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É chover no molhado repisar a frase de que “a entrevista da Paula à Revista Isto É foi boa.” A Paula sempre tem o que dizer. E por ter opiniões próprias, contundentes é que o Comitê Olímpico Brasileiro e a Confederação Brasileira de Basquete preferem mantê-la afastada e fazem ouvidos moucos a qualquer sugestão que venha da medalhista olímpica. Aliás, é assim que age a maioria dos dirigentes desportivos com relação aos atletas cujas idéias conflitam com as deles.

Deve ser notado na entrevista da Paula que, com bem menos recursos do que o Comitê Olímpico Brasileiro, os resultados que o seu projeto, em parceria com a Petrobrás, tem atingido são muito mais expressivos. E isso ocorre porque o investimento e as atenções são dedicadas inteiramente aos atletas e técnicos. Não há intermediários. Não há necessidade de despender altas quantias para acatar caprichos de cartolas que, em troca, garantem indefinidas reeleições a uma casta de gente que cada vez mais, faz menos pelo esporte do Brasil.

Não é difícil melhorar a estrutura do esporte no Brasil. Basta ter vontade política, gente competente e transparência. Sei que é muito difícil desmantelar o castelo de favores em que se transformou o chamado “sistema desportivo nacional”. Mas não é impossível.

Em primeiro lugar é muito importante que os atletas sigam os exemplos da Paula, do Diogo Silva e da Joanna Maranhão. Que digam, opinem, critiquem, elogiem, contestem, sem medo. Que os atletas tenham plena consciência de sua força.

Em seguida, é importante que patrocinadores busquem apoiar diretamente os atletas, sem a necessidade de fazê-lo por meio de Comitê Olímpico, Confederação, ou Federação. Se o apoio ao esporte se der por meio dessas entidades, certamente o dinheiro se perderá nos escaninhos da burocracia e nada chegará a quem precisa.

O bom trabalho da Paula, certamente, causa muito ciúme em bastante gente.

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  Qual é o país olímpico ?

  Revendo o excelente documentário ‘Jamaica, da escola ao ouro olímpico’:

  http://glo.bo/mC6euq

  Levanto algumas questões expostas no documentário em comparação ao país que abri-
  gará os Jogos Olímpicos em 2016:

 
  1)  Aos 17:13 do documentário o repórter Bruno Côrtes expõe que no ranking mundial do
       IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) a Jamaica está sete posições atrás do Bra-
       sil:

       73º Brasil        0,699

       80º Jamaica    0,688    
      
       Somos a sétima economia do mundo. Nosso PIB é de 2,2 trilhões de dólares en-
       quanto a Jamaica é apenas a 113ª economia com PIB de 21 bilhões de dólares.    

       Nossa renda per capita é de US$ 11.289 e a da Jamica é de US$ 8.811.

  2)  Aos 19:30 o professor Robert Clark da turma de atletismo da escola de Shortwood
       conta:

       “Então, o nosso papel é facilitar para eles, identificando e desenvolvendo seus
        talentos…” 

       Repórter Bruno Côrtes:  

       “Transformar os alunos em novos Bolts, não é a prioridade dele.”

       Professor Robert Clark:

       “Assim, essas atividades extracurriculares os mantêm envolvidos em algo
        significativo.
        Se alguns não estivessem aqui, talvez estivessem nas ruas, se metendo em
        confusão, o que provavelmente iria afetar o meio de vida deles.” 

       Já no “país olímpico”, conforme nossas sumidades do esporte, a escola não é
       local para formar atletas, o que demonstra total desconhecimento por parte destes
       “especialistas”, já que, formar atletas, não é sinônimo de – e nem se confunde – com
       IDENTIFICAR atletas para posteriormente desenvolver seus talentos como bem expli-
       ca o professor Robert Clark.

       Não bastasse o fato de retirá-las da ociosidade afastando-as do contato com as dro-
       gas e contribuindo para diminuir os índices de delinqüência juvenil.

  3)  Aos 21:23 do documentário o medalhista de prata em Pequim 2008 – Germaine Ma-
       son – fala:

       “Na Jamaica, a gente se diverte praticando esporte. A gente cresce no esporte
        brincando…”       

       Vejam que novamente se equivocam nossas sumidades esportivas quando afir-
       mam que o ambiente escolar – no que se refere a atividade física – deve ser única e
       exclusivamente educacional.

       Pois na Jamaica, as aulas de Educação Física, além de manter o aspecto lúdico da
       atividade física – como bem relata o medalhista olímpico na frase acima – ao mesmo
       tempo funcionam como observatórios para identificação de talentos.
 
       Comprovando que o aspecto educacional e lúdico da atividade física, pode sim cami-
       nhar lado a lado com a identificação de talentos.

  4)  Aos 27:07 o repórter Bruno Côrtes conta:

      “Eles vão mesmo, Asaf Powell estava lá, Usain Bolt também…” (no Champs) 

      Pois enquanto na Jamaica astros do esporte contemporâneo como Usain Bolt e Asa-
      fa Powell comparecem e prestigiam o Champs (o campeonato ESCOLAR de meninos
      e meninas da Jamaica), no “país olímpico” o mandatário da entidade foi peça ausente
      do maior evento do calendário da confederação que preside, o Troféu Brasil (ADULTO)
      de Atletismo:

      http://www.lancenet.com.br/de-prima/Presidente-CBat-Trofeu-Brasil-Atletismo_0_530347202.html

  5)  Aos 31:55 o repórter Bruno Côrtes conta:

      “40 mil pessoas lotam o estádio nacional, todos querendo conhecer, os novos
       campeões jamaicanos” (o público que comparece para prestigiar o Champs).

      Pois enquanto na Jamaica uma multidão de 40 mil pessoas comparece para presti-
      giar uma competição ESCOLAR… no “país olímpico”:

      “O Troféu Brasil é o principal campeonato interclubes de atletismo da América
       Latina…”

      “Dentro do estádio, a torcida foi minoria. Na realidade, encontrar um torcedor foi
       missão difícil. Quinze pessoas acompanharam o primeiro dia quando a reportagem
       fez a contagem no meio da tarde. Exceção feita a alguns curiosos, os demais eram
       parentes de competidores.”

       http://esporte.uol.com.br/atletismo/ultimas-noticias/2011/08/03/trofeu-brasil-comeca-com-15-torcedores-passeata-sindical-e-recorde-sul-americano.htm    

  6)  Aos 35:47 o repórter Bruno Côrtes cita:

      “O campeonato de meninos e meninas, desde os tempos do Asafa (Powell) é
       transmitido, ao vivo, para todo país…”  (transmitido ao vivo e em televisão ABERTA).

       Já no “país olímpico”:

       http://revistacontrarelogio.com.br/blogs/na-corrida/2011/08/03/trofeu-brasil-sem-transmissao-pela-tv-um-absurdo/

  7)  Aos 37:43 a medalhista olímpica de Seul/88 – Grace Jackson – fala:

      “Isso é extremamente importante para nós, na Jamaica, porque esta é a base do
       atletismo…”
 
      “É como o esteio para a árvore que vai vicejar no futuro.”

      Já no “país olímpico” nossas assumidades esportivas, dentro de algum tempo, talvez
      lancem mão de sementes transgênicas para germinar nossa árvore esportiva.

  8)  Ao contrário do que possa vir a alegar alguma sumidade do esporte, a Jamaica
       não utiliza o esporte como meio de propaganda comunista, a Jamaica é um país ca-
       pitalista.

       Ocorre é que na Jamaica o esporte começa na escola enquanto no “país olímpico”
       (com exceção a algumas poucas secretarias municipais de esporte e a alguns proje-
       tos sociais), o esporte de base está praticamente restrito aos clubes sociais, inaces-
       síveis à esmagadora maioria de sua população.

  Jamaica e Brasil, qual é o verdadeiro país olímpico ?     
      

Em 2.000 conheci o Jornalista Tiago Petrik. Ele estava escrevendo o interessante Livro “Brasileiros Olímpicos”. Prestei minha modesta colaboração ao Tiago. O resultado da Obra foi excepcional. Vale ler.

Neste fim de semana lí outro Livro do Tiago, “Uma Aventura Olímpica na Terra do Cinema”. Um excelente trabalho de pesquisa sobre a epopéia que foi a viagem da delegação do Brasil aos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1.932, a bordo do navio Itaquicê. Narra, também, a participação do Brasil naqueles Jogos. O Livro coincide com relatos que ouvia de meu avô, Sylvio de Magalhães Padilha, um jovem atleta de 23 anos que a bordo do navio Itaquicê viajava à sua primeira olimpíada. Meu avô escreveu um diário de bordo, que retratou etapas importantes daquela viagem, muito bem escitas no Livro do Tiago.

Muito interessante, também, o derradeiro capítulo do Livro, que aborda a possibilidade de o primeiro brasileiro a participar de Jogos Olímpicos deu-se em 1.908. E não em 1.920.

Vale muito a pena conferir. A editora é a PTK Livros.

Flavio Pestana deixa Comitê Rio 2016
Diretor-executivo comercial deixou entidade por motivos pessoais. Leonardo Gryner, diretor-geral, ocupará o cargo interinamente
17 de Fevereiro de 2012 • 14:26

Quase um mês após assumir o cargo de diretor-executivo comercial do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Flavio Pestana deixa o posto. De acordo com o comunicado oficial do comitê, o executivo alegou motivos pessoais para sair do projeto.

O cargo será acumulado interinamente por Leonardo Gryner, diretor-geral do Rio 2016. Ele estará à frente da equipe do departamento comercial formada pelo diretor de vendas de patrocínio Rodrigo Frazão, pelo diretor de atendimento aos parceiros Henrique Leal, e pela gerente-geral de licenciamento, varejo e concessões Sylmara Multini.

Ao longo de sua trajetória, Pestana atuou como executivo-chefe dos jornais Gazeta Mercantil e Valor Econômico, como diretor-superintendente de jornais e revistas do Grupo Folha, foi membro dos conselhos da Folha de S. Paulo e da Editora e Gráfica Plural, e presidente do conselho do UOL. Antes de ingressar no Rio 2016, o profissional estava na Rede Bom Dia, dona do jornal Diário de S. Paulo.

