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Durante toda campanha presidencial nenhum dos candidatos fez qualquer menção ao esporte. Isso mostra, novamente, que esse segmento não é prioridade dos políticos, não está na agenda dos partidos. Para eles, política de esporte é sediar copa do mundo, olimpíada e ponto final.

Embora tenha havido várias manifestações de importantes colunistas e atletas chamando a atenção dos presidenciáveis para a questão do esporte, todos eles deram de ombros e fizeram como se ele não existisse.

Não acredito que o mandato renovado de Dilma Rousseff traga notícias alvissareiras para o esporte. Não somente porque seu governo já demonstrou não ter vontade de criar uma política de Estado para o setor, investindo na base, aliando-a à educação e à saúde como elementos formadores da grandeza do País, mas porque ela também já deixou claro que precisa do Ministério para fazer barganhas políticas. E essa situação agrava-se no momento em que o seu próprio partido da presidenta diz que sua relação com o Congresso será difícil. Mais do que nunca ela necessitará do Ministério do Esporte e de tantos outros para entregar aos políticos matreiros em troca de votos no Congresso.

O PC do B já mostrou absoluta incompetência em conduzir as coisas do esporte, que nunca foi tão elitizado no Brasil como agora. O Ministério do Esporte é um mero repassador de dinheiro, sem política, sem proposta para o setor. Vangloriam-se de terem trazido para o Brasil a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, enquanto apenas doze por cento das escolas públicas do País têm quadras de esporte e, ainda assim, em situações muito precárias.

Ainda que o Ministério do Esporte seja terceirizado a outro partido que não o PC do B, o que vislumbro é a escolha de um político profissional que não entende nada do assunto, mais preocupado com sua promoção pessoal e com as próximas eleições, do que com a massificação e democratização do esporte em nosso País.

Qualquer coisa diferente disso será uma surpresa.

OLIMPÍADA RIO-2016

Confederações apostam em naturalização de atletas para melhor desempenho no Rio-2016

Seleções de pelo menos seis modalidades tentam dupla nacionalidade de atletas.

postado em 20/10/2014 11:46

Rodrigo Antonelli / Correio Braziliense

O sonho brasileiro de subir ao pódio ao menos 27 vezes e chegar ao top 10 do quadro de medalhas na Olimpíada do Rio-2016 é ousado e exige estratégias em diversas frentes simultaneamente. Uma delas é a naturalização de atletas. Confederações de pelo menos seis modalidades pouco tradicionais no país lutam para melhorar suas equipes com reforços estrangeiros, em movimento parecido com o realizado pelo Reino Unido nos Jogos de 2012. Os resultados já começam a aparecer. No último fim de semana, a seleção brasileira de polo aquático conquistou o ouro no campeonato sul-americano e desbancou a bicampeã Argentina com grandes atuações dos naturalizados Paulo Salemi e Felipe Perrone. Salemi é italiano, enquanto Perrone nasceu no Brasil, mas ainda na adolescência rumou para a Europa, onde se tornou um dos melhores jogadores do mundo na modalidade e defendeu a seleção da Espanha. Em Londres-2012, foi o melhor jogador da Fúria, que terminou em 5º lugar. Para chegar ainda mais forte à Olimpíada do Rio, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) ainda tenta a naturalização de cinco atletas, entre eles o croata Josip Vrilic e o sérvio Slobodan Soro, ambos bronze olímpico por seus países e que atualmente jogam na Liga Brasileira de polo aquático. “O Brasil ainda não forma muitos jogadores. Quem é grande e forte prefere jogar vôlei ou basquete por aqui. Então, temos que trazer de fora. É o início de um movimento para desenvolver o polo aqui no país e atrair mais gente”, explica Ricardo Cabral, superintendente de polo aquático da CBDA. “Os gringos que vêm já têm alguma identificação com o Brasil e, com certeza, vão deixar um legado positivo para a gente. Daqui a alguns anos, quem sabe, não precisaremos mais importar”, completa. A estratégia da naturalização ainda é pequena no Brasil mas o crescimento é significativo. Em Pequim-2008, o Brasil não levou nenhum naturalizado e, em Londres-2012, foram dois: o americano Larry Taylor, no basquete, e a chinesa Gui Lin, no tênis de mesa. Em 2016, o número deve superar 10, com prováveis importações também no rúgbi, no hóquei de grama, na luta olímpica, na canoagem e na esgrima, além do polo aquático. Seis atletas Só na equipe feminina de hóquei na grama são seis atletas com dupla nacionalidade, como a goleira Inge Vermeulen, nascida no Brasil, mas criada na Holanda, onde foi campeã europeia de hóquei na grama vestindo laranja. “Vi matérias sobre o projeto da Confederação em jornais da Holanda e decidi arriscar. Já tinha vindo ao Brasil passar férias algumas vezes e tenho amigos aqui”, disse a atleta, em um português com muito sotaque e, vez ou outra, usando palavras em inglês para se fazer entender. Mas nem todos os atletas que aceitam defender o Brasil são grandes nomes de suas modalidades. No ano passado, a Confederação Brasileira de Rúgbi (CBRu) colocou anúncios em sites especializados, espécies de classificados, procurando jogadores. O objetivo era atrair jogadores com experiência internacional, mas sem chances na seleção de seu país, para disputar a Olimpíada pelo Brasil. A única exigência era que os interessados tivessem pais brasileiros ou já possuíssem a dupla nacionalidade, para acelerar o processo de aceitação. De acordo com a CBRu, a estratégia deu certo e logo um inglês filho de brasileira e uma francesa radicada no Brasil entraram para a equipe. O Comitê Olímpico do Brasil (COB) não vê problemas na naturalização de atletas, desde que sejam feitas de acordo com as leis dos países. Segundo a entidade, as confederações têm autonomia para tomar decisões desse tipo e cabe ao COB apenas apoiá-las.

