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Todos os dias aumentam as denúncias dos desmandos na Confederação Brasileira de Taekwondo. Os atletas fizeram seu protesto. Exigiram providências. É para eles e por causa deles que o esporte existe. Se os atletas estão descontentes é porque algo está errado e as coisas devem mudar. Jornalistas especializados estão escrevendo rotineiramente sobre o assunto.

Como todas as modalidades esportivas do País, o Taekwondo é sustentado com dinheiro público. Por isso o Estado tem obrigação de investigar, imediatamente, as finanças e a administração dessa Confederação. A demora das autoridades públicas em tomar providências rápidas para auditar as contas dessa Confederação é incompreensível. Dá tranquilidade àqueles que proventura estão agindo mal e tempo para eventualmente maquilar contas, balanços e demonstrações financeiras.

Essa questão de que as entidades desportivas não podem sofrer qualquer tipo de intervenção estatal é um escudo que as Federações internacionais lançam mão para proteger apaniguados. Alegam que intervenções estatais nas entidades desportivas ensejariam a impossibilidade destas de participarem de torneios internacionais, inclusive certames olímpicos. Ora, não é dinheiro deles que está em jogo,m mas, sim, dinheiro do povo brasileiro. Tenho certeza de que se o Estado interviesse na Confederação Brasileira de Taekwondo, a Federação Internacional da modalidade iria ameaçar em um primeiro momento. Depois não teriam coragem de levar adiante outras sanções e as chances de haver solução negociada para o impasse, com a saída dos atuais dirigentes, seriam enormes. O Estado brasileiro não pode ser leniente com desmandos com dinheiro público no esporte. Também acho absolutamente errado que o Comitê Olímpico do Brasil (“COB”) não tome nenhuma providência com relação às denúncias  no Taekwondo. Por muito menos, por bobagens, o COB interveio em Confederações de forma autoritária. Agora, que há razões concretas para adoção de medidas, a entidade não faz nada. É estranho. Acho que a falta de ação é porque a presidente da Confederação Brasileira de Taekwondo vota no colégio eleitoral do COB e este não quer provocar quem elege e reelege seus eternos cartolas.

A propósito, não acho que é verdade quando os cartolas dizem que estão apreensivos com a escolha do novo Ministro do Esporte. A cartolagem prefere um bobalhão no posto, como foram Agnelo Queiróz, Orlando Silva e Aldo Rebelo, do que uma pessoa que entenda do assunto e que efetivamente queira fazer mudanças radicais no cenário esportivo brasileiro. Um Ministro do Esporte enérgico e atuante poria essa cartolagem para correr.

 

 

Quem me acompanha aqui sabe que eu costumo dizer que político serve para qualquer coisa, entende de tudo. Ora é Deputado, ora está cuidando da educação, pula para o tranporte, aterrisa da saúde, vira Senador e assim vai. Políticos são, em sua grande maioria, aproveitadores que não entendem de coisa alguma com profundidade e estão aí para o que der e vier, em causa própria.

Lamentável a escolha de Dilma para o Ministério do Esporte. Esse Deputado, cujo nome, juro, lí, mas já esqueci (estou com preguiça de voltar a página para relembrar o nome do sujeito) que Dilma escolheu para a Pasta do Esporte é a avacalhação completa, a esculhambação geral do esporte no Brasil. Isso mostra claramente que Dilma não está preocupada com a democratização do esporte, em criar uma política de Estado para segmento, de iserir a prática desportiva na grade escolar com a mesma relevância das outras disciplinas, de tratá-lo como uma questão de saúde pública e educação. Dilma está preocupada em saldar dívidas de campanha com seus apaniguados, com sua suposta base eleitoral. Dilma terceirizou o esporte a um partidinho, cujo nome a sigla também não conheço. Dilma entregou o esporte a uma gente e disse “toma aí, façam o que quiserem. Só não se esqueçam de mim na hora de votar lá no Congresso.”

E para mais uma vez comprovar o que disse, de que político serve para qualquer coisa, o glorioso Aldo Rebelo, que já não entendia patavina de esporte e fez uma gestão elitista e desastrosa, vai agora encarregar-se da Ciência, Tecnologua e Inovação.

Aldo Rebelo, a história do esportista que virou cientista.

Essa gente toda faz muito mal ao Brasil.

Na semana passada o Comitê Olímpico do Brasil (“COB”) em uma festa cara, paga com dinheiro do povo, premiou importantes atletas do País, merecedores da honraria.  Já escrevi aqui que acho a festa opulenta. Não há necessidade de tantos gastos.

Além dos atletas premiados, há outros tantos brasileiros espalhados pelo País que fazem trabalhos importantes, sociais e esportivos, que deveriam ser homenageados pelo COB. Deveria ser criada uma categoria para essas pessoas.

Cito como exemplo o trabalho que o Professor Aloísio de Medeiros Sobrinho faz no atletismo em Porto Velho/RO. Um leitor deste Blog me recorda que o Professor Aloísio ensina atletismo aos seus alunos, no bairro Caladinho, na periferia de Porto Velho, na rua, em meio ao trânsito, porque a Escola Municipal de Ensino Fundamental e Médio, não possui espaço para a prática da Educação Física.

