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No dia primeiro de janeiro de 2.013 celebrar-se-á 150 anos do nascimento de Pierre de Coubertin.

Coubertin entrou para a história como o fundador dos Jogos Olímpicos da era moderna. Entretanto, é importante destacar que sua atuação não se restringiu em recriar os Jogos Olímpicos. Coubertin era historiador, humanista, sociólogo, educador e estudou política.

Coubertin entendeu, a partir de seus estudos e reflexões, que inserir o esporte na educação dos jovens, revitalizaria a sociedade francesa. Coubertin compreendeu e propagou a idéia de que a educação aliada ao esporte era preponderante para o futuro da França.

Criar o Comitê Olímpico Internacional e refundar os Jogos Olímpicos foram consequências do pensamento humanista de Pierre de Coubertin. Coubertin também dedicou-se a desenvolver projetos de popularização e massificação do esporte na França.

Um fato curioso é que Pierre de Coubertin morreu pobre, em Lausanne, em 1.937. Vindo de família abastada, Pierre de Coubertin gastou toda sua fortuna para propagar seus ideais e em atitudes filantrópicas.

O Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”) divulgou quanto cada modalidade olímpica receberá em 2.013 de dinheiro público da Lei Piva. O COB segue sem corrigir distorções importantes. Privilegia os ricos em detrimento dos mais pobres. E continua privilegiando os apaniguados da tropa de choque, independentemente dos resultados obtidos. O COB não é claro ao explicar publicamente quais os critérios para gerir e distribuir tanto dinheiro público. Deveria explicar à sociedade o porque das escolhas que faz ao distribuir esse dinheiro. Aliás, sempre defendi que tanta verba pública não poderia ter sua destinação determinada por um única pessoa. A divisão desse dinheiro público deveria ser feita após discussão democrática, com a participação de técnicos e atletas. O COB privilegia o atletismo, natação e vôlei, justamente modalidades que já têm outros patrocínios próprios, Caixa Econômica Federal, Correios e Banco do Brasil, respectivamente. Por outro lado, o COB deixa, novamente, com pouco dinheiro público os esportes que não têm outras fontes de renda. E que necessitam de mais dinheiro para atingirem patamares mais elevados. A esgrima, levantamento de peso, remo e canoagem, por exemplo, justamente por não terem patrocinadores próprios, deveriam ter auxílio maior. Essa tal meritocracia do COB serve, essencialmente, para duas coisas: (a) proteger a tropa de choque; e (b) aumentar cada vez mais as diferenças entre as modalidades que têm muito e aquelas que não têm quase nada. Se essa lógica errada do COB prevalecer, será sempre difícil que a grande maioria dos esportes olímpicos do Brasil tenham resultados melhores. Também é de se questionar porque o boxe e a ginástica, que tiveram bons resultados em Londres 2.012, não recebem o teto de distribuição de dinheiro segundo os critérios do COB.

Confederação Valor para 2013*
Atletismo R$ 3,5 milhões
Desportos Aquáticos R$ 3,5 milhões
Judô R$ 3,5 milhões
Vela R$ 3,5 milhões
Vôlei R$ 3,5 milhões
Basquete R$ 3,3 milhões
Ginástica R$ 3,3 milhões
Handebol R$ 3, 3 milhões
Hipismo R$ 3, 3 milhões
Boxe R$ 2,6 milhões
Canoagem R$ 2,6 milhões
Ciclismo R$ 2,6 milhões
Tênis de Mesa R$ 2,6 milhões
Triatlo R$ 2,5 milhões
Tiro Esportivo R$ 2,3 milhões
Remo R$ 2,2 milhões
Tênis R$ 2,2 milhões
Lutas Associadas R$ 1,8 milhão
Pentatlo Moderno R$ 1, 7 milhão
Badminton R$ 1,6 milhão
Desportos na Neve R$ 1,5 milhão
Esgrima R$ 1,5 milhão
Golfe R$ 1,5 milhão
Hóquei sobre Grama R$ 1,5 milhão
Levantamento de Peso R$ 1,5 milhão
Rúgbi R$ 1,5 milhão
Taekwondo R$ 1,5 milhão
Tiro com Arco R$ 1,5 milhão
Desportos no Gelo – Sem definição

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Press Release da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo.

BRASIL E’ CAMPEAO SULAMERICANO 2012 DE HOQUEI INLINE !

 
Buenos Aires, 17/12/2012 – Em uma final emocionante a Selecao Brasileira de Hoquei Inline ganhou da Colombia por 5 a 3, conquistando o titulo de Campeao Sulamericano 2012! Parabens a toda a equipe por esta conquista! O Hoquei Inline Brasileiro esta de volta com FORCA TOTAL e com OURO! Parabens aos nossos guerreiros!

