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Por José Cruz – Correio Braziliense.

http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdocruz/ 31.05.2009

Inquérito civil

O anúncio sobre a sede olímpica dos Jogos 2016 será em outubro, mas o Comitê Olímpico Brasileiro já tem muito com o que se preocupar, mas na área judicial. Uma decisão do procurador da República Federal no Distrito Federal, Paulo Roberto Galvão de Carvalho, transformou em inquérito civil a denúncia do advogado paulista, Alberto Murray Neto, de que foram gastos R$ 44,1 milhões só na candidatura desse evento. Na prática, os valores vão bem além, pois o custo da candidatura foi de R$ 80 milhões, sendo que o Ministério do Esporte pagou, até agora, a metade, isto é, R$ 44,1 milhões. Essa despesa ocorre num momento de extremo desgaste para o esporte olímpico nacional, que não consegue, através de sua entidades filiadas, as confederações, nem sequer ocupar com eventos atrativos os caríssimos espaços esportivos construídos para o Pan-2007. Estão praticamente esquecidos, abandonados. Mas já se fala em construir mais… Para que se tenha uma idéia do que a candidatura para outro evento sonhador, os R$ 80 milhões representam praticamente o que o COB recebeu das loterias federais, em 2008 (R$ 92 milhões), para aplicar na formação e preparação de atletas. A decisão do procurador Paulo Roberto Galvão de Carvalho consta da Portaria n. 117/2009, da Procuradoria da República no Distrito Federal. Em um de seus argumentos, ele aponta: “… tendo em vista que o Tribunal de Contas da União, no Acórdão 2101-38/08-Plenário, apontou uma série de irregularidades na utilização de recursos públicos para o financiamento dos Jogos Pan-Americanos de 2007, realizados no Rio de Janeiro, tornando-se necessário o acompanhamento dos gastos para evitar a repetição dos mesmos problemas, resolve instaurar INQUÉRITO CIVIL, mediante conversão do Procedimento nº 1.16.000.003459/2008-13…

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Não se sabe o que o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro irá fazer em Damasco. Já escrevi aqui que outras Cidades canditadas, informadas da viagem, irão verificar se o périplo de dois dias tem caráter pessoal, ou se ele encontrará com algum membro votante do Comitê Internacional Olímpico (“CIO”). Não há eventos oficiais das candidaturas no dia 05 de junho de 2.009, data do desembarque do cartola olímpico em Damasco. Nem nos dias subsequentes. Este Blog apurou que a Embaixada do Brasil em Damasco não possui a agenda de Nuzman. E que sua permanência na Cidade dar-se-á, exatamente, durante o fim de semana muçulmano, que é sagrado. O encontro com membros do colégio eleitoral em eventos não oficiais é vedado pelo CIO.

As frequentes viagens de Carlos Arthur Nuzman ao exterior serao analisadas e questionadas pelas candidaturas das outras Cidades.

Este Blog Olímpico recebeu, ontem, por escrito, a confirmação de que “acha estranhas essa viagens rotineiras ao exterior de Carlos Arthur Nuzman, uma vez que sua agenda abrangeu Países em que não havia, tampouco haverá, eventos oficiais das candidaturas.”

Ao serem informados das viagens feitas por Nuzman em novembro de 2.008 e ao saberem que no dia 05 de junho de 2.009 ele desembarcará em Damasco, na Síria, recebi a resposta de que “ele pode estar usando sua posição de presidente do Comitê Olímpico Brasileiro para justificar essas viagens. Entretanto, como ele é, ao mesmo tempo, presidente do Comitê de candidatura do Rio 2.016, tais viagens poderiam ser uma forma mascarada de fazer lobby, o que é proibido pelo Comitê Internacional Olímpico”.

Notem que em todas as demais Cidades, os presidentes do Comitê Olímpico Nacional e o da Candidatura não são a mesma pessoa. Somente no Brasil, isso não ocorre. O presidente do COB não abre mão de controlar os recursos (públicos) do Co-Rio 2.016. Se tivesse aberto mão, como quiseram vários empresários brasileiros, ligados à Firjan, teria ele condições de arrecadar dinheiro da iniciativa privada e não sangrar os cofres públicos, a fundo perdido, como tem feito.

Os oponentes vão investigar a questão e este Blog continuará vigiando as peregrinações de Nuzman para o exterior.

Vamos ficar de olho na agenda de Nuzman em Damasco, na Síria, sua próxima parada.

Organização Não Governamental Sylvio de Magalhães Padilha.

Pela Ética e Transparência No Esporte Olímpico do Brasil.

Alberto Murray Neto

http://www.symap.org.br

http://www.sylviodemagalhaespadilha.com.br

http://www.espn.com.br/albertomurrayneto

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

O legado de João do Pulo está vivo  

Coluna Diário Esportivo, publicada na edição de 29 de maio do Diário de S. Paulo, por Marcelo Laguna.
Memória nunca foi o forte do povo brasileiro. No esporte, então, a crueldade do esquecimento chega a ser ainda mais perversa. Por isso, não seria surpresa para mim se pouca gente notasse que nesta sexta-feira completam-se dez anos da morte de João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, que assombrou o mundo em 1975, ao bater o recorde mundial do salto triplo, com a marca de 17,89m, durante os Jogos Pan-Americanos da Cidade do México. Para se ter uma ideia da importância de João do Pulo, ele foi o último brasileiro a se tornar recordista mundial no atletismo.

