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Texto do Jornalista Paulinho Andrade.

Em mais um capítulo de nossa luta contra a censura, velada, existente neste país, o “Blog do Paulinho” está de volta, 24 horas após ser brutalmente retirado do ar.

Voltamos ao nosso bom e velho “WordPress”, local em que sempre fomos muito bem acolhidos.

Diferentemente do que estava ocorrendo alguns meses atrás, o acesso está liberado para todo o Brasil, sem restrição.

Continuaremos, apesar disso, a lutar judicialmente para jogar por terra a decisão judicial que prejudicou não apenas este espaço, mas também o direito daqueles que se informam por aqui.

Peço, aos seguidores e amigos, que espalhem nosso novo endereço, http://blogdopaulinho.wordpress.com, em suas redes sociais, e-mails, etc.

Em breve, outros domínios, que possuímos, também redirecionarão o leitor ao nosso endereço, somando-se como alternativas a mais de acesso ao conteúdo.

A luta é dura, sem dúvida.

Porém, muito mais para eles, do que para nós todos.

Diferentemente do que em alguns tribunais, onde se ganha a vida com maior facilidade, o trabalho continua por aqui.

Sejam todos bem vindos !

Em tempo: Durante o dia, formatações no layout estarão sendo realizadas. Além da inserção de arquivos antigos, do outro endereço. Pedimos desculpas por eventuais transtornos.

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28/11/2011 às 00h005

Arenas da Copa vão demorar até 198 anos para pagar custo
Por Rodrigo Pedroso | De São Paulo

As arenas esportivas que estão sendo construídas para a Copa do Mundo de futebol de 2014 nas 12 cidades-sede demorarão de 11 a 198 anos para se pagar, levando em conta o nível atual de rentabilidade dos estádios nos Estados em que serão erguidos, mostra estudo feito pela BSB – Brunoro Sport Business. Também segundo a análise, os 12 estádios que foram escolhidos para os jogos da Copa custarão mais e terão receita menor depois da competição que aqueles construídos para as últimas duas edições da Eurocopa. Os piores prazos estão em Cuiabá, Natal, Brasília e Manaus e variam de 130 a 198 anos.

O estudo da BSB, uma empresa de consultoria esportiva, prevê dois cenários econômicos para as arenas da Copa após os jogos. O primeiro leva em conta o nível atual de renda do futebol no Estado em que elas estão sendo construídas. O segundo, mais otimista, prevê aumento do faturamento com a venda especial de camarotes, publicidade, shows, “naming rights” (venda do nome do estádio) e locação para outros eventos. No cenário otimista, os prazos para pagar o investimento variam de cinco a 45 anos.

No cenário mais pessimista (que considera o padrão atual de uso), a arena com a pior rentabilidade é a de Manaus. A previsão é que o seu faturamento anual depois do torneio fique em torno de R$ 2,51 milhões. Com o custo – até agosto – estimado em R$ 499,5 milhões, a arena esportiva demoraria 198 anos para se pagar. Contando com um aumento em diferentes frentes, a receita subiria para R$ 11 milhões anuais, com a obra se pagando em 45 anos. Nesse cenário, o Beira Rio, de Porto Alegre, se paga em 10,9 anos.

Para estimar o faturamento bruto nos dois cálculos, o estudo não levou em conta gastos com impostos, amortização de investimentos e manutenção. A receita com ingressos também ignorou a parte que cabe ao time mandante, por haver muita diferença por região.

– Veja aqui galeria de fotos dos estádios da Copa

– Estádios terão de buscar fontes de receita após torneio

O estádio Mané Garrincha, em Brasília – orçado em R$ 671 milhões -, não está na lista dos mais caros, mas só deve se pagar no próximo século. A estimativa pessimista é que o faturamento alcance o investimento em 167 anos, tempo pouco maior que os 155 anos do Estádio das Dunas, em Natal. Ao custo de R$ 400 milhões, a arena tem receita prevista em R$ 2,57 milhões anuais.

Mais rápida no retorno do investimento de R$ 342 milhões necessários à sua construção, a Arena Pantanal, em Cuiabá, vai equalizar o gasto em 130 anos, mantido o padrão atual do futebol de Mato Grosso, onde o Luverdense, time do Estado melhor colocado no cenário nacional, disputou a Série C neste ano. O clube da capital, o Cuiabá Esporte Clube, competiu na Série D e subiu este ano para a Série C.

