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Por David Castro – Atleta Olímpico

Colegas da internet e de uma longa vida esportiva ou não,venho aqui me despedir antecipadamente o carinho e apoio de muitos,mas infelizmente estarei saindo da internet por tempo indeterminado a partir de fim de novembro em virtude de estar desempregado há 6 anos e passando seríssimas dificuldades financeiras e doença em família, possivelmente terei que vender onde moro pois corro o risco de ficar sem onde morar e sem ter o que comer, a cidade onde vim morar em 1990 cheio de ideais e sonhos simplesmente virou a mim pesadelo e angústia,ajudei muita gente e fui traído por muitos também, mas isso é outra história e passado é passado, não vai voltar, mas todos meu ideais e objetivos terminaram,foram muitas glórias defendendo a cidade ,momentos inesquecíveis e terminando de forma invicta 36 anos de carreira ,um recorde,numa época onde não existia internet e intensa divulgação como é hoje no esporte…muitas vezes me encontro sem forças e animo para dar a volta por cima á procura de algo,aonde vou nada consigo,são promessas, promessas e promessas e tipo tenha fé,boa sorte,estou torcendo..enfim tudo isso é bom, mas preciso que a vida me de algo de concreto pois a parte espiritual eu tenho e sempre acreditei , mas hoje corro contra o tempo para sobreviver, sobreviver em uma cidade que dei tudo de mim por 10 anos com muita garra, carinho e acima de tudo amor e hoje essa mesma cidade renega o que fiz,abandona e despreza,sei que é a vida e infelizmente as coisas são assim em nossas vidas e em qualquer área ou trabalho,vence o mais forte, ás vezes o mais desonesto, o injusto, o incapaz…enfim…um lugar onde é cada um por si e Deus pra todos,não só aqui ,mas em todo lugar desse imenso país.

Escrevo a todos voces como forma não de desabafo e sim de carinho e respeito a todos que de uma maneira ou outra sempre me apoiaram seja em palavras ou gestos.

O que fiz no esporte ficará sempre e hoje estou procurando emprego até de lixeiro sem desmerecer esses valorosos trabalhadores,pois procuro qualquer forma de trabalho honesto nessa vida pois eu tenho a certeza que que de algum modo fui”queimado”na cidade por pessoas inescrupulosas e más,mas não sou ninguém para julgar e sim para perdoar pois sei que Deus estará sempre comigo,pois Ele me proporcionou momentos divinos de felicidade em ter a minha mãe hoje viva com 87 anos apesar de acamada junto a mim e ter saúde para poder cuidar dela e seguir em frente e uma esposa maravilhosa que amo e que me ama, que sempre está comigo mesmo estando desempregada também,aliado ao fato de Deus ter me presenteado uma olimpíada (quantas pessoas desejariam ter ido) e pessoas que me apoiaram e me ajudaram na medida do possível,isso tudo digo aqui e sou grato e serei pelo resto da vida.

Tenham a certeza que meu respeito e carinho a todos é imenso e desejo a todos tudo em dobro que me desejem…saúde e paz e se não tivermos a oportunidade de nos falarmos mais…um Feliz Natal e Feliz 2011 a todos !!!

 David Castro

ex-atleta olímpico – 1988

Vou Anular O Meu Voto.

outubro 31, 2010

Vou anular meu voto para presidente. Será a primeira vez. Não estou feliz. Pelo contrário, estou angustiado. Anular o voto em um País que já viveu ditaduras bárbaras poderia ser um descaso com aqueles que nunca esmoreceram e lutaram pela democracia. Mas não me sentiria em paz se apertasse o botão da urna em favor da “turma da Dilma”, ou da “turma do Serra.”. Lamento pelo Brasil  o achincalhe que é escolher entre Dilma e Serra.
Essa foi a pior campanha presidencial a que assisti. A mais sórdida, hipócrita que não foi apenas ruim, mas mil vezes pior.

Deu-me náuseas ver José Serra beijando uma Santa, como cara constrita, assim como assistir a Dilma rezando, com a mesma cara lambida, em uma igreja evangélica.