 

No dia 23 de setembro de 2.014 a Folha de São Paulo publicou uma matéria de André Uzeda com o título “Governo Federal Financia Metade de Coliseu no Sertão Cearense”. Por coincidência, foi no mesmo dia em que estive no Tribunal de Contas da União (“TCU”), fazendo uma exposição sobre os gargalos da corrupção e dos desmandos de dinheiro público no esporte. A construção desse “Coliseu” foi um dos exemplos que dei ao TCU de como é tratada a questão do dinheiro público no esporte.

Na cidade de Alto Santo, a 230 km de Fortaleza, o governo federal financiou metade da construção de um estádio de futebol para 20 mil habitantes. Alto Santo tem 16 mil habitantes. A obra custou R$ 1,3 Milhão de dinheiro do povo, dividido entre o governo federal e a prefeitura. O Ministério do Esporte repassou R$ 619 mil para a construção desse estádio. E como se tudo isso não bastasse, o estádio de futebol imita, em sua fachada , o Coliseu de Roma. O mau gosto e o deboche vêm de todos os lados.

A cidade de Alto Santo não tem time de futebol nas primeiras divisões do futebol nacional e nem é essa obra faraônica que a fará ter. E ainda que tivesse, a prioridade do seu povo não é um estádio de futebol para 20 mil pessoas, que imita o coliseu de Roma. A cidade de 16 mil habitantes fica no sertão do Nordeste, uma área carente de tanta coisa, que o erguimento de um estádio/coliseu é um acinte ao povo local. Ali são necessárias escolas, postos de saúde, moradia decente, agricultura, estradas melhores e até mesmo uma infraestrutura esportiva para que a população jovem e adulta tenha acesso, democraticamente, à prática de esporte.

Se o Brasil fosse minimamente responsável, esse projeto de construção de Coliseu/Estádio em uma das regiões mais pobres do País, não teria sequer saído do papel. Estaria repousando nos devaneios dos políticos que tiveram a ideia. E, ao sair do papel e, pior, se construído com dinheiro público, todos envolvidos estariam sendo questionados, investigados e punidos. Mesmo que, por hipótese, não tenha havido desvio, ou superfaturamento de dinheiro na construção do Coliseu/Estádio de Alto Santo, no Ceará, já é por si só criminoso.

Alto Santo é um dos 175 municípios daquele Estado que declararam situação de emergência por falta de água. Mas agora, em compensação, a cidade de 16 mil habitantes tem um misto de estádio com coliseu romano para 20 mil pessoas.

O caricato Ministro Aldo Rebelo continua no cargo, os índices de inflação começam sair do controle e sol segue brilhando  forte no pobre sertão nordestino.

