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Termina daqui a pouco o campeonato mundial de judô. E sejam quais forem os resultados das provas por equipes, o Brasil já tem seu pior resultado em 16 anos.

Sarah Menezes, campeã olímpica, perdeu na primeira luta. Rafaela Silva, campeã mundial em 2.013 também. Mayara Aguiar, atual campeã mundial, perdeu na segunda luta. Charles Chibana, atual campeão panamericano, caiu da primeira luta, Tiago Camilo, vice campeão olímpico em 2.000,  campeão mundial em 2.007 e atual tri campeão panamericano, também foi derrotado na estreia. Luciano Correia, campeão mundial em 2.007 e atual campeão panamericano saiu da competição na segunda luta. David Moura, atual campeão panamericano, perdeu na segunda luta.

Érika Miranda e Victor Penalber foram bem e ganharam o bronze.

Longe de se pensar que essa é uma geração perdedora. Muito pelo contrário, basta correr os olhos pela lista de títulos que esses atletas já ganharam para ter certeza que essa geração elevou o patamar do judô brasileiro. O que preocupa e merece ser investigado é porque na medida em que aumentam os recursos públicos para a modalidade e em que se aproximam os Jogos Olímpicos do ano que vem, o rendimento da equipe diminui de maneira significativa.

Desde 2.007 foram injetados na Confederação Brasileira de Judô (“CBJ”), conforme esquadrinha José Cruz em seu Blog (josecruz.blogsfera.uol.com.br/2015/08/judo-retrocede-no-mundial-mesmo-com-investimento-publico-de-r-77-milhoes/) R$ 77.566.975,00, fora o Bolsa Atleta. Como se trata de muito dinheiro público, em um País tão carente de suas necessidades mais essenciais, não se pode simplesmente dar de ombros e, apenas, lamentar os resultados. Estamos tratando de dinheiro do povo e, na medida em que não faltaram recurso, é necessário investigar-se aonde estão os equívocos. O judô é olhado de muito perto pelo Comitê Olímpico do Brasil (“COB”), pois é dessa modalidade que espera no ano que vem obter medalhas para atingir a tal meta dos top ten. As autoridades públicas, que tiram dinheiro da União e das estatais para abarrotar os cofres da CBJ têm o dever de prestar contas ao povo, já que não houve o retorno necessário. É imperioso que se verifique aonde o COB e a CBJ estão errando. Paulo Wanderley, presidente da CBJ, já foi mencionado como alguém para suceder Nuzman, pelo suposto bom trabalho no judô (se bem que para ser melhor que Nuzman no COB não se necessita de muito esforço).  O que eu espero é que se mostre, com transparência, como esse vastíssimo dinheiro público foi empregado, quais os planos do COB e da CBJ durante esses anos e para o próximo, até os Jogos Olímpicos. Deve haver absoluta transparência. Somente assim poderão corrigir os erros. É importante saber se nos projetos do COB e da CBJ os atletas, que são os maiores interessados, estão tendo voz ativa. Pode ser que o erro estejs no fato de os atletas estarem sendo alijados dos processos decisórios.

E sobre os judocas, para mim, mais importante do que medalhas que eles possam ganhar em 2.016 é o legado que deixarão para o povo brasileiro, ajudando a massificar o esporte.

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Vejam a matéria publicada no portal Globo Esporte, sobre o velejador alemão, internado em hospital por ter sido infectado por bactérias após velejar na fétida Baía da Guanabara.

http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2015/08/alemao-e-internado-com-infeccao-nas-pernas-apos-velejar-no-rio-de-janeiro.html

Prestem atenção nas feridas mostradas nas fotografias, que se alastram na pele do atleta.

Não estamos argumentando sobre hipóteses. São fatos concretos. E esse não é o único caso em que velejadores são afetados pelos perigos das águas da Baía da Guanabara, bonita para se ver por cima, mas inviável para se mergulhar.

E as autoridades do Co-Rio e o Prefeito da cidade insistem em dizer que não há nada de errado naquele lugar e que estará adequado à prática da Vela Olímpica em 2.016. Não estará. É uma irresponsabilidade dos cartolas e dos políticos insistirem em manter a Vela Olímpica na Baía da Guanabara. Búzios e das melhores raias do mundo e seria o lugar ideal para abrigar o certame olímpico de 2.016.

Minha opinião é que existem interesses econômicos fortíssimos, sobretudo na área imobiliária, que fazem com que a patota mantenha a Vela Olímpica na Baía da Guanabara.

Como escrevi no jornal Folha de São Paulo no seguinte em que o Rio de Janeiro ganhou o direito de sediar os Jogos Olímpicos, essa aventura Rio 2.016 é uma grande hipocrisia.

