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O COI pressiona Nuzman

Por Juca Kfouri

Carlos Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro  e do Comitê Organizador da Olimpíada do Rio ao mesmo tempo, fato inédito na história dos Jogos Olímpicos, está sendo fortemente pressionado pelo Comitê Olímpico Internacional para escolher uma ou outra entidade.

É possível que ele opte por tentar também o COI…

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Recomendo a leitura do Blog do Professor Carlos Gomes Ventura, grande técnico de atletismo no Brasil. Foi com ele que eu comecei no atletismo.

O endereço é wwwcarlosventura8085.blogspot.com

Tem muita coisa sobre Olimpismo e corridas.

GRANDES IDOLOS NO CARVÃO

 Por Carlos Gomes Venura
 
As competições de atletismo em São Paulo nas décadas de 40 50 e 60 eram competições que lotavam os clubes como CRTietê. Esporte Clube Pinheiros, Associação Desportiva Floresta hoje Espéria, não tinhamos na época nenhuma pista de material sintético, nem se pensava nesta idéia.
Os clubes nos finais de semana ficavam lotados, com grande publico assistindo competições de atletismo, tinhamos no estado de São Paulo, duas divisões, uma divisão que congregava os clubes da capital e outra  com os clubes do interior.
Cidades como Campinas, Santo André, Jundiai, Ribeirão Preto, Santos tinham excelentes equipes com atletas de altissimo nível, acontecia o mesmo na cidade de São Paulo o nível era tambem muito alto com Pinheiros,Tietê, Floresta, Ás de Espadas.
O atletismo era uma febre, barreiristas como Pedro Henrique Camargo de Toledo (Pedrão depois técnico do atleta João Carlos de Oliveira) Clovis Nascimento ( depois técnico de Nelson Prudêncio )  Carlos Mossa um recordistas nos 110 s/b( pai da jogadora de volley Vera Mossa) atletas como Jurandir Yene nos quatrocentos, Atilio Denardi Alegre no meio fundo, Cleomenes Cunha decatleta e professor de Educação Física na Marinha, Odete Valentim Domingues nossa melhor arremessadora e lançadora, esposa do saudoso quatrocentista Argemiro Roque, a inesquecivel Elizabeth Clara Muller, Maria José de Lima, Vera Trezoitko, Wanda dos Santos barreirista olimpica em Londres, os lançadores e arremessadores Sergio AntonioThomé , José Carlos Jacques, Roberto Chap Chap, o fundista Antonio Nogueira Azevedo, Anubes Ferraz nos 400, outro fundista José dos Santos Primo, Peter Ostermayer que foi olímpico pela Belgica, escreveria inúmeras paginas lembrando nomes de atletas que fizeram de São Paulo, o centro mais adiantado do atletismo brasileiro.
Hoje temos pistas de material sintético, estágios internacionais, patrocinios, viagens aéreas, na época viajavamos pelo Brasil de onibus ou de trem na Santos-Jundiai (de madeira) saindo da Estação da Luz, às vezes nos Jogos Abertos do Interior era mesmo de caminhão aberto, as nossas sapatilhas eram feitas pelo Genzo Hara alí perto do Mercado Municipal, não temos mais publico, temos apenas dois ou tres nomes de atletas como referência, o que está acontecendo?  Aonde estão os valores ?, nem educação esportiva temos, é uma pena, pois para pensar em Jogos Olímpicos que estão por advir, deveriamos como em um passe de mágica, materializar os valores de  quatro décadas ou mais , que faziam um atletismo serio, dentro da filosófia Olimpica, como Major Padilha, finalista olímpico nas barreiras, correndo no carvão.
boas corridas
Carlão

Tutancamon e Gesta de Melo.

março 16, 2011

Tutancamon foi um Faraó no antigo Egito. Reinou por pouco tempo. Morreu muito jovem, aos 19 anos. Não foi um governante de grandes feitos. Tornou-se famoso, entretanto, porque anos e anos depois, sua tumba foi encontrada quase intacta. E, assim, é um dos poucos soberanos egípcios que tiveram boa parte de seus tesouros expostos no museu do Cairo. Não fosse isso, Tutancamon não seria lembrado. Curioso é que pesquisadores descobriram, no ano passado, que o tirano morreu de … malária! Essa é uma doença transmitida por mosquito, típica das regiões dos trópicos.

