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Nesta semana várias empresas importantes assinaram um pacto, pelo qual se comprometem a exigir transparência e modernidade das entidades esportivas para patrociná-las. É uma iniciativa da associação Atletas pelo Brasil, que reúne grandes nomes do nosso esporte.

A iniciativa é excelente e os atletas envolvidos são muito relevantes. O que questiono, desde o princípio, é como isso ocorrerá na prática. Sempre questionei qual o interesse de empresas nacionalmente conhecidas vincularem seus nomes a entidades desportivas sabidamente corruptas e desprestigiadas, cuja imagem delas próprias e de seus dirigentes são tenebrosas.  A conta é fácil. Nenhuma dessas empresas faz caridade. Elas colocam na ponta do lápis. Sabem que mesmo patrocinando entidades safadas, ainda assim o retorno de mídia lhes é financeiramente favorável. Sempre defendi que essas empresas deveriam, há muito, ter retirado todo e qualquer apoio financeiro à entidades esportivas sem transparência, com cartolas perenes e corruptas. Mas essas empresas nunca fizeram isso.

Por que agora, mediante esse Pacto, o fariam? Não precisa de Pacto para ser coerente e ajudar a melhorar a administração do esporte. Talvez o que tenha feito essas empresas assinarem o Pacto foi a pressão que a associação Atletas pelo Brasil tenha feito. As empresas não poderiam simplesmente ignorar vozes de atletas importantes que tanto já fizeram pelo esporte brasileiro e que já estão fartos da mesmice ruim da administração esportiva.

Todas as entidades esportivas e todos os cartolas são ruins? Não. Mas a maioria deles é. E isso tem que mudar.

Ainda assim questiono como essas empresas agirão na prática. Lendo os jornais de hoje, vejo que apenas uma delas manifestou-se sobre o Pacto, ainda assim laconicamente. As demais emitiram notas oficiais pouco estimulantes para quer efetivamente quer mudanças no esporte. Ponho, sim, um enorme ponto de interrogação se as empresas seguirão aquilo a que se comprometeram a fazer no Pacto. Treino é treino, jogo é jogo. Vamos ver, agora, como se comportam no jogo.

Tanto é assim que várias delas foram correndo ao encontro da CBF, para uma reunião fechada, como primeiro ato após a assinatura do Pacto.

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Roberto Salim e Marcelo Gomes, até bem pouco tempo, faziam o melhor programa de reportagens e jornalismo investigativo da televisão do Brasil. O “Histórias do Esporte” é antológico. Deveria ser vendido em lojas de departamentos, em série, como fazem com seriados famosos, tamanha a sua relevância para o jornalismo espotivo do Brasil. Há outros programas que são bem produzidos, mas que mais parecem “press releases” dos órgãos oficiais e dos governos.

Salim e Marcelo nunca ficaram na mesmice, aquele jornalismo modorrento, chato, desfrutável e que conta historinhas banais. Eles sempre foram buscar o lado crítico da notícia, levando a realidade ao expectador, promovendo um jornalismo transparente, sem maquiagem, cujo interesse não é outro senão informar, analisar e despertar na sua audiência a vontade de questionar. Salim e Marcelo nunca fizeram aquele jornalismo que costuma “ficar do outro lado do balcão.”

Hoje, sob o argumento de corte de custos, a ESPN Brasil dispensou os serviços de Roberto Salim. Compreendo que o Brasil vive uma séria crise e que cada um sabe onde tem que reduzir o que. Não quero dar palpite da administração da empresa dos outros.

Mas Roberto Salim é um diamante do jornalismo. E os diamantes são caros porque são raros. E que não se diga que os cristais de rocha são como os diamantes, porque realmente não são.

Siga em frente, amigo Salim.

