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Sugestões preliminares para iniciar o debate:
1. O artigo 26 do estatuto do COB deve ser modificado, de tal forma que a qualquer brasileiro no pleno gozo de seus direitos possa ser candidato a presidente e vice. Não pode haver nenhum tipo de restrição. E os cargos devem ser remunerados.

2. Não devem ser necessárias 10 Confederações para a apresentação de uma chapa. A apresentação das chapas deve ser livre. Democracia absoluta.

3. O colégio eleitoral deve ser amplamente aumentado. Os clubes formadores assim definidos por lei (segundo os critérios do CBC) devem ter poder de voto, o Comitê Brasileiro de Clubes, a Confederação Brasileira de Desportos Universitários e Confederação Brasileira de Desporto Escolar também. Todos os atletas que tenham participado de Jogos Olímpicos devem ter direito irrestrito de voto para presidente e vice-presidente do COB, assim como técnicos.  Esse Colégio Eleitoral elegerá o presidente e vice do COB e os membros da assembleia geral.

4. O Conselho Fiscal não pode ser eleito com a chapa. Deve ser eleito de forma independente.

5. Deve haver uma Comissão de Ética também eleita de forma independente.

6. Devem ser retiradas as cláusulas de sigilo de todos os contratos do COB, cujo valor envolvido seja igual, ou superior, a R$ 50.000,00. Transparência absoluta dos números.

7. As Confederações que ainda não democratizaram seus estatutos devem ser obrigadas a fazê-lo.

8. A diretoria da Academia Olímpica Brasileira deve ser eleita pelo voto direto de seus membros e não por escolha do presidente do COB.

Apenas algumas sugestões iniciais.

Veja que desde 2.011 o COB não presta contas ao Ministério do Esporte sobre a aplicação de recursos da Lei Piva. Conforme foi publicado hoje, se a lei for levada com rigor, o COB e as Confederações ficam legalmente impedidas de receber quaisquer repasses adicionais. E isso pode ocorrer a qualquer momento. Basta alguém agir.
O Movimento Olímpico precisa dar uma satisfação à sociedade e regastar a sua credibilidade. E apenas com transparência absoluta e democracia radical isso será possivel.
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É provável que hoje à tarde, reunidas em Assembleia Geral Extraordinária, as Confederações esportivas determinem a criação de uma “estatuinte”, para estudar as necessárias mudanças no estatuto do Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”), de forma a modernizá-lo, democratizá-lo e criar regras de governança corporativa, assunto nos quais eu insisti há tantos anos.

 

Em primeiro lugar, é preciso que haja um prazo não longo para a conclusão da proposta do novo estatuto social. E que essa “estatuinte” não seja composta apenas pelas Confederações. Setores diversos da sociedade devem participar dessa discussão, sobretudo clubes formadores, o Comitê Brasileiro de Clubes, atletas, técnicos, acadêmicos, advogados, estudiosos do tema olímpico, entre outros.

 

Sou da opinião que o novo Colégio Eleitoral que comporá a nova Assembleia Geral do COB deverá incluir os clubes formadores, o Comitê Brasileiro de Clubes, Confederação Brasileira de Desporto Universitário, Confederação Brasileira de Desporto Escolar, atletas e técnicos. Sobre atletas e técnicos, é importante estudar qual a modo mais adequado de fazê-los participar. Isso será matéria de discussão da “Estatuinte”.

 

Que o COB seja o exemplo, a reserva moral do esporte.

 

É momento de celebrar o fim da era Nuzman e seus asseclas e atuar com firmeza para que mudanças boas efetivamente aconteçam.

Hoje a Justiça Federal do Rio de Janeiro, em mais uma medida acertada, determinou que o Comitê Olímpico do Brasil (COB), entregue, em 24 horas, todos os e-mails da Sra. Maria Celeste de Lourdes Campos, secretária do ex presidente, Carlos Arthur Nuzman. Campos confirmou em depoimento que Nuzman e seu staff reuniam-se com membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) em quartos de hotel que já antes da votação que escolheu o Rio para sede Olímpica, Diack já pressionava o COB para fazer pagamentos.

 

Além de Maria Celeste, outras pessoas podem ter muito a dizer e a colaborar, que sempre trabalharam muito próximos a Nuzman e Leonardo Gryner , incluindo, mas não se limitando à área financeira e administrativa. São elas:

 

Carlos Roberto Osório,
– Bernard Rajzman,
– Sergio Lobo,
– Marcus Vinícius Freire,
Cristiane Paquelet,
– Edson Menezes,
– Alexandre Abeid, e
– Sidney Levy.

Atualizando o post: Claro que Ary Graça também faz parte dessa lista.

 

 

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Guilherme Murray – II Jogos Sumericanos da Juventude.

Fotografia by João Paulo Forman Murray

Hoje pouco antes das duas horas da tarde, da prisão, Carlos Nuzman fez chegar à cúpula do COB sua carta de pedido de licença da presidência da entidade. Isso é uma estratégia jurídica de sua defesa que alegará que, não estando mais no exercício do cargo, não terá como destruir provas, o que não justifica a manutenção de medidas cautelares contra ele.

Esse pedido de licença também é o prenúncio de uma renúncia, que provelmente virá até quarta-feira, quando as Confederações se reunirão em assembleia geral extraordinária. O próprio estatuto do COB nao admite que um membro suspenso pelo COI exerça cargo na entidade. Com a renúncia, o COI deverá ratificar o banimento de Nuzman do Movimento Olímpico e jogar a pá de cal na sua carreira esportiva. Banido do esporte, isso signaficará que nunca mais veremos Nuzman no mundo do esporte, independentemente do destino que a Justiça brasileira venha a lhe dar. Sequer entrar em instalações esportivas  Nuzman poderá fazê-lo.

Defendo que na assembleia geral de quarta-feira, toda diretoria executiva do COB deveria pedir demissão. É necessário que Paulo Wanderley tenha plenas condições de exercer com tranquilidade esse importante período de transição, sem qualquer nesga de influência de Nuzman.

Bernard Rajzman,  que foi parar no COI por recomendação de  Nuzman e como seu homem de confiança também deveria sair. O mesmo deveria ocorrer com todos os árbitos brasileiros do Tribunal Arbitral do Esporte, na Suíça, nomeados por indicação de Nuzman. Se Nuzman estiver banido do esporte, seus tentáculos também deverão estar longe de quaisquer funções. Afinal, reza a lei que o assessório segue o principal.

Quanto às Confederações, está é a hora de ver quem é quem. Nuzman é consequência de um arcabouço jurídico antiquado. É necessário alterar o estatuto do COB. É necessário agir com rapidez para que, modernizado. arejado, não corramos, nunca mais, o risco de surgirem novos Nuzmans no esporte brasileiro. Tirar Nuzman é relevante. Mas não basta. Devem sair as pessoas intimamente ligadas a ele. Deve ser modificado o sistema jurídico e administrativo do esporte. Se as Confederações não agirem com vigor, a sucessão no COB seguirá a mesma linha que seguiu a CBF. Vamos ficar muito atentos ao que cada Confederação fará.

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