O grande azar de João do Pulo foi ter alcançado este feito notável numa época em que os atletas não contavam com um verdadeiro estafe de marketing, tão comum hoje em dia, para enaltecerem suas conquistas. João era um atleta excepcional, mas simples e humilde, sem afetações ou atitudes marrentas.

João do Pulo também ganhou duas medalhas de bronze olímpicas, em Montreal (76) e Moscou (80), quando muitos garantem que fez um salto acima dos 18m, mas que teria sido anulado pelos juízes russos. Sua carreira acabou precocemente em razão de um acidente de carro em 1981, que lhe causou a amputação da perna direita.

Esquecido pela mídia, falido e deprimido, João do Pulo acabou morrendo em 1999, no dia de seu aniversário. Mas seu legado permanece vivo no atletismo brasileiro. Uma exposição que será aberta hoje, no Sesc Pompéia, com medalhas, fotos e objetos pessoais, irá relembrar um pouco das glórias de João Carlos de Oliveira. Imperdível.

 

Email: danielmartins.dm@gmail.com

Comentário:
Caro Alberto,

Mais uma vez, parabéns pelo trabalho de investigação e moralização do esporte brasileiro.

O que acontece no COB, acontecia na Confederação Brasileira de Remo (CBR), que hoje, está sob intervenção judicial. O presidente afastado era reeleito em pleitos na surdina, não se prestava contas etc etc.. Não vejo a hora de uma AUDITORIA passar o pente fino no COB e evidenciar a sordidez daquele Órgão. Locupletar-se com dinheiro público é o único objetivo destes dirigentes.

Vamos esperar uma resposta do presidente com “p” minúsculo.

Um abraço,

Daniel (Remo – RJ)

No dia 05 de junho de 2.009, Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e do Co – Rio 2.016 aterrisará na capital Síria, Damasco. Vale indagar e investigar se essa curta viagem será de caráter pessoal, oficial, ou lobby para a candidatura carioca. Se for lobby para a candidatura carioca, ainda que camuflado sob outra rubrica, isso é proibido pelas rígidas normas de ética impostas pelo Comitê Internacional Olímpico (“CIO”). As demais candidaturas devem estar atentas a isso.

From Paulinho’s Blog.

NUZMAN’S BIG SPENDING SPREE – by Representative Silvio Torres 80 million Reais is the cost of the campaign to promote Rio de Janeiro’s candidacy to host the 2016 Olympics During a public hearing, held at the Congress in Brasília last Wednesday (May 20th) by the House of Representatives’ Comission on Tourism and Sports, when questioned by representative Silvio Torres, the president of the Brazilian Olympic Committee, Carlos Arthur Nuzman, informed that the official expenses to promote Rio’s candidacy as host city of the 2016 Summer Olympics and Para-Olympics are around 80 million Reais, mostly paid for by the Federal Government and the remainder by the State and City of Rio Governments. Until now 47,6 million have been invested. The announcement of the winning city will be made in Kopenhagen, on October 2nd. Rio de Janeiro is competing against Tokyo, Chicago and Madrid. In the event of Rio being chosen, just the technical part of the project for organizing the Games has been estimated in R$ 5,6 billion. Of this sum, 45% will be provided by private enterprises and 24% from the Federal Government. The remaining 31% will come from image sales, licensing of products and the sale of tickets. The estimate for the infra-structure construction is around R$ 23 billion, its majority included in the Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – Growth Acceleration Program – hosted by the Federal Government. According to Nuzman, the amount to be provided by the IOC – to winning city – in support of the organization of the 2016 Olympics is around US$ 1 billion. SOME EXPLANATION The president of the BOC answered several questions presented by Representative Sílvio Torres. Informed that the President is the guarantor of all the commitments of the BOC with the IOC. The Congress will have to vote some laws in order to facilitate the entry and the stay of the foreign delegations participating in the Games. Made sure that there will be changes as to the places where the sports events will take place. In the event that Rio is the chosen city, most of the utilities and equipment used for the Pan American Games will be used for the 2016 Olympics. When asked by Representative Torres on how the BOC is preparing the Brazilian athletes for the coming international competitions, Nuzman was evasive saying that, until October 2nd, the concern of the Olympic authorities (Brazilian) will be solely focused on the IOC decision. Only after this decision is that the BOC will take care of the preparation of athletes. How to lodge Diego Hipólito that is without a contract with sponsors and feels abandoned by Olympic leaders, Nuzman also dodged to clarify the situation, changing the course of his presentation. He suggested the Commission of Tourism and Sports of the House of Represntatives to conduct public hearings to discuss issues regarding the security of the Olympics and the infrastructure works. “These issues are escaping the control of the BOC and only the Federal Authorities can talk about them”. PELÉ LAW Also questioned by Silvio Torres, Carlos Nuzman confirmed to have asked the president of the House of Representatives, Representative Michel Temer, to postpone the vote on the proposal approved by a Special Commission of changes in Law Pelé. This project is ready to be voted in the House. What the president of BOC wants is to prevent the adoption of the item in the recasting of Law Pelé that changes the criteria for allocation of resources of the federal lotteries to the Sport. If approved this item, the COB will lose 30% of revenue, which would be transferred directly to the clubs training Olympic athletes. It is a significant amount, around R$ 110 million per year and is the result of 2% of the federal lottery. Nuzman’s pressure now is that this transfer be increased to 2.5%. This is the impasse to be overcome and its solution depends greatly on the Caixa Econômica Federal, which administers of the federal lottery. “Thus, a vote that everything indicated to be smooth, will suffer a delay. Here is another sample that Brazilian sport needs to be rethought, it is pressing the need to give the country a Policy of Sport” – said Representative Silvio Torres.

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