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Tercerizar A Fiscalização.

janeiro 31, 2013

Além do sofrimento das famílias vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, elas ainda terão de enfrentar longos processos judiciais. À parte das responsabilidades criminais dos donos do estabelecimento, dos integrantes da banda e de quem mais for apurada, existe a responsabilidade civil. Todos aqueles que, por ação, ou omissão, forem comprovadamente agentes causadores dos prejuízos sofridos pelas vítimas estão obrigados a indenizar. Evidente que a empresa, seus sócios e a banda de música têm responsabilidade civil sobre o fato. Entendo que o Estado também é responsável e deveria integrar o polo passivo das ações judiciais que serão promovidas pelas vítimas que sobreviveram e pelos familiares daqueles que morreram.

A Prefeitura de Santa Maria e o Estado do Rio Grande do Sul foram ineptos, omissos e falharam no seu dever de fiscalizar, ao permitir que essa boate Kiss funcionasse normalmente sem condições mínimas de segurança. Daí a responsabilidade civil de ambos. Essa falha brutal dos entes estatais leva a uma reflexão. Sabemos que o Estado no Brasil, em regra, é ineficiente. Não cumpre minimamente com seus deveres. A falta de fiscalização de estabelecimentos é apenas mais uma área de atuação em que o aparato estatal é péssima. Os processos de fiscalização de estabelecimentos são ineficientes e, às vezes, corruptos. Isso expõe a sociedade a riscos que poderiam ser evitados.

Fala-se muito nos dias de hoje em Parcerias Público Privadas para construção de estradas, aeroportos, portos, hospitais, presídios, escolas etc. Por que não terceirizar ao setor privado também o dever de fiscalizar? Foi o que comentou comigo ontem meu amigo advogado e professor da Fundação Getúlio Vargas, Alexandre Motonaga. O poder público estabelece as leis e regras de segurança a serem observadas pelos estabelecimentos. E contrata, por licitação pública, empresas privadas da área de segurança e gerenciamento de riscos para fiscalizar. No caso de falha, omissão, essas empresas privadas também teriam responsabilidade civil e patrimônio para indenizar aqueles que sofressem prejuízos. Seriam escolhidas para fiscalizar empresas com capacitação técnica e patrimônio comprovados.

Acho que essa medida tornaria a fiscalização mais efetiva, eficaz e com menos corrupção.

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Obrigado por tudo, Coaracy….
Publicado em 28 de janeiro de 2013 por rcordani
O ano era 1984 e a politica da natação brasileira estava em polvorosa. As eleições para a presidencia da CBN (posteriormente CBDA) estavam para acontecer, e o candidato favorito Ruben Márcio Dinard representava o continuísmo, sendo nada mais nada menos do que o FILHO do então presidente Ruben Dinard, que por sua vez estava completando 25 anos de direção da natação brasileira. Vinte e cinco anos! Mas pelo menos havia um candidato de oposição, na pessoa do Coaracy Nunes Filho. O Jornal Aquática entrevistou profunda e democraticamente os dois candidatos, e deu um editorial francamente favorável à renovação proposta por Coaracy.  Pinço um trecho do editorial escrito por Guilherme de Lamare:

“Objetivamente, estamos presenciando uma disputa entre o continuísmo e a renovação, e por mais que o primeiro (RMD) tenha espírito inovador, jamais terá tamanha fome de mudança quanto o segundo (CNF). E uma mudança profunda é o que mais nos interessa no momento, pois temos pressa na modernização, ainda que os resultados não sejam imediatos.”

O próprio Coaracy durante a entrevista pronunciou essas belas palavras: “Não é uma reação pessoal ao Dr. Dinard, cujos méritos reconheço nesses 25 anos em que dirigiu os esportes aquáticos brasileiros, mas uma reação a essa situação desoladora que esses esportes encontram-se, pois entendo que é hora de mudar para melhor, para dar mais esperanças aos nossos atletas.“

Relendo a entrevista, não pude deixar de reconhecer o valor político e a força dessas palavras. Não obstante, Coaracy perdeu essas eleições, e só foi vencê-las três anos depois para finalmente se tornar o presidente da CBDA.

Belas palavras do nobre candidato em 1984.

