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Há alguns meses atrás eu publiquei neste Blog o texto abaixo. E está aí, novamente, o político José Roberto Arruda armando das suas. Para quem se lembra, ele é aquele senador que violou o painel secreto de votações do Senado Federal. E que quando acusado, foi à Tribuna com ares de imperador e dedo riste dar lições de moral: “Eu Não Fiz! Eu Não Vi! Desafio alguém a provar que sou culpado! Não renunciarei!”, bradava ao Brasil o nobre parlamentar. No dia seguinte, o mesmo homem debulhava-se em lágrimas e assumia ter cometido aquele gravíssimo crime que levou à sua renúncia. Este personagem é exatamente o mesmo que, agora, recebe dinheiro para, segundo ele, “comprar panetones”. E cujo assessor guarda dinheiro na meia. Deve ser porque já estão com os bolsos cheios. Vai ser cara de pau assim lá no inferno. 

Governador José Roberto Arruda, Que Vergonha.

Por ALBERTO MURRAY

https://albertomurray.wordpress.com/

Hoje a coluna do Juca Kfouri, na Folha, relata a atitude destemperada que teve o Governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal, ao ouvir na rádio CBN críticas à sua atuação no tocante à reformas no Bezerrão e aos salamaleques que permearam o bom jogo de futebol entre Brasil e Portugal.

Criticar e ser criticado faz parte do jogo democrático. Um pode até ficar chateado com uma crítica eventualmente injusta. Tenho certeza de que se o tal Governador escrevesse ao Juca, de forma respeitosa, como deve ser, expondo sua defesa, o Jornalista, democrata que é, teria dado-lhe espaço em seu Blog. O Juca sempre faz isso. Nunca negou a ninguém o direito de defesa.

Agora, utilizar-se de exploração de poder junto à direção da CBN, xingar a mãe do repórter e outras coisas mais, é próprio de político doido, que viola painel do Congresso, que mente na Tribuna do Senado, que renuncia com medo das sanções legais e que deve fazer muito mais coisas que não temos a menor idéia (ou até temos).

Aonde está aquele Senador aguerrido da época da CPI CBF Nike? Virou capacho em busca de interesses menores.

Ao Juca, a minha solidariedade e a apoio.

Ao Senador José Roberto Arruda, o meu repúdio pela sua atitude anti-democrática.

Espero que a audiência pública para a qual fui convidado a participar no Senado Federal, no próximo dia 02 de dezembro de 2.008, não seja jogo de cena política e possamos tocar nos pontos nevrálgicos do tão combalido e desmoralizado esporte olímpico brasileiro.

A todo instante alguém compara o que os Jogos Olímpicos de Barcelona fizeram para a Cidade, com aquilo que a competição poderá contribuir para o Rio de Janeiro. De fato, os Jogos de Barcelona são um exemplo de como esse evento esportivo pode melhorar a comunidade. Quem conhece Barcelona antes e depois de 1.992 sabe do que estou falando.

Ocorre que as Olimpíadas em Barcelona fizeram parte de um processo de transformação que a Espanha já vinha passando há alguns anos. Por conta da União Européia, Países como Portugal, Grécia e Espanha, considerados atrasados em comparação com os demais, já vinham recebendo vultosos investimentos, a fundo perdido, de seus pares. O intuito era dar a essas três nações um patamar de desenvolvimento compatível com as exigências necessárias para que a união européia atingisse, com sucesso, os seus objetivos. Os Jogos Olímpicos de 1.992 fizeram, portanto, parte de um processo de melhoria da Espanha que já vinha sendo colocado em prática há muitos anos, fruto de um planejamento continental sério, de longo prazo.

Nem o Brasil, nem o Rio de Janeiro, são objeto de projeto algum, de cunho social e econômico, que tenha começado há anos atrás. As “soluções” adotadas pelos governantes e pelos líderes esportivos continuam sendo imediatistas, não há planejamentos de longo prazo e visam exclusivamente as próximas eleições e manutenção deles próprios no poder.

