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Encerrado hoje em Dubai o Mundial Junior de Natação.

A Austrália foi a grande vencedora com 10 medalhas de ouro, 6 de prata e 2 de bronze.
A Rússia terminou na 2ª posição com 9 ouros, 8 pratas e 9 bronzes e os EUA na 3ª posi-
ção tembém com 9 ouros mas com uma prata a menos (7) e 12 bronzes.

O Brasil acabou a competição com apenas uma medalha:
A prata de Pedro Vieira nos 100m borboleta.

Ao todo o Brasil disputou 14 finais e 16 semifinais.

No quadro de medalhas o Brasil terminou na 15ª colocação atrás de países como Lituânia,
Hong Kong, Eslovênia e Nova Zelândia e empatado com Trinidad & Tobago.

O Brasil participou do 4º Campeonato Mundial Junior de Natação com recursos dos Coreios – Patrocinador Oficial dos Desportos Aquáticos Brasileiros, e ainda do Bradesco/Lei de Incentivo Fiscal, Lei Agnelo/Piva – Governo Federal – Ministério do Esporte e Sadia.

Duas das finais disputadas pelo Brasil não são de provas olímpicas.

O feminino contribuiu com três dessas finais e apenas uma em prova individual, os 50 metros livres, em que a atleta acabou desclassificada.

O que se vê é que a geração que vem logo abaixo não tem resultados expressivos no âmbito internacional. Estamos falando de atletas que já poderão estar em 2.016 e, depois, em 2.020.

O Brasil não trabalha sua base.

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Enquanto o Brasil se prepara para receber os Jogos Olímpicos de 2.016 as notícias que surgem são sempre as piores possíveis. Justamente o contrário do que se poderia esperar de um País que sediará o maior evento esportivo mundial. A mais recente vergonha internacional a que nos submeteram a cartolagem e os políticos do Ministério do Esporte foi o descredenciamento pela WADA (Agência Mundial Antidoping) do laboratório Ladetec, o único no Brasil que tinha autorização para realizar, em caráter oficial, exames de controle de doping.

Quem acompanha sabe que o Ladetec já vinha aos trancos e barrancos, trabalhando em condições muito precárias. Recentemente, o Ladetec recebeu um aporte significativo de dinheiro público, cujo objetivo seria melhorá-lo, de forma a atender as exigências do Comitê Olímpico Internacional e da WADA. Ao contrário, o que vemos é a derrocada total do Ladetec, com o seu descredenciamento, após ter cometido erros considerados inadmissíveis pela WADA. Aonde foi parara o dinheiro público destinado ao Ladetec? Como foi utilizado? O Ministério do Esporte deveria investigar como cada tostão foi gasto e tornar isso público à sociedade.

Mas o Ministério do Esporte e o Comitê Olímpico Brasileiro não estão preocupados em criar uma estrutura esportiva sólida no Brasil, na base, com políticas públicas de massificação esportiva definindo o papel de cada entidade. Ter um laboratório de primeira qualidade para controles antidopagem também faz parte dessa política esportiva. Não é crível que o País que sediará os próximos Jogos Olímpicos não tem um único laboratório capaz de realizar um único mísero exame de controle de doping. É palhaçada, desfaçatez olímpica, zombaria com a cara de todos os brasileiros, ainda mais se consideramos o volume de dinheiro público despejado recentemente para recuperar o Ladetec.

Aldo Rebelo parece ter entrado em transe. Não deve nem saber o que é Ladetec. Parece que virou fiscal de obras. Eelogia a beleza dos estádios, enquanto milhões de brasileiros não têm acesso ao esporte. Não trata o esporte como uma questão de saúde pública. Teve a coragem, para surpresa de todos, de publicamente comparar a construção do elefante branco do estádio de Manaus com a do teatro do Amazonas. Chega a dar pena do Ministro Rebelo que não me parece corrupto, mas apenas bobo.

Que a sociedade cobre das autoridades prestação de contas do dinheiro público investido no laboratório Ladetec. Realmente, o seu descredenciamento é mais uma vergonha internacional pela qual passa o Olimpismo do Brasil. Basta acompanhar o que dizem os jornalistas especializados no exterior.

27/08/2013
Promessa para os Jogos Olímpicos do Rio-2016 deixa o Brasil

A atleta, de 13 anos, treinava em Brasília, onde conquistou quatro recordes juvenis. Apesar dos bons resultados, não conseguiu patrocínio

Braitner Moreira – Correio Braziliense

Majda Chebaraka resolveu aceitar o convite da Argélia para que defenda o país africano

O Brasil perde, hoje, uma das principais promessas de medalha das próximas edições dos Jogos Olímpicos. Ao meio-dia, Majda Chebaraka, 13 anos, embarca para a Argélia, depois de morar em Brasília por quatro anos. Estudando e treinando na capital do país, a atleta estabeleceu quatro recordes juvenis e se transformou no nome de mais destaque da geração anos 2000.

