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Resposta da Presidenta da República

Linha… Até a presidente Dilma Rousseff está sendo acionada para que o Brasil tome alguma atitude sobre a ausência de representantes do país no COI.

…direta. Alberto Murray, neto do ex-presidente do COB, Sylvio de Magalhães Padilha, enviou um ofício ao Planalto dizendo que não é justo que o país organizador da próxima Olimpíada não tenha membro no comitê internacional e pedindo para que Dilma atue no caso.

Memória. O Brasil possuía dois integrantes no COI: João Havelange, que renunciou, e Carlos Arthur Nuzman, que precisou se aposentar compulsoriamente por causa de sua idade.

Recusa. O Comitê Olímpico Brasileiro tentou a contratação do campeão olímpico Joaquim Cruz para ajudar nos preparativos da Rio-2016. Mas o namoro, que já durava algum tempo, esfriou de vez.

Carta Presidenta da República – 20.05.13

Com a renúncia de João Havelange e a aposentadoria compulsória de Carlos Nuzman, por ter completado setenta anos, desde Londres 2.012 o Comitê Olímpico Internacional está sem nenhum representante brasileiro. Esse é um fato inédito, principalmente porque o País sediará a próxima edição dos Jogos Olímpicos. É bem provável que na próxima sessão do Comitê Olímpico Internacional, em setembro, na Argentina, um novo brasileiro sejs escolhido membro da entidade.

O que pretendo é dar abrangência nacional à discussão de quem será esse novo e importante membro. O silêncio do tema é benéfico a Carlos Nuzman que, sem pressão, pode tranquilamente tirar o seu candidato fantoche do bolso do colete e enfiá-lo goela abaixo do povo brasileiro. Por isso, é extremamente necessário que os órgãos de imprensa, atletas, técnicos, clubes formadores, universidades, tragam a questão ao amplo de democrático debate nacional. Que opinem, sugiram nomes e, importante, que façam os ecos dessa salutar discussão chegar às escrivaninhas do Comitê Olímpico Internacional.

O próprio Governo Federal deve manifesrar-se. Será errado se a Presidenta Dilma e o Ministro Rebelo tratarem do assunto como um tema privado, já que são eles que, com dinheiro público, tornarão possível que a festa olímpica se realize no Brasil, daqui a três anos e meio. O Movimento Olímpico pertence ao povo brasileiro e não é feudo de um grupinho de elite.

Ou nós escancaramos essa discussão agora e levamos nossas sugestões ao Comitê Olímpico Internacional, ou nos restará lamentar a escolha.

O Brasil tem nomes excelentes para o cargo, acima de qualquer suspeita, muito melhores do que aqueles que Nuzman pretende tirar do bolso do colete.

Um dos melhores programas de esportes da televisão brasileira é “Os Segredos do Esporte”, que vai ao ar todas terças-feiras na ESPN Brasil., apresentado por Paulo Calçade, Katia Rubio e Fernando Meligeni. O programa de terça-feira passada, dia 14 de maio de 2.013, estava especialmente bom.

Teve o medalhista olímpico Lars Grael como convidado. Lars é notadamente um dos grandes conhecedores do esporte olímpico no Brasil e já ocupou cargos de relevância, com extrema competência. Além de atleta, gestor esportivo, Lars é um gentleman, sem perder a firmeza de suas opiniões, no mais das vezes, de oposição ao sistema olímpico que se instalou no País.

Os conhecimentos de Lars vão muito além da Vela, esporte no qual é um hiper campeão. Sempre muito respeitoso, utilizando-se de expressões fortes como “Capitanias Hereditárias” para definir a estrutura de poder das entidades dirigentes dos esportes olímpicos, Lars chamou atenção para várias questões importantes que precisam ser corrigidas até 2.016, de modo que não tenhamos, mais uma vez, um legado esportivo ruim após os Jogos Olímpicos, como já ocorreu com os Jogos Panamericanos de 2.007.

