maurício Cardoso
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu Habeas Corpus pelo trancamento da Ação Penal que o Ministério Público do estado moveu contra o advogado paulista Alberto Murray Neto, por vilipêndio de objeto de culto religioso (artigo 208 do Código Penal). O crime imputado pelo MP a Murray, que fez campanha contra a indicação do Rio para sediar a Olimpíada de 2016, foi ter distribuído um e-mail para membros do Comitê Olímpico Brasileiro contendo uma fotomontagem do Cristo Redentor vestido com um colete à prova de balas e empunhando uma metralhadora e uma pistola.A Ação Penal contra Murray corre na 40ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. A decisão pelo trancamento da ação foi tomada, por unanimidade, pela 8ª Câmara Criminal do TJ-RJ, acompanhando o voto do relator, desembargador Marcos Quaresma Ferraz.

Para a defesa de Alberto Murray Neto, a cargo dos advogados José Luis de Oliveira Lima e Rodrigo Dall’Acqua, do escritório Oliveira Lima, Hungria, Dall’Acqua e Furrier, nem houve ofensa a símbolo religioso nem o monumento do Cristo Redentor pode ser considerado um símbolo religioso.

Os advogados sustentam que a imagem considerada ofensiva está disponível na internet e é semelhante a dezenas de outras que circulam pela rede de computadores. Todas elas são uma crítica à violência no Rio e não tem nenhuma conotação religiosa, dizem. “De superficial análise, salta aos olhos que o e-mail não tem nenhum viés religioso, destinando-se apenas a apontar a violência urbana como problema para a realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro.”

Os advogados sustentam ainda que o monumento ao Cristo Redentor está relacionado diretamente com a cidade do Rio de Janeiro antes de ser um objeto de culto da religião católica, o que, por si só, descaracterizaria o objeto da denúncia. “Ainda que se possa vincular o monumento ao Cristo Redentor com a religião católica, é inegável que a primeira e mais forte vinculação é com a cidade do Rio de Janeiro em si”, diz a defesa.

Briga olímpica
A Ação Penal foi instaurada pelo MP-RJ a partir de um pedido de investigação policial feito pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, contra Alberto Murray. Tanto Nuzman como Murray são advogados e ligados ao movimento olímpico. Murray, que é neto do major Sylvio Magalhães Padilha, que por 30 anos dirigiu o COB, formou-se em Estudos Olímpicos na Grécia e foi membro do COB até o ano passado, quando se demitiu do cargo por divergência com a direção da entidade. Já Nuzman é o presidente do COB há 20 anos.

Murray fez campanha aberta contra a candidatura do Rio como sede olímpica. Para isso, usou de seus contatos na comunidade olímpica e de seu blog pessoal.  “O Brasil tem outras prioridades e carências sociais para serem resolvidas, como educação, saúde, esporte para todos, habitação”, diz. O alto custo do evento, estimado em R$ 25 bilhões, as carências na infraestrutura do Rio em áreas como transporte e habitação, a falta de políticas públicas para o esporte e o temor de que os investimentos não se revertam em benefícios para a população são alguns dos problemas apontados por ele.

A desavença olímpica foi parar na polícia. Inconformado, o presidente do COB pediu investigação policial contra o advogado. Com base nas acusações de Murray, entre outras informações, o procurador do ministério Público Federal Paulo Roberto Galvão abriu inquérito contra o COB e Nuzman por mau uso de dinheiro público na promoção da candidatura do Rio-2016. Cristo só entrou na briga, por acaso.

HC 2009.059.07286
AP 2009.001.199390-6

Clique aqui para ler o pedido de Habeas Corpus

Fonte: http://www.conjur.com.br/2009-out-22/trancada-acao-penal-advogado-usou-foto-cristo-armado

Did Rio Pay Bribes?

Sunday October 18, 2009

Happy clappy times, we all want to do the Olympic Samba on Copacabana beach in 2016. That sums up the offerings of the commentariat on why the Brazilians won the Games.

Ten years on from the Salt Lake scandal of cash-and-sex for votes we are assured by IOC President Rogge that corruption in his ranks has been exterminated.

Let’s bust the Olympic taboo here in Copenhagen this past week. Let’s talk about the time-honoured tradition of Olympic bribery.