De acordo com Marcelo Doria, presidente da BSB, o estudo mostra que o país precisa aproveitar melhor a estrutura que está criando. “Algumas arenas estão com o tempo de retorno muito longo. Precisamos repensar como tirar mais receitas, pois não vai ser bom para o esporte, como negócio, deixar esses lugares como ‘elefantes brancos’. Todo mundo fala do tamanho do investimento, mas seria mais saudável olhar para a eficácia dele”, afirmou para depois dar um exemplo de como uma arena multiuso é usada nos Estados Unidos. “O Staples Center, do Los Angeles Lakers, tem 70% da receita vinda de shows. No Brasil o esporte ainda não é tratado como entretenimento do jeito que fazem lá fora. É tudo muito concentrado na renda de bilheteria que vem do futebol”, diz.

Nos Estados mais rentáveis, onde estão os times com maior torcida e, consequentemente, maior oportunidade de um faturamento mais encorpado, nenhum estádio se paga em menos de uma década no cenário otimista, de acordo com o estudo. Os três maiores, Maracanã, Itaquerão e Mineirão, estão com previsão de retorno do investimento em 19, 22 e 18 anos, respectivamente. A Fonte Nova, em Salvador, com custo no nível dessas outras arenas (R$ 835 milhões) deve demorar 43 anos.

Na comparação com a construção e reforma de estádios utilizados para torneios na Europa, o prazo de retorno de investimentos nas principais arenas brasileiras é maior mesmo no cenário otimista. O Estádio do Dragão, do Porto, de Portugal, custou € 115 milhões (R$ 424 milhões) para servir à Eurocopa de 2004, quando o país sediou o torneio. O retorno do investimento veio sete anos depois. O Maracanã, estádio com melhor previsão de faturamento (R$ 110 milhões anuais), vai gerar os R$ 931 milhões previstos em sua reforma em 8,5 anos. O custo dos estádios brasileiros está dentro das previsões feitas até agosto deste ano.

A arena de Itaquera, em São Paulo, que conta com a segunda maior previsão de receita, está longe do retorno previsto para o estádio do Borussia Dortmund, da Alemanha, usado na Copa do Mundo de 2006. Enquanto os alemães demoraram quatro anos para reaver os R$ 550 milhões na reforma do estádio, a arena paulistana deve render os R$ 820 milhões orçados para sua construção em mais de nove anos.

A intenção do trabalho, diz Doria, é chamar atenção para a necessidade de mudanças nas atuais bases em que se gera renda com estádios no país. “Shows, locações, aluguéis de espaços, camarotes. Tudo isso tem que ser pensado para haver mais transferência de valor para essas arenas”, disse.

O estudo ainda ressalta o alto custo dos estádios brasileiros para a Copa. As 12 arenas, somadas, estão orçadas em RS 6,71 bilhões. O gasto é 32% maior do que foi dispendido pela África do Sul na última edição do torneio, e 46% maior do que o gasto pela Alemanha em 2006. O montante, no entanto, pode aumentar. Estimativas do próprio governo apontam que os gastos devem chegar a R$ 7 bilhões.

NOTÍCIAS SYMAP ESPECIAL
Homenagem a Leandro Prates Oliveira

Leandro é um exemplo positivo para todos. Ele trabalha desde seus 13 anos de idade. Com 17 anos descobriu o atletismo e em apenas uma semana de treino ganhou uma competição entre as escolas.

Quando tinha 19 anos, Leandro trabalhava em uma metalúrgica, mas já era um dos principais corredores da Bahia. Aos 21 anos deixou Vitória da Conquista, sua cidade natal, para vir para São Paulo. Morar em São Paulo não era um sonho, mas um caminho para disputar as melhores e mais importantes provas de rua.

A adaptação não foi fácil. Devido à falta de patrocinadores, assim que chegou a capital paulista foi trabalhar em uma fábrica de plásticos das 14 às 22 horas. Pela manhã nosso herói treinava.

Alugou um quarto em uma casa simples, em uma das diversas comunidades carentes da cidade de São Paulo. Na falta de colchão dormia sobre papelões. Preocupado com sua família, Leandro nunca contou isso a eles. Ele se fortalecia a cada momento, a cada dificuldade. Mesmo com tantos contratempos, nosso atleta nunca pensou em desistir.

Um ano depois de sua chegada a São Paulo, conheceu a ONG SYMAP e se tornou um dos 8 atletas da equipe. Conquistou apoio financeiro, técnico, nutricional. Além de moradia, material esportivo e outras coisas necessárias para viver seu sonho.

Em 2007 a SYMAP ficou sem patrocínio. Para continuar com o trabalho social com as crianças em Paraisópolis tivemos que cortar a equipe de alto rendimento. Decidimos manter o Leandro na equipe como único atleta, pois ele sempre apresentou valores morais e éticos importantes e que tínhamos certeza que seria exemplo positivo para as crianças do projeto.

Na corrida por seus sonhos Leandro se formou Policial Militar. Ele ficou com uma das 2.000 vagas entre os 110.000 candidatos e na formatura foi condecorado com a medalha de mérito intelectual pelo Governador do Estado de SP como sendo o primeiro da turma.

