Home

A “seleção brasileira” de polo aquático venceu a campeã olímpica Croácia na abertura da Liga Mundial. Demos uma surra nos gringos. Enfiamos 17 gols nas redes dos favoritos e eles nem viram a cor da bola amarela.

Somos, então, uma potência nessa modalidade?

Não!!!!

Essa seleção nacional é constituída quase que exclusivamente por atletas naturalizados, ou por brasileiros que tiveram sua excelente formação esportiva no exterior, aonde esse belo esporte é tratado com seriedade. O polo aquático dos Brasil dos brasileiros de verdade continua à míngua de resultados expressivos. Não fossem os “gringos brasileiros”, os “gringos da Croácia” nos teriam dado um verdadeiro chocolate.

O que a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, com o beneplácito do Comitê Olímpico Brasileiro faz com o polo aquático é mais uma prova de que a cartolagem não está nem um pouco preocupada em forma a base do esporte, divulga-lo, massificá-lo, para da quantidade tirar a qualidade. Os dirigentes estão morrendo de medo de dar um vexame sem precedentes na história olímpica dos países que sucederam os Jogos e está apelando para qualquer coisas para aumentar as chances de bons resultados. Então, no polo aquático, faz um catadão de estrangeiros, bons atletas, que brigarão por resultados melhores. E esses atletas importados são pagos, assim como também há outros grandes custos para manter a estrutura dessa seleção naturalizada.

Quem perde com isso?

Perdem os clubes formadores, perdem os atletas da base do polo aquático, perdem técnicos que há anos lutam por melhores condições, porque o dinheiro que agora há é gastos com outras coisas. E aqueles que sempre estiveram aqui, lutando por melhorias nessa modalidade e eventualmente são preteridos.

E vai ter cartola por aí gritando aos quatro ventos que o bom trabalhos que eles fizeram tornou o polo aquático do Brasil uma potência.

E vai ter gente desavisada acreditando nessa patacoada.

Os Ministros do Esporte Agnelo Queiroz, Orlando Silva e Aldo Rebelo foram péssimos no quesito “formatação de polîtica de Estado para o esporte brasileiro, educacional, de base, de longo prazo.” O legado deles nesse importante aspecto é horroroso.

Por outro lado, todos esses três políticos e ministros de ocasião foram muito pródigos em derramar salamaleques aos patrões da FIFA. Elogios não faltaram por parte dos três ao Joseph Blatter, Jerome Walckle e a esses outros que agora estão acusados em escândalos de corrupção. Com a turma da CBF, os três carneirinhos ministros diziam que “mantinham relações institucionais”. Enquanto a imprensa denunciava que o Brasil vinha sendo saqueado pela turma do futebol, o Estado brasileiro se fazia de sonso, sem exercer qualquer tipo de autoridade na defesa dos interesses do nosso povo. O três Ministros do Esporte, Agnelo, Orlando e Aldo não foram apenas ruins, mas foram absolutamente omissos, negligentes e covardes.

O UOL de hoje mostra que um ano após a Copa, trinta quatro das obras prometidas seguem inacabadas. A Veja mostra que os estádios foram superfaturados e tornaram-se “elefantes brancos”. Tudo isso era pedra cantada. O legado da Copa do Mundo de futebol não justificou os gastos excessivos e desnecessários.

Que isso tenha servido de lição e que não se repita com relação aos Jogos Olímpicos, se é que ainda dá tempo.

Eu desde o começo advirto que a Copa do Mundo de futebol e os Jogos Olímpicos, juntos, no Brasil serão o maior escândalo da história da República.

E os ministrinhos Agnelo, Orlando e Aldo agora ficam quietinhos, como se não fossem dos maiores responsáveis por tudo isso.

Pela FCPA, lei anticorrupção dos Estados Unidos, basta que um corrupto utilize a filial de qualquer banco norte-americano, em qualquer lugar do mundo, para fazer uma transação ilegal, que estará sujeito às sanções aplicáveis. Por isso que os Estados Unidos pedem que os corruptos da FIFA sejam extraditados para aquele país. Eles utilizaram filiais de bancos norte-americanos para transacões ilegais, ainda que nunca tenham pisado lá ao fazê-las.

Como já escrevi aqui, quero acreditar que as práticas ilícitas de pagamentos de propinas para cartolas em contratos de direitos de televisão, ou para votarem em determinada cidade, ou país, para sediar eventos, não é privilégio do futebol. Por isso que o FBI deve aproveitar a onda e promover uma invetigação irrestrita no mundo do esporte. Há, de certo, muito cartola se lascando de medo. Pensaram que eram impunes, sempre soberbos, ameaçavam desfiliar quem os contraditasse. O que farão agora? Desfiliarão o FBI, como escreveu um amigo?

Não nos esqueçamos que um dos maiores escândalos de corrupção do esporte ocorreu em solo norte-americano, envolvendo uma cidade daquele país. Foi o comprovadíssimo escândalo de compra de votos no Comitê Olímpico Internacional para eleger Salt Lake City como sede dos Jogos Olímpicos de Inverno em 2.002 que ensejou mudanças radicais naquele Comitê, expulsão e punição de membros.

O FBI está fazendo um bom trabalho no futebol. E tem que expandí-lo para outra entidades do esporte mundial.

%d blogueiros gostam disto: