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Ainda criando um site, http://www.mudacbda.com.br, que visa incitar a comunidade aquática a protestar e, principalmente, fomentar uma candidatura de oposição contra o atual presidente Coaracy Nunes Filho, que tenta vencer sua 7a. reeleição consecutiva. Em princípio, a eleição está marcada para março de 2013, mas poderá ser antecipada a qualquer momento graças a poderes a ele atribuído constantes no estatuto da entidade:

https://www.facebook.com/MudaCbda
http://www.twitter.com/mudacbda

Estou juntando documentos e contratos para denunciar abusos cometidos pela Confederação aos técnicos e atletas do país. Se você tem acesso a algum documento que julgue importante, ficarei honrado se puder compartilhá-lo. São inconsistências financeiras e critérios duvidosos que não tem comprometimento algum com o esporte, mas apenas para satisfazer o poder e a política entre CBDA, COB e outras entidades.

Os atletas das 5 modalidades aquáticas estão reféns de uma gestão que se preocupa em atender muitos interesses privados, internos ou próximos da Confederação, além de gastar muito dinheiro – em sua grande maioria proveniente de leis de incentivo – sem dar qualquer satisfação àqueles que tornaram a CBDA naquilo que é hoje: uma instituição que lucra – e muito – na base dos pouquíssimos talentosos atletas que surgem anualmente e espontaneamente dentro de clubes, academias, escolas de natação, sustentados pelo apoio interminável de seus pais e de uma motivação incrível para superar as dificuldades de infra-estrutura diárias com que convivem.

Gostaria de contar com seu apoio para divulgação. Agradeço pela atenção.

Julian Romero.
Editor Swim It Up!
Ex-nadador e irmão mais novo de Rogério Romero, atleta da seleção olímpica de 1988, 1992, 1996, 2000 e 2004.
jromero@swim.com.br

Quando o esporte ensaiou seua primeiros passos em nossa terra, o Brasil procurou deixar para trás um passado melancólico, provinciano. Deixou para trás a filosofia arcaica do Brasil-Colônia e observou o universo com a consciência de um valor que se corporificava à sua frente. A inserção do esporte na nossa sociedade foi gradual. A estrutura do esporte nacional foi sendo elaborada, aos poucos, adquirindo forma, recebendo toques da influência alienígina de um lado e, de outro, os tons definidos do elemento autóctone. O primeiro a buscar a auto-suficiência foi o futebol, que se tornou uma arte específica, um padrão.

Aos clubes coube o importante papel da evolução do nosso esporte. Foi com o surgimento das agremiações desportivas que, além do futebol, a juventude tomou conhecimento do cricket, tênis, atletismo, basquete, volei, judo, vela e outros. Nesse contexto, clubes como o Paulistano, Pinheiros, Tênis Clube Paulista, Espéria e Tietê,
para citar alguns exemplos, tiveram papel essencial na formação de cidadãos e cidadãs que, pelo esporte, foram e são verdadeiros exemplos para as gerações que se sucederam. E até hoje os clubes continuam sendo a célula mater do esporte brasileiro.

Se a partir de 1.950, que foi um ponto de definição, o Brasil assumiu definitivamente a liderança do esporte sulamericano, isso deu-se, sobretudo, pela pujança dos clubes de São Paulo e Rio, com ligeiros reflexos em Minas Gerais e nos Estados do sul. As transformações sócio econômicas pelas quais o Brasil passou a partir daí alteraram profundamente o cotidiano das pessoas. A atrofia do sistema viário de uma metrópole como São Paulo também serviu para dificultar, ou mesmo afastar dos clubes aqueles que se dispunham a, em horários alternativos, praticar esportes. Mesmo pressionados por condições econômicas amplamente desfavoráveis, os clubes, enfrentando dificuldades, seguiram sua missão de aperfeiçoar aspectos morais, físicos e intelectuais dos brasileiros, estimulando o exercício da educação física.

Dentro desse cenário, o Clube de Regatas Tietê, às margens do rio de mesmo nome, ocupou posição de grande destaque. Quem leu ontem no Estadão a excelente coluna do Ugo Giorgetti viu que alguns dos maiores nomes do nosso esporte, foram forjados no Clube Tietê. Maria Esther Bueno, Maria Lenk, Amaury Pasos e tantos outros, faziam do Tietê uma referência mundial no esporte. Sim, mundial mesmo, já que de suas praças de esporte surgiam atletas que despontavam para o universo.

É lamentável observar que, às vésperas de uma Copa do Mundo e Olimpíada que serão realizadas em nossas plagas, um clube de tantas tradições simplesmente desapareça, como se São Paulo e o Brasil a ele nada devessem. Há de haver uma solução. Ocorre que como o esporte não é no Brasil questão de governo, as agremiações que fazem parte do nosso patrimônio cultural e esportivo ficam a mercê de sua própria sorte. Que o Prefeito eleito, Fernando Haddad, encontre espaço em sua atribulada agenda para uma solução para o Clube Tietê.

Volta e meia perguntam porque Nuzman afastou Marcus Vinícius Freire da chefia das delegações olímpicas e panamericanas. Minha análise é que Nuzman quer diminuir a visibilidade de Marcus Vinícius.

Quando a gestão Nuzman começou a fazer água e receber pesadas críticas de diversas vertentes, que pediam sua saída, notem que o nome de Marcus Vinícius surgiu como possível substituto do Pajé Olímpico. Marcus Vinícius apareceu como alguém com bom trânsito entre atletas e Confederações, que poderia fazer uma transição tranquila.

No momento em que o nome de Marcus Vinícius reverberou na imprensa, Nuzman deve ter ficado extremamente incomodado. Nuzman é patologicamente vaidoso, sempre preocupado com “o que será que vão pensar de mim.” Nuzman fica muito contrariado se ele percebe que alguém pode brilhar mais do que o próprio, se é que Nuzman tem algum tipo de luminosidade positiva. Mas o fato que, eu acho, Nuzman quis mostrar que Marcus Vinícius não é tão forte assim. E destitui-o das chefias das missões brasileiras. Quem conhece Nuzman sabe que minha análise faz sentido. Não haveria razões para Marcus Vinícius ser defenestrado dessas importantes atribuições.

Nuzman também não pode simplesmente livrar-se de Freire. Marcus Vinícius ainda ocupa um cargo crucial no COB. Ele também era diretor no Brasil da AON Seguros, a empresa que fazia os seguros das missões olímpicas e panamericanas, sem licitação pública, ao mesmo tempo em que era membro da Assembléia Geral do COB. Um evidente conflito de interesses.

Por isso Nuzman sabe que não é bom brigar com Marcus Vinícius Freire.

Lars Homenageado pela FIFE  
 
 
 
Lars Grael foi homenageado na abertura do Festival Internacional de Filmes do Esporte – FIFE nesta quinta-feira dia 25/10/2012

O evento ocorreu no Rio de Janeiro no cine ArtPlex em Botafogo.

Trata-se do “Guirlande D`Honneur” outorgado pela Federation Internationale Cinema Television Sportifs – FICTS (reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional).

Lars foi o segundo brasileiro a receber esta honraria. O primeiro havia sido Pelé.

A apresentação coube ao jornalista Alex Escobar da Globo Esporte e na ocaisião, Lars fez um pronunciamento para a platéia de cineastas, jornalistas, críticos de cinema e esportistas.

 

Sob a coordenação do dinamarquês Jens Andersen, a organização Play The Games fez um excelente seminário ontem, durante todo o dia, no Sesc da Vila Mariana. Muito importante verificar que não obstante as barbaridades que nossa cartolagem faz na administração do esporte, existe gente no Brasil com boas idéias, honestas e com consciência social.