Vamos pagar essa conta, mais uma vez, com juros e correção monetária. Depois que as delegações voltarem para seus respectivos países, que a poeira abaixar e a euforia assentar, será mais uma conta cara despejada nas costas dos brasileiros.

A boa notícia é que Isaquías Queiroz continua na ribalta e obteve duas medalhas no mundial de canoagem, uma de bronze na prova que não é sua maior especialidade e o o ouro no C 2.

Preocupante o que vem ocorrendo com a judoca de ouro, Sarah Menezes, que depois do feito extraordinário em Londres, 2.012, quando ganhou o ouro olímpico, não vem conseguindo repetir performances regulares. Hoje foi eliminada em sua primeira luta do mundial de judô. Ttata-se de uma atleta especial e se há um ano para deixá-la novamente nos cascos para o Rio 2.016.

Quanto ao atletismo, informei no post abaixo que pela primeira vez na história dos campeonatos mundiais o Brasil não classificara nenhum atleta para participar dos 100 metros rasos. Não é isso. Esta é a segunda vez que nenhum atleta do Brasil obtém índice para essa prova. Na edição anterior, em Moscou, em 2.013, o Brasil também não teve atletas nos 100 metros rasos masculino.

Um ponto importante. Desde que o Rio de Janeiro ganhou o direito de sediar a edição dos Jogos Olímpicos, nossos resultados nessa nobre prova do atletismo vêm piorando:

Osaka, 2.007 – tivemos três atletas e apenas um passou para as quartas de final;

Berlin, 2.009 – tivemos dois atletas, ambos eliminados ainda na fase eliminatória;

Daegu, 2.011 – tivemos um atleta, eliminado na fase eliminatória;

Moscou, 2.013 – não tivemos nenhum atleta classificado; e

Pequim, 2.015 não tivemos nenhum atleta classificado.

Como se já não bastassem 27 anos de Gesta de Melo para arrasar o atletismo, as autoridades resolvem transformar o lendário Estádio de Atletismo do Rio, formador de grandes atletas, em lugar espaço rave.

Agora, vai! Como diz José Cruz.

Chama a atenção o comentário feito pelo comentarista da Sportv e realçado por um amigo do Blog.

Pela primeira vez na hostória do campeonato mundial de atletismo o Brasil não qualifica nenhum atleta para participar da prova mais nobre do atletismo, os 100 metros rasos.

Ou seja, nenhum atleta brasileiro fez o índice para participar dessa prova nesse campeonato mundial.

Segundo os dados oficiais do IBGE, o Brasil tem 204,70 milhões de habitantes.

A Jamaica, uma pequena ilha encravada no mar do Caribe tem pouco menos do que 3 milhões de habitantes.

Hoje pela manhã a Jamaica classificou 3 atletas para as semi-finais dos 100 metros rasos.

Alguma coisa está errada no mundo dos cartolas e dos políticos. Particularmente no atletismo, Roberto Gesta de Melo entregou terra arrasada ao seu sucessor, que terá muito trabalho para recuperar quase três décadas de trabalho mal feito. A prova está aí.

Enquanto o Brasil falha na formação de atletas e na massificação do esporte, os cartolas olímpicos e políticos jactam-se em anunciar que os gastos dos Jogos Olímpicos Rio 2.016 já estão em R$ 38,67 Bilhões, fora a tal “contabilidade paralela” a que o prefeito Eduardo Paes referiu-se em sua curiosa entrevista.

As prioridades, mais uma vez, estão rigorosamente equivocadas.

Agora, vai ! Como diz José Cruz.

Após cerca de quinze anos de dedicada e intensa pesquisa, a professora Katia Rubio lançará, na semana que vem, uma das mais importantes obras da literatura olímpica do Brasil. O livro Atletas Olímpicos Brasileiros é, como ressalta a própria autora, a memória do olimpismo nacional contada pelos próprios atletas. Foram muitas horas de entrevistas com todos atletas olímpicos e com os familiares daqueles que já faleceram, que contam a história do Olimpismo do Brasil.

Em uma sala da Faculdade de Educação Física da Universidade de São Paulo, Katia Rubio montou seu quartel general e coordenou uma competente equipe que viajou pelo Brasil inteiro para ouvir as histórias dos nossos olímpicos e de seus familiares. Durante esse período conversei várias vezes com Katia Rubio e constatei seu entusiasmo cada vez que o trabalho avançava. As histórias ouvidas dos atletas são deliciosas, muitas revelações, a luta de cada um, as expectativas, as frustrações, as alegrias. O livro não é apenas a história do nosso esporte olímpico, mas também traça um perfil sociológico daqueles atletas do Brasil que atingiram o topo da carreira esportiva, participar dos Jogos Olímpicos, que é o coroamento da vida atlética. Muito interessante saber da saga de atletas oriundos de regiões muito pobres do Brasil, que de lá sairam para subir no pódium olímpico. E a obra não retrata apenas aqueles que ganharam medalhas, mas todos os brasileiros que participaram de Jogos Olímpicos, mesmo que representando outras nações.

O lançamento do livro será na próxima terça-feira, dia 25, no SESI da Vila Leopoldina, na Rua Carlos Weber, No. 835.

Será uma grande festa do esporte brasileiro.

Parabéns à professora Katia Rubio e a toda à sua competente equipe.

SOBRE A EMBAIXADA DOS EUA EM CUBA – Em 1.991 estive nos Jogos Panamericanos em Havana. Um dos convites que meu avô recebeu, como presidente do COB e primeiro vice-presidente da ODEPA, foi para uma recepção na “Embaixada” dos EUA em Cuba. E eu o acompanhei no evento. Os EUA NUNCA deixaram de ter uma representação diplomática em Cuba. Apenas não era oficialmente chamada de Embaixada. Mas lá tinha trabalhando, em tempo permanente, um Embaixador norte-americano e um contingente enorme de pessoal, todos diplomatas dos EUA. O número de gente trabalhando na Embaixada dos EUA em Cuba era maior, inclusive, que o da embaixada da China. Isso falado e mostrado pelo próprio Embaixador que nos recebia. Disse-nos, ainda, o Embaixador que, com extrema frequência, quase que semanalmente, tinha encontros com Fidel Castro para tratar de assuntos bilaterais. Naquela ocasião também estava em Havana o então prefeito de Atlanta, que sediaria os Jogos Olímpicos de 1.996. Em um jantar no Palácio de la Revolucion, Fidel Castro brincou com ele, sugerindo que se candidatasse presidente dos EUA porque se vencesse, restabeleceriam as relações diplomáticas. Tudo em um tom muito amistoso. Nesse jantar estavam, também, muitos empresários dos EUA. Apenas para citar um nome, Ted Turner, acompanhado de sua então mulher, Jane Fonda. Presenciei isso tudo e muito mais durante aquela minha estada em Havana. Claro que a “reabertura” da embaixada dos EUA em cuba, hoje, tem um simbolismo importante. Mas o fato real e concreto é que a representação diplomática dos EUA em Havana sempre esteve lá.

Não há nada mais hipócrita e demagógico do que essas declarações empacotadas do Comitê Olímpico Internacional (“COI”). Desta vez Nawal El Moutawakel talvez tenha atingido o ápice da falta de bom senso. Disse a ex-atleta, hoje membra do COI, que está muito satisfeita com as obras de despoluição da Baía da Guanabara, que tudo estará bem na época dos Jogos Olímpicos, que mergulhará na Baía e, pior, sem perguntar a eles se queriam, convidaram dois outros companheiros cartolas para acompanhá-la no mergulho aventureiro. Nawal foi desrespeitosa com o povo do Rio de Janeiro, ainda, quando afirmou que foi por causa dos Jogos Olímpicos que os cidadãos daquela cidade elevaram o seu grau de preocupação com a situação calamitosa da Baía da Guanabara. Nawal tratou os cariocas como alienados, que somente atentaram para o sério problema ambiental da Baía da Guanabara, depois que os próceres do COI chamaram a atenção para o assunto. Segundo a declaração arrogante de Nawal, o povo do Rio, até então, dava de ombros pelo fato de aquela bonita paisagem ser um esgoto a céu aberto. Nawal deveria ser mais humilde. Nawal não conhece o Rio. Nawal não tem a menor ideia de quantas vezes, ao longo de muitos anos, grupos ambientalistas e pessoas preocupadas com o assunto já debateram e apresentaram soluções para a despoluição da Baía da Guanabara. Nawal não imagina quantos milhões já foram destinados à despoluição da Baía da Guanabara e não se sabe aonde esse dinheiro foi parar. Nawal ignora as promessas descumpridas pelos políticos, de que despoluiriam aquele local. E tudo isso acontece agora, novamente, na candidatura e na preparação do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos de 2.016. Nawal ignora a opinião consistente dos técnicos que atestam os perigos de se velejar na Baía da Guanabara. Nawal faz ouvidos moucos aos apelos dos atletas, que devem ser para quem, em primeiro lugar, os Jogos Olímpicos devem atender. Nawal finge que não vê nada disso e dá declarações estapafúrdias. Depois dos Jogos Olímpicos, ao contrário do que Nawal diz, a Baía da Guanabara continuará a mesma. Mas como os Jogos Olímpicos foram transformados em um grande negócio e mais nada, a função de Nawal é vender esse evento para torná-lo o mais rentável possível. Daí essas declarações encomendadas, hipócritas, mentirosas e demagógicas.

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