Carta Aberta Ao Advogado Do Nuzman E Torcedor Do Fluminense, Sérgio Mazzilo

Meu Nobre Colega,

Ainda não fui notificado oficialmente da tal denúncia do promotor Doutor Graça, da qual somente tomei conhecimento, porque os simpatizantes da minha causa (que é não é minha, mas do Brasil) enviam-me daí do Rio de Janeiro, graciosamente, cópias de algumas das petições subcritas por V. Sa.

Como já escrevi neste Blog, nunca tinha ouvido falar de V. Sa. até que, por curiosidade, perguntei ao brasileiro que estava ao meu lado no estádio de futebol de Pequin, quem era aquele entusiasmado torcedor do Fluminense que, com uma camisa na mão, bradava o nome do zagueiro Tiago Silva e do Fluminense, incentivando-o a reverter aquele vareio que a seleção “hermana” dava nos nossos “canarinhos.” Foi quando disseram-me, aquele é o “Sérgio Mazzilo, Advogado do Comitê Olímpico Brasileiro e do Nuzman”. Também já mencionei que invejo esses rompantes patrióticos, ufanistas, essas demonstrações públicas de brasilidade. Emocionou-me sua postura em Pequin! Mesmo repleto de trabalho, quero acreditar, o que justificou a sua presença credenciada em Pequin, defendendo nos Tribunais chinêses os integrantes da nossa Delegação, ainda lhe sobrou tempo para assistir ao Jogos. E, mais, torcer entusiasticamente pelos nosso Atletas. Isso não é para qualquer um.

Voltando às vacas frias, ontem recebi de um Jornalista carioca, opositor do sistema olímpico brasileiro (mais um, entre todos), cópia de algumas de suas respeitáveis petições encaminhadas às Delegacia de Prevenção de Crimes na Internet.

Dei uma passada de olhos. Realmente, esse fato provocado por V. Sa., deu muito mais visibilidade à minha (nossa) luta por mudanças profundas no esporte olímpico do País. Não nego a quem me pergunta que devo a V. Sa., em grande parte, a minha repentina fama. Meus quinze minutos de glória que, por sua causa, já duram um pouco mais. Quem talvez não esteja feliz é o promotor Doutor Graça que, pelo que ví em todos os comentários publicados na mídia, só levou cacetada, de todos os lados. Estamos imprimindo as mais de 1.000 charges do Redentor vestindo colete à prova de balas e empunhando armas, existentes no Brasil e no exterior, para enviar ao Doutor da Graça. Assim, trabalho não lhe faltará.

Além do direito que cada um tem de espernear, bater o pé, ranger os dentes, piscar freneticamente, chacoalhar a cabeça, está também o de petição, assegurado pela Constituição Federal.

Uma coisa me chamou a atenção na venerável petição de V. Sa. A certa altura, está lá escrito que “ele quer fazer parecer que tem algum relacionamento com o Movimento Olímpico.” Esse “ele” sou eu.

É claro, Nobre Colega, que se trata de uma provocação. Ora, ora. Outro dia um respeitado Jornalista escreveu – e outro falou – que eu tenho sangue Olímpico nas veias. Minha história fala por mim. Desnecessário repetí-la aqui.

Se algum dia eu for oficialmente notificado da existência desse suposto inquérito, pois insitem nas petições em reforçar que meu domicílio é no Rio de Janeiro (não é e nem nunca foi), terei imenso prazer em esclarecer várias coisas. Juntar documentos, fotografias, números, relatos de outros processos, tratar das licitações públicas. Inclusive, explicar o que é Olimpismo.

Por enquanto, veja lá, Ínclito Colega: Olimpismo é uma filosofia de vida. Portanto, para se ter algum relacionamento com o Movimento Olímpico, não é necessário correr, saltar, nadar, jogar, lutar. Basta seguir a doutrina romântica que embasou o pensamento de Pierre de Coubertin. Para ser Olímpico não é necessário ter agências de turismo, representar corretoras de seguros, participar de empresas de marketing esportivo, de confecção de medalhas, ou de venda de bilhetes de competições esportivas, apenas para citar alguns poucos exemplos. Ser Olímpico não é uma coisa privativa de um grupelho. Basta qualquer cidadão do mundo querer seguir a filosofia de vida reeditada pelo educador francês Pierre de Freddy, ou Barão de Coubertin. Igualmente, a palavra Olimpíada ( e seus derivativos), não pertencem a ninguém. Olimpíada, Douto Colega, veja no dicionário, é uma palavra como outra qualquer, que tem um significado. Olimpíada quer dizer um espaço de tempo de quatro anos. Nada além disso. É certo, portanto, alguém dizer que a cada olimpíada vai a Beirute, ou a Damasco. Isso apenas quer dizer que a cada quatro anos o homem vai à capital do Líbano e da Síria. Ou alguém pode dizer: “Coincidentemente, a cada olimpída eu ganho muito dinheiro”. O homem apenas está querendo dizer que a cada quatro anos, ele, por mera coincidência, enriquece. Isso não tem nada a ver com competições esportivas. A questão é que na Grécia antiga, a cada Olimpíada, isto é, a cada quatro anos, as Cidades paravam as guerras para, através dos Jogos, do esporte, celebrar a paz. Daí vem a associação da palavra Olimpíada ao esporte.

Por isso, caro Colega, qualquer um pode ser Olímpico. Até V. Sa., se resolver seguir a filosofia do Barão como parâmetro para a sua vida, poderá vir a ser membro deste Movimento Olímpico. Basta V. Sa. querer.

Por ora, é isso!

Com todo o respeito e, desejando muita sorte ao Fluminense, por quem nutro simpatias (foi por aquele Clube que meu avô despontou como um dos maiores Atletas do mundo), envio as minhas mais cordiais saudaçoes Olímpicas.

Alberto Murray Neto.

Categorias olimpismo

3 comentários em “Carta Aberta Ao Advogado Do Nuzman E Torcedor Do Fluminense, Sérgio Mazzilo

  1. esse mazzillo é o mesmo que aparece numa gravação autorizada pela justiça propondo que o ex deputado álvaro lins fizesse umas tramóias para esconder um bem??? se for, é mesmo gente de primeira qualidade.

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  2. Murray, excelente! Isso é o que se pode chamar de uma boa “tapa de luva”. Um abraço.

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  3. Caro Alberto.
    Corretíssimo o seu texto nesta “resposta”!
    Assim como vc tambem tenho “sangue Olimpico”nas veias. Meu pai ICARO de Castro Mello e seu avo SYLVIO de Magalhães Padilha viveram uma sólida amizade nas pistas e fora delas enquanto estiveram entre nós e nos deixaram este “legado” que é trabalhar a favor do esporte com ética e fair play, vc com a legislação e eu na arquitetura esportiva.
    Meus cumprimentos pela sua luta e conte comigo quando julgar necessário.
    Forte abraço,
    Eduardo de Castro Mello

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