Seria muito bom dizer que a escolha dos Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos de 2.016 representasse o coroamento de um projeto nacional, que tivesse reduzido drasticamente o número de miseráveis, de analfabetos, eliminado o tráfico de drogas e a violência urbana, melhorado as condições de saúde, habitação, saneamento básico da população que ainda sofre nas filas dos hospitais, que tivesse dado a toda criança brasileira acesso ao esporte, de modo que 100% das escolas públicas tivesse, ao menos, uma quadra poliesportiva. Mas nada disso ocorreu no Brasil. E nem há perspectivas de que as coisas irão melhorar.

As Olimpíadas podem melhorar algo no Rio de Janeiro? Sim, podem, desde que não se repitam os escândalos no Pan Americano e o dinheiro público seja tratado com a seriedade que se requer. E que se faça uma agenda social atrelada à competição.

As Olimpíadas mudarão a condição social do Rio de Janeiro, isto é, as favelas vão acabar de modo que todo cidadão carioca passe a ter moradia digna e segura? Não, não vão.

As Olimpíadas acabarão com o tráfico de drogas no Rio de Janeiro e com a violência urbana? Não, em hipótese alguma.

Para que esses Jogos servissem para solucionar (ou amenizar) as marcantes mazelas sociais da cidade, eles deveriam estar inseridos em um contexto amplo, já em andamento há anos, cujo objetivo fosse implantar profundas alterações na estrutura da sociedade brasileira, em todos os seus segmentos.

Eu acho que se algum legado esses Jogos de 2.016 deixarem, ele será para as classes mais privilegiadas. E para aqueles oportunistas que vão aproveitar-se do momento para ganhar dinheiro com as obras que terão que ser feitas.

O que houve na Espanha — e em Barcelona, em 1.992, foi algo completamente diferente.

No Brasil, as obras no PAC continuam no papel e aquelas destinadas à Copa do Mundo de Futebol, que já deveriam ter começado ,exemplos:, o trem bala/rápido Rio de Janeiro/São Paulo, melhoria da infra estrura aeroportuária, energia elétrica e outras .

 

http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?data=23/11/2009&jornal=1&pagina=99&totalArquivos=120

 Tribunal de Contas da União

 PLENÁRIO

EXTRATO DA PAUTA Nº 44/2009

SESSÃO EXTRAORDINÁRIA RESERVADA

Em 25 de novembro de 2009, às 14h30min

 

Resumo dos processos incluídos em Pauta, para apreciação e

julgamento pelo Plenário, na Sessão Extraordinária Reservada, em

relação ou de forma unitária, nos termos dos artigos 15, 94, 97, 105,

130, 141, §§ 1º ao 5º, e 143 do Regimento Interno, aprovado pela

Resolução nº 155/2002, com alterações promovidas pela Resolução nº195/2006.

 

PROCESSOS RELACIONADOS

 

– Relator, Ministro WALTON ALENCAR RODRIGUES

Classe I – Recursos

TC-020.983/2007-7

(INCLUÍDO EM PAUTA)

Natureza: Embargos de Declaração

Órgão: Ministério do Esporte

Interessados: Ricardo Leyser Gonçalves, Secretário Nacional de Esporte

de Alto Rendimento (CPF 154077518-60) e Fast Engenharia e

Montagens Ltda. (CNPJ 13.319.520/0001-03)

Advogados constituídos nos autos: Márcia Heloísa P. S. Buccolo

(OAB/SP 36.434) e Adriana Buccolo, (OAB/SP 176.433) 

Em três anos, Carlos Arthur Nuzman terá que deixar seu assento no Comitê Internacional Olímpico (“CIO”), pois completará 70 anos. Ele tentará alterar a Carta Olímpica. Mas seria um casuísmo que não deverá ser aceito pelos CIO, que não irá alterar seus estatutos apenas pelo capricho de um homem que não quer dar lugar aos mais jovens.

