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O esporte olímpico do Brasil vive crise profunda, financeira e moral. E curioso que isso ocorre ato contínuo aos Jogos Olímpicos realizados em nosso país. Os investimentos públicos e privados no esporte olímpico diminuiram significativamente. Muitas Confederações estão na alça de tiro das autoridade. E o pior de tudo é que a maioria dos atletas perdeu seus benefícios, enfrenta dificuldades, está desempregada e não vislumbra caminhos melhores no futuro próximo. Tudo exatamente ao contrário do que prometeu o COB quando lançou a candidatura do Rio de Janeiro para sediar o certame Olímpico.

Pois hoje o COB promoveu seu convescote chamado Prêmio Brasil Olímpico, sempre com muita pompa. Justíssimo homeangear os atletas, que são a razão de tudo isso existir. Mas melhor ainda seria dar a esses mesmos atletas um futuro promissor.

Enquanto os atletas e técnicos têm suas verbas cortadas e seus planos vilipendiados, enquanto Confederações vivem na penúria, o COB dá uma festa suntuosa, como muito luxo, esbanjando dinheiro.

É necessário que o COB, transparentemente, divulgue quanto custou o prêmio Brasil Olímpico, discrimine quanto gastou com cada ítem e se houve licitação pública.Trata-se de dinheiro público, cuja finalidade precípua deveria ser a preparação dos atletas.

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PADILHA, UMA VIDA OLÍMPICA.

Há poucos dias defendi neste Blog a tese jurídica de que o mandato de Coaracy Nunes havia terminado. Hoje a Juíza responsável pelo Juízo da 25 Vara Cível do Rio de Janeiro concedeu medida liminar em uma ação proposta pela Fedederação Aquática do Rio de Janeiro, na qual determinou o imediato afastamento de Coaracy Nunes e de sua diretoria da CBDA. Indiciou um admnistrador judicial para ocupar o posto. Trata-se de medida dada em cárter liminar, que deve ser confirmada por sentença, após o trânsito em julgado da decisão, isto é, quando não couberem mais quaisquer recursos. Enquanto isso, os Tribunais Superiores podem revogar essa liminar. De qualquer forma, a decisão liminar da Magistrada do Rio de Janeiro está muito bem fundamentada, o que lhe dá substância jurídica suficiente para ser mantida em instâncias superiores.

Mas seja qual for o resultado, Coaracy Nunes já sai derrotado. Na ânsia desnecessária de se manter no poder, Coaracy deixa a CBDA em um momento terrível, financeira e tecnicamente. Ruim é que as atitudes de Coaracy prejudicaram muito os esportes aquáticos, atletas e técnicos da modalidade. O ciclo Olímpico que se inicia prevê muitas dificuldades para os brasileiros. E a insistência de Coaracy Nunes em manter-se no poder é a principal causa. Coaracy esteve mais preocupado em manter-se no poder, junto com seu grupo, do que efetivamente administrar a CBDA. Os deportos aquáticos do Brasil vivem justamente o oposto do que se esperava nesse período pós Olímpico. O próximo presidente da CBDA terá, também, a missão de resgatar a credibilidade da Confederação.

 

Lula da Silva, Sérgio Cabral, Orlando Silva, Eduardo Paes e Carlos Nuzman foram os grandes artíficies da candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos Olímpicos de 2.016. A imagem dessa gente agarrada à bandeira do Brasil quando Jacques Rogge anunciou a vitória carioca está imortalizada. Sobretudo Cabral, Paes e Nuzman, por viverem na mesma cidade, trabalharam muito próximos nessa empreitada Olímpica, fosse na candidatura, fosse na preparação para entrega do que prometeram ao COI e ao povo brasileiro.

Pois bem, hoje, cada qual ao seu modo, tenta desvincular-se da obrigação do legado. É um jogo de empurra, como se não tivessem nada com a história. Todos eles têm, sim, tudo a ver com o vergonhoso legado que a aventura olímpica nos deixou. Sao R$ 40 Bilhões de dinheiro público investidos para quase nada (já disse em outro artigo que BRT e VLT é muito pouco para tanto dinheiro).

O Congresso Nacional, Senado Federal e Câmara dos Deputados, deveriam promover uma audiência pública e convocar Lula da Silva, Sergio Cabral (este talvez tenha empecilhos em comparecer), Orlando Silva, Eduardo Paes e Carlos Nuzman para indagar aonde está o legado que eles, parceiros de outrora, para o que desse e viesse, prometeram aos brasileiros.

