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O Basquete do Brasil.

novembro 23, 2016

O que aconteceu com as seleções brasileiras de basquete nos Jogos Olímpicos já era um prenúncio do estado de calamidade que se tornaria a Confederação Brasileira de Basquete (“CBB”). O time masculino era bom e tinha condições de ter feito melhor papel. O feminino, embora sem tantos talentos amadurecidos, também poderia ter se saído melhor. Mas por melhores que sejam nossos atletas, a desgraça administrativa que se encontrava a CBB os afetaria, como de fato verificou-se. Assim, o vexame do basquete brasileiro nos Jogos do Rio tem sua maior culpa fora das quadras.

Ocorre que a bancarrota da CBB não aconteceu do dia para noite. Muito já se falava e muito já se sabia do debacle daquela Confederação. O correto teria sido corrigir os rumos da modalidade muito antes, de tal forma a não deixar chegar a esse ponto. Chega a ser irônico que, logo após os Jogos Olímpicos em casa, esse esporte, quando deveria estar em plena ascensão, chega ao seu pior momento.

Antes dos Jogos Olímpicos não era interessante para os dirigentes expor publicamente as mazelas administrativas do desporto brasileiro. Por isso, todas as suas falhas, que não eram poucas, foram sendo camufladas, escamoteadas, como se no país Olímpico tudo corresse às mil maravilhas. O efeito foi péssimo. Não apenas o basquete, mas outras modalidades, estão em palpos de aranha.

A solução do basquete brasileiro, que por muitas décadas militou entre os maiores do mundo, existe, mas não será a curto prazo. É um caminho longo a percorrer. A suspenção imposta pela FIBA é vexatória, porém necessária.

No basquete brasileiro existem pessoas muito competentes, principalmente entre os antigos atletas. A solução, portanto, começa pela renovação completa das pessoas que ultimamente dirigiram a CBB. É necessário reunir um Conselho de Notáveis, com atletas, antigos atletas  e dirigentes competentes e bem intencionados, porque daí, certamente, sairão ideias boas para retomar os rumos desse esporte tão magnífico e que tantos louros já deu ao Brasil.

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Alberto Murray Olímpico

Em resposta o papai Sérgio Cabral eu poderia escrever aquilo que, hoje, muita gente lhe atribui. “Um sambista aposentado que esqueceu o seu passado e que se acomodou como papai de político. E ainda pensa que é o tal.” O tal Cabral.

Mas eu me recuso a pensar assim. Já ví o papai Cabral ser severamente criticado, por passar a mão na cabeça do filho, quando este alia-se ao que há de pior na política nacional. Mas entendo perfeitamente a sua situação. Ser pai está acima da condição de cidadão brasileiro e, sobretudo, da capacidade de continuiar crítico das nossas mazelas sociais e esportivas, como sempre foi. Vai sempre lamber a cria. Isso, acho eu, vale para todos.

Nunca tinha ouvido falar do Cabral filho. Quando ouvi seu nome na política, dei-lhe um voto de confiança, justamente por causa do pai. Pensei que viesse por aí algo novo, para arejar a…

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Como político brasileiro é corrupto, demagogo e irresponsável, não se pode deixar nas mãos deles ter o bom senso de administrar níveis de gastos. Tem que ter uma regra, em tese, imutável. Daí a necessidade da PEC. A consequência do cenário da PEC é fazer dinheiro sobrar e começar a reduzir a dívida pública, que é imensa. Reduzir dívida, entretanto, não dá voto. Portanto, ninguém o faz. E o efeito negativo disso é incalculável, ano após ano. Além de diminuir a dívida em si, diminui o custo da dívida pública. O País começa a se comportar melhor fiscalmente. O Brasil paga, hoje, de juros, cerca de R$ 0.5 Trilhão ao ano. Ora, com a redução drástica da dívida pública, daria para fazer umas 50 copas e olimpídas por ano. (não que seja a favor disso. É apenas um exemplo prático e fácil de entender). Se abaixar a dívida e reduzir os juros a 9%, 10% ao ano, em cinco anos o Brasil economizará cerca de R$ 150/200 Bilhões todos os anos. Sabem quanto se gasta em saúde e educação no Brasil por ano? R$ 200 Bilhões, aproximadamente. Pondo os país nos eixos, tudo isso vai melhor com o tempo. O grande problema é que se deixar livre a gastança nas mãos dos políticos, qualquer um deles, o gasto público não vai parar de crescer nunca. Gastar significa voto na próxima eleição. Enquanto que pagar dívida é dar dinheiro para o sucessor gastar e se reeleger. Por isso, repito, a necessidade de se ter a meta fiscal, em tese imutável. A racionalidade dessa PEC é a mesma da lei de responsabilidade fiscal. Não deixar político ruim, demagogo e corrupto tomar decisão de seguir gastando. Põe um cabresto nele. O ponto principal dessa PEC é pagar a dívida pública, que se tornou insutentável, que quase quebrou o Brasil. A União Federal deve R$ 3.3 Trilhões, mais ou menos. Não se paga da noite para o dia. Esse ajuste leva tempo e é necessário. Se sobrar dinheiro, em dez anos fica mais fácil aprovar exceções para gastar (a PEC prevê isso). Essa medida é absolutamente necessária. Senão o País quebra de vez. e com quebradeiras quem, sempre, vai sofrer mais é o pobre. Quem tem mais dinheiro sempre dá um jeito de se virar, incluindo, mas não se limitando a ir embora daqui.

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