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Do Blog do José Cruz, josecruz.blogosfera.uol.com.br

Dossiê Vôlei: a busca continua

José Cruz 26/02/2014 08:31

Segue a investigação sobre denúncias de irregularidades na CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). O trabalho é longo e exige persistência, porque as informações estão escondidas, como convém.

Ironia: o “presidente em exercício” da CBV é Walter Pitombo Larangeiras, assim mesmo, com “g”, quem sabe para disfarçar de “laranja”, porque, na prática, o presidente de direito continua sendo Ary Graça, apesar de ter vencido a eleição para a Federação Internacional de Vôlei em setembro de 2012, há 17 meses, portanto. Ary Graça poderá entregará a renúncia na assembleia de 14 de março. Ele está à frente da CBV há 16 anos. Entrou no lugar de Carlos Nuzman, que saiu para assumir o COB.

Dossiê

Publiquei ontem que o companheiro Lúcio de Castro havia chegado ao dossiê que contém irregularidades na gestão de Ary Graça. Não é isso. O que ele publicou foi resultado de longa investigação própria, de um trabalho que, como afirmei, está apenas iniciando. E, como disse Lúcio em mensagem que me enviou: “A situação do esporte no Brasil e sua cartolagem é tão dramática que não podemos pensar em glórias individuais, furos.” A partir dessa manifestação e como somos amigos de várias coberturas, pedi a ele para publicar a mensagem que me escreveu.

É oportuno para que o leitor tenha ideia de como é dura essa atividade na busca de informações verdadeira que envolve espertos, políticos e muita verba pública. A luta é desigual e o leitor precisa saber sobre isso, também. A mensagem que recebi é a seguinte:

“Amigo de tantas jornadas olímpicas, coberturas e palestras por aí, mas acima de tudo amigo na convicção de que no nosso ofício, a busca incessante da verdade que alguns querem esconder é condição fundamental. Escrevo para agradecer as palavras em seu blog no UOL. E também para fazer um breve esclarecimento, se possível.

Já há algum tempo venho apurando coisas do vôlei e outras modalidades. Em 2012, está no site da ESPN, pedi acesso à informações sobre contratos da CBV com Ministério do Esporte e Banco do Brasil. Juntando coisas. Há 3 semanas, lendo seu blog, vi que a coisa esquentava e estava prestes a explodir. O título “Dossiê Vôlei” não foi dado por mim mas aprovado com louvor, não se referindo especificamente a um dossiê.

Com sua notícia, acelerei. Falei isso na TV. Percorri caminhos habituais de nosso ofício, justiça, cartórios, junta comercial, lei de acesso, Tribunais de Conta, Controladorias, instituições responsáveis por investigações, etc, montando esse quebra-cabeças. Algumas dessas instituições têm investigações em andamento, observando práticas repetidas.

A reportagem publicada, assim como qualquer outra eventual, é fruto disso, como estão nos documentos reproduzidos, com seus pedidos de vista na justiça, cartórios, juntas, etc. Realmente já ouvi sobre o tal “dossiê”, o que confirma que seu faro de grande repórter está correto. Infelizmente ainda não tive acesso a esses documentos por qualquer fonte, salvo essas públicas listadas acima.

Seria ótimo, mas até em nome do imenso trabalho que dá ser repórter, apurar, cruzar documentos, buscar em diferentes lugares, devo dizer que, por enquanto, não tive esse dossiê na mão.

Mesmo assim dá pra fazer muita coisa, sempre. Boa parte delas estava em processos da justiça. O que me anima a achar que outros meios de imprensa virão nessa história. A situação do esporte no Brasil e sua cartolagem é tão dramática que não podemos pensar em glórias individuais, furos.

Lamento ainda que, existindo realmente o “dossiê”, não seja divulgado, vazado, por quem quer que seja e tenha ele. Estamos falando de dinheiro oriundo de fontes públicas. Sonegar tais informações estando em poder dela não é o que se espera de quem milita no campo da ética. Faltam Sérgios Macacos no Brasil de hoje. Falta grandeza para que alguns entendam seus deveres como cidadão. Seguimos na luta. Te peço o esclarecimento, se possível.