Este link traz maiores informações sobre o assunto  http://youtu.be/Wf8NR6RR8ZM .

Será excelente se o Ministro Aldo Rebelo e o Carlos Nuzman olharem um pouquinho pelo Brasil dos pobres e destinarem algo para que o Professor Aloísio e os tantos outros que, como ele, fazem o verdadeiro “Brasil Olímpico” possam seguir com seus trabalhos.

Fui apenas a um desses Prêmios Brasil Olímpico, quando ainda não era no Teatro Municipal do Rio. Era em uma ilha da Marinha, na Baía da Guanabara. Achei um evento despropositado. Nos anos seguintes, recebia o convite e nunca mais fui. Depois, por razões óbvias, a patota olímpica brasileira não mais me convidou.

Claro que homenagear os melhores técnicos e atletas do ano é importante. Mas o tal prêmio Brasil Olímpico é desnecessariamente dispendioso. Vai muito além da conta. Não há transparência sobre os custos desse convescote olímpico, tampouco se sabe se todos os serviços contratados foram rigorosamente licitados. É tudo pago com dinheiro público.

Hoje foi dia de mais um prêmio Brasil Olímpico. Reparem que, nesse prêmio, transmitido pela televisão, homenagear atletas é apenas um meio para atingir a finalidade mais importante, que é o culto à auto imagem feito pela cartolagem e a babação de ovo para os políticos do círculo de interesses desses mesmos cartolas. Enquanto se dá um prêmio a um atleta, um cartola está no palco, falando de si mesmo, ou elogiando outro cartola da mesma patota, ou puxando o saco de algum político da hora. Eles aproveitam o momento tv para aparecerem, como sempre, mais do que os técnicos e os atletas.

Enquanto a cartolagem vaidosa não prima pela discrição e gasta milhões de dinheiro público nessa festança desnecessariamente cara, há atletas que não têm dinheiro para tomar ônibus para treinar, não têm sapato de prego, não têm pistas decentes, não têm piscina, não equipamentos, não têm moradia adequada, não têm alimentação condizente, não têm um monte de coisas que a cartolagem simplesmente ignora existir. Esses atletas que têm apoio nenhum também merecem todas as homenagens, antes de serem um dia expoentes olímpicos.

Os cartolas que organizam esse prêmio Brasil Olímpico deveriam ser mais discretos, não usá-lo como palanque, gastar bem menos dinheiro com isso, dar absoluta transparência aos custos e suas formas de contratação e destinar dinheiro para investir na base do nosso esporte, tão pobre, tão sofrida.

Texto de Paulo Henrique Amorim.

Nuzman, pede pra sair.

O dinheiro tem que sair do Governo direto para os atletas.

13/08/2014

Nuzman diante do espelho: há alguém mais bonito do que eu ?
Carlos Nuzman é um Neymar: um narciso.

Carlos Nuzman é um Ricardo Teixeira – acha que é eterno.

Que, enquanto o jornal nacional não tocar nele, tudo bem.

O Brasil é a sexta economia do mundo e o 22º no esporte olímpico.

O Brasil investiu R$ 2 bilhões nas Olimpíadas de Londres e, com 3 medalhas de ouro, ficou atrás do Cazaquistão, do Irã, da Jamaica, da Coréia do Norte.

O dinheiro tem que sair do Governo direto para os atletas.

Tirar o Nuzman e os presidentes de federações e confederações do caminho.

A Jamaica teve quatro ouros.

O Brasil, três.

Como disse o Financial Times, na página 2, no dia 7 de agosto, “Bolt não nasceu do nada – as corridas de curta distância estão entranhadas na psicologia do jamaicano há um século”.

“Você não pode, de repente, instalar uma modalidade esportiva na superficie da Lua”, disse, na mesma reportagem, Lord Coe, o comandante inglês das Olimpíadas de Londres.

Os campeonatos escolares de corridas, na Jamaica, chegam a encher estádios com 50 mil pessoas.

Arthur Wint foi o primeiro jamaicano a ganhar um ouro nos 400 metros, em Londres, nas Olimpíadas de 1948.

De lá para cá, a Jamaica conquistou 61 medalhas.

Ben Johnson, “o infame canadense que ganhou dopado os 100 metros em Seul”, nasceu na Jamaica.

O Governo à frente, ao coordenar patrocinadores e investidores individuais aplicou dinheiro maciçamente em estádios de corridas – são cinco pistas sintéticas espalhadas por um país que é um pouco maior do que a Ilha do Governador e tem três milhões de habitantes – deve ser a população da Rocinha e do Vidigal …

E o Nuzman vem dizer que o rendimento de Londres sobre Pequim foi 43,9% maior …

“Dinheiro não compra medalhas”, disse ele ao Estadão, na página E1.

Mas, segundo “Cabaret”, com a Liza Minelli, “money makes the world go round”…

Depende em que bolso cai o dinheiro.