Sem apoio financeiro nem logístico da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), a pequena sai com a promessa — feita pelo ministro do Esporte argelino, em visita a Brasília para conhecê-la — de um programa específico de treinamentos para que defenda a Seleção do norte africano.

Sem querer
Majda deixa o Brasil na esteira do encerramento da missão diplomática do pai no país. “Saio com um apertozinho no coração”, lamentou a tímida garota, ontem à tarde. O último treinamento à beira do Lago Paranoá ocorreu no clube da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), mais uma vez sob o comando do professor Hugo Lobo, treinador da Seleção Brasileira entre 1996 e 2007. Nessa sessão derradeira, a touca verde-amarela que ela gostava de vestir ficou de lado. “Já deixei embalada para levar comigo”, contou.

O acessório que Majda pretendia utilizar quando fosse convocada para a Seleção Brasileira de natação está guardado em uma das 17 malas que a família Chebaraka vai despachar. A viagem para a Argélia vai durar 28 horas, tempo dividido entre o avião e o aeroporto. Mas um possível retorno está na cabeça da menina. A meta é voltar ao país para disputar as Olimpíadas do Rio, em 2016: “É só treinar, treinar, treinar. Eu amo isso aqui, não vou conseguir esperar a hora de pular na água outra vez”.

A promessa é de que ela terá um programa específico de treinamentos
À francesa
Mesmo focando no treinamento de base nestes primeiros anos de carreira, Majda coleciona boas marcas. Ela detém os recordes juvenis nacionais em quatro provas: 100m, 200m, 400m e 800m livre, contra adversárias mais velhas. “A Majda poderia ter sido a maior promessa brasileira da natação feminina nas Olimpíadas do Rio”, apontou Hugo Lobo, responsável por descobrir a menina.

“É de se lamentar que o Brasil não tenha interesse no talento juvenil. Só mesmo depois de conseguir medalhas é que há apoio”, lamentou Lobo. O Brasil jamais conquistou uma medalha olímpica na natação feminina. Mesmo com os resultados de Majda, ela não conseguiu nenhum patrocínio enquanto nadou em Brasília. Todos os custos de treinamentos e competições eram arcados pela família.

Está tramitando no Senado Federal a proposta de alterações na lei que regulamenta a atividade esportiva no Brasil, apresentada pela ONG Atletas pela Cidadania, ou Atletas pelo Brasil, capitaneada por Ana Moser, Raí e outros tantos atletas com relevantes serviços prestados ao País. Se aprovada em todas as instâncias e virar lei, as novas normas serão um importante passo para a moralização do setor, hoje transformado em feudos de dirigentes que se acham donos de suas modalidades e que sorvem, cada vez mais, dinheiro público. É gente que faz festa com dinheiro público, mas que se esmera em dizer que comandam organizações privadas.

Vamos ficar muito atentos àqueles Parlamentares que apoiarão o projeto pela transparência no esporte e aqueles que atuarão como serviçais da cartolagem. Vamos denunciar, nome por nome, aqueles que querem manter o sistema de administração esportiva do Brasil no atraso, na falta de transparência.

Em 2.014 há eleições e é muito importante que aqueles que lutarem pela não aprovação desse projeto, não sejam reeleitos.

Aldo Rebelo, o Ministro do Esporte, do PC do B, até agora não deu mostras de que apoia o projeto dos Atletas pela Cidadania/Atletas pelo Brasil, estando, ao longo desses anos, alinhado com os barões da cartolagem e preocupado com a vergonhosa anistia fiscal aos clubes de futebol.

Nas eleições passadas, Aldo Rebelo já não teve a mesma votação que em pleitos anteriores, tendo ficado como primeiro suplente. Com sua atuação política pífia e descompromissada com o povo nesses quatro anos, é bem provável que não se reeleja. Quem sabe daí ele não arruma emprego com algum cartola, já que político profissional que é há muitos anos, não deve saber fazer outra coisa.

Há algum tempo que Eduardo Paes e Carlos Nuzman estão batendo cabeça. A relação de ambis está estremecida. Não sei exatamente a razão, mas o fato, real, é que ambos distanciaram-se. Paes, por puro instinto político, percebeu que afastar-se da cartolagem é bom para a imagem do homem público. Paes já havia dado alguns sinais públicos de que passaria, naquilo que lhe coubesse, a por um freio nas ambições e volúpias de gastança desenfreada por parte do Co-Rio 2.016. Nuzman não havia gostado das declarações de Paes.

Se Nuzman já estava desagradado com Paes, depois da entrevista que o Prefeito do Rio deu ao Jornalista Juca Kfouri, Nuzman deve estar se torcendo de raiva. A essa altura as declarações do Prefeito da Cidade Olímpica já bateram na sede do Comitê Olímpico Internacional e, acreditem, não soaram bem. E quem o COI chamará para prestar esclarecimentos será Nuzman, não Paes.