Question:  Who was the most powerful voice inside the IOC working for Rio? Step forward their most senior member, 46 years on the job, former president of FIFA and accused by the BBC’s most prestigious public affairs programme (yes, I spoke the words) of being deeply involved in bribes and kickbacks.

It’s João Havelange, now a lively 93, a man who knows everything that is to be known about the IOC. I’m not saying that he or Rio paid bribes – but consider this. Earlier in the week, just after Rio won, a sharp photographer snapped Havelange shaking hands with . . . Jean-Marie Weber, the Bagman.

The Bagman, as I have reported, admitted to a Swiss court last year paying $100 million worth of bribes to sports officials in the 1990s. So what were they congratulating each other about?

Bagman Weber is much liked by more IOC members. We filmed him chatting intimately with African soccer boss Issa Hayatou and gliding around the Bella Center, patting the arms of more IOC members. Did they vote for Rio? They won’t say.

And then there was Herr Blatter, a FIFA functionary for more than 30 years, a great friend of the Bagman and now an IOC member. Blatter has been linked to the Bagman bribes scandals and is still under the influence of Havelange.

It looked like old friends performing their old games on a new stage. It was so charming to see Havelange sitting in the IOC Session next to his old comrade Vitaly Smirnov, so lucky to keep his seat after the Salt Lake scandal.

Even before the vote Havelange was boasting that he had, for sure, 20 members in the bag. Or did he mean the Bagman’s bag?

One more old friend – and a clue that there are some at the IOC who may seek to wind the clock back to the bad old days.

A keynote speech at the Congress was given by Germany’s ambitious Thomas Bach. When he had finished, Blatter eulogised him as ‘presidential.’

What did Bach have to say to the IOC members? He told them they were important – but had to remain ‘independent’ with no mandates from outside. This was a dig at the handful of new members from the international federations, forced on the IOC after the 1999 scandal. They are not independent and many IOC members resent their presence at The Old Boys Private Club.

Bach asked his audience, would they prefer an ‘IOC mainly composed of independent members who have authority, knowledge and experience also in politics, business, culture and society?’ That’s the code. There is no mention of ‘sport.’ And many IOC members have little connection to sport.

What is Bach’s background? He won a fencing Gold in Montreal and soon after was hired to the notorious Adidas ‘international relations team’ – aka the dirty tricks squad who moulded the IOC, FIFA and many other international federations to the wishes of the legendary fixer Horst Dassler. His new ISL company got the big sports marketing contracts . . . and the Bagman delivered the bribes.

Dassler put Havelange in power at FIFA in 1974 and chose the young Blatter to be his right hand man.

If, when Rogge steps down in four years time, Herr Bach is elected president, some will see the IOC shedding many of its meagre ‘reforms’ and reverting to its old identity.

And in a grave far away Horst Dassler, who died in 1987 will be marvelling that nearly three decades later, he is still the power in world sport.

Sunday Herald – It may be a new stage but is game still the same?

Read Andrew’s article in the Danish newspaper ‘Ekstra Bladet’

Source: http://www.transparencyinsport.org/Bagman_welcome_at_IOC_congress/Did_Rio_Pay_Bribes/did_rio_pay_bribes.html


Nuzman não tolera ser criticado. Sua vaidade o impede de ser aceitar qualquer crítica como algo natural. Ele poderia melhorar se tivesse a humildade de refeltir sobre a enormidade de excelentes Jornalistas que escrevem algo de ruim sobre ele. Nuzman se acha acima da lei, como me revelou outro dia um ex membro do Conselho Nacional de Desportos. Deveria subter-se a um tratamento psiquiátrico. Isso lhe ajudaria. a ser uma pessoa melhor.

Pois bem, dediquei-me na última hora que antecede este post a colhetar artigos, manchetes, revistas, vídeos , comentários que aponte mazelas do COB e do seu Presidente. O que encontrei, com facilidade, foi um vastíssimo material. Há paulada de tudo quanto é lado. E de tudo quanto é jeito, sobre os mais variados motivos.

Por ora, somo o que encontrei ao que já tenho guardado.

E aguardemos os próximos passos.

E enquanto isso deixa ele sacudindo a cabeça e fazendo beicinho!

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