Quando perdemos o patrocínio ele me disse: Tenho outra fonte de renda. Pode parar de me pagar, pois sei que a ONG está sem patrocínio e pode usar o dinheiro que me paga para ajudar as crianças. Obviamente a proposta dele não foi aceita, mas mais uma vez comprovava que nossa decisão de ficar com ele foi mais que acertada.

Aliás, a escolha de ficar na SYMAP sempre foi do Leandro. Ele ao longo dos 8 anos conosco sempre recebeu propostas financeiras superiores, mas nunca nos deixou e nunca exigiu nada em troca para continuar na equipe.

Leandro é o exemplo que falta nos dias de hoje onde ter parece mais importante que ser.

Leandro sempre diz que o esporte mudou completamente sua vida, que lhe mostrou outra postura e mentalidade perante ela. Foi através do esporte que ele conheceu outros países, que ele se sentisse prestigiado nas conquistas de títulos, nas subidas em pódios e nas diversas vezes que fez soar o hino brasileiro.

Como Policial Militar salvou vidas, como atleta Leandro tem várias conquistas ao longo dos 10 anos de carreira.

Foram várias provas, títulos estaduais, mas nos últimos 2 anos foi um grande destaque nas principais provas do calendário do atletismo:

*   Troféu Brasil – Bicampeão (2010 e 2011) brasileiro nos 1.500 metros e Campeão nos 5.000 metros em 2010 e prata em 2011
*   Campeão SULAMERICANO nos 1.500 metros em Buenos Aires em 2011
*   Campeão da Milha de Rua em Belém em 2011
*   Campeão do Ibero Americano (San Fernando Espanha) nos 3.000 metros e bronze nos 1.500 metros em 2010
*   Campeão do PAN de Guadalajara (México) 2011 nos 1500 metros

Especialmente no PAN, ele mostrou toda sua garra e dedicação ao ganhar por uma diferença de apenas um centésimo de segundo. Leandro ainda tem um grande desafio pela frente: baixar em 4 segundos sua melhor marca nos 1500 metros para se habilitar para os Jogos Olímpicos de Londres em 2012.

Para Leandro … o esporte é fantástico. Ele nos ensina muitas coisas. O esporte nos mostra a realidade, pois a vida é uma competição e podemos ser vencedores, basta acreditar, querer muito e buscar aquilo que desejamos, fazendo de tudo para ultrapassar as barreiras do dia a dia. O importante é nós mesmos não colocarmos barreiras no nosso caminho. Temos que viver pelo sonho.

Leandro você é um exemplo de valores morais e éticos, algo tão carentes nos dias de hoje. Você é uma das preciosidades que faz com que acreditemos na SYMAP e em educar através do esporte com base nos ideais olímpicos.

Este NOTÍCIAS SYMAP é uma homenagem pelas suas conquistas e um eterno agradecimento por ser exatamente quem você é.

PARABÉNS e MUITO OBRIGADO!!!!

Duda Groisman,
Gestor da ONG SYMAP

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Vocês começarão a ouvir amiúde a frase acima. Sabem por que? Por que essa será a desculpa que Carlos Nuzman e seu Comitê darão para um previsível malogro do Brasil em Londres, no ano que vem.

O pessoalzinho do Comitê Olímpico Brasileiro já disse para não esperarmos em 2.012 nada muito diferente do que ocorreu em 2.008. As mesmas medalhas de sempre, nos mesmos esportes que, desde os primórdios, nosso País costuma subir ao podium. E isso a despeito do maciço investimento público que o Comitê Olímpico recebe. Muito mais dinheiro, avanço nenhum. É o próprio COB que rconhece isso.

O conceito de que o “Comitê Olímpico não forma atletas” deixou de ser sustentável depois que o dinheiro estatal começou a ser injetado nos seus cofres. Mas Nuzman segue batendo na mesma tecla. Sabem por que? Porque se a delegação do Brasil não obter resultados a altura dos investimentos que recebe, Nuzman transferirá a responsabilidade para as Confederações que, segundo ele, teriam essa incumbência.

Às Confederaçoes será debitado o fracasso em Londres. E se houver sucesso? A quem Nuzman o creditará?

Nuzman fala como se não fosse o Comitê Olímpico Brasileiro o grande centralizador de dinheiro do esporte de alto rendimento. E que o distribui da maneira como bem entende. Como gestor desse dinheiro, o Comitê Olímpico Brasileiro tem responsabilidade objetiva, direta, na formação e desenvolvimento das modalidades olímpicas.

O Comitê Olímpico Brasileiro está mais preocupado em ser uma entidade organizadora de grandes eventos, do que apoiar o esporte.