Ao contrário de Tutancamon, Gesta de Melo agarrou-se à cadeira de presidente da Confederação Brasileira de Atletismo e já se vão quase 25 anos sem que ele demonstrasse qualquer desejo de largá-la. Acho que nem as ostras e os ouriços do mar ficam assim tanto tempo grudados às rochas. Gesta de Melo, embora tenha tido muito mais tempo no poder do que Tutancamon, também não foi um monarca de grandes feitos. Embora tenha recheado os cofres de sua Confederação com dinheiro público (muito dinheiro público), aquilo que fez pelo atletismo nacional é pouco (muito pouco). A diferença técnica entre as épocas de miséria e riqueza do atletismo nacional são irrelevantes.

Da mesma forma que Tutancamon deixou seus tesouros para posteridade, espera- se que Gesta de Melo também disponha para a história aquelas quinquilharias que coleciona. Por isso, tal qual Tutancamon, Gesta de Melo poderá ser futuramente lembrado. Gesta de Melo faz tremendo marketing pessoal sobre seu repositório de memorablia olímpica.

Tutancamon morreu de malária. Gesta de Melo, a quem sinceramente desejo vida longa (mas longe da CBAt), vem da terra em que esse mal ainda é um caso sério de saúde pública.

Uma boa tese – e aqui não vai qualquer maldade – seria estudar “As parecenças e disparidades entre Tutancamon e Gesta de Melo. O Egito antigo e a CBAt.”

Uma de minhas principais diversões neste Blog tem sido fustigar Gesta de Melo. E não tem sido tarefa árdua. Gesta de Melo é, por si só, uma figura caricata, que inspira o lado humorístico de qualquer um. Um nobiliárquico dos seringais, de aspecto sedentário, fala mansa, voz simpaticamente fina e que, não obstante a sua barriguinha protuberante, preside, há longos anos, o chamado esporte base (absoluta contradição). Seguindo uma caracterítica genuinamente nacional, emprega a família na entidade que comanda. E quando indagado sobre o assunto, dispõe de justificativas pálidas para defender a administração em família. Família que governa unida, permanece unida.

Até pouco tempo atrás, Gesta de Melo respondia aos meus escritos. Certa vez ele ligou da Alemanha para discordar de um artigo que eu havia publicado no jornal O Estado de São Paulo, sobre o escândalo do dopping no atletismo e sobre a inconfiabilidade comprovada nos testes feitos no Brasil. Eu provei, por A mais B, que os mecanismos de controles antidopagem no Brasil eram falhos. Mas Gesta de Melo minimizou o fato.

Eu sei que um belo dia Gesta de Mello recebeu ordens do seu chefe, Carlos Nuzman, para me ignorar. Passei a sentir muita falta de Gesta de Melo. Vocês não imaginam quanto! Normalmente sou melhor na réplica do que no primeiro ataque. Eu escrevia, Gesta de Melo rebatia e, aí sim, replicar era o meu deleite. Pelo menos na minha conta, Gesta de Melo perdia todas. Recebi – e sigo recebendo – inúmeras mensagens de profundo desagrado com a indigesta gestão ( e que me perdoem o cacófato) no atletismo do Brasil. Muitas delas estão publicadas neste Blog. Outras tantas não publicadas, uma vez que seus subscritores me pedem anonimato, com receio das retaliações que certamente viriam.

Gesta de Melo teve passagem insignficante como cartola universitário em Manaus. Nunca praticou um esporte sequer. Não foi e não é atleta. Sua carreira como “pequeno pipo” tomou vulto quando o chefe Nuzman colocou-o na Vice presidência da Confederação Brasileira de Volleyball. E de lá lançou-o para o atletismo, onde aterrisou de para quedas. Tudo isso para bem servir ao seu senhor, que queria ganhar espaço, que queria chegar ao Comitê Olímpico Brasileiro.