De minha parte, não é hipocrisia nem exagero dizer que tenho muito carinho pela pessoa do Coaracy.  Em TODOS os quatro momentos-chave da minha semi-peba carreira de nadador ele estava lá. Mandou uma carta quando venci o meu primeiro (e único) brasileiro. Estava no pódium das minhas duas medalhas de TB (aqui e aqui) e também na minha única medalha de Finkel. Coaracy mostrou para nós atletas que um dirigente não precisava ficar de cartola no camarote, ele efetivamente ficava na beira da piscina, torcia, vibrava. Manjava de natação. A natação brasileira conquistou na sua gestão nove  medalhas olímpicas, contra três do período Rubem Dinard (o pai), e muito, mas muito mais finais olímpicas. Temos dois recordes mundiais de longa vigentes! O pólo aquático não evoluiu muito, mas o nado sincronizado e os saltos ornamentais apresentaram sensível melhora nesses últimos 25 anos. Acho que todos que conviveram na natação competitiva concordam comigo que “vibração” era sinônimo de Coaracy Nunes Filho.

Cartinha que recebi do Coaracy em 1987 e que, na época, me deixou bem contente e motivado!

Então eu e a natação brasileira temos muito a agradecer!

Obrigado Coaracy.

Corta para 2013. A situação da natação brasileira hoje não é boa.

Somos o país campeão mundial do doping no ano passado. Corremos sério risco de sermos cortados de competições internacionais.
Falta de transparência e critérios em todas as ações executivas e financeiras realizadas pela CBDA.
Há cada vez menos atletas nos brasileiros infantis, juvenis e juniores.
Muito dinheiro é recebido de patrocínio estatal, e grande parte desse dinheiro vai para os atletas já consagrados, com pouco investimento na base.
As piscinas estão em frangalhos (aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), com as notáveis exceções que confirmam a regra.
Os critérios para convocações das seleções são jurássicos. Por que não fazer diferente?
A natação feminina patina.
Os atletas brasileiros preguiçosamente se concentram em provas curtas e, pior, em provas curtas não olímpicas!
Mesmo com esse cenário, por que não surgem ao menos candidaturas de oposição? Por que é muito difícil (para não dizer impossível) conseguir sequer se candidatar ao cargo. Maiores detalhes sobre essa dificuldade aqui.
Diante do exposto, gostaria de parafrasear  as belas palavras do então candidato de oposição em 1984, Coaracy Nunes Filho, e repeti-las em alto e bom som, naturalmente com uma única alteração:

“Não é uma reação pessoal ao Dr. Dinard Coaracy, cujos méritos reconheço nesses 25 anos em que dirigiu os esportes aquáticos brasileiros, mas uma reação a essa situação desoladora que esses esportes encontram-se, pois entendo que é hora de mudar para melhor, para dar mais esperanças aos nossos atletas.“

Em outras palavras: obrigado por tudo, Dr. Coaracy.

Esse post foi publicado em Natação, Olimpíadas e marcado CBDA, CBN, Coaracy Nunes Filho, continuísmo, Guilherme de Lamare, Jornal Aquática, Ruben Dinard, Ruben Marcio Dinard por rcordani. Guardar link permanente.

Sobre rcordani

Ex nadador, atualmente geofísico e nadador master peba.
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Mesmo com o título olímpico, o ginasta Arthur Zanetti não tem a tranquilidade que deveria ter para seguir treinando e manter-se no topo. Hoje o UOL traz a notícia de que até o momento a Confederação Brasileira de Ginástica não procurou seu treinador para renovar o contrato, que expirou em dezembro.

Com isso, Zanetti ameaça deixar a seleção nacional, caso seu técnico seja preterido pela Confederação.

Impressionante como para obter sucesso, os atletas ainda encontram nos seus dirigentes obstáculos difíceis a serem transpostos. Zanetti ainda reclama da falta de condições adequadas no ginásio em que treina.

Um campeão olímpico deveria estar cercado de todos os cuidados e atenções, para que nada lhe faltasse, a exemplo do que ocorre nos países desenvolvidos, que dão importância ao esporte. Notem que, apesar dos milhões de dinheiro público que são injetados no esporte olímpico, até mesmo os grandes campeões têm dificuldades básicas para serem vencidas.

