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Manifestações Racistas No Futebol Contam Com Hipocrisia Dos Cartolas.

fevereiro 14, 2014

Abjetas as manifestações racistas da torcida peruana em relação ao jogador Tinga, do Cruzeiro. Não é a primeira vez que isso acontece no esporte e nem será a última. Tão ruim quanto à atitude lamentável dos torcedores é o fato que nada acontecerá com o clube e com as pessoas que imitaram macaco. O mundo do futebol é impune, frouxo para as coisas sérias, prestando atenção, apenas, nos interesses financeiros do jogo. O mundo do futebol é “macho” na hora de rebaixar a portuguesa, para citar um exemplo recente. Mas é covarde na hora de punir com veemência clubes cujas torcidas estejam envolvidas em atos de violência física, ou moral. O mundo do futebol não tem interesse em ir a fundo na questão do assassinato de Oruro, mas prefere ficar com a versão patética de um assassino de aluguel. O assassinato de Oruro é das coisas mais cruéis que já vimos e hoje ninguém mais fala no assunto, no mundo caquético do futebol. É como se nada disso tivesse acontecido e os “torcedores” assassinos seguem por aí, soltos, fazendo das suas. Nenhuma medida foi tomada para punir o que houve em Oruro e para prevenir que isso ocorra novamente. Com relação ao racismo a mesma coisa. Quantas vezes não vemos gente nas arquibancadas agredindo jogadores negros com palavras e gestos de ordem racistas? Claro que a cartolagem não pode impedir que um indivíduo seja tão idiota a ponto de ser racista. Mas pode afastar essa pessoa dos estádios, ou coibir manifestações desse tipo naquele palco esportivo.

A cartolagem, clubes, federações, confederações e FIFA deveriam ter claro nos regulamentos que atos de racismo acarretariam na imediata suspensão das partidas e punições severas, exclusão do campeonato, para os clubes cujas torcidas tenham cometido tal crime. Mais ainda, racismo é um crime e deveria ser obrigatório aos clubes tomar todas as providências possíveis para identificar aqueles seus torcedores que participam de atos racistas e denunciá-los às autoridades policiais, ao Ministério Público. Nos regulamentos das competições deveria constar que em manifestações de racismo as partidas são interrompidas imediatamente e as televisões não teriam direito a qualquer tipo de indenização pelo término do jogo. As televisões que compram os direitos de transmissões das partidas de futebol devem ter participação na luta contra o racismo no futebol.

A verdade é que a cartolagem não endurece a briga contra o racismo, a ponto de mandar parar o jogo no meio, porque tem medo das televisões que, por sua vez, venderam anúncios de publicidade.

Então a luta contra o racismo fica somente nas palavras e nada de concreto e efetivo é realizado.

Enquanto a cartolagem for covarde, assassinatos como de Oruro vão continuar ocorrendo e atos de racismo também.

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