Mutatis mutantis, nosso personagem, meigo, de romance luso, sempre esteve muito mais à disposição de Carlos Nuzman, do que a serviço do atletismo. O atletismo tem sido mero instrumento de poder. Nada além disso. Pobre atletismo que ao longo de 22 anos garimpou uma única medalha, com um genial salto da Maurren Magi.

A política de poder adotada nesses longos e pavorosos anos fez da Assembléia Geral, com briosas exceções, um palco que na ribalta está o velho senhor do látex. E na platéia uma clientela que dele depende para literalmente viver.

O atletismo tem perdido grandes oportunidades de massificar-se, de tornar- se popular. Mas a política servil, lisonja, interessante, impediu.

Em prenúncio de uma participação catastrófica do atletismo brasileiro em Londres 2.012, pressionado pelos maus resultados acumulados ao longo do tempo, Gesta de Melo ensaia uma retirada. Esperemos que a própria Maurren, ou a Fabiana, em dia inspirado, dêem, mais uma vez, os saltos de suas vidas e livrem nosso País olímpico de um memorável fiasco. De qualquer forma, na média, os resultados serão inapelavelmente ruins. Tanto tempo, tanto dinheiro público, para nada.

Com todo respeito, Gesta de Melo sairá do atletismo menor do que entrou.

O atleta Rodrigo Gomes Rocha, que integra a equipe da ONG Sylvio de Magalhães Padilha, sagrou-se campeão sulamericano juvenil nos 4 x 100 metros, na prova realizada ontem, na Colômbia.

A equipe do Brasil foi formada por Aldemar Gomes da Silva Júnior, Flávio Gustavo da Silva Barbosa, Jackson Cesar da Silva e Rodrigo Gomes Rocha. O tempo foi de 39.63.

Rodrigo, no ano passado, já havia conquistado duas medalhas no sulamericano.

Rodrigo é atleta que surgiu do trabalho social esportivo realizado pela ONG Sylvio de Magalhães Padilha em Paraisópolis.

Ajudando a transformar a sociedade através do esporte segundo os pilares do ideal olímpico.

Entrevista Com Leandro Prates de Oliveira, da ONG Sylvio de Magalhaes Padilha

Procuradoria acusa fraude de R$ 11,3 mi em obra

Aditivo para parque aquático seria ilegal

DO RIO

Cinco ex-dirigentes da Prefeitura do Rio e três empreiteiras são alvo de ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF).
A Procuradoria aponta irregularidade de R$ 11,3 mi-lhões na construção do Parque Aquático Maria Lenk.
Para o procurador Alexandre Ribeiro Chaves, o valor refere-se a um aditivo ao con-trato feito de forma ilegal.
O consórcio Parque Aquático Pan 2007, formado pelas empresas Delta Construções, Sanerio Engenharia e Midas Engenharia, venceu a licitação para as obras de fundação, estrutura e acabamento por R$ 48,7 milhões.
A Riourbe, órgão da prefeitura responsável pela obra, fez aditivo de R$ 11,3 milhões ao contrato para a execução de obras de programação visual, sonorização e iluminação, não previstas inicialmente. Para o MPF, a medida foi ilegal e deveria ter sido realizada uma nova licitação.
De acordo com o MPF, o aditivo elevou o custo da obra até exatamente o montante repassado pelo governo federal. A Procuradoria pede o ressarcimento do dano e a suspensão temporária dos direitos políticos dos ex-dirigentes da Riourbe.
Sugere também que as empresas sejam proibidas temporariamente de contratar com o poder público e de receber incentivos fiscais.
Ex-presidente da Riourbe, João Luiz Reis da Silva, réu no processo, afirmou que a me-dida foi aprovada pelo Tribunal de Contas do Município.
A reportagem não conseguiu contato com os outros quatro dirigentes acusados.

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