O presidente eleito da Confederação Brasileira de Atletismo, José Antonio Martins Fernandes, o Toninho, deu, hoje, boa entrevista ao jornal Folha de São Paulo. Depois de anos de trevas, de desesperança, de servilismo e vassalagem, o depoimento daquele que será o novo comandante do atletismo do Brasil é um ponto positivo na modalidade.

Não é de hoje que conheço o Toninho. Em várias oportunidades já tivemos oportunidades de debater longamente questões do esporte. O que o Toninho disse hoje à Folha são idéias que há muito ele defende. Concordo quando ele diz que os organizadores dos grandes eventos estão muito preocupados com o concreto, com obras, enquanto deveriam atentar para a formação de pessoas, o legado humano.

Também aprecio a idéia de realizar uma reunião entre o presidente da Confederação Brasileira de Atletismo e o Ministro da Educação para discutir o esporte na escola. É isso que sempre defendi. Aí está a solução do esporte brasileiro. Vale notar o que comigo comentou o experiente José Cruz sobre essa iniciativa. Escreve-me o excelente jornalista que para a Pasta da Educação elaborar um projeto educacional esportivo, a ordem deveria vir de cima, do Palácio do Planalto. É verdade que o Ministério da Educação tem, ao longo de vários anos, tratado o esporte como algo totalmente dissociado da educação. E essa mentalidade tem que mudar.

Espero que as declarações a atitudes do Toninho não despertem a ira dos cartolões do esporte. Eles são implacáveis com quem “ousa” traçar novas diretrizes para o esporte e por em risco o establishment.

Pena que o novo presidente do atletismo só assuma daqui a aproximadamente um ano, na transição mais longa da história imposta por Gesta de Melo. Nem no Iêmen, cujo ditador negociou sua saída com a oposição, pretendeu um período de transição tão duradouro.

Mas já que é assim, sugiro ao Toninho que aproveite esse período para debater com a sociedade, democraticamente, os melhores rumos para o ateltismo brasileiro. E elaborar um plano de governo que nos faça recuperar os anos perdidos da era Gesta de Melo. Que novos ares soprem em direção do nosso esporte base.

Há anos que o povo brasileiro não gosta do Ricardo Teixeira. Se fizerem uma pesquisa de opinião, ele talvez esteja entre as dez figuras mais detestáveis da nação. Um homem público que consegue angariar tanto ódio de seus compatriotas, uma unanimidade do mal, assim o é porque fez por merecer. Como se não bastasse fazer suas estrepolias, Ricardo Teixeira ainda faz questão de ser arrogante, antipático.

Quando pensávamos que o comandante da CBF tinha atingido ápice da barbárie, descobrimos que Ricardo Teixeira é sempre capaz de ir além, de superar-se, de fazer coisas inimagináveis.

O cartola bateu todos os recordes ao depositar na conta de sua filha de onze anos dinheiro de origem suspeita. Ainda que seja sua filha, envolver uma criança nesse tsunami de denúncias não é apenas um ato criminoso, assim tipificado pelo Código Penal. É de uma maldade incomensurável. Que Teixeira use o Ronaldo, Bebeto e outros marmanjos para acobertar suas mazelas, embora deplorável, está lidando com gente maior de idade, capaz e ciente do papel nefasto a que estão se prestando. Usar a própria filha menor idade como figura de fachada de dinheiro suspeito é uma das grandes maldades que um pai pode cometer contra sua prole. Se a pobre garota já era objeto de bullying na escola pele simples fato de ser filha de quem é, agora Teixeira jogou-a no olho do furacão. A essa altura o nome da própria filha não é manchete negativa apenas no Brasil. A artimanha financeira feita em nome da menina corre o mundo, da pior forma que poderia ocorrer. Imaginem a criança ingênua vendo seu nome largamente publicado no noticiário, envolvido em coisas que ela não tem noção do que se trata.

A filha foi usada, usurpada pelo próprio pai. Ela tem o direito de querer ser uma pessoa correta.

Viajando com passagem cedida das milhagens da noiva e competindo com material alugado dos adversários, Renato Átila Souza da Câmara bateu neste final de semana o Recorde Brasileiro do Heptatlo em Praga – República Checa com a marca de 5753 pts. superando a marca que completaria 29 anos de 5679 obtida por Paulo Lima em 14 e15 de fevereiro de 1983 em Dortmund-Alemanha.
O feito contrasta com os números divulgados recentemente na Assembleia da CBAt que aprovou um orçamento de 26 milhões para a temporada, mas que não consegue ainda efetivamente evitar situações como esta.
O atleta NÃO possui clube, solicitou dispensa da equipe que defendeu dias antes de embarcar para a Europa. É Professor de Educação Física no Município de Guarulhos onde conta com apoio da Secretaria de Esportes.
O Heptatlo é a versão do decatlo realizado em ambiente fechado, sete provas disputadas em dois dias consecutivos: 60 metros rasos, Salto em Distancia, Arremesso do Peso, Salto em Altura, 60metros com barreiras, Salto com Vara e 1000metros.

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