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Raramente escrevo sobre futebol. Mas quero comentar o que se passou com o Palmeiras, que demitiu o treinador Muricy Ramalho. Não fosse o presidente do clube o Professor Beluzzo, a demissão do técnico após alguns resultados maus seria natural. É assim que sempre agiu a cartolagem. É mais fácil, cômodo, despejar nas costas do treinador a conta do fracasso, como se os diretores e os jogadores (que são os que entram em campo) estivessem incólumes diante dos tropeços da equipe. Quando o Professor Beluzzo assumiu a presidência do Palmeiras, achei que se iniciava uma fase diferente não apenas no Palmeiras, mas que poderia surtir efeitos positivos no futebol. A não ser que haja algum motivo muito forte o qual não tenhamos conhecimento, a demissão de Muricy Ramalho apenas ratifica a manutenção da política mesquinha que sempre prevaleceu no futebol brasileiro. Tira-se o técnico e pronto, os problemas estarão resolvidos. Mentira. Ilusão. Qualquer profissional precisa de tempo para trabalhar. Sete meses é quase nada para avaliar-se a performance de qualquer treinador, principalmente alguém que tem o portfólio do Muricy. Todos sabem, é visível, que os problemas do Palmeiras não residem na figura do Muricy.

Algumas atitudes do Professor Beluzzo não me parecem apropriadas. Presidente de clube que assiste jogo da arquibancada, ao lado de torcedores organizados e que brada gritos de guerra que podem incitar a violência, contra equipes adversárias em ambientes públicos, deveriam rever seus conceitos. Que a passagem do Professor Beluzzo pela presidência do Palmeiras não seja mais um exemplo de desmoralização da honestidade.

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Olympic Bosses try to ban Katias book

by Andrew Jennings

Wednesday February 10, 2010

As Canadians wake up to the staggering costs of this months Vancouver Olympics the organisers of the 2016 games in Rio are trying to suppress criticism at home.

Brazils national Olympic committee has threatened Sao Paulo University professor Katia Rubio, who teaches sport psychology and Olympic studies, with criminal prosecution and ordered her to destroy all copies of her controversial new book Sport, Education and Olympic Values.

Leading the charge against her is up and coming IOC member Carlos Nuzman, president of the Brazilian committee. He led the successful bid for 2016 and now chairs the organising committee.

Nuzmans committee are using the excuse that the word Olympic in her book title belongs to them and she hasnt bought a licence to use it. Said a shocked professor Rubio, I study Olympic ideas, how come I cannot use the word? Our Brazilian Constitution guarantees freedom of speech and the press. This is a clear attempt to intimidate me.

Im not using the word Olympic for commercial reasons, to sell merchandise. The word is used as a topic of scientific study to which I and many others have dedicated their professional lives. And I didnt use rings. I used medals on the cover illustration.

Yet they insist that the words ‘Olympic’, ‘Olympics’, ‘Olympiad’, ‘Olympic Games’ and its variants are the exclusive property of the Brazilian Olympic Committee in Brazil.

My book is written for school children because I believe that Olympic values contribute to history, education, society and a culture of peace.

Many of her supporters believe that Professor Rubio is under attack because she is not afraid to tackle environmental issues, multiculturalism and doping.

Her lawyer Alberto Murray said, Katia has always been an independent thinker and never took money from the Brazilian Olympic committee to fund her research.

He added, Carlos Nuzman and his gang are trying to control any publication about Olimpism. This is scary, it is not so long ago that Brazil was under a military dictatorship and the universities were silenced.

Journalists and scholars world-wide have protested to the Brazilian Olympic Committee about their heavy-handed actions. This week the BNOC capitulated and withdrew the threat to criminalise the professor.

But Katia warned, They want to go back to the time of the Inquisition where only the initiated could be part of the mysteries and books could be purged in the flames. We should not forget they chose which books were allowed.

As Martin Luther King said, “I have a dream” – and I will continue to have it, regardless of the action of the Brazilian Olympic Committee. My dream is still linked to the country that I love and the country I wish to live in and how sport can contribute to this.

Publishing is the duty of researchers, especially from the humanities, and this is one of many that I want to publish on the Olympic theme.

I have a book forthcoming on Brazils Olympic Women. What do I do about it? Name the unnamable or do I let them trample the flowers of my garden as in Eduardo Alves da Costas poetic tribute to Mayakovsky?

“The first night they approach and pick a flower from our garden and not say anything.

The second night, no longer hidden: step on the flowers, kill our dog and do not say anything.


Until one day the most fragile of them entered alone in our house robs us the moon and, knowing our fear,

We start the voice of the neck. 
And why not say anything, we can not say anything ”

Brazil has two IOC members. Joao Havelange, the man who looted football for 24 years, has been a member since 1963. He plans his world-wide travels carefully, avoiding touching ground in Switzerland in case the gendarmes invite him to discuss the US$100 million ISL bribes scandal.

In his shadow is Carlos Nuzman who joined the ranks of the elite competitors for the four-yearly lobster-guzzling record back in 2000. Hes a lawyer in the property business.

They are currently enjoying an extravagant lifestyle in Vancouver. When theyve recovered theyll be heading off to Singapore for their first Youth Olympics this summer. You can understand why they dont want the teenagers reading Professor Rubios potentially subversive book. They might start comparing their modest accommodation with the holiday home of the Guardians of the Olympic Ideal.

The 5,000 athletes will be housed on the campus of Nanyang Technological University in what the organisers describe as comfortable, but not lavish accommodation.

The IOC has reserved the 32-story Singapore Ritz-Carlton for their exclusive use. It boasts hosting the rich and elite, is the Best Hotel in Asia and was used to launch the new Mercedes S-Class gas guzzlers in Asia.

The Ritz-Carlton boasts of its gigantic marble bathrooms giving guests panoramic views across Singapore while entertaining hand-picked guests.

Send your comments to Professor Robio via us

And you can write directly to the Brazilian NOC.

Image of Katia Rubio's new book cover

The book they want to ban

Photo of Katia Rubio

Kátia Rubio: Fighting back

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The Legal Threat

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Kátias lawyer volleys back

Photo of Katia Rubio laughing

Katia wins!

Photo of Carlos Nuzman

Ive got the Games!

Photo of the Athletes Village

Athletes village: comfortable, but not lavish

O BNDES declarou à imprensa que não pretende construir no Brasil outro Estádio do Engenhão. Isso siginfica que o BNDES não quer por dinheiro em “elefantes brancos” subutilizados que, depois, são entregues ao setor privado a preço de banana e não se prestam à função de massificar o esporte (imaginem se houvesse ali um projeto voltado para o desenvolvimento do atletismo, como há na pista do Ibiraupera, em São Paulo. Aquela pista foi construída para generalizar o esporte e para servir à competições de alto rendimento!). Também entendo que o Banco não quer ouvir falar em atrasos de cronograma e super faturamento que, como todos sabem, foi o que ocorreu na construção daquela praça esportiva. Ótimas afirmações do BNDES. Vamos ver se na prática esse desejo tornar-se-á realidade.

Curioso é, entretanto, que toda campanha da CBF foi de que a Copa do Mundo no Brasil seria da iniciativa privada. Que não haveria dinheiro público. Eu sempre duvidei disso. Mas de todas as formas foi um ponto crucial da campanha. Foi o que nos venderam. O que se vê agora é que quase 100% da infra estrutura da Copa sairá dos nossos bolsos.

Difícil será fazer com que, passado o evento esportivo, a sanha do “Engenhão” não esteja espalhada pelo País inteiro.

Vamos ver. E sempre controlando e fiscalizando essa gente.

Por katiarubio

Apesar de você amanhã há de ser outro dia (Chico Buarque)

Começo agradecendo ao Laércio e ao Alê por me ensinarem os caminhos das pedras para montar esse blog. Confesso minha ignorância com as linguagens digitais. Diria um bom behaviorista que fui modelada em esquema de reforçamento intermitente nas linguagens analógicas e fazer a transposição não é nada fácil.

 Esse blog nasce por causa de uma demanda específica: a acão que o COB move contra mim por causa do livro Esporte, educação e valores olímpicos e pela necessidade de socialização de todas as informações que essa situação desencadeou. Recebi muitos apoios de pessoas e instituições brasileiras e desses cantos todos pelos quais ando em congressos, conferências, foruns, simpósios e seminários. E posso dizer uma coisa de coração: solidariedade não ocorre apenas quando milhares morrem, vítimas de enchentes ou terremotos. A injustiça não natural também é capaz de desencadear atitudes altruístas de colegas e desconhecidos.

Vejo que o legado de toda essa situação é ficar com um espaço aberto de dicussão, indagação sobre coisas indignas, questionamentos, acolhimentos de perplexidades e, por que não, de manifestação de desejos que, como dizem, de tanto serem afirmados acabam por se tornar realidade.

O objeto da ação que o COB move contra mim é um livro, objeto precioso em uma sociedade marcada pelo analfabetismo funcional, pelas desigualdades sociais, pelo crimes ambientais e que, (acreditem!) fazem parte da agenda de discussões do Movimento Olímpico. Não temam!!!! Eu continuarei a fazer uso dessa palavra, seja ela proibida ou não. Uma vez que já não questionamos mais a realização dos Jogos Olímpicos no Brasil agora é hora de perguntarmos como podemos fazer desses Jogos um exercício de cidadania. Isso mesmo, os Jogos são nossos. Cantava Sérgio Ricardo “a praça é do povo como o céu é do condor…” O exercício da cidadania como os Jogos Olímpicos começa com a participação popular apontando aos mandatários o que desejamos ter como legado dos Jogos. Ou fazemos isso, ou esperamos paralisados pelo que apenas nos for concedido. Mas, lembrem-se: tudo que é dado, também pode ser tirado.

Por isso um projeto de educação olímpica. Educação olímpica entendido não apenas como o ensino dos símbolos e das modalidades praticadas nos Jogos, mas principalmente tudo o que esse Movimento gera para a sociedade e o que ele representou para a história. É daqui que partimos. Espero aprender com esse momento e com essa ferramenta novas maneiras de me comunicar e de compartilhar esse bem tão caro a todos que é o conhecimento.

E isso é só o começo.

 Publicado em 5.02.2010. 9 Comentários
Por katiarubio

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