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Beto querido,

Ao reler a participação do Brasil nos Jogos de 1932 em minha pesquisa, vi que
expliquei sobre o Troféu Helms nos seguintes termos:

“O esportista e filantropo Paul M. Helms organizou a Fundação Atlética Helms. Seu objetivo é servir ao Atletismo
e, uma das suas atribuições é distribuir troféus a atletas, equipes e indivíduos que contribuem para o progresso do esporte-base.
Concede seis troféus por ano, sendo um para o melhor atleta de cada Continente. Nas Américas, um deles é destinado ao Melhor da América do Sul.
Em 1933, o Troféu Helms foi outorgado ao brasileiro Lúcio de Castro.”

CONCLUSÃO: São os seis troféus distribuídos pela Fundação destinados àqueles considerados os seis melhores atletas do MUNDO, selecionado um em cada Continente. Então, seu avô em 1936 e 1939 foi o sul-americano eleito um dos SEIS MAIORES ATLETAS DO MUNDO, segundo a Fundação Helms. Por duas vezes ele esteve entre os melhores DO MUNDO, honrado por uma conceituada fundação. O primeiro prêmio, pela brilhante atuação que teve nos Jogos Olímpicos de Berlim – 5.º lugar na final dos 400 metros s/barreiras. E o segundo, pela extraordinária atuação no Campeonato Sul-Americano de Atletismo realizado em Lima, Peru, onde a equipe brasileira sagrou-se vencedora. Sylvio de Magalhães Padilha acumulou funções de atleta, chefe de equipe, chefe de delegação e congressista. Como atleta disputou as provas de 110 e 400 metros s/barreiras, além de integrar os dois revezamentos. Foi esse o primeiro título internacional obtido pelo Atletismo brasileiro. Enquanto o troféu seguia para o Brasil, seu avô foi recuperar-se de um terrível estresse, que as múltiplas funções lhe proporcionaram. Nesse campeonato delineava-se as funções de administrador internacional que ele desempenhou, posteriormente, com tanto brilho.

Foi exatamente isso que falei em meu depoimento… Agradeço a sua informação sobre os dois troféus.
Graças a ela pude transmitir o que realmente aconteceu, pois eu só sabia sobre o de 1939.

Um carinhoso beijo,
Laurete

Meu caro amigo Alberto,
Espero tenham chegado a Você as declarações, a determinado órgão de imprensa especializada, com as quais Peter Dawson, o Presidente da International Golf Federation, (I.G.F.) manifesta seu profundo alarme ante o descumprimento do cronograma de construção do campo de golfe olímpico.
Suas palavras são muito duras, não só por declarar que a única grama que encontrou nas obras foram ervas daninhas. mas por constatar firmemente a impossibilidade de se cumprirem os torneios de teste programados já para 2015, dentre os quais o prestigiosíssimo Presidents Cup.
Dawson dá a impressão de lamentar não haver mais um Plan B alternativo a recorrer e acredita que o único teste ainda possível seria um eventual torneio muito menor , de nível de amadores latino-americanos, com chances de acesso a os grandes torneios norte-americanos. Isto é um tapa na cara das autoridades brasileiras, sejam elas olímpicas ou não.
Como prevíamos Você e eu, nestes Jogos Olímpicos de 2016 está em vias de acelerada construção uma calamitosa vergonha nacional. Se, do ponto de vista financeiro, o default de um país o torna um pária na comunidade internacional, a vergonheira desse empreendimento poderá significar o mesmo no mundo dos esportes , apenas atribuível à sanha de poder daqueles que nos lançaram nessas desastrosas aventuras tão somente em busca de lucro politico e ….coloque-se o que mais se quiser de outros lucros e em quantidades insondáveis!
No entanto, não faltou quem alertasse Peter Dawson para o risco que o IGF corria ao enveredar pelo caminho que lhe sugeriam aqueles mais que tudo interessados em valorizar as terras do posseiro italiano Pascoale Mauro.
E a alerta que lhe foi dada Você encontrará em anexo, na carta de abril de 2011, carta altamente premonitiva, que dirigiu a Dawson o então Presidente do Itanhangá, Arthur Porto Pires.
Sinta-se livre, caro Alberto, para usar destas minhas palavras, bem como do texto da carta do Itanhangá a Dawson.
Recaba o abraço amigo do seu

Neste link está a entrevista exclusiva que Carlos Arthur Nuzman deu ao Portal Esporte Essencial http://www.esporteessencial.com.br/entrevista/carlos-arthur-nuzman-presidente-do-cob

É desalentador ler as resposta que Nuzman deu. Finge que os problemas gravíssimos do esporte brasileiro não são da alçada dele. Pior é se fingimento não for, mas se nosso Pajé Olímpico realmente acreditar que nosso olimpismo vive às mil maravilhas.

Na medida em que, com clareza, as perguntas vão sendo feitas, Nuzman segue o exemplo dos maus políticos e as responde de forma evasiva, fugindo do ponto crucial de cada uma delas. A embromação de Nuzman é tanta e ilimitada que a certa altura ele insere Robson Crusoé na sua resposta.