Mais uma vez vem a pergunta: aonde tanto dinheiro vai parar?

É triste, mas é verdade. O melhor que Arthur Zanetti e seu técnico teriam a fazer seria ir embora do Brasil, viver em algum lugar aonde pudessem encontrar excelentes condições de treinamento e concentrados em manter o bom trabalho que vêm fazendo. Viriam ao Brasil apenas para competir e para o estritamente necessário.

Não acho que seria difícil encontrar um importante centro de treinamento de ginástica olímpica que quisesse acolher a dupla campeã olímpica.

22/01/2013 – 06h10
Consultor acusa COB de calote milionário
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FILIPE COUTINHO
LEANDRO COLON
DE BRASÍLIA

O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) está no centro de uma briga milionária de bastidores do mercado mundial olímpico sob a suspeita de não pagar uma dívida da candidatura dos Jogos do Rio.

Vamos esperar o COB se manifestar, diz ministro sobre suspeita de calote
Comitê afirma que contrato foi ‘integralmente cumprido’
Um dos mais renomados consultores internacionais sobre Olimpíada, o australiano Craig McLatchey acusou o COB, em entrevista à Folha, de não pagar uma comissão, que, inicialmente, era de US$ 1 milhão e passou para US$ 800 mil (cerca de R$ 1,6 milhão na cotação atual).

O valor é referente a uma taxa de sucesso, acertada por escrito entre as partes caso o Rio fosse escolhido como sede da Olimpíada de 2016.

“O COB tem se recusado a cumprir as suas obrigações no âmbito do Memorando de Entendimento com a EKS, que inclui, entre outras condições, uma taxa de sucesso se o Rio fosse escolhido. Essa taxa não foi paga”, afirma.

O comitê, por sua vez, nega qualquer dívida. O caso pode parar na Justiça.

Em 2007, quando o COB anunciou a candidatura do Rio, o comitê, presidido por Carlos Arthur Nuzman há 17 anos, fez um acordo, por escrito, de cifras milionárias com a consultoria EKS.

A empresa é sediada na Suíça e comandada por McLatchey, consultor ligado aos Jogos Olímpicos de Sydney, realizados em 2000, e que atualmente trabalha na candidatura de Istambul (Turquia) para sediar o evento em 2020.

No Rio, a tarefa de McLatchey era organizar os preparativos e orientar o COB sobre como convencer o COI (Comitê Olímpico Internacional) a escolher a cidade, que já havia perdido disputa anterior, para os Jogos de 2012.

Em troca da consultoria, a EKS deveria receber US$ 4,8 milhões (quase R$ 10 milhões), além de US$ 1 milhão (R$ 2 milhões) como bônus caso o Rio fosse escolhido, segundo o acordo de 2007.

“A EKS fez um acordo global com o COB e forneceu serviços substanciais ao longo de vários anos, que foram de fundamental importância para o sucesso da candidatura do Rio”, diz o consultor.

Após esse acordo, o governo federal decidiu bancar os preparativos da candidatura do Rio, firmando diversos convênios com o COB, um deles, em 2008, específico para pagar a consultoria da EKS, contratada sem licitação pelo comitê brasileiro.

O COB fez então novo contrato com a EKS para transferir R$ 11 milhões, algo próximo aos US$ 4,8 milhões do primeiro acerto. No entanto excluiu a taxa de sucesso.

Essa taxa não entrou no segundo acordo porque o Ministério do Esporte não arca com esse tipo de despesa.

Após o Rio ser escolhido a sede, o comitê brasileiro quis só manter o valor repassado pelo governo, sem honrar a taxa de sucesso, afirma o consultor internacional.

Houve então uma negociação para baixar a taxa de US$ 1 milhão para US$ 800 mil. Mesmo assim, McLatchey diz que nada foi pago.

Em 2012, como a Folha revelou em setembro, o governo federal fez um novo pagamento para o COB repassar à EKS. A justificativa era que, durante o convênio em 2008 e 2009, houve uma forte desvalorização cambial.

Assim, a EKS recebeu mais R$ 2 milhões, com dinheiro público. Esse valor, por coincidência, é similar à taxa de sucesso que a EKS cobra como dívida do COB.