Os integrantes da Selecao Brasileira sao:

Tecnico da Selecao Brasileira: Pedro Raposo

Team Leader/Administrativo: Miguel Perez

Goleiros:
– Rafael Francisco Marques
– Fabio Asse Gonçalves

Defesas:
– Henrique Andrade
– Eduardo Dalmazo
– Caio Petito
– Alexandre Guilardi
– Gustavo Tecchio
– Marcelo Campos

Atacantes:
– Felipe Orlando Milanov Geraldini
– Rogerio Watanabe Polido
– Rafael Calhelha
– Bruno Branco
– Vinicius Dilinskir Pereira
– Thomas Camilo Pierotti dos Santos
– Luiz Koenen
– Caua Guzman

Tenho acessado os arquivos eletrônicos dos acervos da Folha e do Estadão. São excelentes fontes de pesquisas e leituras muito interessantes.

Nos cadernos de esportes, que variam entre as décadas de 30 e 60 do século passado, verifico que havia muito mais espaço para informações detalhadas sobre os esportes amadores, hoje chamados de olímpicos.

Ambos os jornais dedicavam espaços a comentar, por exemplo, o campeonato paulista de atletismo e publicar os resultados das provas. Havia informação sobre várias modalidades, diariamente.

O esporte universitário tinha destaque, com suas tradicionais competições que reuniam bom público, como a Mac Med, por exemplo.

Havia setoristas que cobriam esportes amadores, esporte universitário.

Hoje, tirando a mídia digital, em que temos competentes colunistas que tratam de olimpismo, os jornais impressos dedicam suas páginas de esporte quase que exclusivamente ao futebol. Outras modalidades têm espaços muito restritos e, ainda assim, somente em torneios muito importantes, ou quando algum brasileiro obtém um feito grandioso.

E não é verdade que no passado o futebol não era tão popular quanto hoje. O futebol sempre foi, de longe, o esporte mais popular do Brasil. Mas antigamente, os jornais davam matérias sobre as demais modalidades.

É uma pena que os esportes olímpicos tenham perdido esse importante espaço na mídia. A falta de divulgação ajuda a não criar uma mentalidade olímpica, o que nos mantém afastados de resultados mais auspiciosos.

Acho correto ao final do ano premiar os atletas que mais se destacaram. Mas a forma como o Prêmio Brasil Olímpico é feita é uma opulência desnecessária, custeada com dinheiro público que o COB recebe da Lei Piva e dos repasses do Ministério do Esporte. Chega a ser um contra senso. A maioria dos atletas passa o ano enfrentando dificuldades de toda ordem, sem condições adequadas para treinar e viver, porque dinheiro não lhes chega às mãos. Ao final do ano, os atletas são convidados para uma festança espetacular, cheia de rapapés, comida, bebida, diplomas, troféus, tudo pago com dinheiro que seria muito mais útil ao Brasil se fosse destinado à preparação das equipes esportivas. O COB deveria perguntar aos atletas se eles preferem receber a parte deles em dinheiro para treinar, ou em convite para convescote.

Pior ainda é que o dinheiro que paga o tal Prêmio Brasil Olímpico é aquele mesmo dinheiro que o COB recebe da Lei Piva e dos repasses do Ministério do Esporte, isto é, dinheiro público. Por isso, deveriam também perguntar ao povo se ele quer ver seu dinheiro gasto com esse tipo de festa.

E tem mais. Por se tratar de dinheiro público, de acordo com o artigo 4 do Decreto 34.855, que regulamenta a Lei Piva, o COB está obrigado a licitar tudo o que contrata, obras e serviços. E tenho certeza absoluta que o COB não licita todos os fornecedores do Prêmio Brasil Olímpico. O TCU deveria investigar isso.

Outro ponto muito desagradável desse Prêmio Brasil Olímpico é que os cartolas aproveitam o palco e a mídia para se auto promoverem. Falam bem de si, um elogia o outro, puxam o saco dos políticos, os políticos aproveitam para aparecer, uma coisa horrorosa em que essa gente acaba tendo mais evidência do que os próprios atletas, os homenageados. A cartolagem e os políticos deveriam ter mais discrição, serem mais educados.

E como se não bastasse essa festa olímpica, o COB costuma fazer outra, em todo final de ano, somente para os seus funcionários. Em uma delas, há alguns anos, eu publiquei várias fotografias da festa, para mostrar como é gasto o dinheiro público do Brasil Olímpico. Está aí no Blog.

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