A principal mensagem que se pode tirar desse magnífico dia, é que não podemos deixar de seguir lutando, denunciando, sugerindo, escrevendo sobre a questão esportiva no Brasil. Por mais que possa parecer que os dirigentes nos ignoram, como disse ontem Juca Kfouri em excelente exposição, se olharmos para trás veremos que já houve significativos avanços. E para que haja mais, devemos seguir cada vez mais fortes.

Convido a todos que não conhecem o trabalho do Play The Game, que acessem seu website no http://www.playthegame.org e sigam suas atividades. Mais do que nunca, em razão da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos em nosso país, os olhos do Play The Game estão, ainda bem, voltados para o Brasil.

Quero fazer uma menção especial ao Andrew Parsons, presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro. Foi palestrante, debatedor e esteve lá durante o dia, ouvindo as demais exposições. Também presidente de um importante Comitê, Andrews não se furta a debater com a sociedade e, tão importante quanto, ouvir os que as pessoas têm a dizer. Andrew modernizou os estatutos do CPB e tem procurado fazer uma administração transparente, voltada plenamente aos interesses dos atletas.

Concordem, ou não, com Andrew, é muito louvável que um presidente de Comitê esteja acessível e disposto a dialogar.

Que sirva de exemplo para o Comitê Olímpico Brasileiro que, cada vez mais, fecha-se em copas naquele seu mundinho tacanha.

Quando Orlando Silva era Ministro do Esporte e Lula Presidente, Nuzman era tratado com todo tipo de mesuras pelo podet central. Ocorre que Lula é um parlapatão capaz de absorver Teixeira, Nuzman e quetais e Orlando Silva um subserviente, fácil de seduzir com o encantador mundo do esporte mundo afora.

Com Dilma e Aldo o tratamento é diferente. Teixeira não foi defenestrado apenas da CBF, mas teve que mudar de país. Nuzman não passa recibo. Mas sabe muito bem que está sendo escanteado.

No lançamento do plano do governo federal visando mais medalhas em 2.016, Nuzman não aguardou o início da solenidade junto à Presidenta e ao Ministro. Nuzman não foi convidado para acompanhá-los nos gabinetes. Contrariado, teve que aguardar o início da festa em pé, junto a todos os demais convidados. Já o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Andrew Parsons, foi convidado a aguardar o início dos trabalhos em companhia da Presidenta Dilma e do Ministro Aldo. A deferência feita ao presidente Parsons, não extendida a Nuzman, é um sinal evidente da contrariedade de Dilma com o Comitê Olímpico Brasileiro.

Durante os discursos, outro fato digno de nota. Nuzman fez um discurso burocarático, curto, chato, que recebeu apenas palmas protocolares. Já Parsons era interrompido com frequência durante sua fala, com palmas efusivas dos atletas e demais convidados. Vaidoso ao extremo, Nuzmam não admite que alguém brilhe ao lado dele. Pois teve que engolir seco o glamour em torno de Andrew Parsons, presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro.

Apenas Nuzman finge não ver que o governo federal estaria muito mais satisfeito se em 2.016 ele não estiver à frente do COB, em do Co-Rio 2.016.

A Farsa Eleitoral Em Cuba.

outubro 21, 2012

Em meio a novos rumores da morte do ditador Fidel Castro, Cuba realiza eleições. Assim como em todas ditaduras, o voto em Cuba não passa de um simulacro, em que os eleitores têm o direito de votar em um candidato que apoia o regime ou, se preferir, em outro candidato que também apoia o sistema. Ou seja, o cubano pode apenas escolher qual dos dois delegados irá, em seu nome, invariavelmente, bater palmas para os Castro e seus apaniguados. Eleição em Cuba é uma farsa.

Estive três vezes com Fidel Castro, uma delas no Palácio de la Revolucion, depois em um almoço e, posteriormente, em um jantar, todas elas em Havana. Fidel é extremamente carismático. Uma pessoa culta, de hábitos refinados, muito diferente daquilo que dele se imagina ao vê-lo na televisão. No meu primeiro encontro com Fidel estavam presentes, dentre outros, o então prefeito de Atlanta e o magnata das comunicações Ted Turner, acompanhado de sua mulher à época, Jane Fonda. Fidel fez troça com o prefeito de Atlanta. Ambos conversavam animadamente. Fidel sugeriu ao político dos EUA que se candidatasse à presidência e que, se ganhasse, poderiam reatar as relações diplomáticas entre os dois países. Todos riram.