Fórum Olímpico de Portugal Protesta Contra a Atitude Ridícula do Cob.

Cevnautas,
  Em 2010 foi a proposta da queima do livro da Dra. Kátia Rúbio porque usava o termo “olímpico”, como vimos nos protestos postados em muitas comunidades do CEV, entre eles o da Comunidade Esporte Escolar: http://cev.org.br/comunidade/esporte-escolar/debate/o-comite-olimpico-brasileiro-esta-tentando-censurar-o-livro-publicado-professora-katia-rubio/
O COB volta agora a atacar, merecendo repúdio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, da Academia Brasileira de Ciências e do Fórum Olímpico de Portugal. Até quando o COB vai ser a sigla para Comitê Olímpico do Bananão? Laercio
De: Gustavo Pires
Caro Laércio:
O Fórum Olímpico de Portugal tomou posição sobre a incrível proibição do uso da palavra Olimpíada. Pode ver em: http://forumolimpico.org/
Saudações…
A Incrível Proibição do Uso da Palavra Olimpíada

Há muito que se esperava um ataque do Comité Olímpico Brasileiro (COB) ao uso dos símbolos e do emblema olímpicos. O mesmo já aconteceu em Londres em situações bem ridículas que só fazem com que as pessoas olhem para o Comité Olímpico Internacional (COI) com desconfiança e até desprezo. Em Portugal, também o Comité Olímpico de Portugal quis impedir a existência deste Fórum Olímpico sem o conseguir. Os Tribunais portugueses não o permitiram. Entretanto, o Governo português, num excesso de zelo e exorbitando a sua própria vocação, fez publicar um diploma legal, o Decreto-Lei n.º 155/2012 de 18 de julho, que ficará certamente para a história do desporto como a peça mais estrambólica do direito desportivo português.

Mas voltando ao Brasil, já no passado o COB quis impedir a publicação de um livro infantil acerca do Movimento Olímpico e dos Jogos Olímpicos escrito por Kátia Rúbio, uma académica da Universidade de São Paulo. Dizem aqueles que acompanharam o processo de perto que Jacques Rogge, ao aperceber-se do que se estava a passar, deu um “puxão de orelhas a Nuzman mandando-o estar quieto.

Agora, Carlos Nuzman, uma figura pouco querida dos brasileiros que se interessam pelas questões do Olimpismo e não só, voltou à carga a fim de impedir a utilização da palavra Olimpíada no nome da competição “Olimpíada Nacional em História do Brasil”!

Desta vez, quer-nos parecer que Nuzman mediu mal a jogada pelo que está metido numa situação sem saída. Quer dizer, se tiver alguma saída deve ser a saída dele do COB e do COI porque gente deste calibre está a mais no Movimento Olímpico que é de todos nós.

Agora, Nuzman meteu-se com a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) uma das universidades mais prestigiadas do Brasil, com uma projeção a todos os títulos notável a nível internacional. Meteu-se com uma sociedade científica que se limita a fazer aquilo que inúmeras sociedades científicas fazem por esse mundo fora. Meteu-se, também, de uma forma pouco inteligente, com o povo brasileiro que não vai certamente aceitar que alguém, a fim de mercantilizar ainda mais os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, queira fazê-lo à custa de um apagão da ciência, do conhecimento e da cultura. E Nuzman, ao meter-se com o povo brasileiro, estamos em crer, está-se também a meter com a Presidente  Dilma Vana Rousseff que lhe deve dar um puxão de orelhas e mandá-lo para casa.

Nenhuma pessoa ou organização sejam elam quais forem se podem arvorar do direito de serem proprietárias das palavras de uma determinada língua. O Sr. Nuzman não é proprietário da língua portuguesa. Os proprietários da língua portuguesa são os seus mais de 700 milhões de falantes.

Claro que somos pela defesa do emblema e dos símbolos olímpicos. Mas não desta maneira baixa, pouco culta e nada inteligente.

A defesa dos símbolos e do emblema olímpicos, não se faz com ameaças, polícias e tribunais. A defesa dos símbolos e do emblema olímpico faz-se a partir da escola, com educação e com cultura. E, sobretudo, com produção de conhecimento que é coisa que este tipo de cartolas abomina.

