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Palavra de especialista – Atletismo

Muito boa e oportuna a entrevista do repórter Luiz Roberto Magalhães, na edição de hoje do Correio Braziliense, com o técnico Nélio Moura, sobre o momento do atletismo brasileiro.

Treinador de Maurren Maggi e do panamenho Irving Saladino, ambos ouro olímpico no salto em distância, Nélio diz, lá pelas tantas:

“A gente vai para mundiais para ganhar medalhas esporádicas, e sempre em quantidade muito pequenas. É o acaso.”

E o motivo da realidade?

“Se considerarmos que dos 200 milhões de brasileiros, 40 milhões têm condições de fazer esporte, falar só em finais é contentar com muito pouco, sem dúvida. Mas quantas pessoas fazem atletismo no Brasil hoje? Temos 20 mil inscritos na CBAt e talvez mil e poucos sejam ativos. Essa é a nossa população.”

Ou seja, confirma-se a tese de que faltam projetos para massificação.

A entrevista completa está no seguinte endereço: http://www.correiobraziliense.com.br/impresso

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Voltemos alguns anos atrás. A mesma gente que hoje pretende organizar as Olimpiadas de 2.016 na cidade maravilhosa pleitearam e ganharam o direito de sediar os Jogos Pan Americanos de 2.007. O dossie de candidatura entregue ao Comitês Olimpicos da Américas previa uma profunda modificação na estrutura do Rio de Janeiro. Prometia novas avenidas, transporte público de qualidade, construção de novas linhas de metrô, transporte marítimo da zona sul até a Barra, em locais mais próximos das competições esportivas, hospitais da rede pública novos e remodelados, despoluição da Baía da Guanabara, melhoria permanente das condições de segurança urbana e uma série de benefícios que transpareciam que uma Cidade pobre, em um Pais socialmente carente, ganharia alguma coisa ao abrigar aquela a competição continental.

Pois bem, desafio uma viva alma a mostrar-me o que foi efetivamente construído e realizado, dentro daquilo que era um compromisso escrito dos organizadores com o Rio de Janeiro. O dossie, os Jogos Pan Americanos e toda a gente ao seu entorno tornou-se um grande engodo. Não somente não cumpriram com nada daquilo que foi prometido em termos de melhorias para a Cidade, bem como superfaturaram em 1.000 (hum mil por cento) o custo daquele evento, tudo feito com dinheiro público e, no mais das vezes, dando de ombros para as rígidas leis de licitações públicas. Sobraram para o povo do Brasil várias denúncias de irregularidades que estão sendo investigadas pelo Tribunal de Contas da União e pelo Ministério Público Federal. E três alvos elefantes que, pagos com fartura de verba popular, não estao à disposição da população carioca para uso. Os clubes formadores da Cidade, tampouco beneficiaram-se de nada, exceto o Botafogo que acabou levando o Estádio do Engenhão, o qual ninguém (COB e Estado) quis e acabou sendo transferindo ao setor privado a preço de banana.

Se nos Jogos Pan Americanos, tão pequenos, já foram capazes de fazer tudo isso, imaginem qual não seria o tamanho das estrepulias fosse o Rio de Janeiro, ou qualquer outra Cidade brasileira sede de Jogos Olímpicos.

A turma que organiza é memas. Ou alguém acha que de uns anos para cá eles ficaram competentes.

Que ninguém se engane pelo que estão tentando vender ao mundo.

Salve-se o Brasil e a nossa cidadania, não votando no Rio de Janeiro (nem em lugar algum desse País), para sediar olímpiadas. Temos coisas mais importantes para cuidar

Participei nesta semana, de um painel sobre doping esportivo, em um Congresso de Direito Internacional Empresarial.

A inclusão do tema, por si só, no programa científico já demonstra a relevância do tema no mundo do direito corporativo.

Este Congresso reune Advogados renomados de vários Países e, a enorme maioria deles, nunca teve qualquer atividade profissional que se relacione com a ingestão por atletas de substâncias proibidas. Mas é um fato que muitos de seus clientes, com o crescimento da indústria esportiva, são patrocinadores de equipes e atletas. E a questão do doping passou a ser objetivamente tratada nos contratos de patrocínio esportivo.

As empresas investidoras têm exigido em seus contratos cláusulas penais e de indenização na eventualidade de atletas por ela patrocinados serem flagrados nos exames de controle de dopagem.

