Home

Da Coluna Direto da Fonte, de Sonia Racy. Texto de Débora Bergamasco. 

http://blogs.estadao.com.br/sonia-racy/

Ecos do Pan

29 de julho de 2010 | 23h02

Direto da fonte

A Procuradoria da República do Rio instaurou nesta semana inquérito civil público para investigar um contrato feito na época dos Jogos Pan-Americanos entre a Camargo Corrêa e o Ministério do Esporte.

Há suspeita de custo excessivo na construção do Complexo Esportivo Deodoro. No contrato inicial, foram previstos gastos de R$ 76, 8 milhões. No fim, a obra saiu por R$ 119,8 milhões.

29 de julho de 2010

Nas mãos de Nuzman

Presidente do Rio-2016 decidirá destino de 80% do lucro dos Jogos e governos não receberão devolução do investido

RODRIGO MATTOS

Da “FOLHA”

Se a Olimpíada do Rio em 2016 der prejuízo, os cofres públicos devem cobrir o buraco. Se der lucro, 80% do dinheiro ficará nas mãos do presidente do COB e do Comitê Organizador dos Jogos, Carlos Arthur Nuzman.

É o que foi estabelecido pelo estatuto do Rio-2016, já aprovado pelas confederações e obtido pela Folha.

O documento determina que 20% do lucro será dado ao COB e outros 20% serão devolvidos ao COI (Comitê Olímpico Internacional).

Nuzman fará uma proposta para o uso dos outros 60% para a diretoria do comitê organizador, que a examinará e decidirá onde deverá ser aplicado o lucro do evento.

Pelo estatuto, essa diretoria do Rio-2016 será composta por Nuzman e cinco vice- -presidentes. Um deles será o secretário-geral do COB, cujo Conselho Executivo indica os outros quatro vices.

A entidade só conta com aliados e subordinados de Nuzman. Ou seja, na prática, ele terá o controle sobre a cúpula do comitê organizador.

O texto diz que a definição do uso de eventual lucro da Olimpíada já estava estabelecido pelo Host City Contract, que é o contrato firmado entre o COI e a cidade-sede com as regras sobre os Jogos.

É obrigatório que a sobra do dinheiro seja aplicada no desenvolvimento do esporte no país. Essa também foi a destinação do lucro em edições anteriores dos Jogos.

Para se ter uma ideia do volume de dinheiro, a China revelou que seu comitê organizador para Pequim-2008 teve lucro de US$ 146 milhões (R$ 268 milhões).

O montante representa todo o dinheiro recebido pelo COB, por meio da Lei Piva, em quatro anos de ciclo olímpico para aquela Olimpíada.

Assim, os governos municipal, estadual e federal não terão nenhuma devolução do valor investido no evento.

O orçamento dos Jogos do Rio prevê que as três esferas públicas deem R$ 1,384 bilhão só para o comitê organizador. Esse total significa cerca de um quarto do orçamento do organismo.

O restante do dinheiro virá de pagamentos do COI, de patrocínios, de venda de ingressos e de licenciamento de produtos, entre outros.

Mas, pelo documento de candidatura do Rio, os três níveis de governos se comprometem a cobrir quaisquer adiantamentos do COI, além de “qualquer necessidade adicional” do comitê.

Fora do orçamento do órgão, prefeitura e Estado do Rio e o governo federal ainda terão que bancar mais R$ 23,2 milhões em obras de infraestrutura para a cidade.

Excluídas dos lucros, as três esferas públicas também ficam alijadas do poder de decisão do comitê Rio-2016.

Não há autoridade de governo presente na diretoria da entidade, que, de fato, comanda o organismo. É a cúpula que autoriza despesas, contrata serviços e elabora planos e salários.

Há membros do governo no Conselho Executivo do Rio-2016. São três representantes, um de cada nível. Mas Nuzman tem quatro integrantes aliados nesse organismo. Ou seja, é majoritário.

A função do conselho, de acordo com o estatuto, é apenas a de verificar as ações dos órgãos deliberativos.

Existe ainda uma assembléia, composta por associados, entre eles as confederações, que aprova as contas. Só que as cotas do Rio-2016 pertencem todas ao COB.

Ao estruturar a Olimpíada, Nuzman manteve o poder e o dinheiro em suas mãos.

Em complementação os post de ontem, este Blog reitera que o Brasil não colocou NENHUM Atleta nas finais das provas de pista do campeonato mundial de atletismo, realizado no Canadá. Na prova final, do revezamento dos 4 x 400 metros, Botswana colocou a sua equipe na final. E o Brasil nada!

Para um País que já teve medalhistas, ou finalistas olímpicos em provas de pista, como Lúcio de Castro, Sylvio de Magalhães Padilha, José Telles da Conceição, Agberto Conceição Guimarães, João Batista Eugênio, Zequinha Barbosa, Robson Caetano, Joaquim Cruz, Sanderlei Parrela, as equipes do revezamento 4 x 100 metros,  o time do 4 x 400 metros em Moscou/1.980 (todos Atletas de grande destaque internacional), pode chegar a 2.016 e não colocar uma pessoa sequer nas finais de provas de pista.

O que aconteceu no Canadá é um sintoma muito sério de que o comando do atletismo no Brasil deve ser imediatamente alterado.

O que essa gente do atletismo federal está fazendo com o nosso dinheiro, que recebem da Lei Piva e da Caixa Econômica Federal?

Se eles tiverem consciência, devem, assim que retornar do Canadá, pedir demissão. Vamos salvar o atletismo enquanto enquanto há tempo.

A Confederaçaõ Brasileira de Atletismo (CBAt) e o Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”) jactam-se de que, hoje, são entidades com dinheiro. É certo que mamam nas tetas do governo, pois é tudo dinheiro público (Caixa Econômica Federal + Lei Piva). Mas também é verdade que ambas têm o caixa cheio. Pois bem,  nada mais justo do que exigir resultados muito melhores, principalmente porque somos nós, brasileiros, que as sustentamos. Eles vivem com a nossa grana.

Hoje terminou o campeonato mundial juvenil de atletismo, no Canadá. E o Brasil teve resultados pífios, não obstante o esforço dos atletas e técnicos. Se tivesse havido uma preparação melhor, nossos jovens poderiam ter alcançado resultados expressivos.

Está mais uma vez provado que o Brasil continua vivendo de talentos exporádicos, que surgem aqui e ali, nada fruto da um trabalho social de base, de longo prazo. A participação do Brasil resume-se a uma emocionante medalha de ouro e a dois quartos lugares. No quadro de medalhas, restou-nos a 20ª colocação, atrás de países como  como Etiópia, Trinidad e Tobago, Jamaica e Quatar, apenas para citar alguns exemplos (vejam o link abaixo).

  http://www.iaaf.org/wjc10/results/eventcode=4146/medals/index.html

Tenho pena dos nossos atletas e técnicos. Primeiro porque a eles não é dado o apoio que merecem. Os técnicos ganham pouco, mesmo aqueles cujos atletas já ganharam medalhas olímpicas. Os outros então, nem se fale. Segundo, porque se manifestarem-se publicamente contra o COB, ou a CBAt, eles mesmos dizem que sofrerão relatiações e poderão deixar de receber o pouco que lhes dão. Este Blog recebe várias reclamações de membros da comunidade do atletismo do Brasil, que pedem sigilo sobre seus nomes.

Geisa Arcanjo, campeã mundial juvenil, enquanto treinava na praça, por falta de pista e de dinheiro, deu entrevista a ESPN Brasil dizendo justamente isso: “Nós já temos tão pouco e eles querem tirar o que nós temos?”. Tomara que agora a CBAT e o COB, autoritários que são, não lhe calem a boca. Pelo contrário, pelo bem do atletismo, Geisa deve falar mais. Este Blog também recebeu a informação de que a CBAt, agora, está tentando faturar em cima da vitória da Geisa, dizendo que ela so começou a dar resultados quando foi treinar em Uberlândia.  A CBAt é oportunista. Desrespeita a luta da campeã e de sua técnica Fátima Germano, como se antes de Urbelândia nada tivesse ocorrido. Repito a Geisa ganhou a medalha, apesar da cartolagem e não por causa dela.