Igualmente asqueroso ver a questão do aborto como tema central da campanha e tratado de maneira cínica e superficial.

Para essa gente, vale tudo para ganhar uma eleição.

Minha profissão de advogado atuante na área do direito empresarial e internacional me faz tomar conhecimento de determinadas situações que acabam por envolver políticos.

Quando Serra era Ministro da Saúde, dizia-se, como blague, que o “Serra era Ministro da empresa tal, que tinha seus pleitos no ministério aprovados em caráter de urgência”. E essa “empresa tal” enchia jato privado de dinheiro vivo para, segundo eles, entregar ao então Ministro. Nunca vi o dinheiro e muito menos ele sendo entregue ao Ministro Serra. Mas sei que o empresário dono do avião mantinha com o atual candidato relações pessoais. E, pelo Diário Oficial, é comprovado que sua empresa tinha seus processos aprovados mais rapidamente que seus concorrentes.

Neste governo, da turma da Dilma, uma empresa estrangeira foi convidada a fazer uma doação para um determinado partido político, a fim de que pudesse ganhar uma licitação. O gringo ficou de cabelo em pé e me perguntava, freneticamente, se aquilo era legal.

Citei apenas dois exemplos. Há inúmeros. O fato é que a política é podre e os políticos (sem generalizar, mas em sua esmagadora maioria) topam qualquer parada.

Outro dia, no debate da Folha de São Paulo, perguntei ao Ministro Orlando Silva a razão pela qual ninguém ainda está preso após o comprovado superfaturamento de 1.000 % para a realização dos Jogos Pan Americanos Rio 2.007, que não deixou uma estação de metro sequer para a Cidade. Claro que não houve resposta. Por muito menos, cúpulas inteiras do esporte pediram demissão em Países sérios.

Não vou escolher o menos pior. Até porque não há o menos pior. Ambos são horrorosos. Seja lá aquele que for eleito, vai continuar adulando o Congresso, seja para ganhar o direito de mudar a constituição para garantir a possibilidade de mais um mandato, seja para conseguir ampliar a base de apoio. Cada qual a seu modo, cometerá suas mazelas.

Divirto-me vendo a direita reacionária torcendo para o Serra. Justo ele, que entre os dois candidatos é aquele que tem sólida formação acadêmica que se cristalizou miltando na esquerda.

Essa mesma elite insensível, que tanto mal faz ao Brasil, é aquela mesma que há anos atrás votava no Maluf. Serra herdou os votos dos malufistas. Uma razão muito forte para não votar nele.

Não menos curioso é ver a turma da Dilma lado a lado com o Sarney, Collor e daí para baixo (se é que ainda pode existir coisa mais baixa). Dilma herdou os votos do Marechal do Marahão e dos colloridos. Dá para votar em alguém assim?

Vou, sim, anular meu voto, para não corroborar a roubalheira, a prostituição política, que há dos dois lados.

Enquanto os nosso pobres Atletas não têm dinheiro para treinar, pera viver condignamente, o governo brasileiro, mais uma vez, abaixa o traseiro para a poderosa FIFA. O pacote de renúncia fiscal lançado pelo poder público federal é um escárnio. Ora, o bom de uma Copa, segundo eles, não é a geração de divisas para o País? Qual é o sentido, então, de dar benefícios fiscais a uma entidade privada e riquíssima? Ou tributos não são divisas?

Ah, tá, o caderno de encargos da FIFA exige, argumentam os governantes e a cartolagem. Que se dane o caderno de encargos da FIFA. Em primeiro lugar, esse caderno de encargos é uma papelada obsoleta. Segundo, a FIFA não pode exigir do Brasil o mesmo que exigiu da Alemanha. Se querem uma Copa do Mundo de Futebol no Brasil, tem quer ao nosso modo e dentro das possibilidades de uma nação pobre, carente de suas necessidades básicas.

A cartolagem e o políticos que nos governam são covardes. Têm medo de, ao contrário, exigir da FIFA que trate o Brasil como merece. Quem acha que o Brasil ficará mais rico com a Copa do Mundo está desinformado. Há estudos que provam isso. Eventos Esportivos não fazem tornam um País mais rico.