Uma empresa pode ter sua imagem seriamente abalada ao, de boa fé, patrocinar determinado atleta que venha posteriormente ser flagrado em exames de doping. Por isso, natural que esse atleta deva indenizar a empresa que nele investiu dinheiro e ao qual atrelou sua marca. Esse tipo de provisão deve estar incluídos nos milionários contratos de patrocínio desportivo.

De minha parte, fiz o relato de alguns casos de doping e o entendimento das legislações nacional e internacional sobre o assunto. Eu acho que a questão do doping esportivo deve ter o mesmo tramento jurídico conferido ao tráfico de drogas (mal) ditas sociais. Há uma indústria mundial de substâncias dopantes, com seus tentáculos espalhado em várias jurisdições..

O combate a isso não deve cingir-se ao âmbito do direito desportivo privado, com punições, ainda que severas, que apenas afetam a vida atlética dos culpados. A questão do doping é, hoje, uma questão de Estado e é caso de polícia, devendo haver a cooperação das nações, da Interpol, para coibir essa prática.

Deveria ser criada na legislação brasileira uma tipificação penal específica para penalizar os usuários, intermediários e traficantes de substâncias dopantes no esporte. Como escrevi acima, o doping não é mais questão restrita à Justiça Desportiva.

É caso de polícia.

Por José Cruz

http://blogdocruz.blog.uol.com.br/ 

23/08/2009

Quais as explicações?

      Fora do ranking dos 32 primeiros países do Mundial de Atletismo, as autoridades do esporte nacional precisam repensar, urgentemente, sobre os rumos do setor.

      Principalmente porque, trata-se de um país com pretensões olímpicas, com população numerosa e fartura de recursos humanos e financeiros.

      O ministro do Esporte, Orlando Silva, deveria convocar uma reunião urgente do Conselho Nacional do Esporte para avaliar os planos do esporte, como um todo, e o atletismo e a natação em particular.

      As comissões de Esporte da Câmara dos Deputados e do Senado Federal deveriam suspender as pautas das reuniões da próxima terça-feira e convocar os presidentes das confederações afins e do Comitê Olímpico Brasileiro para explicarem sobre os vexames no atletismo e natação.

      Da mesma forma, a Frente Parlamentar do Esporte, que reúne deputados e senadores para defenderem projetos de leis do esporte, também deveriam investigar sobre os rumos do dinheiro do esporte.

      O Conselho Nacional de Atletas, não o dirigido pelo COB, mas o que tem Lars Grael e Magic Paula como expoentes deveria ser reativado para dar sua contribuição ao esporte nacional.

      O Fórum Nacional de Secretários de Esportes deveria se reunir urgentemente com o mesmo objetivo e indagar se a candidatura olímpica do Rio de Janeiro é, de fato, prioridade esportiva do país.

      O Tribunal de Contas da União deveria apressar a apresentação dos relatórios finais com os gastos do Pan-2007, para que se constate se somos, mesmo, péssimos gestores do dinheiro público.

      Como se observa, não faltam instituições de esporte. Falta, repetimos, um plano de desenvolvimento – para não dizer uma política integrada de governo, separando muito bem o esporte educacional do profissional.

      E dinheiro? Só a Caixa Econômica Federal repassou R$ 64,3 milhões à Confederação Brasileira de Atletismo, nos últimos nove anos. R$ 13,5 milhões só em 2009. E o dinheiro das loterias, via Comitê Olímpico, média de R$ 2,5 milhões anuais? É muito, é pouco?

      Enfim, é preciso explicar essa matemática do fracasso.

Meu Nobre Colega,

Ainda não fui notificado oficialmente da tal denúncia do promotor Doutor Graça, da qual somente tomei conhecimento, porque os simpatizantes da minha causa (que é não é minha, mas do Brasil) enviam-me daí do Rio de Janeiro, graciosamente, cópias de algumas das petições subcritas por V. Sa.