Há gente que está a mais no mundo do Olimpismo. Artur Nuzman é, certamente, uma delas.

Entretanto, a  Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) deu-se ao trabalho de escrever uma carta a Nuzman, carta que já circula por todo o mundo de língua portuguesa e que devia ser traduzida para inglês para entrar nas redes internacionais. Reza assim:

    Ilustríssimo Senhor
    CARLOS ARTHUR NUZMAN
    Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB)

    Senhor Presidente,

    A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), entidade civil, sem fins lucrativos nem cor político-partidária, que atua em defesa do avanço científico e tecnológico do Brasil e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), receberam com espanto e indignação a informação de que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) notificou extra-judicialmente a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) pelo uso supostamente indevido da palavra “olimpíada”, no nome da competição que organiza, a Olimpíada Nacional em História do Brasil.

    Ninguém ignora a importância dessas competições científicas – no país já existem 18 delas – para a divulgação da ciência e o aumento do interesse dos jovens pelas atividades científicas, o que é fundamental para o desenvolvimento tecnológico de qualquer nação e o bem estar econômico e social de sua população.

    Sem esquecer que jovens que vencem as olimpíadas nacionais depois vão participar de competições internacionais. E muitos deles têm se destacado, contribuindo para divulgar o nome do Brasil e da ciência e educação do país. É o caso, por exemplo, do jovem Matheus Camacho, de 14 anos, aluno de uma escola de São Paulo, que acaba de conquistar em Teerã, uma medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Ciências, concorrendo com estudantes de 28 países.

    Por isso, a proibição do uso da palavra “olimpíadas” para designar competições científicas é uma situação que se configura mais despropositada ainda, quando se sabe que a palavra é empregada mundialmente para designar competições científicas, tais como International Mathematical Olympiad, Math Olympids for Elementray and Midde Schools, The British Mathematical Olympiad Sibtrust, Science Olympiad, entre muitas outras.

    Assim, a SBPC e a ABC não concordam com a decisão do  COB de ter a exclusividade do uso da palavra “olimpíada”, pois significará um retrocesso trazendo em prejuízo a todas as tradicionais olimpíadas educacionais (matemática, ciências, língua portuguesa, química, astronomia entre outras) que se realizam no Brasil há anos.              

    Sempre prontas a defender a ciência e a educação brasileira, a SBPC e a ABC subscrevem,

    Atenciosamente,

    Helena B. Nader
    Presidente da SBPC

O filho termina o segundo grau e não tem vontade de fazer uma faculdade.A realidade Brasileira.

 

 

O pai, meio mão de ferro, dá um apertão:

 

– Ahh, não quer estudar? Bem, perfeito. Vadio dentro de casa eu não mantenho, então vai trabalhar…

O velho, que tem muitos amigos, fala com um deles, que fala com outro até que ele consegue uma audiência com um político que foi seu colega lá na época de muito tempo atrás:

– Rodriguez!!!! Meu velho amigo!!! Tu te lembra do meu filho? Pois é, terminou o segundo grau e anda meio à toa, não quer estudar. Será que tu não consegue nada pro rapaz não ficar em casa vagabundando?

 

Aos 3 dias, Rodriguez liga:

 

– Zé, já tenho. Assessor na Comissão de Saúde no Congresso, R$ 13.700,00 por mês, prá começar.

– Tu tá loco!!!!! O guri recém terminou o colégio, não vai querer estudar mais, consegue algo mais abaixo…

 

Dois dias depois:

– Zé, secretário de um deputado, salário modesto, R$ 9.800,00, tá bom assim?

– Nãooooo, Rodriguez, algo com um salário menor, eu quero que o guri tenha vontade de estudar depois….Consegue outra coisa.

– Zé, não sei se ele vai aceitar, mas tem um de assessor da câmara, que é só de R$.6.500,00…

– Não, não ainda é muito, aí que ele não estuda mais mesmo..

– Olha Zé, a única coisa que eu posso conseguir é um carguinho de ajudante de arquivo, alguma coisa de informática, mas aí o salário é uma merreca, R$ 3.800,00 por mês e nada mais….

– Rodriguez, isso não, por favor, alguma coisa de  600,00 a 1200 ,00 no máximo.

