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Um dos pontos fortes da campanha do Rio para os Jogos Panamericanos de 2.007 foi o oferecimento do custeio de passagens aéreas e uniformes para delegações estrangeiras.

Eu sou contra isso. Não tem sentido usar dinheiro público arrecadado pelo Comitê Olímpico Brasileiro e pelo Comitê Organizador dos Jogos com equipes do exterior.

De qualquer forma é bom relembrar que se o COB, ou o Co-Rio, pagaram despesas aéreas de atletas e dirigentesvdo exterior, tais passagens foram compradas por intermédio da Tamoyo Turismo, cuja proprietária, Sra. Cristina Lowndes, é amiga de longa data de Carlos Arthur Nuzman.

Também acredito que muitas reservas de hotéis para o mesmo evento esportivo também foi feita pela Tamoyo Turismo.

Não acho que nem o Comitê Olímpico, nem o Co-Rio, necessitam de agências de viagem para comprar passagens aéreas. Bastaria às duas entidades publicar em seus respectivos websites uma licitação pública para essa finalidade. Com tanto funcionário trabalhando no Comitê Olímpico e no Co-Rio, certamente mão de obra para essa função não falta.

Imaginem os valores das comissões que essa Tamoyo Turismo recebe por conta de tudo isso.

Sim, o Comitê Olímpico Brasileiro contratou a Tamoyo Turismo após realizar licitações para “a agência oficial”. O edital continha a obrigação de que a agência de turismo postulante deveria ter comprovada experiência na área esportiva e já ter atuado em Jogos Olímpicos, Panamericanos e Sulamericanos. Que outra empresa do ramo tem isso no Brasil? E qual é a diferença entre comprar passagens para desportistas e para cidadãos comuns?

Na primeira licitação vencida pela Tamoyo Turismo havia outra concorrente, que reclamou muito do resultado e, conforme matéria publicada na Folha de São Paulo naquela época, iria contestar em Juízo. Acabou por não fazer, ao que me consta. E passados alguns anos, os sócios dessa outra agência tampouco queriam mais tocar no assunto. Tudo muito estranho e nebuloso. Na segunda vez, a Tamoyo Turismo não teve competidores e venceu olimpicamente a concorrência do Comitê Olímpico Brasileiro.

Tamoyo Turismo, a agência oficial do Olimpismo brasileiro.

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Tenho acompanhado as suas msgs, como sempre. Tenho muitas infos. daqui de Londres, mas estas infos. sao altamente confidenciais. Quero seguir sendo um ninguém para o COB. Seguem abaixo alguns comentários:

 

Ingressos:

O COB esta hospedado no luxuoso (sugiro verificar o preço da diária na internet, tenho impressão que o hotel esta bloqueado para o COB ate o final dos Jogos Paraolimpicos) Hotel Kingsway Hall:

66 Great Queen Street,

Convent Garden, London

WC2B 5 BX

O pessoal da Tamoyo também esta hospedado la. A situação é muito curiosa:

No segundo andar dezenas de brasileiros, inclusive alguns reconhecidos pela competência e dedicação no esporte
enfrentam uma fila de muitas horas. O sistema de venda da Tamoyo em Londres é simplesmente amador, com poucos funcionários e com um sistema absolutamente desorganizado. Por que o COB investiria $ para vender ingressos para brasileiros em Londres. A impressão é que estes fanáticos estão atrapalhando os funcionários. Parece que a Tomoyo faz um favor em vender ingressos para as pessoas. E quem sabe um telao para acompanhar os jogos do  Brasil enquanto esperam na loga fila?, internet disponível, enfim, um tratamento para clientes muito especiais
que fizeram um esforço gigantesco para estarem aqui. Nada disto! A exemplo de outras edições do Jogos Olimpicos, nada muda.

E no térreo, a cada inicio de turno a FAMILIA OLIMPICA prepara-se para embarcar em luxuosos carros (com acesso a linha olímpica das ruas, sem congestionamento) que levarão para assistir as competições. Ingressos VIPs, sim, em lugares privilegiados. Pessoas bem vestidas, recebendo todas as mordomias possíveis e é claro, adorando os
Jogos Olimpicos! Aqui encontrantra-se de tudo: filhos de dirigentes, namoradas, etc.

COM A PALAVRA O GOVERNO FEDERAL!

E cada vez mais parece que o $ público investido no esporte brasileiro nao é suficiente. Diante da situação fica
mais fácil explicar….

 

Um amigo conseguiu o numero de Londres da (NOME DE UMA FUNCIONÁRIA DO COB) (07720124645, ligando de Londres e 0044 7720124645, ligando do Brasil. Ate onde sabemos ela é funcionaria do COB. Ela sabia o caminho da compra de ingressos no paralelo. Mas para começar a falar ela perguntava quem esta falando. Se vcs forem ligar para ela.
Precisam saber que devem ter alguma referencia para dizer. Nem que seja, sou parente ou amigo do atleta olímpico fulano de tal. A sugestão é que alguém daqui ligue, de preferencia usando números diferentes, com vozes diferentes. Ou que liguem via Skype do Brasil, neste caso aparece um numero provisório criado pelo Skype.

So pq a (NOME DA FUNCIONÁRIA DO COB) é muito legal, ela indica o nome enumero do Bob (07720125485). O Bob estava vendendo ingressos para a Cerimonia de Abertura por quase mil libras. Qdo faltava 1 hora para começar a Cerimonia ele abaixou o preco para 700. Seguimos ligando para ele com intuito de ver ate onde ele abaixava o preco e ele parou por ai. Gravamos a conversa com a (NOME DA FUNCIONÁRIA DO COB) mas como meu amigo precisou se identificar e falou a verdade sera complicado utilizar a gravação para denunciar. Mas penso que ainda há tempo de verificar se o Bob ou a (NOME DA FUNCIONÁRIA DO COB) estão vendendo ingressos e principalmente se terão ingressos para a Cerimonia de Encerramento.

Como estou na casa de uma amiga estou tendo dificuldade de acessar internet.

A Natação Nas Escolas.

julho 30, 2012

A garota Missy Franklin (lembram dela ?) da Regis Jesuit High School (escola de ensino médio nos EUA) na sua primeira final olímpica, conquistou a medalha de ouro na prova dos 100m costas.

Enquanto isso, no Brasil

 

É bom que se rememore que em Jogos Olímpicos não há país vencedor. Não é um torneio que tem um campeão geral. A Carta Olìmpica não tem uma previsão a esse respeito. O que existem são campeões olímpicos em cada modalidade. E pronto.

Quem for ao website do Comitê Olímpico Internacional encontrará a relação de medalhas por país, ranqueadas pelas de ouro. Mas isso é para mera referência. Uma maneira de informar, segundo um critério, o histórico de medalhas de cada nação.

O ranking de países por ouro conquistados tornou-se uma referência quase que universal. São poucos os meios de comunicação que não o utilizam. Porém, é errado utilizá-lo para comparar esportivamente os países. É bem capaz que o Cazaquistão, por exemplo, termine a Olimpíada com mais medalhas de ouro do que o Brasil, porque são fortes em um, dois, ou três modalidades. Mas é totalmente incorreto dizer que, no geral, o Cazaquistão é esportivamente mais forte do que o Brasil. Se fizer uma Olimpíada somente entre Cazaquistão e Brasil, com todas as modalidade em jogo, daremos uma surra de medalhas. E essa comparação é possível entre muitos outros países.

É muito melhor esportivamente um país que tenha inúmeras finais e poucas medalhas, do que outro que tenha somente duas, ou três, medalhas de ouro em uma modalidade e mais nada.

Já escrevi aqui que quadro de medalhas não necessariamente representa a realidade esportiva global de um país, para mais, ou para menos.

Para avaliar-se a capacidade esportiva de cada país após os Jogos Olímpicos, o correto é atribuir uma pontuação do primeiro ao oitavo lugares, como na Fórmula 1 e fazer os cálculos segundo esse critério.

Começamos bem os Jogos da XXX Olimpíada. Mas eu não me deixo contagiar pelo ufanismo. Costumo ser um torceddor contido nas vitórias e nas derrotas. Sou plenamente ciente de nossa realidade. Uma das coisas mais difíceis de obter-se é uma medalha olímpica. São apenas três. E uma porção de atletas muito bem preparados, disputando o pódium palmo s palmo. Gostei muito da postura do Tiago Pereira, não apenas dentro d’água, mas ao receber a medalha. Mostrou-se seguro, tranquilo, feliz, encarando com naturalidade o fato de estar alí. Embora a melhor prova dele seja os 200 medley, não se pode negar que nos 400 ele também não estaria entre os favoritos a medalha. Se não achasse isso, não teria nadado a prova, para não se desgastar para os 200 medley. Sobre Michael Phelps, os super atletas não são imbatíveis. Também estão sujeitos aos efeitos da passagem do tempo. Nas seletivas americanas Phelps já havia demonstrado que não é mais aquele de Pequim. Mas é, ainda, um atleta extraordinário. Digo isso porque também encaro serenamente ele não ter subido ao pódium nesta noite. Ví gente aqui em Londres esgoelando-se porque Phelps não medalhou.

O judô é uma modalidade de muita tradição no Brasil. É muito praticado nas escolas (pelo menos naquelas que têm algum tipo de estrutura esportiva). No cenário olímpico, o judô do Brasil ganhou sua primeira medalha em 1.972, com Chiaki Ishii. Desde então está entre as melhores escolas do mundo. A safra de judocas que veio para esta Olimpíada é muito boa. E o importante foi notar que os dois judocas medalhistas de hoje mostraram-se seguros e impuseram sua personalidade. Sarah Menezes foi impecável, do princípio ao fim. E Felipe Kitadai não perdeu o pique ao perder nas quartas, luta, aliás, em que igualmente foi bem. Além do treinamento físico, em Jogos Olímpicos o equilíbrio emocional é importantíssimo. E os dois judocas mostraram tê-lo, o que acredito seja o que está ocorrendo com os demais membros da equipe. Podemos esperar mais medalhas no judô. E não serão surpresas. A seleção brasileira é sabidamente forte e competitiva.

Medalhas no primeiro dia são importantes para entusiasmar toda a delegação, em todas as modalidade. Isso repercute muito bem na Vila e melhora o ambiente. Dá ânimo e confiança para alguém que esteja hesitante.

Hoje foi um bom dia para o Brasil. Mas sem ufanismos e muito conscientes da nossa realidade.

Reproduzo aqui o texto que escrevi hoje para o surtolimpico.blogspot.com , do amigo Regys Silva, sobre a magia dos Jogos Olímpicos.

A Magia dos Jogos Olímpicos
Por Alberto Murray Neto (@albertomurray) 

É fácil algum Chefe de Estado ou líder político pregar que os povos devem viver em paz. Da palavra à prática, entretanto, há uma enorme distância, impossível de transpor pelos meios convencionais. 

A cada quatro anos, a realização dos Jogos Olímpicos é o único instante em que o mundo pode observar lampejos de união e fraternidade universais. O esporte é o mais democrático segmento social, dando a possibilidade de todos serem iguais. Não importa se o atleta vem de uma nação rica e poderosa ou de uma problemática e miserável. Na Vila Olímpica e nos campos de competição, os atletas estão unidos pelo esporte. Quem já esteve nesses ambientes sabe o que isso significa.

Todos querem vencer e treinaram muito para isso. Porém, para os atletas, vitórias e derrotas limitam-se aos resultados atléticos, sem consequências nefastas para povos e países. Ao contrário, demonstram a milhões de espectadores que é viável cada qual lutar para vencer, sem que isso signifique impor medidas catastróficas aos seus oponentes.

Terminadas as saudáveis disputas esportivas, o convívio diário entre as delegações olímpicas mostra que não há vencidos nem vencedores. É comum na Vila Olímpica ver atletas vencedores nas filas do refeitório juntamente a outro atleta, de nação pobre e menos famoso, cujos resultados estão muito longe do pódio. 

O atleta olímpico é uma referência social, por sua capacidade de sacrifício nos treinamentos, superação nos resultados e capacidade de conviver harmonicamente com adversários. Não há quem não se emocione ao participar do desfile de inauguração dos Jogos. Não há quem não veja aquele momento como um instante especial na carreira, mesmo os mais festejados jogadores da NBA, ou estrelas do circuito da ATP. Não existe um esporte melhor que outro. Todos ali se respeitam e sabem o quão recompensador e gratificante é participar daquela festa mágica. Participar de uma Olimpíada é o coroamento da vida do atleta, que deve vivê-lo em sua plenitude.

Em Jogos Olímpicos o equilíbrio entre os competidores é enorme. Por isso, entre a vitória e a derrota há um mínimo espaço. Um pequeno equívoco, uma fração de segundo, pode tirar do atleta a glória da medalha. Mas, certamente, não tira dele o orgulho de participar do certame olímpico e o desejo ainda maior de empenhar-se mais, para estar ali novamente em quatro anos.

À cidade que é dada a honra de sediar os Jogos Olímpicos, também lhe é conferido o privilégio único de acolher a juventude do mundo, representantes de todas as culturas, em ambiente de paz. Nenhuma cidade fica mais rica por sediar a competição olímpica. O retorno não é financeiro. Pelo contrário, a injeção de recursos públicos é imensa. O que ganha a população daquela cidade é a oportunidade única de experimentar um sentimento que não se explica em palavras. É necessário vivê-lo para compreender. E essa é a magia Olímpica.

Bons Jogos a todos.

  Destaques olímpicos

  – E antes mesmo da abertura oficial do Jogos caiu o primeiro recorde mundial:

    Na manhã de hoje o arqueiro sul-coreano Im Dong Hyun quebrou o recorde mundial do
    tiro com arco… já na etapa de classificação.

    Detalhe – acredite se quiser – o arqueiro coreano é cego.

 – Se chegar à final dos 400m medley e vencer a prova que será disputada neste sábado, o
   fenômeno norte-americano Michael Phelps pode se tornar o primeiro tri-campeão olímpi-
   co da história da natação.

   Entretanto para chegar ao feito histórico ele terá que derrotar outro monstro da natação
   mundial:  o também norte-americano, Ryan Lochte.

   Vai pegar fogo na piscina olímpica de Londres !
  

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