É necessária uma acareação desses cidadãos com o povo brasileiro.

Carlos Nuzman é candidato à presidência da Organização Deportiva Panamericana (“ODEPA”). Se vencer, será o segundo brasileiro a presidir a entidade. Meu avô, Major Sylvio de Magalhães Padilha, foi durante muitos anos primeiro vice-presidente da ODEPA e seu presidente na década de 70. Em 1.992, na Assembleia Geral da ODEPA, em Acapulco, no México, Major Padilha foi eleito presidente honorário vitalício da entidade.

Pois bem, se Nuzman for eleito presidente da ODEPA, será uma maneira honrosa dele sair dos holofotes aqui no Brasil. E isso seria conveniente para Nuzman. Ele foi um dos maiores defensores da ideia de que os Jogos Olímpicos seriam justificáveis no Rio em razão do legado que deixariam. Na medida em que se está claro que as promessas de legado eram um engôdo, é questão de tempo para que os artíficies da aventura Olímpica sejan duramente questionados pela sociedade, pelo Ministério Público e pela Justiça. E Nuzman estaria, com Lula, Sérgio Cabral, Eduardo Paes, Orlando Silva e outros na linha de frente desses questionamentos. Eles foram os líderes do movimento.

Se Nuzman for para a ODEPA e se a chapa realmente esquentar no Brasil, ele pode licenciar-se do COB, sob o pretexto de que tem cuidar dos assuntos do esporte panamericano.

E sair de cena no Brasil, esperando que lhe esqueçam.

O mandato de Coaracy Nunes à frente da CBDA acabou no dia 09 de março de 2.017. A partir dessa data ele não tem mais legitimidade e competência legal para praticar qualquer ato em nome da Confederação. Tudo que fizer será nulo.

A CBDA é uma associação sem fins econômicos, de direito privado. Não contém na lei que regula esse tipo jurídico e nem em seu estatuto, qualquer dispositivo estabelecendo que, em situações como essa, o mandato do presidente da CBDA estaria automaticamente estendido.

A eleição na CBDA não ocorrerá por força de decisão judicial em processo que, entre outras coisas, apura irregularidades na escolha dos representantes dos atletas, que teriam voto na assembleia geral. Se nesse meio tempo, enquanto não se resolve o desfecho dessa ação judicial, deve o Juiz ser informado pela parte aurora do encerramento do mandato de Coaracy Nunes e determinar que um administrator judicial assuma a direção da CBDA.

Atenção: Desde o dia 09 de março de 2.017 Coaracy Nunes não tem legitimidade jurídica para presidir a CBDA.

Essa disputa judicial é similar àquela, em 1.987, travada entre Rubem Marcio Dinard, candidato da situação à presidência da Confederação e o próprio Coaracy Nunes, candidato de oposição. Ficaram meses litigando nos Tribunais até que fizeram um acordo. Naquela época, Maria Lenk foi indicada interventora enquanto os processos tramitavam na Justiça.

Os Olimpiônicos – Heróis e Jogos Modernos 

As mais lindas histórias sobre os heróis olímpicos estão no livro escrito por Lauret Godoy*, que resumiu os principais acontecimentos, desde o renascimento dos jogos modernos, em Atenas – 1896, até os que foram disputados em 2012, na cidade de Londres. Nele, também os desafios da organização, da política, das trajetórias de grandes nomes do esporte internacional e brasileiro, além dos momentos importantes de torneios de Atletismo, Natação, Basquetebol, Futebol, Iatismo, Judô, Voleibol etc.

Com prefácio de Lars Schmidt Grael, o livro contou com a consultoria para voleibol do jornalista “Cacá” Bizzocchi e destaca histórias de Sylvio de Magalhães Padilha, João Havelange, Maria Lenk, Tetsuo Okamoto, Adhemar Ferreira da Silva, Manoel dos Santos, João do Pulo, Oscar, dos irmãos Lars e Torben Grael, Guga, Robert Scheidt, Hortência, Paula, Joaquim Cruz, Rogério Sampaio, Bruno Soares, Marta, Fofão, José Roberto Guimarães, Bernardinho etc. É leitura imperdível para os amantes do esporte.

*Lauret Godoy é professora de educação física, pós-graduada em administração esportiva e acompanhou delegações brasileiras nas olimpíadas de Moscou e Los Angeles.

E-book pela Amazon – http://www.olimpionicos.com.br

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