Não foi com agrado que a maioria dos dirigentes esportivos nacionais recebeu a lei que veda reeleições indefinidas para as entidades que dirigem. Quase todos eles preferem permanecer em seus cargos por prazo indeterminado. Cada qual tem o seu argumento para isso. O do Comitê Olímpico do Brasil (“COB”) chega a ser muito curioso. Disse o COB que é importante um cartola ficar muito tempo no poder porque somente assim a organização ganha prestígio internacional. Discordo frontalmente. Um Comitê Olímpico, ou uma Confederação, ganha respeito não pela longevidade de seus diretores nos cargos, mas pela competência, lisura, transparência e efetividade das administrações. O Comitê Olímpico dos Estados Unidos, o maior poderoso do mundo esportiva e politicamente, de 1.995 até hoje teve sete presidentes. O COB teve um só. Outros Comitês Olímpicos de Países atrasados também têm pouca alternância de poder, enquanto os de democracias avançadas trocam seus presidentes com frequência.

A lei que veda as reeleições indefinidas nas entidades do sistema desportivo nacional ainda não foi regulamentada. Enquanto algumas pessoas não conseguiram barra-la no Congresso, estão atuando nos bastidores para estupra-la quando de sua regulamentação. O lobby dessa cartolagem no Congresso é muito forte, por isso que os atletas, principalmente a ONG Atletas pelo Brasil, devem permanecer atentos para evitar que Parlamentares comprometidos com o atraso do esporte estraguem esse avanço que, se não é ainda o ideal, já foi um passo importante. Na minha opinião, a vedação às reeleições deveria ocorrer para os atuais mandatários. Ou seja, quem estiver no cargo, hoje, em seu segundo mandato de quatro anos, já não deveria ter condições legais para concorrer à reeleição. Mas o que alguns cartolas defendem é que a lei começa a ser aplicada a partir de agora. Portanto, eles teriam direito a mais dois mandatos. Não é esse o espírito dessa lei, não é a isso que ela se presta e essa questão deve ficar muito evidente na redação do Decreto que vier a regulamenta-la.

Há mais pontos que deveriam ser objeto de regulamentação legal. Deveria ser obrigatório que todas as entidades desportivas que recebem dinheiro público tivessem regras claras de governança corporativa em seus estatutos. No COB, por exemplo, somente podem ser candidatos a presidente e vice-presidente que estiver eleito nos poderes da própria entidade, por pelo menos cinco anos, o que na prática significa dois mandatos. Além do que, uma chapa para ser inscrita deve conter o apoio de, pelo menos, dez Confederações. Isso é uma forma de controlar, dificultar, candidaturas. Como um órgão que vive de dinheiro público pode incluir essas restrições em seus estatutos sociais? Isso não é democrático.

Outra questão crucial que deveria ser obrigatória por lei àquelas entidades do sistema desportivo nacional que vivem de dinheiro do povo é o colégio eleitoral. O colégio eleitoral das entidades é restrito, sem a efetiva participação da massa dos atletas, técnicos e da sociedade. Muitas delas, demagogicamente, colocam um atleta, ou ex-atleta de sua confiança, desfrutável, para fingir que estão dando voz a quem realmente faz o esporte acontecer.

O esporte brasileiro precisa de um banho de democracia.

Ninguém sabe o que fazer com o velódromo-fantasma da USP

Adriano Wilkson
Do UOL, em São Paulo

Velódromo da USP6 fotos

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23.ago.2011 – Velódromo da USP está abandonado, sem manutenção há duas décadas. Reformá-lo é caro; destruí-lo pode ser mais caro ainda Leia mais Ze Carlos Barretta/Folhapress

Victor Hugo Santos foi visto por seus amigos pela última vez numa madrugada de pop rock e hip hop que reuniu cerca de 5 mil estudantes no velódromo da Universidade de São Paulo. Eles estavam ali para se divertir e conhecer gente nova. Tinham pagado R$ 45 para poder beber o quanto quisessem durante a noite toda. Um amigo diria à polícia que por volta das 4h30 da manhã, Victor avisou que iria buscar bebida e se afastou.

Ninguém sabe o que aconteceu daí até o momento em que, três dias depois, o corpo de Victor foi encontrado na raia olímpica da universidade, a cerca de 100 metros de onde ele foi visto pela última vez. Ele não tinha sinais aparentes de afogamento, de acordo com os primeiros peritos que o analisaram.

A morte de Victor fez a universidade suspender todas as atividades marcadas para acontecer no velódromo, um gigante de concreto, aço e musgo, construído pela ditadura militar para receber um Pan-Americano que os generais decidiram de última hora não organizar. O velódromo, mesmo sendo um dos poucos de sua espécie no Brasil, não sedia um evento oficial de ciclismo ou de qualquer outro esporte há 20 anos.

Ninguém sabe direito o que fazer com ele. Arquitetos dizem que ele não cumpre normas de segurança. Estudantes dizem que só fazem festas lá porque não há outros espaços para elas no campus. Ciclistas, para quem o velódromo foi construído afinal, dizem que ele está defasado e fora dos padrões contemporâneos do esporte, mas que poderia ser usado para treinos. Reformá-lo é caro; destruí-lo pode ser mais caro ainda.

A universidade diz que não tem dinheiro para nenhuma das opções. Abandonado, sem manutenção há duas décadas, o velódromo viu duas árvores crescerem lentamente entre a pista e a arquibancada, o verde das folhas contrastando com o aspecto lunar do entorno. Ninguém cortou as árvores, nem impediu que entulhos fossem depositados ao pé, ao longo dos anos.

“É uma pena que esse equipamento enorme esteja sem uso há tanto tempo”, lamenta Emílio Miranda, o diretor do Centro de Práticas Esportivas da USP, que assumiu o cargo no começo deste ano e já trabalha na universidade desde os anos 70. “Mas a universidade não pode ser responsabilizada por um legado que ela recebeu de terceiros e não pediu. Hoje, temos algumas prioridades de investimento, e o velódromo não é uma delas.”

Sem a pista, atletas usam as ruas do campus para pedalar, às vezes em altíssima velocidade, o que provoca atritos com motoristas e pedestres, além do risco de acidentes. Há na USP uma briga antiga e eterna entre atletas e não-atletas, os primeiros sendo frequentemente acusados de desrespeitar os demais. Em 2011, uma jornalista da “Folha de S.Paulo” descobriu que motoristas estavam jogando tachinhas nas ruas do campus, numa tentativa de sabotar o treino e furar os pneus dos ciclistas.

O Comitê Olímpico do Brasil (“COB”) gaba-se em dizer que para transformar o País em “potência olímpica” contratou dois consultores estrangeiros, Steve Roush e Sue Campbell. Isso foi novamente enfatizado pelo Diretor Superintendente do COB, Marcus Vinícius Freire, à entrevista que deu ao portal Esporte Essencial.

Algumas questões devem ser suscitadas com relação a esses dois estrangeiros contratados pelo COB:

Que tipo de trabalho eles efetivamente fazem? A contratação deles é realmente necessária? Qual é a expertise desses dois profissionais? Eles conhecem a realidade brasileira? Não temos consultores no Brasil habilitados para fazer o trabalho para o qual eles foram contratados? Não há técnicos brasileiros competentes para desenvolver suas modalidades? É imperioso buscar gente no exterior?

E há mais a se indagar:

Quanto ganham essas pessoas? Quais os termos dos contratos assinados com eles? Há como se saber se o dinheiro empenhado nessas contratações estão revertendo em benefícios reais para o esporte olímpico brasileiro? Houve licitação pública para contratá-los? Qual a modalidade jurídica adotada para tais contratações?

Recentemente estive no Tribunal de Contas da União (“TCU”), a convite daquela Corte, para expor aos Auditores da Casa alguns pontos que julgo relevantes de forma que possam controlar da melhor forma possível os gastos públicos com o esporte olímpico brasileiro. A questão da contratação dos consultores externos por parte do COB foi um dos pontos que levantei. E disse que todas as perguntas acima formuladas deveriam ser respondidas não somente ao TCU e demais órgãos governamentais de controle, mas à toda sociedade brasileira. Disse que entidade do sistema desportivo brasileiro que vive de dinheiro público, como é o caso do COB e das Confederações, não podem recursar-se a revelar contratos com empresas públicas patrocinadoras e consultores sob o argumento frágil de que “´há cláusula de confidencialidade”. No caso do patrocínio, trata-se de empresa pública financiando entidade de interesse público sustentada com dinheiro público. Não porque não divulgar os termos do contrato. No caso da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (“CBDA”), o ex-atleta Julian Romero teve negado seu pedido de ter acesso aos contratos de patrocínio dos Correios à entidade. Apenas conseguiu cópia de todos os contratos e os divulgou em seu website após obtê-los utilizando da Lei da Transparência. No caso dos consultores, como esses dois estrangeiros, são pagos pelo COB com dinheiro público da Lei Piva e, portanto, a sociedade tem todo direito de saber os valores e as condições gerais dos contratos.