Este Blog também recebeu, da boa turma do atletismo (que não pode falar porque senão leva pau), um estudo detalhado que demonstra que, ao longo dos 20 anos passados, os resultados do Brasil em Campeonatos Mundiais Juvenis não melhorou. A coisa continuou igual, com medalhas aqui e acolá. No geral, não se observam avanços o que, reitero, somente poderia ter acontecido se tivesse havido um trabalho de base, de longo prazo. Isso poderia ter sido colocado em prática, já que hoje os dirigentes deste esporte, no nivel federal, orgulham-se em dizer que têm dinheiro (embora as Federações Estaduais e os Atletas ainda sofram). Mas faltam-lhe idéias boas. Idéias modernas.

Considerando que esses atletas que hoje são juvenis são aqueles que, em 2,016, estarão no auge e considerando, ainda, que o atletismo é o esporte que mais medalhas distribui em Olimpíadas, vislumbra-se um futuro sombrio. A não ser que os dirigentes do atletismo federal reconheçam que é chegada a hora de parar, que o que foi feito esteve errado e saiam imediatamente de seus postos de comando ( colocar cargo à disposição em Assembléia Geral é pura demagogia, porque ninguém ali teria coragem de dizer o que pensa.)

Senão é capaz de o futuro do atletismo nacional naufragar logo no próximo passeio pelo Rio Negro que, para variar, como eles mesmos atestam, foi pago com dinheiro público.

Esse é o Brasil Olímpico! 

  Uma participação indigesta!

Geisa Arcanjo é campeã mundial juvenil de atletismo. Que coisa boa. Não muito tempo atrás, em virtude do fechamento da pista do Ibirapuera, essa grande Atleta brasileira estava treinando em praça pública, com sua Técnica Fátima Germano e demais Colegas do Projeto Futuro. Isso mesmo, uma campeã mundial, que deveria ter uma estátua em praça pública, usava o espaço para treinar.

Seria muito bom se constatássemos  que a medalha de ouro da Geisa fosse resultado de uma política desportiva de longo prazo. Mas não é. Geisa é um valor esporádico, peça rara que, ao ser encontrada, deve ser lapidada. Seria muito bom se Geisa fosse parte de uma grande geração de jovens Atletas. Mas não é.

Geisa é mais um exemplo heróico de auto superação, junto com sua Técnica que, apesar da cartolagem, brilhou. E não por causa da cartolagem.

É desse jeito, aos trancos e barrancos, que o esporte brasileiro vai levando. Se algum cartola da CBAt, ou do COB, vangloriar-se da vitória da Geisa, será pura demagogia. Eles não têm participação alguma nessa medalha.

O atletismo de base no Brasil continua quase inexistente, sem programas sociais. Os dirigentes preferem atuar somente no alto rendimento e em eventos que possibilitem giro de dinheiro.

Gleisa també estuda Direito. É articulada. Expressa sua opinião sem medo.

A televisão acaba de por no ar uma entrevista sua, recente, na qual ela critica a estrutura do atletismo nacional e, como muita consciência, expõe sua contrariedade à realização dos Jogos Olímpicos no Brasil. Geisa acha que seria melhor investir no esporte social. Diz ela: ” O atletismo já tem tão pouco e ainda querem tirar o que temos.” Procurem o vídeo do programa no youtube.

Mas como disse o excelente apresentador Dudu Monsanto, não será de se entranhar se Gleisa passar a ser monitorada e repreendida pelos cartolas por suas opiniões sinceras. Diz o Jornalista que Geisa, daqui a pouco, será forçada a aplaudir “Nuzman e seus Blue Caps”, sob pena de sofre retaliações.

Sabemos que agora os cartolas, inclusive este citado acima, irão tentar explorar a imagem da Geisa e controlar suas opiniões.

Que Geisa não se curve a essa gente. Eles é que têm que se curvar a uma campeã mundial.

Uma medalha dessas é mais uma prova cabal de que a cupula do atletismo e do do COB já deram o que tinha que dar. Que temos material humano e que trocássemos os atuais dirigentes por outros mais arejados, com uma visão social do esporte, poderíamos ter um grande avanço.

As entidades desportivas brasileiras não podem servir de cabide de emprego para a família.

Tem gente boa para substituir os Tutancamons do esporte.

Alberto Murray Neto.

www.ESPN.com.br/albertomurrayneto

No programa Brasil Olímpico da ESPN Brasil, Cláudio Weber Abramo pontuou: “Isso aí do Pan Americano não vai dar em nada. Essas estruturas tipo TCU são comprometidas com o sistema”  Concordo em parte. E explico. Acho mesmo que os Ministros do TCU são comprometidos com o sistema (há poucas execeções). Enquanto aquele Tribunal tem um bom corpo de técnicos, os Ministros são políticos aposentados, fracassados, apadrinhados por alguém que lhes fez lobby para que naquela Corte repousem em paz, sem serem molestados e ganhando uma graninha segura do erário público. Ministro do Tribunal de Contas da União, como regra geral, não entende nada do riscado. Vejam os nomes e tirem as suas próprias conclusões. É impossível acreditar que eles têm interesse em escarafunchar os gastos federais. Eles querem boa vida, nada de polêmica. Com toda ceteza, não sabem ler um balanço. Não entendem de economia. Desconhecem direito administrativo. São corporativistas e ignorantes. Tudo isso é bom para os corruptos, aqueles que saqueiam o dinheiro do povo e que, em vez de estarem atrás das grades, devem celebrar a decisão de hoje com champagne. Curioso, também, que os argumentos que os Ministrinhos usam para livrar a cara de bandidos são os mais prosaicos, o que nos deixa a impressão de que eles estão, de propósito e com gosto, zombando da cara dos brasileiros. Eles não têm vergonha do que escrevem. Perguntem aos Auditores do TCU se os votos proferidos pelos Ministros refletem os Pareceres que lhes foram entregues. Ou então manuseiem Vocês mesmos os processos. Claro que o voto final não é o resultado da investigação. O voto final é resultado da vontade política do Ministro. O Auditor é um técnico, enquanto o Ministro é um político descansando, que deve favores a muita gente. Há muito tempo, lamento o TCU do Brasil.  Cliquem no link abaixo e leiam os argumentos da decisão de hoje. Mas eu ainda tenho esperança de que os culpados sejam punidos, confiando nas ações dos Ministérios Públicos. É nesse ponto que discordo de Cláudio Werber Abramo. Talvez ingenuamente, ainda tenho comigo que vamos ver gente presa por causa desse horror financeiro que foram os Jogos Pan Americanos do Rio, em 2.007, que nenhum legado deixou para a Cidade e para o País. Somente um corrupto, ou complacente com a corrupção, discordará do que aqui escrevo.

http://esporte.uol.com.br/ultimas-noticias/2010/07/22/tcu-arquiva-representacao-contra-ministerio-do-esporte-por-pan-do-rio-2007.jhtm