Como sempre digo, os dirigentes do Brasil não são patriotas. Não estão comprometidos com o Brasil. Estão, sim, comprometidos até o pescoço com as entidades internacionais que representam e com as quais fazem os seus conchavos, que tanto mal tem causado ao Brasil

O Estádio de Remo vira Shopping e a CBR fica muda.
24-10-2010
O Estádio de Remo vira Shopping e a CBR fica muda.
Pierre de Coubertin. 2º Presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI)
Por Alberto Murray Neto

O esporte brasileiro cresceu e desenvolveu-se sob os auspícios de uma geração romântica que tem sua filosofia calcada nos princípios olímpicos do Barão Pierre de Coubertin*. Nesse contexto, o remo aparece como um dos grandes exemplos da abnegação que definiram os conceitos do esporte brasileiro. Impossível não considerar a relevância dos pioneiros que faziam das casas de barcos a sua própria moradia, de modo que pudessem, às cinco horas da manhã, colocar as embarcações nas raias para treinar, de forma que houvesse tempo de trabalhar. Os tempos mudaram. Mas estas são as raízes do esporte nacional, que inspiraram tanta gente de outras modalidades.

O Remo é tratado pelas autoridades como uma modalidade “menor”, o que é absolutamente injusto, haja vista os parcos recursos que sempre recebeu da Lei Piva.

A Lagoa Rodrigo de Freitas é o berço do Remo do Brasil. Depois que os rios Tietê e Pinheiros tornaram-se inviáveis à prática do esporte, o Estádio de Remo da Lagoa passou a ser realmente a única referência. Tudo fora daí ainda é feito com extrema dificuldade e, em alguns casos, com pobreza absoluta. Isso não é digno de um País que vai sediar as Olimpíadas daqui a seis anos.

A eleição do Wilson Reeberg fez sorrir a possibilidade de um reerguimento do remo brasileiro. Com o apoio que teve da comunidade, deveria ter assumido com autoridade suficiente para enfrentar os poderes constituídos e surgir como uma nova liderança no cenário nacional. Tenho a impressão de que, não obstante as boas intenções do Wilson, ele tem sido subserviente aos ditames do que há de pior na cartolagem nacional. A CBR tem uma dívida financeira grande. E para pagá-la, não é necessário bajular ninguém, até porque é ilusório achar que o Comitê Olímpico Brasileiro, por exemplo, irá responder por essa dívida. Não irá, justamente para manter a espada eternamente na cabeça de seu presidente, como uma ameaça. Wilson não precisa disso.

Pelo contrário, estivesse eu no lugar do Wilson, teria exigido maior apoio ao remo, não pela política do beija mão. Mas, sim, do alto das tradições do esporte e lastreado na credibilidade daqueles que me haviam apoiado. O Remo não pode ser subserviente.

Por essas mesmas razões, fico triste quando vejo praças esportivas servindo a interesses empresariais que não têm nenhum comprometimento verdadeiro com o desenvolvimento do esporte. É o que me parece estar havendo com o Estádio de Remo da Lagoa. Ganharia muito mais o remo se o dinheiro investido para a construção de um centro comercial fosse destinado à melhoria desse esporte no Brasil, na sua massificação. Sem quantidade, não tiraremos a qualidade. E o Remo tem que ser massificado, pensando em um trabalho de longo prazo. Programas imediatistas não servirão para muita coisa. E não vejo no remo, até agora, assim como na grande maioria das modalidades olímpicas, um programa social que nos possibilite ver diversos centros de desenvolvimento desse esporte em todo o Brasil. Somente assim, em um trabalho de base de pelo menos 12 anos, seremos capazes de formar equipes sólidas e continuadas e deixar de viver de talentos naturais, valores esporádicos e isso somente poderá ser feito se a comunidade de ex-remadores for chamada a participar desses projetos. Espero que esse projeto da Petrobrás com o Instituto Passe de Mágica faça isso com o remo. Eu confio muito na capacidade de gestão da Paula. Se não for assim, não será possível avançar como se deve.

