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Hoje recebi pelas redes sociais uma mensagem estranhava o número de dirigentes inseridos na delegação brasileira que representará o Brasil no campeonato Mundial de Atletismo em Moscou, julgando-o extremamente alto. Procurei saber do Presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), o Toninho, a composição da delegação. Abaixo o e-mail que recebi do presidente, que prontamente respondeu ao meu questionamento:

 

” A delegação está alta, pelos seguintes motivos.

 – 2 delegados pagos pela IAAF Para Participar do congresso técnico da Entidade, a Saber  Presidente e Vice da Cbat.

– 1 chefe de delegação

– 1 delegado Técnico Antonio Carlos

– 1 Delegado para cuidar de assuntos da IAAF….Martinho

– 1 delegado de apoio de uniformes  Pois a Nike vai entregar uma serie de uniformes lá em Moscou para distribuir para os atletas e trazer o restante dos uniformes para o Brasil

– 1 representante da Nike, por força de contrato.

– 12 técnicos conforme permite a inscrição na IAAF

– 2 médicos

– 2 Fisioterapeutas

– 3 Massagistas

– 1 nutricionista, Primeira vez que acompanha uma delegação do Brasil

– 1 Psicólogo primeira vez que acompanha uma delegação do Brasil

– 1 Herói Olímpico  ( Claudinei Quirino)

 Portanto  está é a composição da equipe.

Sinto muito se o pessoal deturpa a questão, não dá para ficar explicando uma serie de procedimentos a todo mundo, a equipe está no site.

Os novos elementos estão  previstos em contrato com o Governo Federal, através do Plano Brasil Medalhas e eu tenho de cumprir.

 Os processos do atletismo estão sendo transparentes, pois  as pessoas envolvidas na equipe, deverão defender o Brasil na Olimpíada, temos de estar preparados, estes procedimentos já são adotados por um grande numero de equipes do mundo todo. “

Acho importante que para que o debate possa existir, gente manifestando-se, contra, ou a favor, respeitando todas as opiniões, o importante é que exista transparência por parte das autoridades olímpicas do Brasil. Seria ruim se o presidente da CBAt recusa-se a prestar as informações que foram objeto de inquietudes durante o dia de hoje na internet.

Prestado o esclarecimento, está aberto o debate.

Hoje o Lancenet publicou uma matéria em que o presidente da CBDA, Coaracy Nunes, desanca novamente Carlos Nuzman.

Além de dizer que os Desportos Aquáticos já não são ouvidos pelo Pajé Olímpico, ressalta que a CBDA não tem nenhum tipo de apoio do Comitê Olímpico Brasileiro. Coaracy diz que há cinco meses não fala com Nuzman e que não mais comparece às reuniões do Comitê.

Eu pensei que essa desavença entre ambos seria muito breve. Pelo jeito não é, embora não surpreenderá se ambos, em algum momento, surgirem abraçados “pelo bem do esporte brasileiro”.

Se a briga for realmente séria, tenho comigo que o assunto não se limita à demolição do Parque Aquático Julio Delamare. Talvez algum tipo de promessas não cumpridas.

Mas se Coaracy quer mesmo exercer seu papel oposicionista, o melhor que faria seria ir às reuniões do Comitê Olímpico Brasileiro e, entre seus pares, expor todo seu desagrado e lutar por mudanças. Não será não indo ao Comitê Olímpico Brasileiro que Coaracy mudará algo naquela entidade. Deixar de ir ao Comitê é uma situação confortável para Nuzman.

Pois Coaracy deveria ir ao Comitê e ser efetivamente oposição. Arregimentar outros presidentes de Confederações, que também não gostam de Nuzman, a cerrar as fileiras por mudanças. Há tantos outros presidentes de Confederações que também já não suportam Nuzman e sua administração ruim e ditatorial.

Claro que Coaracy não pode se esquecer de que a própria CBDA necessita de mudanças, a começar pela modernização ampla de seus estatutos sociais.

Nuzman fez questão de aparecer o quanto pode ao lado de Sérgio Cabral, Eduardo Paes e o Papa Francisco. É do seu feitio político buscar espaços ao lado de autoridades para sorrir em frente das câmeras. Vai além da conta. Já publiquei neste Blog algumas passagens que presencei de Carlos Nuzman fazendo esforços logísticos para aparecer ao lado de autoridades.

