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Bastou ser divulgado o registro de candidatura de Eric Maleson à presidência do Comitê Olímpico Brasileiro para que nosso Pajé Olímpico, Carlos Arthur Nuzman, ordenasse seus estafetas de imprensa emitir comunicado de que ele é o único postulante ao cargo.

Ou seja, Nuzman ignorou completamente o ofício que lhe encaminhou o presidente da Confederação Brasileira de Desportos de Gelo.

Se indagado, o autoritário Nuzman dirá que o pleito de Eric Maleson não atende aos requisitos do estatuto do Comitê. E ponto final,
nada mais a declarar, como dizia o Ministro Armando Falcão, na época da ditadura.

Nuzman tentará abafar a iniciativa de Maleson. Isto porque quanto menos discutir-se as coisas do Comitê Olímpico Brasileiro, mais conveniente é para Nuzman. Jogar luz sobre as trevas é algo que desagrada Nuzman.

Será muito importante que os holofotes voltem-se para o estatuto do Comitê Olímpico Brasileiro. Certa vez escrevi que esse estatuto é o AI 5 do esporte nacional, tamanha as aberrações jurídicas nele contidas.

Acuado, com medo de enfrentar a oposição, Nuzman moldou o estatuto do Comitê Olímpico Brasileiro à sua própria imagem e semelhança. Nuzman trata como propriedade privada uma entidade que vive de dinheiro
público. É inconstitucional e ilegal impedir que qualquer brasileiro concorra livremente a um órgão sustentado com dinheiro do povo.

Que essa celeuma entre Eric Maleson e Carlos Nuzman sirva para iluminar a escuridão e fazer com que as autoridades competentes exijam a modernização imediata dos conceitos e das pessoas que, incompetente e autoritariamente, comandam o Olimpismo do Brasil.

                                                                                                              Confederação Brasileira de Desportos no Gelo

Rio de Janeiro, RJ, 29/04/2012

OFICIO 065/2012/CBDG

Para: COMITÊ OLÍMPICO BRASILEIRO

AV. DAS AMERICAS, 899 – BARRA DA TIJUCA

RIO DE JANEIRO, RJ

A/C: Sr. CARLOS ARTHUR NUZMAN – PRESIDENTE

REF: REGISTRO DE CANDIDATURA – ELEIÇÕES 2012

Prezado Sr. Presidente,

Com base nos artigos 19 e 26 do Estatuto do Comitê Olímpico Brasileiro -COB, venho

através deste ofício oficializar e registrar a minha candidatura para Presidente do COB

nestas próximas eleições a serem realizadas após os Jogos Olímpicos de Londres.

Colocarei a seguir os meus dados:

Nome: Eric Leme Walther Maleson

Data de nascimento: 11/08/1967

Nacionalidade: Brasileiro

Naturalidade: Botafogo – Rio de Janeiro, RJ

Participações em Olimpíadas: 2002 (Bobsled)

Cargos Internacionais: Vice-Presidente (Comunicação) da

Federação Internacional de Bobsled (FIBT) – 2010 a 2014

É o que me cumpre informar neste momento.

Atenciosamente,

Eric Leme Walther Maleson

Presidente

Avenida Atlantica, 4240 / Lj. 232 | Copacabana – Rio de Janeiro, RJ | CEP 22070-002 | Tel/Fax 21 7739-2793 | mail@cbdg.org.br

Se tudo der muito certo, o Brasil pode sair de Londres com a sua melhor participação em Jogos Olímpicos. Mas como a diferença entre dar tudo certo, ou não dar, em Olimpíada, caminham lado a lado, também pode ocorrer de nosso país deixar a capital inglêsa com número de medalhas pífio. Em Jogos Olímpicos, as diferenças entre o primeiro e o oitavo são milimétricas. Não se pode titubear e o trabalho de quatro anos se desperdiça.

Seja lá qual for o desfecho da delegação do Brasil em Londres, bom, ou ruim, em nenhuma hipótese estará refletida a realidade esportiva da nação. Não é o número de medalhas que determina se o país caminha no rumo certo na área de esportes. Pelo contrário, muitas vezes, medalhas obtidas em Jogos Olímpicos servem para mascarar a situação de penúria e desencontro pela qual passa o esporte. E acho que esse é o caso do Brasil.

Desde a lei Piva o esporte olímpico tem sido brindado com muito dinheiro. Além das verbas das loterias, há os investimentos das estatais e os repasses do Ministério do Esporte, bem como os projetos decorrentes da lei de incentivo. Porém, durante todo esse período, o esporte de base no Brasil não avançou um metro sequer. Seguimos carentes de uma política nacional de esportes de longo prazo. O Estado e a cartolagem estão mais interessados em buscar algumas medalhas, do que pensar no esporte social, massificado, cujas medalhas seriam, futuramente, consequência desse trabalho.