O que fica evidente é o autoritarismo de Nuzman que, mais uma vez, mostra absoluto desprezo pelas opiniões contrárias às suas e debocha das Confederações Nacionais, ao dizer que não existe ninguém mais capaz para assumir seu posto. Inclusive, o escárnio de Nuzman é dirigido a todos os atletas e demais integrantes do sistema desportivo nacional, como se somente ele tivesse condições de exercer funções relevantes. Nuzman parece ignorar que o mundo olímpico do Brasil está cheio dele e não vê a hora de renovação.

O mais perigoso, entretanto, é que Nuzman diz que os melhores frutos de seu trabalhos não serão colhidos em 2.016, mas em 2.020! Para quem prometeu fazer do Brasil uma “potência olímpica” em oito anos, obter resultados somente em 2.020 será um superfaturamento de anos.

Tomara que essa declaração nuzmica não reflita sua intenção de permanecer aonde está até 2.020.

Que em 2.020 Nuzman possa assistir aos Jogos Olímpicos feliz da vida, mas confortavelmente sentado na poltrona de sua casa, em frente à televisão.

http://oglobo.globo.com/esportes/bebeto-de-freitas-volei-nao-se-surpreendeu-com-esse-escandalo-11956525

Quando o Rio de Janeiro foi candidata à sede dos Jogos Olímpicos, fui contra. Quando a Cidade venceu a disputa, lamentei. Orgulho-me de ter estado, em ambos os casos, ao lado de ilustres figuras que compartilhavam das mesmas ideias. Ao ver o Rio de Janeiro sendo anunciado como sede olímpica de 2.016 e o povo pulando nas areias de Copacabana, senti pena. Pena porque começava ali outro grande engodo nacional, que nenhum benefício traria aos que mais necessitam. Os Jogos Olímpicos foram vendidos à nação como a solução dos seus problemas, de tal sorte que no dia seguinte escrevi em artigo na Folha de São Paulo que “Nuzman era o seo Creison”, o personagem ridículo das Organizações Tabajara, sempre prestes a resolver as dificuldades dos cidadãos pelos métodos não menos patéticos. As razões que sempre me levaram a ser contra a realização das Olimpíadas no Brasil tão prematuramente são ideológicas. Acho que o dinheiro e as energias gastas com a organização desse evento estariam melhor aplicadas se fossem para debelar as mazelas sociais do Rio de Janeiro. Discordo totalmente daqueles que acham que a Olimpíada no Rio resolverão os seríssimos problemas sociais da Cidade. Assim como no resto do Brasil, há no Rio uma carestia muito grande de necessidades básicas, primárias, que grandiosas obras olímpicas não resolverão. Não é um Parque Olímpico que vai melhorar a situação de penúria social, de mendicância, da falta de moradia, hospitais, saneamento básico e segurança, apenas para citar alguns itens.

Ocorre que há uma corrente de gente neo liberal que acredita piamente que as obras da Olimpíada irão melhorar a vida do carioca. Talvez melhore em alguns aspectos diminutos, sem grande impacto social para os realmente pobres. Talvez melhore para quem joga golfe na Barra. Para aquele que realmente é pobre e precisa da assistência estatal, os Jogos Olímpicos no Rio não melhorarão em nada a vida dele. Pelo contrário, atrapalhará, porque as prioridades passam ser outras. E junto com essa casta neo liberal há, claro, os especuladores, a cartolagem incompetente e “astuta”, os políticos pilantras e uma gama de gente que quer mamar no dinheiro público que abastece os cofres olímpicos.

Neste exato momento, a favela de Manguinhos vive um conflito social lastimável, como tantos que se vê no Rio e Brasil afora. E aquela nata de neo liberais que prometeu solucionar os problemas do Rio não está nem aí.

E assim segue o Brasil Olímpico.

Hoje ligou-me uma Jornalista do Jornal do Brasil para pedir minha opinião sobre a vaquinha que o Comitê Olímpico Brasileiro (“COB”) está fazendo para custear uma cadeira de rodas e um tablet para a atleta Laís Souza. Disse que achava a iniciativa ridícula e que o COB tinha obrigação de pagar não somente a cadeira de rodas, o tablet, mas tudo mais que Laís necessitar. O COB é malvado e quer faturar no marketing em cima do que ocorreu com a Laís, como se fosse aquele a comandar uma grande ação humanitária em favor da atleta.

Lí vários colunistas de respeito que compartilham da minha opinião.

O COB recebe uma enxurrada de dinheiro público. No ano passado foram quase R$ 180 Milhões de dinheiro público, sendo que mais da metade desses recursos não chega aos técnicos e atletas e é consumido na burocracia da própria entidade. E além dos repasses da Lei Piva, o COB também é agraciado com polpudas verbas do Ministério do Esporte.

Não tenho dúvidas de que ao COB não falta dinheiro para custear todas as necessidades de Laís Souza, sem precisar apelar para uma vaquinha. Os tempos de vacas magras para o COB acabou. Dinheiro, portanto, há. O que inexiste é gestão.

Essa gente do COB não acerta uma! Querer fazer marketing com o que ocorreu com a Laís Souza é uma ação cafajeste, horrorosa, de uma entidade que tem muito, mas muito dinheiro público e tem a obrigação moral e legal de suprir as necessidades da Laís Souza, que se acidentou treinando para os Jogos Olímpicos. Estava, portanto, convocada e a serviço do COB.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/2014/03/1426116-nuzman-sempre-soube.shtml

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