Olha A Consultoria Aí Gente! E Cadê As Licitações Públicas? Escrito Pelo Jornalista José Cruz, Em Seu Novo Blog.

Por José Cruz

18/08/2009

Consultoria é a conta mais cara

         Dos pagamentos do Ministério do Esporte à Candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos de 2016 o que mais consumiu dinheiro foi a conta de “consultorias”: R$ 22,9 milhões.

         De fato, o relatório enviado ao Comitê Olímpico Internacional contém detalhes impressionantes sobre a Cidade Maravilhosa. Tive a oportunidade de ver um desses documentos, no Senado Federal.

        E a apresentação, claro, precisa ser à altura, nada de xerox, documento com rasura, nada. É produção de luxo, mesmo, pois trata-se da maior concorrência mundial.

         As consultorias especializadas são, na maioria, internacionais, com profissionais experientes para trabalho tão sofisticado. Daí os valores serem elevados, como apresentamos na planilha abaixo.

         A presente pesquisa foi realizada, a meu pedido, pela equipe da ONG Contas Abertas, com dados coletados no SIAFI, que registra toda a movimentação financeira do governo federal. São dados oficiais, portanto.

 Por José da Cruz às 16h06

Vamos aos números

          A candidatura aos Jogos Olímpicos de 2016 é da cidade do Rio de Janeiro, mas quem paga a conta inicial de R$ 80 milhões é a União.

          A generosidade do governo Lula faz sentido: ao assumir a dívida, o presidente da República fortalece suas relações políticas com prefeitura e governo do Estado, de olho nos apoios que cobrará  na próxima eleição presidencial.

          Até agora, o Ministério do Esporte pagou R$ 48.383.908,20, apenas pela candidatura. A previsão é desembolsar mais R$ 32 milhões.

          Desse total, R$ 5 milhões foram para a Fields Comunicação Ltda, agência de publicidade de Brasília, contratada pelo Ministério do Esporte para divulgar a candidatura Rio 2016. Os valores sáo do SIAFI, obtidos pela equipe do Contas Abertas, a nosso pedido.

           Em 2008 ocorreram pagamentos do Ministério do Esporte a Fields Comunicação, mas não especificados como sendo em favor da candidatura, razão pela qual deixamos de considerar neste levantamento.

Opção

          Para um país pobre de atletas altamente competitivos, só esse valor em publicidade já é exorbitante, pois corresponde a 50% do que a Confederação Brasileira de Atletismo receberá este ano, como patrocínio da Caixa Econômica. 

          O dinheiro poderia ser direcionado aos atletas em formação, mas a opção do governo e do COB é pelo exibicionismo olímpico.

 

 

 

Por José da Cruz às 10h15

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 Candidatura olímpico

O Brasil olímpico convive com extremos inacreditáveis. De um lado, gasta exorbitantes R$ 43 milhões – até agora – na candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos de 2016. De outro, acompanha o pífio desempenho de nossa delegação no Mundial de Atletismo. O total da empreitada está orçado em R$ 80 milhões.

 Prioridades

         Com dinheiro público somos capazes de elaborar vistosos projetos, que colocam a candidatura brasileira na final da escolha da sede olímpica de 2016. Porém, os mesmos promotores da “eficiente” proposta olímpica são incapazes de desenvolver um trabalho integrado para uma melhor aplicação do dinheiro público e, consequentemente, formar equipes mais competitivas e menos participativas em eventos internacionais.

Resultado

         O resultado dessa política esportiva às avessas, liderada pelo PC do B, partido sem tradição no setor, está no desmando da gestão do dinheiro que sai do orçamento da União.

Mesmo com fartura de jovens – 33 milhões em idade escolar – não temos seleções que nos levem à elite mundial do atletismo, da natação, do tênis, do ciclismo, do remo, enfim.

         Somos um país cujos dirigentes esportivos exigem muito dinheiro, mas se satisfazem com um mínimo de pódios. Uma medalha de ouro, de César Cielo (no recente Mundial de Natação), por exemplo, é motivo de festas intermináveis, como se fôssemos uma potência na modalidade. Enfim, sobram pobreza, de um lado, e esperteza, de outro.

          Para  melhor entender sobre tais gastos, solicitamos à ONG Contas Abertas um levantamento no SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira, a contabilidade do Governo Federal). Os dados, que surpreendem, sáo motivos do próximo comentário.

  Por José da Cruz às 00h48

Tabelas No Link
http://blogdocruz.blog.uol.com.br/arch2009-08-16_2009-08-22.html#2009_08-18_17_06_37-139474431-0

Categorias olimpismo

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