– Isso é impossível Zé!

– Mas, por quê?

 

– PORQUE com este salário aí eu só tenho vaga pra professor  ou Médico , e aí precisa de CURSO SUPERIOR, MESTRADO, DOUTORADO … aí é difícil porque precisa passar em concurso!

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Barbara Gancia

Cadê o espírito esportivo do COB?

O fato de o comitê não ver o uso da palavra como homenagem já deveria cheirar a mercantilismo

O sr. Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olím pico brasuca, merece uma medalha. Não bastasse a evolução ocorrida no panorama esportivo nacional ao longo do seu breve mandato (o que são duas decadazinhas no poder, afinal?), ele ainda poder se jactar de uma edição im pecável dos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007.

Não é à toa a enor me pressão para vê-lo sair candida to a presidente do país, não? Ué, ninguém nunca pressionou para que ele virasse o Romney tapuia? Como assim?

Das piscinas do Complexo Aquá tico Maria Lenk, como bem sabe mos, desfrutam todas as crianças provenientes das comunidades pa cificadas. Passamos a produzir campeões olímpicos aos borbo tões, a mudança a partir do Pan do Rio foi notável. E a pulverização do autódromo de Jacarepaguá, patri mônio do esporte nacional, é outra medida merecedora de loas.

Pois esta magnífica entidade, que não viu as contas do Pan carioca de 2007 aprovadas pelo TCU até hoje e vive cercada por denúncias, resol veu nos agradar de novo.

O COB está tomando medidas judiciais -veja que beleza!- para prevenir que universidades e associa ções de pesquisa usem a palavra “o limpíada” em suas competições educacionais -como Olimpíada de Matemática ou de História. Alega o Comitê Olímpico Brasileiro que o uso das palavras “olimpíada” e “jo gos olímpicos” é privativo” seu.

Do latim “olimpiade” e do grego “olimpiados”, genitivo de olímpias, o termo era usado pelos gregos como indicador de unidade de tempo. Foi revertido ao uso moderno em 1896 pelo amigo Coubertin.

Ser olímpico, por outro lado, significa pertencer ao Olimpo, ser um deus grego ou, de novo, quando re vertido ao uso moderno, ser al guém que compete em Olimpíadas. Há ainda outros três ou quatro usos e formas, uma ligada ao Monte Olimpos da província de Elis e ou tra ao Monte Olimpos da Tessalô nica. Mas, calma, o objetivo aqui não é causar um ataque de narco lépsia para provar o meu ponto.

O COB justifica sua atitude gulosa alegando que a exclusividade do uso do termo “olimpíada” tem um “caráter educativo” para não “vin culá-lo a questões comerciais”.

O mero fato de o comitê não en xergar no uso da palavra por enti dades educativas uma homenagem ou tentativa de emular o espírito olímpico, que deveria ser jogar lim po e não meter dinheiro no meio da história, já deveria cheirar a mer cantilismo arregaçado.

Quem é que está tentando garan tir todas as vantagens para si da for ma mais ganaciosa possível? Onde estão a camaradagem, a tolerância, a ética, a nobreza que o esporte re quer e todas as qualidades mais ca ras à formação do indivíduo? Cadê a parte educativa nesse gesto grosseiro e tão típico da perda de valores dos tempos atuais que está sendo perpetrado pelo COB?

Ou será que… Peraí… Será que es tamos diante de um novo “Corte de cabelo do Ronaldo”?

Na Copa do Japão, para desviar o foco do seu desempenho, Ronalducho apareceu em campo com um novo corte de cabelo, e todas as lentes e flashes se concentraram no seu cocuruto. A partir daquele momento, ninguém mais falava de jo go, só do corte “Cascão” do Ronaldo. Objetivo alcançado.

Se for essa a manobra que o COB está tentando (não duvido de mais nada) ao querer se apropriar da pa lavra “olimpíada”, eu também exijo tomar posse de alguns termos. Quero para mim, desde já “orça mento quadruplicado”, “equipa mentos inutilizados” e “denúncias de superfaturamento”. Bora alugar a orelha do juiz!

barbara@uol.com.br

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/89185-cade-o-espirito-esportivo-do-cob.shtml

Publicado na Folha de São Paulo, 18/01/2013.

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