Notem que em Londres o Brasil ganhará medalhas nos esportes que há muitas décadas nos brindam com pódios. Talvez a ginástica olímpica possa ser, tomara, a exceção. Modalidades como remo, canoagem, esgrima, luta olímpica, levantamento de peso, por exemplo, continuam reféns da administração equivocada e elitista que os dirigentes lhes impoēm goela abaixo. E isso ocorre justamente porque, mesmo com tanto dinheiro, não se deu a devida atenção àqueles que necessitam mais.

O Comitê Olímpico Brasileiro diz que sua meta é 2.016. Ocorre que até 2.016 já não há tempo suficiente para moldar medalhistas olímpicos. Acho que a geração que vai a Londres está mais preparada do que aquela que em 2.016 estará em idade olímpica. Por causa disso, está mais do que na hora de o governo, Comitê Olímpico, Confederações e Federações unirem-se para traçar a necessária política nacional de esportes.

Ao contrário do que se diz, vislumbro que a fase pós Rio 2.016 pode vir a ser desastrosa, se não houver, desde já, o planejamento necessário. Autoridades governamentais e esportivas falam de 2.016 como se os Jogos Olímpicos no Brasil tivessem um fim em si mesmo. É fundamental que se busque o comprometimento de que empresas públicas e privadas que hoje apoiam o esporte, continuem fazendo após 2.016. Sem esquecer dos clubes, claro, que são a célula mater do esporte nacional. E que os investimentos não sejam efetuados de forma aleatória e concentradas no alto rendimento. Mas que o sejam em uma plataforma planificada, que estude e pense o esporte do Brasil a longo prazo.

O que Anthony Garotinho escreveu no seu Blog é parte da demagogia de um político que está mais interessado em detonar o seu adversário, do que realmente indignar-se com os maus tratos do dinheiro público. Mas as fotografias que foram publicadas são indesmentíveis.

As imagens mostram um bando de gente irresponsável, em cenas ridículas, com guarda napos na cabeça, que sugerem que estivesse em pleno regojizo de merecida esbórnia. Ninguém teria nada com isso, não fosse o bando a cúpula do governo do Estado do Rio de Janeiro, incluindo o cacique Sérgio Cabral e um empresário que, hoje, é objeto de investigação por suspeitas de relações mais do que promíscuas com o poder público.

Pior de tudo é que a assessoria do Sérgio Cabral confirmou que aquelas fotografias foram tiradas em viagem oficial, em que a trupe cumpriu com vários compromissos de trabalho. Ou seja, foi tudo pago com dinheiro público, do povo do Rio de Janeiro. E o que estava fazendo no meio daquela gente o dono da construtora Delta, Fernando Cavendish?

Não, políticos não podem ter relações íntimas com empresários que têm interesses no governo. O governo eleito pelo voto popular deve se dar ao respeito. Em viagem oficial é deplorável perambular em restaurantes com guarda napos no cocuruto, como se fossem um grupo de adolescentes resfastelando-se na Europa com dinheiro do pai. Isso não é postura de quem tem a responsabilidade de conduzir os destinos de um importante Estado, como é o Rio de Janeiro. As fotografias, repito, flagradas em missão oficial de governo, são o retrato inquestionável do deboche e do pouco caso que essa gente tem com o povo.

Além do empresário construtor e do Senador Demóstenes, o governo do Estado do Rio está, todo ele, sob suspeita.

E o povo do Rio pode começar a mudar essa história, defenestrando do poder, pelo voto, os candidatos a prefeito que são aliados de Sérgio Cabral.

E daqui a dois anos, mandar para casa o próprio Sérgio Cabral e sua turma, não os elegendo para mais nada.

Fico imaginando o que Sérgio Cabral pai, que militou contra a ditadura, está achando das peripécias do filhote.

Se dessem um título à sessão de fotografias que vimos, seria “Os Cafajestes em Paris”.

São uns cafajestes.

http://josecruz.blogosfera.uol.com.br/2012/04/tenis-gastos-com-pessoal-e-assessorias-superam-investimentos-em-novos-talentos/

www.sylviodemagalhaespadilha.com.br

Ontem escrevi sobre a necessidade de se criar no país uma mentalidade olímpica.

Começaram hoje as provas da mais importante competição de natação do Brasil. Como se não bastasse a relevância desse torneio, compete nele Cesar Cielo, recordista, campeão olímpico e mundial, uma das maiores estrelas do esporte mundial. Além de Cielo, há outros nomes importantes da natação, já qualificados para Londres. E tantos outros ainda brigando por uma vaga olímpica.

No Brasil, o “País Olímpico”, apenas um canal de televisão a cabo cobre o evento. A grande mídia ignora. E ao mirar as arquibancadas da piscina, tirando os próprios atletas, há parcos e esparsos torcedores que, provavelmente, devem ser parentes e amigos dos atletas.

Ou seja, o “País Olímpico” não dá pelota para uma modalidade importante e que tem o privilégio de ter um expoente como César Cielo.

Como bem anotou um amigo deste Blog, se juntar os torcedores do Troféu Maria Lenk com os do Troféu Brasil de Atletismo, talvez não dê para encher uma Van.

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