Não acho que Paes realmente acredita no que disse a Juca Kfouri, quando afirmou que Jogos Olímpicos no Brasil são um escândalo, esculhambou o sistema arcaico que sustenta a cartolagem no poder, criticou a falta de políticas públicas para o esporte, execrou o meio do futebol, entre outros. Como disse, acho que foi mais por instinto de sobrevivência política. Se Paes realmente acreditasse nisso tudo, já teria falado isso muito antes. De qualquer forma, acho bom que as declarações tenham ocorrido, pois é uma forma de chacoalhar a estrutura olímpica do Rio 2.016, que queria caminhar calmamente, fora dos holofotes, para de fato ser um escândalo de proporções grandiosas. Que a reação de Paes não fique apenas no falatório.

Quem sabe agora o Governo Federal, que paga a conta do olimpismo no Brasil, não se anima a fazer uma faxina no Co-Rio e trocar seus diretores, de cabo a rabo, arejando e modernizando aquela estrutura que também é tudo aquilo que Paes criticou.

Claro que não podemos nos esquecer que as críticas de Paes são para ocupar espaço político de Sérgio Cabral, este um político cada vez mais acuado e desmoralizado.

Há algum tempo Nuzman deu entrevista às páginas amarelas da revista Veja, em que dizia, entre outras estultices “ter perfil único” e, por isso, eternizar-se no Comitê Olímpico Brasileiro. Falou, ainda, que a culpa pelos maus resultados do Brasil não era da cartolagem, que investia milhões no atletas que, na hora H, amarelavam. Nuzman naquela entrevista foi grosso com Fabiana Murrer, ao afirmar que “o vento estava forte para todas”, querendo colar na testa na nossa campeã mundial a culpa pelo fracasso em Londres 2.012. Nuzman é, entretanto, o primeiro a aparecer quando um atleta do Brasil sobe ao pódium.

Nuzman também tem parte muito grande no fracasso que foi a participação do Brasil no mundial de atletismo de Moscou. O bastão do atletismo do Brasil faz tempo começou a cair, quando outro czar do esporte, Gesta de Melo, aliado de Nuzman, aboletou-se na presidência da Confederação Brasileira de Atletismo e lá ficou por quase trinta anos, recebendo muito dinheiro público e sem desenvolver projetos para massificar a modalidade. Além de ter sido servil a Nuzman e um instrumento de suas ambições políticas, Gesta de Melo usou o dinheiro público que recebeu exclusivamente na elite, com resultados paupérrimos perto daquilo que poderia ter atingido. Imaginem se nesses trinta anis tivéssemos tido dirigentes competentes no atletismo, que tivessem investido corretamente o volume enorme de dinheiro estatal. Certamente estaríamos em um patamar muito acima do que estamos hoje. Ao receber dinheiro público e retribuir muito pouco, quase nada, à sociedade, Gesta de Melo deveria ser duramente questionado pelos poderes constituídos, pois foi incompetente na administração desses recursos, dinheiro do povo.

Dizer que o Brasil foi razoável no mundial de Moscou é forçar a barra. Não foi. Foi pior ainda se considerarmos os recursos disponíveis, que só aumentaram ao longo dis anos. Trinta anos é mais do que uma geração de atletas. Gesta de Melo dizimou a possibilidade de ter sido criada uma base forte no atletismo do Brasil. Uma pena. Gesta de Melo e Carlos Nuzman rezam pela mesma cartilha errada, deixando de lado qualquer tipo de interesse no trabalho de base de longo prazo.

Com o fim da era Gesta de Melo que tanto mal fez ao atletismo do Brasil, é a hora de se recuperar o tempo perdido e trabalhar sério pela criação de uma nova geração, para dar bons frutos olímpicos no futuro.

Caro Alberto,

Duas coincidências da vida me fazem escrever a você e relatá-las: –

– Conversava com o Campeão Mundial e Atleta Olímpico, Dr. Luiz Claudio MENON, médico endocrinologista, meu amigo e companheiro de trabalho, quando ele relatou o episódio de sua chegada a Munique, nos jogos de 1972. Sua viagem não aconteceu com a delegação, por causa de seus compromissos com a medicina, e, do aeroporto foi levado imediatamente à Missão Brasileira, pois o então Presidente do COB, Major Sylvio de Magalhães Padilha, que você conheceu muito bem, o esperava. Lá o Major comunicou que por unanimidade, MENON foi escolhido como porta-bandeira da delegação de nosso país, no desfile de abertura, não pelo atleta destacado que sempre foi, mas ” porquê MENON sabia muito bem o que estaria carregando no desfile”. Que honra!

– Falávamos de basquete durante um almoço e ouvindo um outro companheiro de trabalho, dizer que participou do JUB’s de Belém do Pará, em 1987. Neste eu não fui, só fui convidado pelo saudoso Paulão em 1988, em João Pessoa.
Perguntei se meu colega conheceu você e, ele de imediato rasgou os maiores elogios ao Diretor de Basquete da FUPE, não só pela competência, como pela simpatia, e outros elogios que você merece. Meu amigo e companheiro de trabalho, é outro Atleta Olímpico, CAIO CESAR FRANCO SILVEIRA, pivô da seleção em Atlanta 1996.

Um grande abraço

Luiz Montes Filho

ex – volei Mackenzie, FUPE, etc.

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