Oficialmente não existe Embaixada dos EUA em Havana. Outra farsa. Existe, sim. E quando estive lá, fui informado que a missão norte-americana em Cuba era maior do que qualquer outra, incluindo China e Rússia. A Embaixada dos EUA em Havana fica em um bairro nobre, de mansões, aonde vivem diplomatas e alguns chefões do comunismo cubano. Disse-me o Embaixador dos EUA em Cuba que pelo menos uma vez por semana tinha longos encontros com Fidel Castro.

Certa noite, caminhando por Havana velha, tarde da noite, deparei-me com um policial. Puxou conversa. Os cubanos são muito simpáticos. Conversamos por mais de duas horas. Falamos de política. Os conceitos de democracia do guarda em Havana eram muito curiosos. Achava ele que Cuba era a democracia perfeita, pois os cidadãos comuns reuniam-se em bairros e discutiam, aberta e livremente, para escolher quem seria o representante daquele Distrito no Congresso. Tentei saber o que ocorreria se um cidadão comum fosse a uma dessas reuniões abertas e desandasse a esculhambar Fidel, o comunismo, o paredão e o regime. A resposta foi que isso não ocorria porque o cubano era feliz, tinha educação, saúde. Ah, então está bom!

A via Malecon é de dar pena. Cubanas famintas e maltrapilhas ofereciam o corpo em troca de peças de roupa. Dirigi para o interior de Cuba. Não locais de turistas, como Caio Largo, por exemplo. Mas cidades de cubanos comuns. Ví muita miséria. Irreal que Cuba tenha medicina invejável, escolas modelo. Não tem. Falta tecnologia, falta material, falta dinheiro, falta dignidade. Eu vivo no meio do esporte e vejo que técnicos, atletas e árbitros cubanos não raro guardam diárias que recebem em dinheiro, papa poupar e alimentam-se de de biscoitos. Nos Jogos Panamericanos do Rio 2.007, o responsável pela Vila, a certa altura, teve trocar os sucos de caixinha por líquidos em jarras, bem como talheres de metal, por outros de plásticos. Nos primeiros dias, os cubanos enchiam as mochilas de sucos, comidas e talheres. Basta perguntar a quem lá estava.

Até entendo que na década de 60 a revolução cubana despertou uma aura de romantismo, que se contrapunha às sangrentas ditaduras militares de direita. Mais ainda, era a antítese do fascínora Fulgêncio Batista. Mas o tempo passou. E Fidel mostrou-se tão cruel quanto os demais ditadores cucarachos. Fidel prendeu e matou opositores, impediu partidos de oposição, manteve presos políticos, censurou a livre expressão de artistas e escritores, tolheu, como faz até hoje, a liberdade do povo.

Os americanos, por sua vez, mantêm o ridículo embargo à Cuba, como se aquela ilhota de gente faminta pudesse ser alguma ameaça. O embargo é bom para Fidel, o sucessor Raul e sua gente. Eles têm em quem por a culpa pela situação de penúria em que vive o país.

Há muito tempo deixou de ser gracioso, charmosinho e glamuroso enaltecer Fidel, Cuba e a elite do regime. Para mim, essa gente é tão ditatorial como são aquela do Oriente Médio. É igualzinha ao Medici, Somoza, Pinochet, Stalin e Pol Pot.

Já está na hora de os EUA deixarem de lado esse embargo idiota. E desses ditadores cubanos deixarem livres os seus cidadãos e pedirem asilo político em algum lugar da Europa, para gozarem o dinheiro que, certamente, ao longo de tantos anos devem ter surrupiado dos cofres públicos.

Democracia já, na Síria, em Cuba e em toda parte.

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