Alberto Murray
www.ESPN.com.br/albertomurrayneto

Como pouco conhecedora das gestões esportivas do Brasil e amante do espírito esportivo temo, pela primeira vez, nossas Olimpíadas. 
Pra mim, neste momento, não interessa muito quem está aqui ou ali, falemos um pouco da Responsabilidade. 
Há atletas pobres, muito pobres por aí. Atletas com o futuro olímpico e paraolímpico pela frente mas que, por falta de um “prato de feijão”, não se sustentam em pé. Então, porque esta gestão ininterupta do COB aonde seu gestor abraça o mundinho com as pernas? Digo mundinho por que efetivamente é o que o COB faz, abraça, apadrinha apenas o mundinho dele. Quem não faz parte deste mundinho que se ferre, literalmente. O COB deveria isso , deveria aquilo, etc . Todo mundo sabe que responsabilidades deveria ter o Comitê, bem como a CBF. Mas ambos estão fechados ao mundinho Nuzman – Teixeira.
Só que agora a coisa mudou de figura. Estamos falando de Olimpíadas e da Copa no BRASIL, não estamos mais falando de competições regionais oou fora daqui.  O mundinho do COB, bem como o da CBF deveria desmoronar antes que seja tarde demais. Não tarde para o show que vai ser a organizacão, a abertura etc, porque Marketing eles sabem fazer muito bem, mas para o fracasso pessoal de nossos atletas. Aí está a maior responsabilidade do nosso país, nosso bem maior.  
A preparação de nossos atletas, neste momento, deveria superar qualquer constituição e cair nos braços de quem está limpo, sem supeita de dúvida, fazendo bem ao mundo do esporte como a Magic Paula. Uma ex-atleta que acaba de realizar o que seria de responsabiidade do COB de uma maneira MAGIC não pode ser colocada na lateral.. Na lateral deve ficar quem está sendo julgado, investigado e , mais que tudo, condenado pelas próprias pernas. FICHA LIMPA no esporte deveria começar já.
Se o Brasil é uma potência mundial porque não somos esta potência no esporte?
O mundo de 190 milhões de brasileiros não pode ficar a mercê do mundinho de duas cabeças.
Inicie o FICHA LIMPA. 
 Em prol da troca do presidente do COB pela Magic Paula. Nós somos o povo e ainda mandamos neste país.
PS1 : A pessoa que redigiu este texto prefere não se identificar com medo da patrulha e retaliações da patota olímpica do Brasil.
Sem dinheiro

Um ano após a escolha do Rio como sede de 2016, esportes com menos estrutura pedem redistribuição de verbas por parte do COB

Publicada em 24/10/2010 às 04h44m

Eliária AndradeRoseli Feitosa: campeã mundial até 81kg: sonho com Londres-2012 apesar da dura realidade vivida em 2010 /Foto: Eliária Andrade

Aos 2 de outubro de 2009, o Rio era escolhido como sede Olímpica de 2016. Mas, apesar de o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) ter anunciado que para ser top 10 no quadro de medalhas o Brasil precisará de 30 pódios em cerca de 13 modalidades, confederações com menos estrutura se queixam da distribuição, pelo COB, dos recursos da Lei Agnelo/Piva, que destina ao esporte 2% das loterias.

Anualmente, o COB divide tais verbas entre as confederações. Mas ocorre que entidades de esportes “grandes” e com patrocínios privados, como o vôlei, recebem os maiores valores.

– O ano de 2010 foi perdido para as confederações ‘nanicas’ – afirma Alaor Azevedo, presidente da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM). – Criei até a expressão ‘ChiLeoa’. Na China, estão as oito com mais recursos, e em Serra Leoa, as outras 22. As ricas levam de 85% a 90% dos recursos, como no país em que os 10% mais ricos têm 80% dos recursos.

