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Mais Armando Nogueira

março 31, 2010

O cartolas pecam por ação, omissão e comissão”.

Mestre Armando Nogueira.

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Caro Dr. Alberto: soube q uma das poucas vozes q contestou o poder de GEsta de Melo foi da presidente da Federaçao de Brasília, Carmem de Oliveira. Soube, tb, que o técnico Luiz Alberto de Oliveira, que treinou Joaquim Cruz, se emocionou e chorou, comparando Gesta de Melo a seu pai, tanta bondade q pratica para nossos atletas e técnicos. Inacreditável! E discursos assim ocorrem pq Gesta implantou a remuneraçao do col[egio eleitoral. A pretexto de homenagear campeóes, todos os votantes recebem algo, como bolsa ou para suas instituiçoes. Assim, com a caneta na máo e o cheque sobre a mesa, quem vai se opor à sua proposta de que deva sair ou continuar da CBAt? É a tal democracia na base do dinheiro, pois enquanto se pratica essas benemerências náo se discute, na base o principal, os rumos do esporte. É á cúpula decidindo de olho no pagamento mensal. E se alguém tivesse a ousadia de se opor a tanta generosidade, talvez ficasse de fora do jantar oferecido aos eleitores a bordo de um iate navegando pelas águas calmas do Rio Negro. Grande abraço, José Cruz

José Cruz

O Jornalista Armando Nogueira foi sempre uma voz altiva que, com inteligência e equilíbrio, empenhava a sua luta contra as falcatruas do esporte brasileiro. Essas mesmas falcatruas contras as quais toda a  gente boa da imprensa se insurge diariamente. Ele criticava de forma poética, porém dura, o espalhafato que é o esporte brasileiro. Apontava soluções. Sentiremos falta de seus comentários. A Copa de 2.010 já não será a mesma sem a cobertura especial de Armando Nogueira. Ele fará falta, sobretudo, na fiscalização contundente a ser feita pelo povo brasileiro com relação à Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos que o País vai sediar. Este Blog solidariza-se com a família e com os Amigos do Mestre Armando Nogueira.

Já faz algumas semanas que mandaram-me a ata da assembléia geral da CBAT, que se realizou em Manaus. À parte daquele costumeiro blá blá blá laudatório, duas coisas chamaram a minha atenção.

A primeira é que a ampliação do colégio eleitoral foi aprovada, porém excluindo a proposta anteriormente formulada, pela qual seria dado poder de voto aos técnicos que possuissem medalhistas olímpicos vivos. Eu contestei por escrito. Ora bolas, porque somente aos técnicos que possuem atletas medalhistas vivos? Por acaso Técnico que tem atleta medalhista morto perde o seu brilho? Escrevi que isso mais me parecia um casuísmo para não dar direito de voz e voto ao Pedro Henrique Camargo de Toledo, o Pedrão, técnido do inesquecível João Carlos de Oliveira, o João do Pulo. Pedrão é declaradamente oposição à atual gestão da CBAt. Vários também o são. Mas ainda não falam publicamente, por receio de retaliação. Mas isso vai mudar até a eleição, assim espero. Até mesmo porque o Presidente Gesta de Melo já declarou que, após anos e anos, vai “largar o osso”. A desculpa de que o Pedrão devolveu o seu título de benemérito da CBAt e que não tem interesse na entidade não tem razão de ser. Ele tem que ter direitos iguais aos outros. Vai à Assembléia Geral quem quiser.

A outra coisa que é, no mínimo, curiosa é que a dado momento Gesta colocou o seu cargo à disposição da Assembléia Geral. Não entendi. Só põe cargo à disposição quem está sob suspeição, ou sobre acusação. Por exemplo, José Roberto Arruda deveria tê-lo posto, antes de ser defenestrado. Ao que nos parece, embora haja oposição a Gesta de Melo,a maior parte dela ainda calada, ele não está sob suspeição e nem sobre ele existem quaisquer acusações de desmandos. Se eu estivesse na assembléia, votaria pela permanência, até o final de seu mandato, porque não gosto de golpe.

Também ficaria melhor se a Assembléia Geral aprovasse a limitação do mandato, a exemplo do que fizeram o remo e o basquete. E a vedação que parentes dos direitores eleitos sejam candidatos à sua sucessão, ou trabalhem na entidade (mesmo que sem remuneração).

Nesta semana assisti à reprise de um episódio do Ponta Pé Inicial, aqui na ESPN Brasil, apresentado por Dudu Monsanto e José Trajano. O programa levou ao ar cenas do comício final da campanha do educador Darcy Ribeiro para o Governo do Estado do Rio de Janeiro. Foi muito interessante. Trajano, um dos organizadores do evento, levou à passeata um elefante de verdade.

Era época da redemocratização do Brasil. A cena me fez relembrar daqueles momentos especiais que o País vivia, em que assistíamos, felizes,a derrocada da ditatura, da censura, da tortura.

Felizes daqueles que participaram daqueles momentos. Não estava naquele comício do Darcy. Mas estava torcendo por ele. Em São Paulo participava de outros movimentos políticos contrários à ditatura. Aos 14 anos participava das reuniões do PT, que estava recém formado. Ía às reuniões do diretorio que ficava na Rua João Cachoeira. Meu avô me  levava no carro dele e ficava esperando na porta a reunião acabar. Ía aos comícios na Praça Charles Miller. Ouvia com a máxima atenção os novos líderes que estavam surgindo. O PT era, para mim, aquilo que mais oposto havia àquele regime brutal. Nunca poderia crer que, algum dia esse mesmo partido tornar-se-ía a esbórnia que é hoje. E que quase todos que víamos no palanque, anos mais tarde, seriam os próceres do mensalão. Com 16 anos, sem carteira de motorista, saia com uma variant verde, emprestada, para fazer a campanha do Lula ao Governo de São Paulo, em 1.982. Depois veio a campanha pelas Diretas Já, suprapartidária. Não me esquecerei da passeata que começou na Praça da Sé e terminou no Vale do Anhangabau, com mais de um milhão de pessoas, de todas as idades e classes sociais, com o mesmo objetivo: recuperar um direito básico da cidadania, votar para presidente.

Lembro-me que a rede Globo de televisão ignorava a passeata no centro de São Paulo, como se nada estivesse acontecendo. Em um dado momento, pressionada pelos fatos, outra alternativa não houve à Globo senão entrar com cenas ao vivo daquela belíssima manifestação popular.

Foram momentos especiais do Brasil. Felizes daqueles que sairam às ruas e que ajudaram a dar o golpe de misericórdia no já cambaleante regime autoritário.

O Ponta Pé inicial me fez lembrar daqueles tempos.

Agência Estado – 24/03/2.010.

Alerta: O Engenhão está se deteriorando
 

Menos de três anos e mais de R$ 400 milhões depois, o Estádio Municipal João Havelange, conhecido como Engenhão, virou objeto de discórdia entre a Prefeitura do Rio, o Botafogo e o consórcio de empreiteiras que fez a obra. O local, que está sob administração botafoguense por um período de 20 anos (a contar de 2007), tem problemas estruturais. E, diante disso, as partes discutem quem deve arcar com os custos para solucioná-los.

A questão central passa a ser, portanto, como uma obra dispendiosa – e que tem dado pouco retorno financeiro ao Botafogo -, que foi inaugurada há tão pouco tempo, pode sofrer com problemas de deterioração tão cedo?

A reportagem procurou a Rio-Urbe (Empresa Municipal de Urbanização), a Secretaria Municipal de Obras e o próprio prefeito Eduardo Paes para levantar essa e outra questão: os materiais utilizados no Engenhão (que custou R$ 405 milhões aos cofres públicos) eram de qualidade adequada, condizente com a magnitude do projeto?

Diante das questões levantadas, seguiu-se um jogo de empurra, assim como aquele que está sendo protagonizado por Prefeitura, Botafogo e as empreiteiras. Por fim, a assessoria de Eduardo Paes informou que o prefeito, única pessoa autorizada a tratar do assunto, falará apenas depois de uma reunião entre as partes, marcada para acontecer na sexta-feira.

Apenas o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, esteve disponível para comentar o imbróglio. Segundo ele, o Engenhão não sofre com problemas estruturais graves e não oferece qualquer risco a jogadores ou torcedores.

“Não sou louco de brincar com uma coisa dessas. Até porque quem pagaria a conta depois seria o clube, seria eu. O estádio é seguro. Os problemas são vazamentos, goteiras e outros pequenos problemas estruturais que, segundo o próprio contrato de concessão, deveriam ser custeados pelo consórcio de empreiteiras que construiu o estádio”, comentou o presidente do Botafogo.

As fortes chuvas recentes que caíram no Rio, incluindo um temporal que provocou um apagão e tornou o campo do Engenhão impraticável numa partida entre Botafogo e Olaria, no dia 14 de março, agravaram os problemas.

Ainda de acordo com Maurício Assumpção, sua administração recebeu o estádio, em 2008, com diversas irregularidades, como parcelas do seguro e do aluguel em atraso, assim como manutenção precária, cujos custos então giravam na casa dos R$ 700 mil. Desde então, tudo foi solucionado e o clube estaria em dia com a Prefeitura – a qual paga R$ 39 mil por mês de aluguel. Além disso, o Botafogo diz ter diminuído os gastos de manutenção para cerca de R$ 400 mil.

“Estamos mantendo um patrimônio que sequer é do clube. É um ótimo negócio para a Prefeitura”, disse Maurício Assumpção, assegurando que o Botafogo, mesmo se assim quiser, não pode recolocar sequer um azulejo quebrado, por força do contrato. Ele garantiu ainda que o clube leva à Prefeitura relatórios regulares sobre a situação do estádio e que foi ele mesmo que, pessoalmente, procurou Eduardo Paes para tratar dos problemas estruturais. Por isso a reunião de sexta-feira, na qual o prefeito promete por um fim à crise.

HISTÓRICO – O Engenhão foi a grande vedete dos Jogos Pan-Americanos de 2007. Construído ao custo de R$ 405 milhões, o estádio estourou o orçamento inicial em mais de seis vezes: o valor previsto era de cerca de R$ 60 milhões.

Durante o Pan do Rio, o estádio foi palco das provas de atletismo, além de algumas partidas do futebol. Desde então, o Engenhão foi repassado em concessão ao Botafogo, a quem cabe fazer a sua preservação.

Do ponto de vista financeiro, a instalação tem se revelado um elefante branco para o clube, que tem dificuldades em torná-lo rentável, com a pouca quantidade de público, mesmo em clássicos. Do lado esportivo, competições de atletismo são raríssimas.

Agência Estado

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