Como já escrevi neste Blog, nunca tinha ouvido falar de V. Sa. até que, por curiosidade, perguntei ao brasileiro que estava ao meu lado no estádio de futebol de Pequin, quem era aquele entusiasmado torcedor do Fluminense que, com uma camisa na mão, bradava o nome do zagueiro Tiago Silva e do Fluminense, incentivando-o a reverter aquele vareio que a seleção “hermana” dava nos nossos “canarinhos.” Foi quando disseram-me, aquele é o “Sérgio Mazzilo, Advogado do Comitê Olímpico Brasileiro e do Nuzman”. Também já mencionei que invejo esses rompantes patrióticos, ufanistas, essas demonstrações públicas de brasilidade. Emocionou-me sua postura em Pequin! Mesmo repleto de trabalho, quero acreditar, o que justificou a sua presença credenciada em Pequin, defendendo nos Tribunais chinêses os integrantes da nossa Delegação, ainda lhe sobrou tempo para assistir ao Jogos. E, mais, torcer entusiasticamente pelos nosso Atletas. Isso não é para qualquer um.

Voltando às vacas frias, ontem recebi de um Jornalista carioca, opositor do sistema olímpico brasileiro (mais um, entre todos), cópia de algumas de suas respeitáveis petições encaminhadas às Delegacia de Prevenção de Crimes na Internet.

Dei uma passada de olhos. Realmente, esse fato provocado por V. Sa., deu muito mais visibilidade à minha (nossa) luta por mudanças profundas no esporte olímpico do País. Não nego a quem me pergunta que devo a V. Sa., em grande parte, a minha repentina fama. Meus quinze minutos de glória que, por sua causa, já duram um pouco mais. Quem talvez não esteja feliz é o promotor Doutor Graça que, pelo que ví em todos os comentários publicados na mídia, só levou cacetada, de todos os lados. Estamos imprimindo as mais de 1.000 charges do Redentor vestindo colete à prova de balas e empunhando armas, existentes no Brasil e no exterior, para enviar ao Doutor da Graça. Assim, trabalho não lhe faltará.

Além do direito que cada um tem de espernear, bater o pé, ranger os dentes, piscar freneticamente, chacoalhar a cabeça, está também o de petição, assegurado pela Constituição Federal.

Uma coisa me chamou a atenção na venerável petição de V. Sa. A certa altura, está lá escrito que “ele quer fazer parecer que tem algum relacionamento com o Movimento Olímpico.” Esse “ele” sou eu.

É claro, Nobre Colega, que se trata de uma provocação. Ora, ora. Outro dia um respeitado Jornalista escreveu – e outro falou – que eu tenho sangue Olímpico nas veias. Minha história fala por mim. Desnecessário repetí-la aqui.

Se algum dia eu for oficialmente notificado da existência desse suposto inquérito, pois insitem nas petições em reforçar que meu domicílio é no Rio de Janeiro (não é e nem nunca foi), terei imenso prazer em esclarecer várias coisas. Juntar documentos, fotografias, números, relatos de outros processos, tratar das licitações públicas. Inclusive, explicar o que é Olimpismo.

Por enquanto, veja lá, Ínclito Colega: Olimpismo é uma filosofia de vida. Portanto, para se ter algum relacionamento com o Movimento Olímpico, não é necessário correr, saltar, nadar, jogar, lutar. Basta seguir a doutrina romântica que embasou o pensamento de Pierre de Coubertin. Para ser Olímpico não é necessário ter agências de turismo, representar corretoras de seguros, participar de empresas de marketing esportivo, de confecção de medalhas, ou de venda de bilhetes de competições esportivas, apenas para citar alguns poucos exemplos. Ser Olímpico não é uma coisa privativa de um grupelho. Basta qualquer cidadão do mundo querer seguir a filosofia de vida reeditada pelo educador francês Pierre de Freddy, ou Barão de Coubertin. Igualmente, a palavra Olimpíada ( e seus derivativos), não pertencem a ninguém. Olimpíada, Douto Colega, veja no dicionário, é uma palavra como outra qualquer, que tem um significado. Olimpíada quer dizer um espaço de tempo de quatro anos. Nada além disso. É certo, portanto, alguém dizer que a cada olimpíada vai a Beirute, ou a Damasco. Isso apenas quer dizer que a cada quatro anos o homem vai à capital do Líbano e da Síria. Ou alguém pode dizer: “Coincidentemente, a cada olimpída eu ganho muito dinheiro”. O homem apenas está querendo dizer que a cada quatro anos, ele, por mera coincidência, enriquece. Isso não tem nada a ver com competições esportivas. A questão é que na Grécia antiga, a cada Olimpíada, isto é, a cada quatro anos, as Cidades paravam as guerras para, através dos Jogos, do esporte, celebrar a paz. Daí vem a associação da palavra Olimpíada ao esporte.

