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http://espn.uol.com.br/noticia/494905_lado-b-das-olimpiadas-atleta-e-dirigente-major-peitou-getulio-maluf-e-ditadura

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Apesar dos pesares, havia um certo clima festivo nos meios esportivos, pois o fim da era Nuzman no Comitê Olímpico do Brasil (“COB”) avizinhava-se. Tudo indicava que finda a aventura olímpica de 2.016, o cartola iria para casa, vestir suas pantufas e, quando muito, dirigir os seus times criados no play station, confortavelmente sentado em sua poltrona.

Eis que surge a notícia que Nuzman articula uma candidatura para permanecer por mais quatro anos à frente do COB.  Existe resistência na Assembleia Geral da entidade. Há presidentes de Confederações que estão desgostosos. O argumento do Pajé Olímpico é que necessita de mais quatro anos para “prestar contas”. Ora bolas, e para prestar contas ele deve necessariamente estar na presidência do COB? Obviamente que não. Ao contrário, melhor que esteja fora. Se por acaso quer prestar contas do que esportivamente fez, ou deixou de fazer, para o Olimpismo do Brasil, que o faça de longe. Se a ideia é prestar contas dos investimentos e dispêndios feitos com os Jogos Rio 2.016, pode fazê-lo de sua casa, na medida em que for convocado para tal, perante as autoridades constituídas, para os atletas e para o povo brasileiro.

Esse argumento de que “tenho que ficar mais quatro anos para prestar contas” é uma desculpa mais do que esfarrapada para não largar o osso.

É hora de arejar o ambiente envelhecido do COB, abrir espaço para gente mais jovem, com ideias diferentes e cujos interesses estejam mais em consonância com as pretensões dos atletas.

Aproveitando o ensejo da ebulição política que vive o Brasil e divulgada a lista dos políticos suspeitos de corrupção na “Lava Jato”, é necessário intensificar as investigações e verificar aonde chegam os tentáculos do dinheiro desviado da Petrobrás.

Quero acreditar que a corrupção do dinheiro da Petrobrás e das demais estatais não param nas empreiteiras e nos políticos. Estes são apenas o início. Há, digamos assim, inúmeros subprodutos dessa ratoeira que assola o país e tanto mal causa ao povo.

Lembremo-nos da matéria que publicou o jornal O Globo, quando Fernando Baiano entregou-se à sede da Polícia Federal, que sugeria haver ligação do suspeito com o esporte nacional. Isso deve ser apurado.

Vale recordar a matéria do Globo, no link abaixo.

http://m.oglobo.globo.com/brasil/lobista-apontado-como-operador-do-pmdb-se-entrega-pf-14594706

Lí no decorrer da semana vários artigos de José Cruz, no UOL, sobre questões muito importantes sobre a esgrima brasileira. Lí, também, as notas explicativas endereçadas ao Blog do Cruz pela Confederação Brasileira de Esgrima (“CBE”).

Neste fim de semana estive presente ao Torneio Cidade do Rio de Janeiro de Esgrima, uma das etapas do circuito nacional. Pude constatar, desde o primeiro momento, que as matérias de José Cruz haviam criado uma enorme insatisfação por parte dos atletas junto à CBE. Eram inúmeros os comentários que se ouviam, todos eles constetando as explicações que a CBE deu ao jornalista do UOL.

O fato é que os textos de José Cruz, um dos mais influentes jornalistas esportivos do Brasil, cujos artigos são distribuídos nos clipings de notícias das maiores autoridades do setor, incluindo a Casa Civil e a Presidência da República, mobilizou os atletas. A competente diretoria da Associação Brasileira de Esgrimistas (“ABE”) redigiu um manifesto para ser entregue à CBE requerendo mudanças estatutárias imediatas naquela Confederação, que foi subscrito maciçamente pelos atletas. Atletas também publicaram várias fotografias na internet com cartazes em apoio à atleta Élora Hugo Pátaro, que na semana passada fez um impactante vídeo de repúdio à administração da CBE e informando que deixaria o esporte. Os mesmo cartazes pediam por mudanças. Parecia um grito contido por muito tempo que somente agora os atletas puderam soltar. Quem apostou que Élora ficaria sozinha se deu mal.

Essa não é uma questão isolada da Esgrima. Todas as modalidades vivem seus problemas. Que os atletas das demais modalidades inspirem-se no exemplo dos esgrimistas e tragam a público suas necessidades. Lembro bem quando os tenistas fizeram greve para derrubar Nelson Nastas, do Tênis e conseguiram. Lembro, por estar presente àquela Assembleia Geral do Comitê Olímpico do Brasil (“COB”), como a greve dos tenistas incomodou Carlos Arthur Nuzman.

No caso da CBE, o mais sensato a fazer é chamar os atletas para uma conversa franca, junto com a ABE, escancarar as informações pretendidas e tentar buscar novos caminhos para melhorar essa modalidade.

Parabéns aos atletas da esgrima e à ABE. O movimento tem que continuar.

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