Após os Jogos Olímpicos de Londres, Marcus Vinícius Freire foi indagado por um repórter da ESPN Brasil quanto ganhava Steven Roush. Ele hesitou e acabou por não responder, dizendo que isso não tinha que ser revelado. Discordo. Fosse eu a presidir um órgão mantido com dinheiro do povo, como é o COB, teria todo interesse em que rigorosamente tudo fosse absolutamente transparente e de conhecimento geral.

Acho que não é necessário a contratação de consultores estrangeiros para saber como conduzir o esporte do Brasil e melhorar sua performance. Temos no País muitas cabeças extremamente capazes de realizar trabalhos eficientes de massificação e consequente melhora de performance dos nossos resultados esportivos. Bastaria que o Ministério do Esporte e o COB dessem chance, vez e voz a essas pessoas. Ocorre que como não são pessoas consideradas do establishment e possuem discurso crítico, não são sequer ouvidas.

Sobre a questão da contratação dessa gente sem licitação pública, quero ressaltar o processo que tramita no TCU sob o número TC 006.120/2012-1, Natureza: Relatório de Acompanhamento, Entidade: Comitê Olímpico Brasileiro – COB que, entre outras coisas, verifica, conforme consta do Sumário do próprio processo “Baixa Publicidade de Licitação”. Absolutamente nada deveria ser contratado sem clara licitação pública. Não existe entidade de direito privado que se financie com dinheiro público e que, sob essa alegação, recuse-se a dar publicidade a todos os seus atos.

Espero que o TCU determine que os contratos com os consultores externos do COB sejam publicados no website do órgão. Como deveriam ser desde o princípio, sem exceções.

A contribuição de um leitor do Blog:
Em meados de 2012 repercuti com os amigos a matéria do então recém cam-
peão mundial indoor do salto em distância, Mauro Vinícius da Silva, o Duda, so-
bre as péssimas condições do seu Centro de Treinamento em São José do Rio
Preto.

Sensibilizados com as críticas e a insatisfação do nosso campeão mundial, no
início do ano passado o Ministério do Esporte enviou à Rio Preto uma comitiva
ENCABEÇADA PELO MINISTRO ALDO REBELO.

Na oportunidade o ministro do esporte anunciou que o governo federal investiria
na reforma da pista de atletismo do Centro Esportivo do Eldorado.

Vejam as palavras do ministro na ocasião:

“Vamos transformar esse centro, se não em todas as modalidades, ao menos
em atletismo, numa referência do nosso plano olímpico. Estamos visando
um projeto de nacionalização da Olimpíada”

“Temos de começar o mais cedo possível. Precisamos que isso tenha início
neste ano. Afinal de contas as Olimpíadas já estão batendo na nossa porta”

http://redebomdia.com.br/noticia/detalhe/44923/rio-preto-ser-centro-de-referncia-olmpico
Pois bem, passado mais de um ano após a ida da comitiva ministerial à Rio Pre-
to, e mesmo após a conquista do segundo título mundial por Duda, em março
deste ano, na Polônia, o panorama no Centro Esportivo do Eldorado é o que se
verifica na matéria abaixo.

A matéria é do final do mês de maio mas conforme contato que tenho na cidade,
o quadro continua o mesmo:

http://dhojeinterior.com.br/centro-esportivo-sem-reformas/
Algum dos amigos ainda têm dúvida de que o projeto de nacionalização da Olim-
píada está atingindo todos os seus objetivos ?

Está aí a prova:

http://globotv.globo.com/tv-tem-interior-sp/tem-noticias-2a-edicao-rio-pretoaracatuba/v/sem-condicoes-para-treinar-em-rio-preto-campeao-mundial-de-salto-muda-se-para-capital/3072640/

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