Em Pequim-2008, o Brasil obteve 15 medalhas (três ouros, oito pratas e sete bronzes) em 38 finais; em Atenas-2004, dez (cinco ouros, duas pratas e três bronzes) em 30 finais; e em Atlanta-1996, 15 pódios (três ouros, três pratas e nove bronzes) em 20 finais, num aproveitamento melhor.

– Desde 1996, o Brasil tem medalhas em judô, natação, basquete, vôlei, atletismo, hipismo, iatismo e futebol. Em Pequim, saiu o hipismo, entrou o taekwondo. Para ser top 10 em 2016, temos de ampliar este leque – explica o superintendente técnico do COB, Marcus Vinícius Freire. – Teremos de ganhar duas medalhas de futebol, duas de vôlei de quadra, quatro ou cinco no judô, cerca de quatro no iatismo. E em mais seis outras.

O projeto é bom. Mas sobram confederações que dependem do COB.

– O badminton é um esporte de baixa popularidade. Vivemos 100% da Lei Agnelo/Piva: R$ 900 mil/ano. Não temos patrocínio. Dependemos totalmente do COB – explica o presidente da Confederação Brasileira de Badminton, Celso Wolf Jr., para quem não há mentalidade esportiva, e sim de futebol. – Há talentos, mas leva dez anos para formar um medalhista olímpico.

Petrobras investe no esporte

Para a gerente executiva da Confederação Brasileira de Tiro com Arco (CBTArco), Pierina D’Amico, há uma grande burocracia no Ministério do Esporte e no COB, e nenhuma empresa tem incentivo para investir. Para apresentar projetos, há exigências demais para entidades pouco estruturadas e sem dinheiro para fazer marketing. O presidente da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), José Luiz Vasconcellos, compartilha da ideia de que o esporte brasileiro está perdendo tempo:

– Se entrarmos em 2011 sem nada definido, estaremos atrasadérrimos.

Em meio à queda de braço entre COB e confederações “nanicas”, a Petrobras irá investir, anualmente, R$ 20,1 milhões até 2014, no boxe (R$ 5 milhões); taekwondo (R$ 4,4 milhões); remo (R$ 4 milhões); esgrima (R$ 3,4 milhões); levantamento de peso (R$ 3,3 milhões). Segundo Cláudio Thompson, gerente de patrocínios, as modalidades foram escolhidas por ex-atletas e jornalistas, e o gerenciamento será do Instituto Passe de Mágica, de Magic Paula, sem ingerência nas confederações.

– Não haverá cobrança por medalhas, mas por evolução no desempenho das cinco modalidades. Se as medalhas vierem, será a coroação ao trabalho – garante Thompson, esclarecendo que a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), que tinha apoio da empresa, rejeitou o novo formato.

Presidente da Confederação Brasileira de Levantamento de Peso (CBLP), Ricardo Calmon aguarda o contrato com a Petrobras. Ele lembra que o país conta com Fernando Reis, bronze no Mundial, e que o esporte “dá” 45 medalhas olímpicas.

– Mas sem apoio, vamos bater palmas para os estrangeiros.

Entre as “grandes”, há dirigentes que defendem a redistribuição da Lei Agnelo/Piva, sem eco no COB.

– A distribuição é reavaliada todos os anos, de acordo com metas estabelecidas entre COB e confederações. Sempre são levados em conta os outros recursos de cada confederação – informou o COB, sem comentar a ação da Petrobras.

Atualmente, têm apoios de empresas públicas as confederações de vôlei, atletismo, basquete, natação, ginástica, tênis e ciclismo. Mas faltam investimentos privados no esporte, que ainda depende excessivamente do dinheiro público. Como a corda arrebenta do lado mais fraco, sobra para a boxeadora Roseli Feitosa, campeã mundial até 81kg.

– O que me ajuda são o Bolsa-Atleta de R$ 1,5 mil, que comecei a receber este ano, e uma academia, que me dá uniforme e suplementos. Sei que 90% dos boxeadores trabalham como segurança ou em academias. A gente não tem apoio. A gente sobrevive – enfatiza. – Quero ir a Londres-2012, e depois, se tiver patrocínio, viro profissional. Se não, sigo no boxe olímpico até 2016.

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