A turma do Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”), os subalternos, estão bem treinados. Se alguém questioná-los sobre qualquer denúncia que tenha partido de mim, a resposta vem na lata: “Ah, é de um indivíduo que tem probemas pessoais com a gente.” E coitada dessa gente se não, ao menos publicamente, rezar pela cartilha do deus. Se deus, como intramuros é chamado o Pajé Olímpico, estiver de mau humor, sai de baixo. Ele sacode a cabeça, pisca freneticamente, sacode a cabeça de um lado para o outro, dá uma olhadela do espelho, arruma aquele prendedor de gravatas cafona e cospe em que estiver na frente. Esse deus é de meia tigela. No outro extremo,  há pessoas tão imponentes, carismáticas, cuja própria presença física  faz qualquer um de nós sentir frio na barriga e das quais mantemos, mesmo sem querer, uma distância regulamentar. São, como regra, gente afável, respeitadas por sua autoridade moral e não por seu autoritatismo. O Brasil tem vários bons exemplos desses. O Dr. Ulyses Guimarães era uma figura assim; o senhor Diretas.

Voltando à patota do COB, a eles não resta outra opção que não tentar desqualificar-me, uma vez que argumentos para contradizer-me, eles definitivamente não têm. Tanto tal é assim, que o presidente sempre fugiu de mim em todos os debates que gente séria tentou promover entre nós. A situação mais vejatória para ele foi quando, muito agitado, escafedeu-se no Senado da República, cometendo uma indelicadeza não comigo, mas com o Senadores. O patético gestou foi muito bem retratado no brilhante programa da ESPN Brasil, “Brasil Olímpico 2 – Uma Canidatura Passada A Limpo”. Nuzman também já fugiu de Juca Kfouri na Unicamp. Ele foge sempre que é apertado. De Movimento Olímpico, em seu sentido histórico filosófico ele não tem a menor idéia do que seja.

De fato são poucos os que têm coragem de dizer o que está errado, enfiar o dedo na ferida e expremê-la até sangrar. O sujeito pode ser simplesmente acomondado, depender do dinheiro deles, ou ter medo de retaliações. Eu não tenho receio daquela trupe. Digo e escrevo o que penso, critico, exponho minhas sugestões. Nuzman sim, sempre teve um medo bobo de mim. Enquanto ele sabe que pode controlar talvez a maioria dos dirigentes esportivos, a mim ele tem certeza de que isso seria impossível. Ele sabe da minha estirpe, retidão, que sou absolutamente incorruptível e, mais ainda, como disse-me André Richer, carrego no meu DNA “a herança genética do manto sagrado”. Aliás, quando Richer disse-me  isso, referia-se exatamente a Carlos Nuzman, para expressar o medo que eu metia nele. Admiro muito aqueles que não se curvam ao poder escabroso. Há vários exemplos no jornalismo do Brasil de gente muito legal que não deixa a peteca cair. Leia-se o que escrevem, para ficar somente na área dos esportes, Juca Kfouri, Antero Greco, José Trajano, José Cruz, Eduardo Ohata, Mariana Lajolo, Bruno Rangel, Afonso Morais, Marcelo Damato, Marcelo Laguna, Paulinho, citando apenas alguns exemplos de quem cobre o Olimpismo. Há muitos outros, cujo perdão peço que me concedam pela ausência nesta relação. Será que todos eles têm problemas pessoais com o COB? Eu já prometi aqui um picolé de tangerina a quem achar um único jornalista com credibilidade que elogie Carlos Nuzman; unzinho só.

Pois bem, eu tenho, sim, problemas pessoais com Carlos Nuzman. Só que eles têm interesses difusos. Minhas pinimbas pessoais incluem, mas não se limitam ao fato de o COB:

– receber dinheiro público e tratar o COB como se fosse a cozinha da casa dele;

– deixar de prestar contas ao povo de como aplica o dinheiro que recebe do governo;

– gastar dinheiro da população de forma indevida, com festas megalômanas, presentinhos a visitantes estrangeiros e salamaleques desnecessários ao membros do Comitê Internacional Olímpico;

– gastar mais da metade do orçamento do COB com verbas de administração, em detrimento dos interesses das Confderações, da Federações, dos Clubes formadores e, sobretudo, dos Atletas;

– blindar o estatuto social de forma que impeça que qualquer do povo possa candidatar-se aos cargos de presidente e vice do COB, fazendo vigorar o escánio que é o artigo 26;