Por isso, caro Colega, qualquer um pode ser Olímpico. Até V. Sa., se resolver seguir a filosofia do Barão como parâmetro para a sua vida, poderá vir a ser membro deste Movimento Olímpico. Basta V. Sa. querer.

Por ora, é isso!

Com todo o respeito e, desejando muita sorte ao Fluminense, por quem nutro simpatias (foi por aquele Clube que meu avô despontou como um dos maiores Atletas do mundo), envio as minhas mais cordiais saudaçoes Olímpicas.

Alberto Murray Neto.

Os meus poucos leitores sabem que um promotor do Rio de Janeiro indiciou-me por “ter aviltado a imagem do Cristo”, em razão de ter recebido e repassado uma corrente, via eletrônica, da imagem do Redentor trajando um colete à prova de balas e segurando, em cada mão, uma arma de largo calibre. Juntaram ao pedido de abertura de inquérito uma série de posts constantes do meu Blog Olímpico. Como não hà efetivamente nada do que eu possa ser acusado, outra opção não restou ao promotor e à patota olímpica que nao utilizar essa charge do Cristo (que nem fui eu quem fiz, porque não sei desenhar).

Aviltante para com a população do Rio de Janeiro é ter os seus funcionários públicos gastando  tempo com bobagens dessa natureza, como se aquela Cidade não tivesse mais nada com o que se preocupar.

Isso me lembra um povoado no interior da Escócia, aonde um grupo de perigosos meliantes andava roubando anões de jardim das casas. Após alguns meses de cuidadosa investigação a polícia local não somente capturou os crimonosos, como recuperou todos os anões de jardim que haviam sido surrupiados. A fotografia dos oficiais de polícia locais, exibindo à imprensa os anões de jardim resgatados, com expressão de orgulho, é histórica. O índice de criminalidade naquela Cidade escocêsa era zero, tirando, claro, o grande crime dos anões de jardim.

Eu me sinto como os ladrões de anões de jardim da Escócia. Ao ler a medieval denúncia do promotor, a qual apenas recebi por um jornal carioca simpatizante da minha, ou melhor, da nossa causa, fico com a impressão de que o Rio de Janeiro é um pacato e silencioso povoado encravado nas montanhas de algum lugar civilizado. E que as autoridades locais, por absoluta falta do que fazer, indiciam-me por “aviltar o Cristo”. Ainda bem que as casas cariocas não têm a tradição de enfeitar os seus jardins como anõezinhos de mentira.

O promotor carioca esqueceu, ou não quis mencionar, nem  investigar o fato de que a  patota olímpica responde a inúmeros processos no Tribunal de Contas da União. Ou que contra eles existe um Inquérito Civil em curso no Ministério Público Federal, para esclarecer o manuseio de dinheiro público e as contratações vultosas de consultoria sem licitações públicas. E, ainda, que quase diariamente, os mais respeitados Jornalistas do Brasil promovem denúncias seríssimas contra a admnistração olímpica brasileira. O promotor fixou-se na charge do Cristo. Todo o resto, para ele, é bobagem.

Na internet existem mais de 1.000 charges diferentes, variações sobre o mesmo tema, que mostram o Cristo trajado com colete à prova de balas e empunhado armas. Até no exterior, existem charges desse tipo. Há um Livro, que se pode comprar pela Amazon, cuja capa é justamente uma charge do Cristo com colete à prova de balas e segurando armas.

Sei lá se algum dia serei notificado da existência desse processo. A turma olímpica adora litigar no Rio e faz questão de afirmar que eu tenho domicílio na Cidade Maravilhosa. Não tenho e nunca tive. Se algum dia for oficialmente notificado, terei imenso prazer em prestar todos os esclarecimentos necessários.

Enquanto isso não ocorre, vou tomar o cuidado de imprimir as mais de mil charges do Cristo e enviá-las ao tal promotor. Uma coisa é certa. Trabalho não lhe faltará até os dias de sua aposentadoria.

E tenho muita esperança que o TCU e o Ministério Público Federal irão punir as mazelas olímpicas do Brasil.

E a todos, continuem denunciando tudo de errado que há no esporte olímpico do Brasil.

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