Nuzman, há muito tempo, deixou de ser unanimidade na Assembléia Geral do Comitê Olímpico Brasileiro. E ele sabe disso.

Por essa razão está cercando-se de cuidados para que nas eleições no ano que vem não seja surpreendido.

1 de abril (o dia da mentira!), é o prazo limite para a inscrição das chapas.

Que bom será se as muitas Confederaçoes descontentes resolverem fazer um movimento.

Os Jogos Parapanamericanos.

novembro 22, 2011

Os resultados obtidos pelos para-atletas do Brasil nos Jogos de Guadalajara foram muito bons. Claro que, também nesse caso, o nível técnico da competição é inferior às Para-Olimpíadas e campeonatos mundiais do para-esporte. Mas ainda, assim, a performance que atingem os para-atletas do Brasil têm sido bem superiores a dos atletas não portadores de deficiências.

Isso é bom, porque são para-atletas brasileiros brilhando em competições importantes. Mas também é ruim, porque o Brasil ainda é um dos países em que mais aumenta o número de deficientes físicos decorrentes de acidentes de trânsito. Nesse caso, é a equação perversa da máxima de que “da quantidade tira-se a qualidade”.

Não sei se ainda é assim. Mas no passado não tão distante, grande parte dos para-atletas brasileiros era de motoboys que haviam se acidentado no trânsito. Ótimo que essas pessoas, vítimas da violência na tráfego, encontram no esporte novas perspectivas de vida. Mas é péssimo que o índice de imprudência no trânsito ainda seja tão elevado.

Outro ponto importante. Não é porque os resultados do para-esporte brasileiro são satisfatórios, que a sua organização e administração estão livres de críticas.

Lembro-me sempre, daquela excelente reportagem feita pelo Roberto Salim e pelo Marcelo Gomes, na ESPN Brasil, em que o então presidente do Comitê Para-Olímpico Brasileiro, acuado com perguntas sobre a sua administração, abandonou a entrevista e os deixou falando sozinhos.

Regras de governança corporativa e de transparência também devem ser aplicadas ao para-esporte brasileiro.

Alguém sabe a resposta para a pergunta acima? Pois bem, em 2.010 o esporte de alto rendimento no Brasil recebeu cerca de R$ 1.7 bilhão. Isso eqüivale a aproximadamente US$ 1.0 Bilhão. São, portanto, perto de R$ 4.7 Milhoēs por dia.

Com todo esse dinheiro público daria para construir 2 Maracanãs, 17.000 mil quadras poliesportivas, 170.000 mil cadeiras em estádio padrão FIFA e dar 1 milhão de Bolsa Atletas.

Esses recursos vêm do Ministério do Esporte, empresas estatais, renúncia fiscal, lei Piva, loterias federais e loterias de futebol.

Sem considerar os repasses do Ministério do Esporte, mas apenas o dinheiro da Lei Piva, o Comitê Olímpico Brasileiro angariou no ano passado mais de R$ 142 Milhões. Desse total, R$ 47 Milhões foram aplicados no próprio Comitê, em contas diversas. Analisando essas contas, constatamos que mais de R$ 24 Milhões são investidos em “manutenção da entidade”.

Temos, ainda, as seguintes cifras: (a) R$ 45.7 Milhões repassados para as Confederações; (b) R$ 8.0 Milhões no esporte escolar; e (c) R$ 4.9 Milhões do esporte universitário.

Notem que o Comitê Olímpico Brasileiro, que se diz uma entidade não formadora de atletas, fica com mais dinheiro do que as Confederações olímpicas, essas sim, formadoras de atletas. Outra aberração é verificar que do total de dinheiro que o Comitê Olímpico Brasileiro retém para si, mais de 50% são gastos com “manutenção da entidade”, isto é, sua própria burocracia.

O desporto escolar e o universitário ficam absolutamente relegados a planos inferiores.

Conclui-se que dinheiro para o alto rendimento há. O que não existe é a boa gestão dele. De tudo que entra quase nada chega nas mãos dos técnicos e dos atletas. Outro dia disse-me um ex atleta olímpico e atual técnico do Brasil em uma modalidade, que nunca chegou a ele e a seus atletas um centavo dessa Lei Piva.

Assim podemos compreender porque, apesar de tanto dinheiro, os resultados olímpicos do Brasil ainda ficam muito aquém do que deveria ser.

O Atleta Leandro Prates de Oliveira, da ONG Sylvio de Magalhaes Padilha, estará no dia 18 de novembro no programa Sem Censura, com a jornalista Leda Nagle, na TV Brasil, às 16 horas.

Leandro é bi campeão brasileiro, campeão sulamericano, campeão ibero americano e campeão panamericano de atletismo.

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