Em 2.012, haverá eleições no Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”). Há muito tempo Nuzman já não é unanimidade no COB. Tanto é assim que suas duas últimas reeleições foram feitas na calada da noite, duramente criticadas pela imprensa e por esportistas. Nuzman tem medo da oposição. E, pior ainda, foi a alteração safada dos estatutos do COB, cujo artigo 26 diz que somente os brasileiros natos e que estejam em um dos poderes da entidade a pelo menos 5 anos, podem candidatar-se a presidência e vice presidência. Não há nada mais antidemocrático do que esse dispositivo, ainda mais quando se trata de um órgão que vive de dinheiro do povo. Essa é mais uma prova cabal que Nuzma teme o debate democrático, assim como o fez a fugir de mim no Senado Federal.

No que se refere à sua posição no CIO, Nuzman não tem escapatória. Em três anos estará fora e ponto final. Será apenas engraçado vê-lo pulular para não desgrudar da rocha.

Com relação ao COB, a oposicão tem que, a cada dia, organizar-se, unir-se, criar uma plataforma séria e democrática que possa angariar o apoio e a simpatia da sociedade brasileira. As Confederações que Nuzman despreza e para as quais os repasses de verbas federais são pífios prefeririam outros critérios. Se disserem que estão satisfeitas com Nuzman, estarão mentindo. As Confederações que se opõem a Nuzman não se manifestam publicamente, hoje, por receio de retaliação. Mas nada impede que, já escoladas por duas reeleições marotas, em 2.012 as modalidades descontentes fiquem atentas e tomem as providências cabíveis para o lançamento de uma chapa. Bem organizadas, as chances de defenestrar Nuzman da sua cadeira na presidência do COB são boas.

Ter Nuzman fora do comando do esporte brasileiro à partir de 2.016, substituído por cabeças arejadas, por gente mais jovem, comprometida com a função social do esporte, pode signficar um grande avanço.

Isso é possível, se as Confederações Olímpicas não se apequenarem.

E ao Ministério Público Federal, cabe tomar as medidas judiciais necessárias para derrubar a inconstitucional cláusula 26 do estatuto do COB, que hoje parece o clube de um só, uma entidade que tem um fim em si própria.

As mãos humanas têm atrapalhado muito os esportes. Há a mão malvada, que rouba. Existem aquelas que são apenas incompetentes, mas cujos estragos são fenomenais. Há mãos de mau caráter, picareta, safado e pusilânime. O francês de bem que assistiu ao jogo no qual sua seleção desclassificou a Irlanda deve sentir-se, ao menos, envergonhado.

Ninguém pode afirmar que o árbitro que apitou aquela partida é incompetente, ou agiu deliberadamente de má fé.  Por isso, não posso chamá-lo de ladrão.

Eu acredito, sim, que há nos esportes os chamados “esquemas”. O que vale mais dinheiro para a FIFA, ter a Irlanda, ou a França na Copa do Mundo? A brincadeira já havia começado quando a entidade alterou a maneira de determinar os confrontos entre as equipes. A regra original seria determinar os confrontos da repescagem por sorteio. Quando viram que os “grandes” poderiam ficar de fora, resolveram aplicar a fórmula dos cabeças de chave. Assim, puderam arranjar os jogos como melhor lhes convinha.

Da mesma forma que eu acho que a insistência da FIFA em desconstituir o Morumbi para a Copa do Mundo é, apenas, uma maneira de exigir a construção de um novo estádio na Cidade de São Paulo (obras são colírios nos olhos da cartolagem), eu acredito que nas maõs do Henry, poderiam haver, também, os dedos da FIFA.

As cabeças carcomidas da FIFA insistem em dizer que a utilização da tecnologia no futebol tiraria da modalidade o seu caráter humano.

A verdade é que abdicar dos meios eletrônicos, acarreta a desumanidade de deixar de fora do maior evento do futebol, uma seleção que, de direito, deveria estar lá.

Enquanto não arejarem as salas e os escaninhos que comandam a FIFA, o futebol continuará sujeito a erros, injustiças e atitudes mau intencionadas.

E isso vale para outros esportes que ainda vivem no século retrasado. Para eles, quanto menos transparência, mellhor.

Ainda na toada da ótima reportagem feita por Eduardo Ohata na Folha de São Paulo de 17 de novembro de 2.009, há um quadro que diz que em 2.008 o Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”) arrecadou da Lei Piva R$ 91,9 Milhões. E que foram repassados às Confederações Olímpicas somente  R$ 34 Milhões.

 

A diferença ficou nas mãos do próprio COB. Isto é,  aproximadamente 63 %  do dinheiro público que chegou à conta do COB em 2.008 não foi investido no esporte Olímpico e foi consumido pela própria entidade. Como diz o próprio Nuzman, o COB não é formador de atletas. Portanto, cabe a pergunta: Aonde e como o COB gastou tanto dinheiro? Sabemos que o COB tem uma folha de pagamento altíssima. E a entidade nega-se a torná-la pública. Por que o COB tem medo de dizer quanto ganham seus diretores executivos contratados, na medida em que somos nós que pagamos os seus salários? Esse dinheiro ainda deve ter sido gasto, boa parte dele, em festas, presentes e salamaleques sem qualquer relevância para o desenvolvimento do esporte olímpico brasileiro.

 

Sempre defendi que o COB deveria enxugar a sua estrutura admnistrativa. Não há razão para o órgão consumir tanto dinheiro, em vez de repassá-lo às Confederações, aos Atletas e aos Clubes formadores.

 

Se o COB fosse melhor admnistrado e reduzisse suas despesas internas, se houvesse transparência nos seus gastos e prestação contínua de contas à população, certamente haveria dinheiro para investir nas Confederações que ele próprio julga de somenos importância. E que hoje são, gritantemente, discriminadas pela entidade.

 

O COB tem uma forma errada de administrar o esporte olímpico brasileiro. E as Confederações “menores” devem rebelar-se contra isso, defenestrando Nuzman do poder em 2.012. Unidas, elas conseguirão isso.

 

Também vale à pena ler a carta enviada pelo leitor da Folha Pedro Valadares, do Distrito Federal, publicada em 18 de novembro de 2.009, que expõe muito bem as contradições do Nuzman.

 

Principalmente agora, que teremos Jogos Olímpicos no Brasil, precisamos nos livrar dessa gente. A renovação é sempre salutar, ainda que eles estivessem fazendo um trabalho bom.

  http://blogdocruz.blog.uol.com.br/       18/11/2009

TCU fiscaliza Lei de Incentivo ao Esporte

 

            O Ministério do Esporte passa por auditoria do Tribunal de Contas da União.

            O objetivo é saber sobre a execução da Lei de Incentivo ao Esporte e se as prestações de contas estão em dia.

             Em dois anos foram aprovados 377 projetos, total de R$ 524 milhões.

             Mas, até agora, apenas R$ 157 milhões foram captados junto aos empresários.

             E há dúvidas se todo o dinheiro foi aplicado nos projetos afins, pois o Ministério não tem equipe de fiscalização para checar a execução das propostas.

Futebol

               Espero que os auditores do TCU avaliem a fartura de projetos aprovados para clubes de futebol.

                Volto ao assunto que já se discutiu outro dia: afinal, dinheiro público pode financiar atividades profissionais?

                   As mais recentes propostas liberadas são bem claras:

                    Santos        Projeto Meninos da Vila   R$ 4.171.957,33

                    Cruzeiro      Equipes de base              R$ 1.651.891,50

                    América       Equipes de base              R$ 2.744.639,00

                     Grêmio        Ampliação do CT             R$ 2.310.147,00

 Transferências

         Depois, é só checar na página da CBF a lista de jogadores vendidos para o exterior.

         Santos, Cruzeiro, América e Grêmio já negociaram jovens atletas para outros países, em 2009.

 

         Ou seja, o governo abre mão de recursos do Imposto de Renda para investir no esporte e acaba patrocinando a formação de craques, que enriquecem o patrimônio clubístico e dos empresários.

 Portaria

            A legislação da Lei de Incentivo também passará pela análise dos auditores do TCU.

             É a oportunidade de esclarecer sobre a liberdade para aprovar projetos usando “critérios de conveniência e oportunidade”, conforme a Portaria 208/2009, do Ministério.       

              Conveniência e oportunidade do esporte nacional ou das entidades proponentes? Ou do Ministério do Esporte?

              Como não há metas nem prioridades para o setor, fica a dúvida, claro.

 Por José da Cruz às 01h54

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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