Faxina na cartolagem olímpica, Rebelo.

É só tomar conta da torneira !
Por Paulo Henrique Amorim

A Controladoria Geral da União (“CGU”) divulgou hoje relatório da auditoria que fez na Confederação Brasileira de Vôlei (“CBV”) e concluiu pela existência de inúmeras irregularidades. O Banco do Brasil anunciou a suspensão do patrocínio à modalidade.

Vejam o link abaixo. Prestem atenção no vídeo autoexplicativo, produzido pela equipe da ESPN Brasil.

http://espn.uol.com.br/noticia/467403_banco-do-brasil-suspende-contrato-com-a-cbv-apos-relatorio-da-cgu-confirmar-denuncias-do-dossie-volei-da-espn

As conclusões da CGU são estarrecedoras. Acho lamentável que o esporte brasileiro esteja nas mãos de gente assim.

Absolutamente acertada a decisão do Banco do Brasil de suspender o patrocínio ao vôlei. A CBV está há quarenta anos nas mãos do mesmo grupo político. Por isso, as investigações devem retroceder a 1.975, quando esse grupo assumiu o controle desse esporte.

As constatações da CGU são tão sérias que o presidente Ary Graça deveria afastar-se da Federação Internacional enquanto não houver o encerramento de todos os processos que seguramente advirão.

Em matéria de hoje do competente jornalista Lúcio de Castro ele esquadrinha o modus operandi da CBV que, ainda segundo Lúcio, pode ser o mesmo adotado por outras entidades dirigentes do desporto nacional.

Será excelente se a CGU, órgão ligado diretamente ao gabinete da Presidência da República, promova uma devasa não apenas na CBV, mas em todo o esporte olímpico nacional. Estamos às portas dos Jogos Olímpicos e muito dinheiro público está sendo derramado nessa estrutura esportiva do Brasil. O País não pode correr o risco de haver suspeitas de utilização indevida de dinheiro governamental repassado ao esporte.

Repito à exaustão que se o Estado não tomar as medidas preventivas necessárias, a Copa do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos, juntos, serão o maior escândalo financeiro da história recente do Brasil.

Sim, maior do que o da Petrobrás. Os valores envolvidos são muito maiores.

TCU exige que Comitê Olímpico do Brasil revele gastos com organização dos Jogos de 2016
Tribunal quer ter acesso a folha de pagamento e a orçamento da entidade. Presidente do COB corre risco de ser multado
POR WASHINGTON LUIZ
09/12/2014 20:24 / ATUALIZADO 09/12/2014 22:23

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman – Ivo Gonzalez / Agência O Globo
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BRASÍLIA – O Comitê Olímpico do Brasil (COB) tem até esta quarta-feira para prestar esclarecimentos sobre os gastos com a organização dos Jogos de 2016. Em relatório aprovado na semana passada, os ministros sugeriram multar o presidente da entidade, Carlos Arthur Nuzman, caso as informações não sejam apresentadas. Segundo o TCU, “o presidente da entidade se opôs a fornecer os dados para a equipe técnica do tribunal”. Nuzman também preside o Comitê Rio 2016, entidade responsável pela organização das Olimpíadas.

O tribunal quer ter acesso aos dados da folha de pagamento do Rio 2016 dos últimos 12 meses, ao contrato de abertura do empreendimento imobiliário Ilha Pura, ao orçamento atualizado da entidade e à planilha com os contratos assinados desde a sua criação.

O Comitê Rio 2016 justificou o não fornecimento dos documentos alegando se tratarem de informações confidenciais. Todos os contratos da entidade com fornecedores, inclusive patrocinadores que podem repassar os recursos em dinheiro ou serviços, têm cláusulas de confidencialidade. Segundo o TCU, os advogados do comitê já estão em conversações com o tribunal para entregar novos documentos.

ALUGUEL DA VILA É DÚVIDA

Uma das principais preocupações do órgão é com o empreendimento Ilha Pura, que sediará a Vila dos Atletas. O motivo é que a empreiteira Carvalho Hosken S.A. estabeleceu o valor máximo de R$ 45,8 bilhões para alugar a vila, mas o comitê e a empresa fizeram um novo acordo de usufruto. Agora, o valor estimado do aluguel a ser pago para a empresa é de R$ 254.940.808,99.

O TCU também sugeriu monitorar as despesas com a Vila Olímpica e outras vilas. O Rio 2016 havia previsto no orçamento gastar R$ 758,4 milhões com essas áreas, porém a construtora pediu um financiamento de R$ 2,33 bilhões à Caixa.

O tribunal começou a fiscalizar a entidade em maio. A decisão foi tomada porque, apesar de ser uma entidade privada, o comitê pode vir a receber recursos federais, do governo do estado e da prefeitura do Rio caso suas receitas próprias não consigam cobrir as despesas. Em valores de hoje, os governos deverão entrar com até R$ 1,8 bilhão para complementar o orçamento, o que ainda não foi necessário. Se houver déficit operacional (acima de R$ 1,8 bilhão), a diferença será assumida apenas pela União.

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