Home

Lí no jornal que Michel Temer, se assumir o governo, iria eliminar o Ministério do Esporte e que ele ficaria em uma secretaria vinculada ao Ministério da Cultura. Essa mudança ocorreria logo após os Jogos Olímpicos, ainda segundo o mesmo jornal.

Desde sua criação, o Ministério do Esporte não tem se ocupado das funções que lhe seriam nobres e de interesse nacional, quais sejam, a criação de uma política de esporte de Estado, de longo prazo, para fomentar a base e a massificação da prática esportiva na população do Brasil, principalmente entre os jovens, nas escolas.

O Ministério do Esporte tem sido, apenas, um elemento de barganha em troca de votos no Congresso, com o estabelecimento de políticas meramente partidárias, que têm um fim em si mesmas. Tivemos Ministros do Esporte muito ruins, despreparados, como Agnelo Queiróz e Orlando Silva, que não deixaram rigorosamente nenhuma contribuição para o segmento. O Ministério do Esporte tem atuado com um mero órgão repassador de recursos, que não são poucos, via de regra para o alto rendimento. Se for para continuar assim, então que se acabe, mesmo, com o Ministério do Esporte. Mas se isso ocorrer, não deveria ser o Ministério da Cultura a tratar das coisas do esporte. Deveria ser o da educação, já que esporte e educação estão intrinsicamente ligados.

Tudo depende de o esporte ser prioridade de governo. Se o for, aí sim, mantém-se o Ministério e que peça ao Ministro que vier a assumir o posto, que estabeleça uma política de Estado para o setor, de longo prazo, massificando a sua prática nas escolas públicas do Brasil, democratizando o acesso ao esporte. Nesse caso, o Ministério do Esporte deve trabalhar em plena cooperação com os Ministérios da Educação e da Saúde.

O Ministro do Esporte deve ser alguém com pleno conhecimento da causa, uma unanimidade nacional, sem máculas, pessoa com credibilidade e que possa encampar o trabalho pela implantação da política de Estado nacional de esportes.

Sobre o que deva ser essa política nacional de Estado para o esporte, não vou alongar-me neste texto sobre o assunto. Isso demandaria um artigo longo. Tenho escrito e já me manifestei, em várias oportunidades, sobre o que ver a ser essa política nacional de Estado para o esporte e seus objetivos, a curto, médio e longo prazos, em minha opinião.

Anúncios

Amanhã Cesar Cielo define, na piscina, se vai aos Jogos Olímpicos do Rio. Realmente ele não tem estado me sua melhor forma. Mas como todo grande campeão, dos quais nunca se pode duvidar, ciente de suas condições atuais, está guardando suas energias para o momento certo.

Claro que a disputa será dura para ele. Ele sabe disso. E por essa razão, poupou-se para a prova em que tem mais chances. Ter abandonado a final dos 100 livres é sinal de estar consciente de seus objetivos e, ao menos antes da hora certa, evitar ir além dos limites de seu corpo. Deixará isso para o Sprint final, quando nadará os 50 metros livre. Aí sim o campeão dará tudo de sí, tirará forças de onde supostamente não tem e utilizará toda sua experiência.

Cesar Cielo já tem seu lugar garantido na história da natação mundial. Mas gostaria muito de vê-lo nadando mais uma Olimpíada.

E se alguém acha que isso é impossível, repito, nunca se pode desdenhar dos grandes campeões. A história do esporte olímpico é cheia de exemplos.

Com muito orgulho meu filho, Guilherme Murray, recebeu, ontem, mensagem do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2.016, confirmando que ele será um dos condutores da Tocha Olímpica.

Guilherme é um grande atleta, dedicado, vitorioso em sua carreira e uma esperança, assim como tanto outros amigos, da Esgrima do Brasil. Ao conduzir a Tocha Olímpica, que tanto simboliza, Guilherme carregará  consigo suas próprias crenças no esporte que escolheu e estará horando as tradições e pensamentos Olímpicos de meu avô, Sylvio de Magalhães Padilha.

Agradecemos a todos os companheiros do Paulistano e amigos da Esgrima, ao irmão João Paulo, incentivador e também esgrimista tenaz, que tem servido com galhardia ao Paulistano e à seleção nacional.

E obrigado, sempre, ao Mestres Régis Trois de Avilla, Ricardo Ferrazzi Júnior e Carla Evangelisti de Moraes.

#ClubAthleticoPaulistano #EsgrimaBrasil

%d blogueiros gostam disto: