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Anuário SOU DO ESPORTE

janeiro 13, 2017

O esporte olímpico do Brasil passou a ter um fiscal de peso. O portal Sou do Esporte (www.soudoesporte.com.br) acrescentou, com ênfase, à sua vasta gama de atividades, a fiscalização das entidades dirigentes do desporto no Brasil no que se refere às regras de transparência e governança corporativa. Com base em critérios objetivos, o SOU DO ESPORTE criou um índice de transparência em que analisa e qualifica o grau de transparência com que são administradas as Confederações esportivas. Isso é muito importante para um eventual patrocinador de determinada modalidade, pois ninguém vai querer investir em entidades que não seguem regras claras de governança corporativa. No momento em que vemos diversas Confederações envolvidas em escândalos financeiros é muito bom saber que existe uma organização independente, como o SOU DO ESPORTE, para fiscalizá-las.

Ao final de cada ano, o SOU DO ESPORTE tem premiado as Confederações que possuem administrações modernas, democráticas e transparentes. Em 2.016, na entrega dos prêmios,  foi lançado o primeiro anuário SOU DO ESPORTE, que contém muita informação, imagens e artigos de personalidades do esporte, sobre variados temas. É um livro de muita qualidade, que não pode faltar nas bibliotecas de quem gosta do assunto.

O anuário pode ser adquirido contatando soudoesporte@soudoesporte.com.br .

É importante prestigiar iniciativas benéficas ao esporte.

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Escreveu o amigo e jornalista Afonso Augusto, de Brasília, que pensou que o “Negado” Olímpico apareceria somente por volta de um ano após os Jogos Rio 2.016. Ele nota, entretanto, que me menos de seis mês após o encerramento da Aventura Olímpica Brasileira, a conta está chegando. E ela é cara.

Logo após o fim dos Jogos Olímpicos, o esporte brasileiro entrou em crise profunda, moral, financeira e técnica. São Confederações envolvidas em denúncias de escândalos, cortes de patrocínios, delegações nacionais diminutas em competições importantes, técnicos que vão embora, atletas com futuro incerto e sem receber, Maracanã jogado às moscas, Parque Olímpico que ninguém quer e assim por diante. Isso tudo é justamente o contrário daquilo que apregoavam os organizadores e políticos para justificar os bilhões de dinheiro dos contribuintes usados para essa algazarra.

Os Jogos, enquanto competição e nada mais, durante duas semana, foram bons. É certo que o COI, quando viu que o risco de o evento fazer água era grande, interveio e botou um cabresto no Comitê Organizador e nos políticos cariocas. E, no tapa, a coisa saiu bem melhor do que se esperava. Mas vale a pena a animada festa de abertura?  Eu acho que não. Não houve absolutamente nada de bom que tenha ficado para o esporte do Brasil, nem para o alto rendimento, nem para a constituição de uma política de Estado para o esporte brasileiro. Como disse o Secretário de Esporte de Alto Rendimento, Luiz Lima, “é como aquele pai que gasta os tubos para dar uma festa de quinze anos para a filha e no dia seguinte não tem dinheiro para comprar o almoço”. A insegurança e incertezas que enfrentam os atletas Olímpicos é enorme. E isso não é justo com eles. Para os políticos e organizadores, o que importou foi o evento em si. E não o que de bom ele poderia ter proporcionado. Como também asseverou Afonso Augusto, “custou muito caro ver o show do Bolt.”

Em tempo, reproduzo aqui a sugestão de mais um amigo do Blog, que diz que com tantos escândalos no esporte brasileiro, está na hora de os Ministérios Públicos Federal e Estaduais, criarem um grupo especializado e dedicado somente em investigação de crimes financeiros nesse segmento.

O basquete brasileiro começou o ano com uma boa notícia. A presidência da NBB está sob responsabilidade do João Fernando Rossi, pessoa competente, respeitada, honesta, proveniente de uma família de atletas e a quem conheço há muitos anos. Certamente, fará uma excepcional gestão à fente da Liga.

Outra notícia alviçareira é a candidatura de Guy Peixoto à presidência da CBB. Guy, hoje empresário de sucesso, foi um dos grandes nomes do nosso basquete, nos clubes pelos quais atuou e na seleção brasileira. Recebi a plataforma de trabalho de sua chapa. Lí com atenção. Destaco, em primeiro lugar, a proposta de reestruturação administrativa na CBB, estabelecendo regras de governança corporativa, democratizando-a, modernizando-a. Também chama atenção a dedicação às categorias de base, essencial para o fomento constante da modalidade.

Depois de gestões desastrosas que levaram o basquete brasileiro à ruína técnica e financeira, a Chapa Transparência, de iniciativa de atletas e ex-atletas, capitaneada por Guy Peixoto, é a chance da redenção. O nosso basquete, que até a década de 80 esteve, sempre, entre os cinco melhores do mundo, hoje, é caso de polícia. Isso tem que mudar.

A Chapa Transparência conta com apoio de gente de primeira grandeza, citando apenas alguns nomes: Amaury, Wlamir, Sucar, Jatir, Miguel Angelo da Luz, Antonio Carlos Barbosa,  Hélio Rubens, Marquinhos, Agra, Cadun, Israel. Há muitos outros.

E considerando essas pessoas de tão alto gabarito que compõem esse grupo, manifesto meu apoio, também, em nome da honra da memória de meu avô, Major Sylvio de Magalhães Padilha, que sempre tão bem quis o basquete e que lhe deu excelentes companheiros. Pouca gente sabe que, embora tenha sido no atletismo que meu avô alcançou as mais altas glórias Olímpicas, ele também atuou no time de basquete do Fluminense (foi campeão carioca) e na seleção brasileira. Seus treinamentos no atletismo lhe impediram, entretanto, que seguisse no basquete.

Boa jornada ao Guy Peixoto e sua equipe!

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