Guilherme Murray, venceu na semana passada, em Porto Alegre, o Campeonato Infantil Pré-Cadete de Flore, Esgrima, uma categoria acima da sua. Abaixo a fotografia do pódium, com os demais atletas e companheiros que também ganharam medalhas. Parabéns a todos e os agradecimentos ao Club Athletico Paulistano e aos Mestres Régis Trois, Ricardo Ferrazzi e Carla Cristina Evangelisti Moreira da Silva. O ambiente do esporte é muito bom.

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O jornalista Daniel Brito informou em seu Blog que Cristiane Paquelet também representa o Brasil na Agência Mundial Antidoping, a WADA. Tem lá uma função dedicada à questões culturais e de ações educacionais contra o doping. Certamente não foi a WADA quem veio ao Brasil convocar Paquelet para essa atribuição. Paquelet tem esse cargo porque o Comitê Olímpico do Brasil (“COB”) indicou-a.

Talvez a WADA ainda não sabe as razões que levaram Cristiane Paquelet a ser demitida do COB.

Há duas opções a serem seguidas: (a) O COB comunica a WADA as razões que a fizeram deixar a entidade, de modo que Cristiane Paquelet tambêm saia de sua função na WADA; ou (b) Cristiane Paquelet, de moto próprio, pede demissão de seu cargo na WADA.

Ē melhor que isso ocorra rapidamente, antes que a WADA fique sabendo, demita Cristiane Paquelet e exponha o Olimpismo do Brasil a um ridículo universal.

Que o COB não se omita e informe a WADA do episódio rapidamente.

A WADA ficará, sim, sabendo.

Estou em uma competição esportiva, em Porto Alegre. Aqui encontrei vários amigos do esporte, alguns deles renomados atletas que já representaram o Brasil em Jogos Olímpicos. A mentiras de Paquelet repercutiram bastante, mais do que talvez o próprio COB possa imaginar.

Os olímpicos brasileiros estão estarrecidos com o caso. Paquelet ficou relativamente conhecida no meio esportivo, recentemente, pelo cargo que ocupou no COB. Os olímpicos dizem que para chegar aos Jogos Olímpicos é necessário muito esforço e que inventar uma história dessas, gravá-la em depoimento é um desrespeito com aqueles que treinaram muito para chegar lá.

Outros atletas, ainda jovens, também mostraram-se indignados com Cristiane Paquelet. Acho que somente mesmo quem é atleta compreende exatamente o que a atitude de Cristiane Paquelet significa de mau.

Paquelet jogou o departamento cultural do COB ao ridículo e ao descrédito.

No meu post anterior defendi a demissão de Cristiane Paquelet. Hoje, o Comitê Olímpico do Brasil (“COB”) anunciou que Paquelet deixou a entidade. Carlos Nuzman já andava muito agastado com sua ex diretora cultural. Em recente reunião, muito insatisfeito com a lentidão do COB Cultural, ameaçou demitir não somente Paquelet, mas toda a equipe daquele departamento. As inverdades contadas e gravadas em vídeo por Cristiane Paquelet foram a gota d’água para que Paquelet deixasse o COB. Paquelet aguardou que Carlos Nuzman a apoiasse nesse episódio. O apoio não veio. Pelo contrário, Nuzman ficou furioso. E Paquelet caiu no ridículo entre os seus pares no COB. Não houve outra saída para Paquelet que, contrariada, teve que pedir demissão.

Não é novidade que Paquelet sempre disse aos seus interlocutores que esteve aos Jogos Olímpicos de Munique como atleta. Quem a conhece bem sabe que ela sempre contou essa história e, também, que a história é irreal. Custo a acreditar que Nuzman foi pego de surpresa.

É necessário que, agora, alguém que esteja à altura da memória Olímpica do Brasil assuma a diretoria cultural do COB.

E será de bom alvitre que se reveja com critérios apurados toda produção cultural feita por Paquelet durante o longo período em que foi diretora cultural do COB. É necessário certificar-se de que não há outras deturpações na história do Olimpismo do Brasil, que devam, necessariamente, ser corrigidas.

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