– atuar nos bastidores do Congresso Nacional, indo de sala em sala, de parlamentar em parlamentar, pedindo para não apoiarem a CPMI Olímpica;

– desrespeitar o artigo 4 do Decreto que regulamenta a Lei Piva, que manda com que a contratação das obras, serviços e tudo mais seja publicamente licitado;

– ter uma agência de viagens para intermiar compras de passagens aéreas, reservas de hotéis e outros, deixando que essa agência ganhe comissões gigantescas sobre tais serviços. O COB prescinde de uma agência de viagens. Pior ainda quando obriga outras Confederações a usar tal mesma agência, a Tamoyo Turismo Ltda. E mais grave quando a sócia majoritária da Tamoyo é amiga íntima do casal Nuzman, o que dá um cheiro de conflito de interesses. E fosse eu o presidente do COB, nenhum amigo, ou parente sequer participaria de qualquer licitação. São motivos óbvios;

– usar a AON  como corretora de seguros, enquanto um dos Diretores do COB é, ou era, ao mesmo tempo, Diretor da mesma AON. Outro evidente conflito de interesses. As coisas não acontecem à toa;

–  ter uma folha de pagamentos altíssima, desnecessária, enquanto esse dinheiro poderia ir para as Confederações que não têm patrocínios, que o COB chama de “nanicas”;

–  não divulgar ao público os contratos que assina com terceiros, deixando de dar transparência aos termos e condições, sobretudo valores, que envolvem grana do povo;

– não ter um programa claro de desenvolvimento do esporte a longo prazo, que realmente reflita, futuramente, em uma melhora de nossos resultados Olímpicos;

– repassar mais dinheiro justamente às Confederações mais ricas, enquanto as mais pobres, que não têm patrocínios, ficam com muito pouco. Os ricos do esporte cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Assim o panorama geral do esporte no Brasil não mudará nunca, apesar da situação nababesca que desfruta o COB;

– não explicar o superfaturamento de 1.000% (hum mil por cento) das contas do Pan Americano, ainda sub judice no TCU. Isso mesmo, 1.000% e, ao menos por enquanto, não há ninguém preso;

– pela absoluta falta de legado popular do dinheiro gasto com os Jogos Pan Americanos;

– pela falta de preocupação com o esporte de base, o esporte para todos, o esporte para o pobres, uma vez que o COB não tem um só projeto de massificação do esporte e do olimpismo por todo País;

– por tentar cercear o livre pensamento acadêmico, como ditadores de opereta, prestando-se ao papel ridículo de tentar calar a boca da Professora Katia Rubio, da Universidade de São Paulo, que reagiu à altura e fez o COB sair com o rabicó entre as pernas;

– por ter criado uma Comissão de Atletas absolutamente “desfrutável”, sem função executiva alguma. Ou ela influenciou em algo na vida do esporte Olímpico do Brasil?;

–  por usar artifícios duvidosos na campanha do Pan Americano para cabalar votos, o que seja, pagar vestimento completo e, em alguns casos, fretameto de vôos de delegações estrangeiras para virem competir no Rio de Janeiro, enquanto vários de nossos pobres Atletas não têm condições de se sustentar;

– por fazer lobby no Congreso Nacional contra a lei que estabelece o limite de reeleições para os órgãos dirigentes do esporte brasileiro, em nítida “advocacia em causa própria”. Até o CIO já limitou os seus próprios mandatos;

– por não explicar ao povo como foram utlizados os recusos públios usados na campanha Rio 2.016. Tanto é assim que o Ministério Público Federal instrou um Inquérito Civil para averiguar esse fato;

– por realizar eleições ilegítimas, imorais, para usar os mesmo termos da imprensa e de alguns próprios presidentes de Confederações; e

– por um montão de outras coisa.

É verdade. Eu tenho uma implicância incompreensível com o COB. Não entendo porque.

Alberto Murray Neto

%d blogueiros gostam disto: