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Estamos a exatamente 02 anos, sem ter um local para treinamento e competição.

Nossa luta pacífica começou no dia 09 de Janeiro de 2013, quando cheguei no Célio de Barros, o único ESTÁDIO que o RIO de JANEIRO tem, às 6:40 para treinamento e o guarda do dia não nos deixou adentrar, dizendo que por ordem superior não podíamos treinar lá.

Falta de respeito, nenhum comunicado e tudo de ruim que você possa imaginar é o que está passando a equipe de atletismo do Rio de Janeiro!

Imagina que uma cidade que vai SEDIAR JOGOS OLÍMPICOS, ao invés de construir equipamentos, somente DESTRUIÇÃO, sem piedade e nunca ninguém foi comunicado e nem as pessoas de fato que comandam o Atletismo no caso a FARJ.

O Célio de Barros não é somente um emborrachado, tem sentimentos, histórias e recordes de um passado de glórias e feitos. Covardia!! O esporte educa, salva vidas, forma o ATLETA olímpico ou não e acima de tudo forma o cidadão com dignidade, poupando o ESTADO de maior número de pessoas ociosas a realizar atos que não condizem com a nossa sociedade.

Com essa parada de fechamento perdemos 10 anos de descobertas de novas safras para 2020 e 2024. Muitos talentos já desistiram, por não ter local adequado e de melhor acesso para treinamento.

Todo dia tem que ser em um local, correndo o risco de lesão que pode afastá-lo de vez do esporte, e isso já aconteceu! Lamento muito!! Muito triste!!

Tivemos várias promessas que iram reconstruir o Célio de Barros após a Copa e nada. Depois somente em 2016, agora as notícias de fim de 2018.

Quero fazer um apelo para que as autoridades reconsiderem e comecem imediatamente a reconstrução, para que possamos retomar nossas atividades esportivas em nosso PATRIMÔNIO imaterial, histórico e cultural do ESTADO do RIO DE JANEIRO, nosso único local onde se faz Atletismo e tem as competições.

Essa é a nossa luta.

Obrigada.

Att,

Solange Chagas do Valle
Coordenadora Técnica de Atletismo do Vasco da Gama
Presidente da Associação dos Atletas e Amigos do Célio de Barros
E-mail: solangedovalle1952@hotmail.com
Fone: 021 7864-4426

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Nos anos recentes o Brasil teve Ministros do Esporte folclóricos e outros tenebrosos. Em todos os casos, desde que o PSDB estava no poder, esse Ministério foi utilizado como moeda de troca para aliciar os famigerados “deputados da base”.  Nos anos FHC o esporte educacional nunca teve qualquer relevância. No alto rendimento — é verdade — ele não tinha a menor ideia de quem era Carlos Nuzman. Disse ele a um interlocutor que nunca tinha ouvido falar desse senhor.

Costuma-se dizer que o esporte brasileiro nunca recebeu tanto dinheiro como na era Lula. É verdade. Mas o dinheiro foi absolutamente mal empregado, investido em prioridades erradas, em eventos grandiosos e superfaturados, deixando de lado, mais uma vez, os conceitos de massificação.

Agnelo Queiróz e Orlando Silva foram tenebrosos e deixaram o cargo envoltos em denúncias. Puseram lá Aldo Rebelo que, ainda que também não entendesse nada do assunto, tinha, pelo menos, fama de homem probo. Pos fim àqueles programas sapecas que transferiam renda do ministério para ONGs ligadas ao PC do B. Mas o ministério não avançou um metro sequer a elaboração de uma política de Estado para o esporte nacional. Ficou na politicazinha miúda do esporte partidário. É a política cujos objetivos são apenas e tão somente dar visibilidade ao dono da pasta, que pensa em ganhar espaço para as próximas eleições. Aldo Rebelo falava um monte de bobagens, em sequência. Lembro do programa Roda Viva em que participou que foi muito constrangedor.

Esse Ministro Hilton é brincadeira. Não esperem nada dele, mesmo. Não se iludam que ele tem em mente estabelecer as bases de uma política de esporte massificado, de longo prazo, educacional, para o Brasil. Ele nem sabe o que é isso. É vergonhoso no paisinho olímpico haver no Ministério do Esporte alguém que não é absolutamente conhecedor do assunto. É atemorizador. É uma pena que o esporte e a política no Brasil sejam tratadas de maneira tão vulgar.

Enquanto isso, podem ter certeza de que a cartolagem e patota olímpica brasileira gostam sempre que um despreparado assume o Ministério do Esporte. Eles deitam e rolam em cima desses Ministros. Para eles seria duro enfrentar um Ministro que conhecesse as coisas e quisesse mudá-las. Um Ministro que realmente acabasse com essas capitanias hereditárias que são a maioria dos órgãos dirigentes do esporte brasileiro.

 

Você faria operação de catarata com um vidraceiro? A presidenta Dilma faria. O Ministro do Esporte, George Hilton, depois de levar uma saraivada de críticas, todas consistentes, admitiu em seu discurso de posse que não entende de esporte. Falou isso em tom de suposta humildade, como se esse blague fosse sensibilizar seus algozes, pensando tratar-se o novo Ministro de um homem que reconhece as próprias fraquezas. Teria sido realmente humilde e correto com o povo brasileiro se o Deputado George Hilton declinasse do convite que lhe fora feito pela presidenta Dilma: “Presidenta, a senhora operaria catarata com um vidraceiro? Pois ao colocar-me no Esporte estará entregando a Pasta a quem não entende nada do assunto. Procure um especialista.” Assim deveria ter agido George Hilton. Ministério não é lugar para político aprender sobre o assunto, tampouco deveria servir para loteamento apenas para obter votos no Congresso. Ao escolher George Hilton para o Ministério do Esporte, a presidenta submete todos os brasileiros a uma forçada operação de catarata feita por um vidraceiro. Dilma Rousseff e os presidentes que lhe antecederam deveriam se mirar no exemplo japonês, em que o Ministério é da EDUCAÇÃO E DO ESPORTE. Só quando houver vontade política dos nossos governantes em efetivamente aliar o esporte à educação, iremos caminhar para um futuro melhor nessa área.

O novo Código Mundial Antidoping, em vigor a partir de janeiro de 2.015, implantou novas e importantes medidas para punir os infratores que se utilizam de substâncias proibidas para obter melhores resultados. Isso é excelente. Todas as ações de combate ao doping merecem aplausos.

Uma das medidas que acho mais relevantes é aquela que incentiva investigações policiais e punições na esfera criminal quando derectados casos de doping. Sempre escrevi que doping é caso de polícia e não deve se restringir às Cortes Esportivas. Existe, hoje, um tráfico internacional de doping, em que muita gente lucra ilicitamente. O atleta é apenas um elo dessa cadeia e não pode ser o único punido. Há aqueles que fabricam o doping, os que receitam, que traficam, que estimulam e os que consomem. Há, portanto, atletas, fabricantes, mercadores, médicos, dirigentes, traficantes, todos partes de um cenário criminoso que se assemelha ao tráfico internacional de drogas, ou de armas.

Doping é questão de Estado. Tem que ser combatido na sua origem. Continuar simples e exclusivamente punindo os atletas que consomem substâncias proibidas não basta. As polícias de cada nação devem agir, assim como a Interpol. Isso foi o que sempre defendi.

Também concordo que os atletas pilhados no doping sejam suspensos por quatro anos e não apenas dois, isto é, um ciclo olímpico completo.

Concordo, também, com outras novas medidas implantadas pela WADA.

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