Abraços, Lúcio de Castro“

Começo dizendo que tenho enorme respeito pelos nossos atletas olímpicos e reconheço o esforço de cada um deles para dar de si o seu melhor.

Nos Jogos Olímpicos de Sidney, em 2.000, o aleta da Guiné Bissau, Eric Mousssambani, completou a prova dos 100 metros na natação em 1 minuto e 52 segundos, esfalfado, nadando cachorrinho. A cena pode ter sido midiática, o atleta foi aplaudido em pé. Mas para aquilo que representam os Jogos Olímpicos da era moderna, a participação de Moussambani foi patética, despropositada, fora de contexto, ridícula, motivo de chacotas e mesmo de protestos. Até hoje não se sabe direito como o COI permitiu que aquele atleta caísse nas águas da piscina de Sidney, pois contraria todos os princípios que a própria entidade apregoa com relação a quem deve participar da competição. Jogos Olímpicos não é lugar para aprender. É o coroamento da vida do atleta e para lá devem ir os que têm chances de fazer boa performance. Em Olimpíada deve estar a fina flor dos esportistas mundiais. Lugar para aprender, ganhar experiência é em jogos sulamericanos, panamericanos, campeonatos mundiais, meetings e outras competições do gênero. Em Jogos Olímpicos, não!

Pois o Brasil mandou a Sochi a sua maior delegação da história com 13 atletas e, concomitantemente, teve o pior resultado de todos os tempos. Não que se esperasse alguma coisa melhor do que isso. Mas quanto custou aos cofres públicos essa aventura olímpica de inverno? Será que nossos atletas de esporte de inverno têm nível olímpico? Ou será que eles são utilizados como parte de um esquema de marketing que acaba se confundindo com demagogia? O tal do Bobsled brasileiro, que chegou a Sochi parecendo uma lata velha e lá foi recauchutado, desceu a pista olímpica mais parecendo aquelas bolinhas prateadas de fliperama, batendo de um lado ao outro, como bem lembrou um amigo atento observador do esporte. Outra atleta diz que ficou contente porque acertou mais tiros que a concorrente, ainda que no final tenha ficado pior colocada. Outro diz que o penúltimo lugar valeu e que foi bom para já começar a pensar a daqui a quatro anos. E o pior de tudo é a cartolagem dizendo que o balanço da participação brasileira em Sochi foi positivo. Ora bolas, a participação brasileira em Sochi foi aquilo que já sabíamos que seria, um horror, até porque não tinha obrigação de ser melhor.

Outro ponto preocupante é essa forma de cooptar atletas de esportes de verão para os de inverno. Existirá sempre o risco grande de ver gente estabacando-se por aí, com sérias consequências, como o caso de Laís Souza. Sem falar nos demais incidentes envolvendo atletas brasileiros que, ainda bem, não deixaram sequelas. Não é crível que uma atleta, ou um atleta, em tão pouco tempo, deixe um esporte de verão para tornar-se olímpico em modalidade de inverno. Há uma aceleração dos fatos. E é necessário investigar como e porque isso ocorre, se há aceno com dinheiro, qual o motivo de que atletas corram assim tantos riscos (ainda que haja seguros, feitos, acho eu, pela AON!!!!). Não se pode usar atleta para fazer demagogia e nem promoção pessoal. Por tudo isso é que indago se vale a pena gastar dinheiro do povo nessas aventuras olímpicas de inverno e se nossos atletas realmente têm nível para o certame Olímpico.

O importante não é competir, apenas. Mas competir bem, em alto nível.

É que aqui no Brasil ninguém conhece nada de modalidades olímpicas. Mas nos Países em que esses esportes são populares, devem olhar para nossos bravos competidores brasileiros e os verem cruzando a linha de chegada como nós vimos o nadador Eric Moussambani bater sua mão na borda da piscina de Sidney, nadando cachorrinho.

No dia 26 de fevereiro próximo terá início o campeonato mundial de ciclismo, que se realizará na nossa vizinha Colômbia.

São 34 Países inscritos e chama a atenção que o Brasil, sede dos próximos Jogos Olímpicos, não participará.

É notória a involução do ciclismo brasileiro na era Nuzman. É um esporte que recebe pouquíssimo apoio do Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”). Quase todos os atletas de ponta vivem e treinam na Europa porque no Brasil não há pistas, nem condições de treinamento.

A última medalha brasileira em Jogos Panamericanos foi em Mar del Plata, na Argentina, em 1.995. E desde Atlanta, em 1.996, o Brasil não participa de Jogos Olímpicos na modalidade.

Ou seja, mesmo em face do significativo aumento de recursos públicos para os esportes olímpicos, o ciclismo é mais uma das modalidades que involuiram. Basta perguntar aos atletas se o dinheiro que o COB recebe do governo chega efetivamente às mãos dos nossos ciclistas como deveria. A resposra clara é não!

Isso sem falar no crime de lesa esporte cometido duas vezes pelas autoridades despotivas do Brasil. O primeiro quando construiu um velódromo para os Jogos Panamericanos Rio 2.007 por um preço muito acima do normal. E o segundo quando destruiram esse mesmo velódromo, sob a argumentação devque ele não serviria para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2.016.

E ainda tem gente que dá ao Nuzman o título de Professor Honoris Causa, como faz o respeitado IBMEC do Rio. De fato, tem coisas em que o Nuzman é imbatível e é exímio professor. Como diz José Simão, o Brasil é o País da piada pronta.

Depois de tremer — de frio– no rigoroso inverno de Sochi, Nuzman retornou ao calor do Rio para presidir a assembleia geral do Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”) que, hoje, alterou o estatuto da entidade. O mandato de quatro anos com direito a apenas uma reeleição para as entidades despotivas que recebem recursos públicos é um avanço. Mas que foi conquistado pelos atletas, pela sociedade e contraria frontalmente os interesses do COB e da maioria esmagadora dos cartolas.

Embora o COB, contrariado, tenha feito a alteração do estatuto na forma exigida pela lei, manteve espertamente os casuísmos que faz com que mudem as pessoas, mas não os grupos de poder, que sufoca a oposição e o enfrentamento de ideias. Em artigo que publiquei neste Blog em 02 de fevereiro listei as cascas de banana que o COB mantém no estatuto. Pois nada daquilo foi alterado e o Comitê continua sendo terreno de um senhor feudal e seus vassalos, mesmo que sustentados com dinheiro do povo. Haveria de se ter espírito altivo, democrático, ser olímpico no sentido próprio da palavra para alterar o estatuto como deve ser, como querem os atletas e pede a sociedade.

Mas o COB é formado por senhores de alma velha, grudados ao poder como as ostras agarram-se aos rochedos, cujas cabeças necessitam de um espanador para afastar o pó que nelas se acumula. Um órgão antiguado, que parece ter um fim em si mesmo, organizador de eventos e quase nada preocupado com o desenvolvimento esportivo.

Houve Confederações que fizeram propostas alternativas, mas que foram solenemente ignoradas, autoritariamente, pelo Pajé Olímpico. Dentre as Confederações temos uma, ou outra, realmente preocupada com o esporte. Algumas caminham ao lado de Nuzman por interesses diversos. Outras lutam por interesses pessoais próprios. E muitas delas são indiferentes ao que se passa e não se manifestam.

Quando o COB anuncia que agora “atleta tem voto na assembleia geral do COB”, como fez o assessor de imprensa chapa branca, mais uma vez essa gente conta mentiras dizendo verdades. Quem tem voto é exclusivamente o presidente da Comissão de Atletas que é escolhido pelo próprio presidente do COB. Ou seja, será, sempre, um atleta desfrutável, manejável. Nem a moção para que o Vice Presidente dessa mesma Comissão de Atletas também tivesse poder de voto da assembleia geral foi aceita pela diretoria do COB. Ou seja, a massa de atletas que conseguiu aprovar no Congresso Nacional a lei que veda as reeleições continua sem voz no COB.

Vitamina de sapo preto para os não democratas do esporte, senhores feudais, que não querem o esporte para todos, que não pensam no esporte como um elemento educador e de saúde pública, mas que só pensa na elite e cuja principal função é organizar eventos.

Abjetas as manifestações racistas da torcida peruana em relação ao jogador Tinga, do Cruzeiro. Não é a primeira vez que isso acontece no esporte e nem será a última. Tão ruim quanto à atitude lamentável dos torcedores é o fato que nada acontecerá com o clube e com as pessoas que imitaram macaco. O mundo do futebol é impune, frouxo para as coisas sérias, prestando atenção, apenas, nos interesses financeiros do jogo. O mundo do futebol é “macho” na hora de rebaixar a portuguesa, para citar um exemplo recente. Mas é covarde na hora de punir com veemência clubes cujas torcidas estejam envolvidas em atos de violência física, ou moral. O mundo do futebol não tem interesse em ir a fundo na questão do assassinato de Oruro, mas prefere ficar com a versão patética de um assassino de aluguel. O assassinato de Oruro é das coisas mais cruéis que já vimos e hoje ninguém mais fala no assunto, no mundo caquético do futebol. É como se nada disso tivesse acontecido e os “torcedores” assassinos seguem por aí, soltos, fazendo das suas. Nenhuma medida foi tomada para punir o que houve em Oruro e para prevenir que isso ocorra novamente. Com relação ao racismo a mesma coisa. Quantas vezes não vemos gente nas arquibancadas agredindo jogadores negros com palavras e gestos de ordem racistas? Claro que a cartolagem não pode impedir que um indivíduo seja tão idiota a ponto de ser racista. Mas pode afastar essa pessoa dos estádios, ou coibir manifestações desse tipo naquele palco esportivo.

A cartolagem, clubes, federações, confederações e FIFA deveriam ter claro nos regulamentos que atos de racismo acarretariam na imediata suspensão das partidas e punições severas, exclusão do campeonato, para os clubes cujas torcidas tenham cometido tal crime. Mais ainda, racismo é um crime e deveria ser obrigatório aos clubes tomar todas as providências possíveis para identificar aqueles seus torcedores que participam de atos racistas e denunciá-los às autoridades policiais, ao Ministério Público. Nos regulamentos das competições deveria constar que em manifestações de racismo as partidas são interrompidas imediatamente e as televisões não teriam direito a qualquer tipo de indenização pelo término do jogo. As televisões que compram os direitos de transmissões das partidas de futebol devem ter participação na luta contra o racismo no futebol.

A verdade é que a cartolagem não endurece a briga contra o racismo, a ponto de mandar parar o jogo no meio, porque tem medo das televisões que, por sua vez, venderam anúncios de publicidade.

Então a luta contra o racismo fica somente nas palavras e nada de concreto e efetivo é realizado.

Enquanto a cartolagem for covarde, assassinatos como de Oruro vão continuar ocorrendo e atos de racismo também.

Recebi um e-mail de Antonio Carlos Navarenho, informando que a Prefeitura Municipal de São Paulo irá demolir o conjunto aquático do Clube Tietê. Lá existe, também segundo Navarenho, a primeira piscina olímpica da América do Sul, de 1.934. O Tietê foi um dos mais importantes clubes multi esportivos do País, palco de grandes eventos e de onde surgiram grandes atletas, dentre os quais Maria Esther Bueno e Maria Lenk. Uma pena que o Clube tenha terminado.

Sou contra o poder público socorrer entidades privadas que, por más administrações, acabaram falindo. Não sei porque o Tietê foi à bancarrota. Acharia incorreto que o Estado pussesse um centavo que fosse nos cofres do Clube, assim como sou contra às sucessivas anistias que o Governo Federal dá às agremiações de futebol, das mais variadas formas.

Mas sou contra a destruição do conjunto aquático do Tietê. Se a Prefeitura de São Paulo encampou o imóvel, deveria preservá-lo como um espaço esportivo. Poder-se-ía fazer uma parceria com algum órgão privado para revitalização e manutenção do espaço. Destruir aquele conjunto aquático é um disparate, uma falta de visão, pois alí poderia ser um centro popular de prática esportiva, sem falar da importância histórica do local. Quando se mata um lugar como as piscinas do Tietê, apaga-se um pouco mais a memória do nosso esporte.

Recentemente vimos que o presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos entrou em uma contenda com o governo do Estado do Rio por não ter cumprido a promessa de manter ativo o centro de treinamento de saltos ornamentais. Pois estaria aí uma chance de fazer do conjunto aquático do Clube Tietê um espaço para o esporte popular, iniciação de crianças, população em geral e, também, para o alto rendimento.

Ocorre que a Prefeitura de São Paulo não tem o esporte como prioridade. Não há vontade política para desenvolver o esporte no Município. E essa não é uma questão de falta de visão e de vontade política somente da Prefeitura de São Paulo. O esporte popular não é prioridade de nenhum governo do Brasil.

E que fique bem claro que sediar grandes eventos e construir obras não é política social e de saúde pública no esporte.

O Comitê Olímpico Brasileiro, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos e a Federação Paulista de Natação, para quem dirigi um e-mail, deveriam agir para preservar esse local. Nosso povo precisa ter acesso ao esporte.

Quando se fala em Gary Neeleman hoje dia logo se referem a ele como “o pai do David, dono da Azul Linhas Aéreas”. De fato o é e com muito orgulho, pois David, a quem conheci ainda muito jovem, é um exemplar empresário, brasileiro de nascimento e de coração. Mas muito antes do filho David ficar famoso, Gary já era um grande amigo do Brasil. Jornalista norte-americano, Gary morou longos anos no Brasil, como correspondente da UPI e por aqui teve alguns de seus filhos. Gary aprendeu a amar o Brasil e até hoje faz muito pelo País. Ele sempre teve uma predileção por esportes e ao longo de sua vida promoveu diversos intercâmbios entre atletas brasileiros e de Utah, seu Estado de origem. Proporcionou a muitos atletas brasileiros que, no início de suas carreiras, fossem para as universidades em Utah, para treinar em suas modalidades. Gary gastava dinheiro do próprio bolso para acolher atletas brasileiros em sua própria casa. Principalmente no basquete e no atletismo, muitos atletas do Brasil devem à Gary Neeleman a possibilidade de aprimoramento no exterior. A boa amizade que existia entre Gary e José Claudio dos Reis, um dos mais importantes dirigentes do basquete brasileiro de todos os tempos, da época em que esporte era coisa de gente bem intencionada, possibilitou que muitos times de basquete universitários viessem ao Brasil. Certa vez Gary trouxe para um torneio na Hebraica de São Paulo o time universitário em que jogava Magic Johnson. Foi uma final incrível contra o time de Marquinhos, Oscar, Marcel, Fausto, Carioquinha e outros, resolvido apenas na terceira prorrogação, justamente com um “chuá” do Johnson. Eu mesmo, na adolescência, enquanto atleta do Esporte Clube Pinheiros, passei uma temporada treinando atletismo e estudando em Salt Lake City sob os cuidados e atenções do Gary.

Há alguns anos, com todo merecimento, Gary ganhou do governo brasileiro o posto de Consul Honorário do Brasil em Utah. Na verdade, mesmo antes de ser oficialmente nomeado Consul Honorário, Gary Neeleman já era o ponto de referência dos nossos patrícios em Utah. Nunca negou auxílio a nenhum brasileiro que lhe tenha procurado, gente totalmente desconhecida, em alguns momentos em situações muito difíceis. Gary já escreveu muito sobre o Brasil, desde livro de culinária local, até sobre a história da construção da ferrovia Madeira Mamoré.

Resolvi escrever este texto sobre Gary Neeleman ao acompanhar o drama da nossa Atleta Laís Souza, em Utah. Imaginei que além de todos os cuidados médicos que a Atleta estaria tendo em Utah, certamente Laís e sua família também estariam tendo uma atenção especial, o carinho e a disposição de Gary Neeleman. Comuniquei-me com Gary e, não para minha surpresa, Gary e sua mulher Rose acompanharam Laís e seus familiares o tempo todo, dando total apoio, até sua transferência para Miami.

Gary Neeleman merece o respeito dos brasileiros, por tudo que faz por nosso País.

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