A fotografia de Nuzman ao lado de Cabral e Paes, entretanto, muito além da vaidade extrema é carregada de abdoluto simbolismo. O governador e o prefeito do Rio têm sido objeto de veementes protestos populares. Pois Nuzman fez questão de enfileirar-se ao lado desses dois políticos para fazer lembrar ao Brasil que ele também é alvo dos protestos, por esse escandaloso “paisinho olímpico” que nos tem enfiado goela abaixo, presidindo um Comitê Olímpico sem democracia e que mama nas tetas do dinheiro público. Sem falar na gastança desenfreada para a construção de “elefantes brancos”, a exemplo do que já ocorreu nos Jogos Panamericanos do Rio em 2.007.

Ainda bem que Nuzman apareceu ao lado de Cabral e Paes. Assim temos clara a imagem daqueles que tanto mal fazem ao Rio e que devem continuar sendo alvos de protestos fortes e pacíficos.

Brasil volta da Universíade com apenas 11 medalhas

Da redação do Super Esportes DF

18/07/2013

Prestes a sediar uma Olimpíada, o Brasil não conseguiu fazer bonito e piorou seu desempenho na Universíade, campeonato para jovens esportistas organizado pela Federação Internacional do Desporto Universitário. A edição de 2013 reuniu 13,5 mil atletas em Kazan, na Rússia, e acabou nesta quarta-feira (17/7). Foram 11 dias de competição nos quais o país conquistou 11 medalhas (quatro de ouro, três de prata e quatro de bronze) e terminou em 17º lugar. Comparado à última edição, em 2011, na China, o Brasil caiu cinco posições. Naquela ocasião, a delegação brasileira arrematou 18 premiações e acabou em 12º lugar no ranking geral.

Segundo maior evento poliesportivo do mundo, a Universíade é tradicionalmente conhecida por abrigar muitos campeões consagrados ou futuros talentos olímpicos. É o caso do campeão olímpico Arthur Zanetti, medalhista de ouro em Londres. Aluno do segundo ano do curso de Educação Física, ele repetiu a cor da medalha na competição universitária e conquistou o bicampeonato. Além dele, outros, 224 estudante repreentaram a bandeira brasileira na Rússia. O lançador de disco Ronald Julião e as judocas Rochele Nunes e Ketleyn Quadros também subiram ao lugar mais alto do pódio.

Veja como ficou o quadro de medalhas na Universíade 2013:

http://www.kazan2013.com/en/st_events/medals#/hide/en/-240/Medal/Medals?medalKind=DefaultSports&sport=00

A Associação Atletas pela Cidadania, lança hoje forte manifesto sobre os megaeventos esportivos sem legados para o país.

A entidade é hoje presidida por Ana Moser e dela fazem parte esportistas como Mauro Silva, Cafu, Raí, Lars Grael, Magic Paula, Fernando Meligeni, Gustavo Borges, Joaquim Cruz e muitos outros.

Leia abaixo, a íntegra do manifesto que ecoa a voz das ruas nos protestos de junho que abalaram o Brasil:

“Há mais de dois anos, a associação Atletas pela Cidadania vem tentando chamar a atenção do governo para a importância de uma agenda de um legado dos grandes eventos esportivos.

Copa e Olimpíadas têm um valor inegável para o país que as recebe, mas somente se tornam uma oportunidade efetiva quando a prioridade do interesse público é a regra e quando existam propostas concretas de Legado Esportivo e Social.

O interesse público e a transparência têm que prevalecer em todas as ações: nas obras, construções, intervenções sociais ou investimentos públicos e privados. Mais do que isso: todos os recursos gerados pelos eventos devem ser destinados ao desenvolvimento social e econômico do país, chegando de forma positiva na vida das pessoas.

Nós, Atletas pela Cidadania, somos contra a destinação de recursos públicos para benesse de alguns, as remoções que violam os direitos humanos, a corrupção e a falta de transparência nas decisões e nas contas.

Tudo isso é contra o espírito e os valores do Esporte.
Acreditamos nos valores positivos do Esporte e sabemos do seu impacto no desenvolvimento do país. O Esporte é direito de todos os brasileiros. Melhora a saúde e a qualidade de vida, diminui a evasão escolar, aumenta o desempenho dos alunos.

Repetimos: há mais de dois anos apresentamos uma agenda positiva ao país, com dois pontos centrais para o Legado Esportivo e Social da Copa e das Olimpíadas: o Esporte acessível a todos os brasileiros e a urgente revisão do Sistema Esportivo Nacional.

As diretrizes são claras.

Limitar o mandato de dirigentes esportivos, definir os papéis e integrar os entes federativos, abrir à participação democrática de atletas, qualificar educadores e profissionais esportivos permanentemente, ampliar a infraestrutura esportiva pública.

São medidas para garantir o acesso ao Esporte para todas as pessoas, de norte a sul. Além de desenvolver a cultura esportiva no país e levar os benefícios do Esporte a todos. E como consequência natural, também melhorar o esporte de alto rendimento e suas conquistas.

Felizmente, o país hoje clama por mudanças. A agenda pública deve se balizar pelo que seu povo decide e não só pelo que seus governantes acreditam que sejam as prioridades. O dia a dia do poder tem afastado a máquina pública do interesse público. Vivemos uma crise da democracia representativa, cuja solução está em ouvir diretamente os detentores reais do poder – o povo.

Queremos ser ouvidos e por isso solicitamos:

1. A criação de um comitê interministerial para a reestruturação da legislação do sistema esportivo nacional e a criação de um Plano Nacional de Esporte. Com metas, estratégias, métricas de avaliação e resultados claros. Um comitê com participação da sociedade, com voz e voto, liderado pela Presidência da República.

2. Aprovação de legislação que dispõe sobre as condições necessárias para as entidades do Sistema Nacional de Esporte receberem recursos públicos (emenda nº à MP 612 e emenda nº à MP 615).

3. Total transparência dos investimentos e das apurações referentes às denúncias de violações de direitos humanos nos grandes eventos esportivos, como exploração sexual infantil, remoções sociais forçadas, sub-emprego”.

Nota: Os negritos são do blog do Juca Kfouri.

Informações sobre a Associação Atletas pela Cidadania você encontra em http://www.atletas.org.br/.

Lamentável, embora não surpreendente, esses novos casos de doping flagrados na elite do atletismo mundial.

Eu sou daqueles que acreditam que, infelizmente, a maioria dos super atletas de elite toma substâncias proibidas. Tomam porque são desonestos. Mas também porque são rodeados por cartolas canalhas, médicos desprezíveis, empresários interesseiros, uma horda que faz o que for preciso para lucrar no submundo das drogas ilícitas do esporte.

O atleta sabe que existe muita pressão para se dopar, principalmente aqueles que atuam no esporte individual. Dizem, constantemente, aos atletas que “sem o doping ele não acompanhar os demais”, “são décimos que podem mudar sua vida”, “não se preocupe porque fazemos um planejamento para ninguém pegar”. Se algum atleta de alto rendimento disser que não existe esse tipo de pressão na beira da pista, da piscina, da quadra, do ginásio, estará contando uma grande mentira.

Também sou daqueles que acham que há um esquema mafioso que envolve tráfico de doping, distribuição das substâncias proibidas, médicos, técnicos, empresários, dirigentes, patrocinadores e, claro, os atletas.

Tem muita gente que Você pensa que é herói, que faz cara de bonzinho, mas que tenha certeza de que toma doping, sim. Um dia a máscara vai ao chão.

Por isso que eu sempre disse e escrevi que a questão do doping não pode restringir-se ao âmbito da Justiça Desportiva. O doping é caso de polícia. Deve ser cuidado como o tráfico de drogas, ou de armas. Tem muito calhorda por aí ganhando uma boa grana com doping. E os mecanismos de de combate são pífios, ridículos.

Doping é assunto para ser tratado pela Interpol, pelo FBI, pelas polícias dos Países.

Enquanto não se combater o tráfico de doping com a veemência que ele merece, esse bando de gente suja vai continuar lambendo os beiços e alijando, cada vez mais, a banda boa do esporte.

Sim, o esporte ainda tem gente honestal

Esse é o desempenho do Brasil após o 2º dia de disputas na Universíade de Kazan na
Rússia:

1º dia (10/07): 

Brasil não passa das eliminatórias no primeiro dia de Universíades.
Dois nadadores do Brasil estiveram em ação na primeira etapa das Universíades em Kazan e ambos ficaram nas eliminatórias.

Victor Colonese participou dos 400 livre ficando em 28º lugar com 4:04:51. Fábio Santi fez 56:03 nos 100 costas e terminou na 19ª colocação.

2º dia (11/07):      

E o Brasil, por enquanto só eliminatórias. Vinicius Waked ficou em 21º lugar nos 200 livre com 1:51:46 e Ana Carla Carvalho em 29º nos 100 peito  com 1:13:11.

Sabemos que os atletas do Brasil não têm apoio sério de ninguém e que o esporte universitário não é levado a sério pelas autoridades. De qualquer forma, a três anos dos Jogos Olímpicos, temos que esperar mais de um país que pretende estar entre os dez primeiros no quadro de medalhas. Estamos apenas no segundo dia de competições. Tomara que os resultados melhorem.

A Universíade é a segunda maior competição do mundo em número de participantes e o nível técnico é elevado.

Vamos acompanhar o desempenho da delegação brasileira.

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