Celebrar Sem Ufanismos E Cientes Da Nossa Realidade.

Começamos bem os Jogos da XXX Olimpíada. Mas eu não me deixo contagiar pelo ufanismo. Costumo ser um torceddor contido nas vitórias e nas derrotas. Sou plenamente ciente de nossa realidade. Uma das coisas mais difíceis de obter-se é uma medalha olímpica. São apenas três. E uma porção de atletas muito bem preparados, disputando o pódium palmo s palmo. Gostei muito da postura do Tiago Pereira, não apenas dentro d’água, mas ao receber a medalha. Mostrou-se seguro, tranquilo, feliz, encarando com naturalidade o fato de estar alí. Embora a melhor prova dele seja os 200 medley, não se pode negar que nos 400 ele também não estaria entre os favoritos a medalha. Se não achasse isso, não teria nadado a prova, para não se desgastar para os 200 medley. Sobre Michael Phelps, os super atletas não são imbatíveis. Também estão sujeitos aos efeitos da passagem do tempo. Nas seletivas americanas Phelps já havia demonstrado que não é mais aquele de Pequim. Mas é, ainda, um atleta extraordinário. Digo isso porque também encaro serenamente ele não ter subido ao pódium nesta noite. Ví gente aqui em Londres esgoelando-se porque Phelps não medalhou.

O judô é uma modalidade de muita tradição no Brasil. É muito praticado nas escolas (pelo menos naquelas que têm algum tipo de estrutura esportiva). No cenário olímpico, o judô do Brasil ganhou sua primeira medalha em 1.972, com Chiaki Ishii. Desde então está entre as melhores escolas do mundo. A safra de judocas que veio para esta Olimpíada é muito boa. E o importante foi notar que os dois judocas medalhistas de hoje mostraram-se seguros e impuseram sua personalidade. Sarah Menezes foi impecável, do princípio ao fim. E Felipe Kitadai não perdeu o pique ao perder nas quartas, luta, aliás, em que igualmente foi bem. Além do treinamento físico, em Jogos Olímpicos o equilíbrio emocional é importantíssimo. E os dois judocas mostraram tê-lo, o que acredito seja o que está ocorrendo com os demais membros da equipe. Podemos esperar mais medalhas no judô. E não serão surpresas. A seleção brasileira é sabidamente forte e competitiva.

Medalhas no primeiro dia são importantes para entusiasmar toda a delegação, em todas as modalidade. Isso repercute muito bem na Vila e melhora o ambiente. Dá ânimo e confiança para alguém que esteja hesitante.

Hoje foi um bom dia para o Brasil. Mas sem ufanismos e muito conscientes da nossa realidade.

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Um comentário em “Celebrar Sem Ufanismos E Cientes Da Nossa Realidade.

  1. Emerson Pinheiro julho 28, 2012 — 6:26 pm

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