Lars ressalta que, em primeiro lugar, é necessário alterar as estruturas de poder das Federações, Confederações e Comitê Olímpico para que deixem de ser “Capitanias Hereditárias”. E que os estatutos dessas entidades tenham regras claras de governança corporativa coisa que, aliás, também há anos venho defendendo.

Dentre muitos erros e descasos que vêm sendo perpetrados pelo Co-Rio 2.016, Lars chamou atenção para a debilidade do estádio de Remo da Lago que, após o Pan de 2.007, perdeu a sua vocação esportiva para dar lugar a interesses comerciais, fazendo daquele local um centro de compras, cinemas, estacionamentos. O remo apenas vem a reboque desses interesses financeiros. Chamou atenção que a raia da Lagoa tem 2.000 metros, mas que lhe falta a chamada área de desaceleração, o que é imprescindível para a realização do certame olímpico naquele local. Disse Lars Grael que se a raia não for adequada às exigências olímpicas, “veremos barcos de oito com cruzando avenidas que margeiam a Lagoa”. Isso sem falar nas péssimas condições sanitárias na Lagoa, mal cheirosa e que a toda hora vê-se toneladas de peixes mortos.

Na Vela, Lars enfatizou que o projeto da Marina da Glória não ficará pronto até 2.016. Mas que, de toda forma, o tal projeto não é feito para melhorar as condições das competições de Vela Olímpica. Novamente, o projeto para a Marina da Glória contempla vários interesses comerciais no entorno da Marina, mas nada está sendo feito para a Vela Olímpica, efetivamente. Ou seja, não é um projeto Olímpico para a Cidade do Rio de Janeiro, mas um plano de expansão comercial. Isso sem falar no altíssimo nível de poluição da Baía da Guanabara, que vem aumentando, muito embora os programas de despoluição do local começaram há dezessete anos. Vale perguntar: Aonde se tem investido tanto dinheiro para despoluir a Baía da Guanabara desde então? Naquele dia o “Segredos do Esporte” levou ao ar uma boa matéria de Rubens Pozzi que, navegando pela Baía, mostrava todo e qualquer tipo de lixo, entulho, inclusive, um parachoque de automóvel com a placa ainda nele afixada. Lars comentou que, por coincidência, no mesmo dia também havia navegado pela Baía da Guanabara e deparado-se com outro parachoque. Lars sugeriu que a solução para a Vela Olímpica seria transferí-la para Buzios.

Uma pena que os gestores do Comitê Olímpico Brasileiro e do Co-Rio 2.016 sejam tão arrogantes e insistem em dizer que tudo está sendo bem feito. Não está. Poderiam corrigir. Quem perde com isso é o Rio e o Brasil. E quem paga essa conta é Você, caro leitor.

Jogos Olímpicos: o governo é bonzinho e pagará prejuízo

Por José Cruz

O Ministério do Esporte reservou R$ 631 milhões em seu orçamento de 2013 para apoiar a organização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro.

A grana sairá em duas parcelas, uma de R$ 131 milhões e outra de R$ 500 milhões. E ainda faltam três anos e meio…

Enquanto isso…

Foi de R$ 149,7 milhões o déficit acumulado do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, conforme o balanço recentemente divulgado.

O endividamento do Comitê é de carca de 170 milhões, mas os contratos de patrocínio já somam R$ 1,1 bilhão, o que permite projetar dias melhores. Será?

Reforço

O déficit acumulado de 2012 ocorreu apesar da forte participação do governo federal na organização do evento.

Conforme o Portal da Transparência (www.portataldatransparencia.gov.br ), entre 2008 e 2012, o Ministério do Esporte destinou R$ 37,7 milhões ao Comitê Organizador Rio 2016 para as diferentes tarefas da candidatura da cidade.

Desse total, pagou apenas R$ 12,5 milhões, até agora.

Já imaginaram R$ 12 milhões aplicados em projetos de iniciação esportiva? Estou falando de projetos bem dirigidos, não essas coisas que fazem por aí, com verba pública que desaparece no meio do caminho.

Garantia

O déficit financeiro acumulado não preocupa as autoridades brasileiras, porque o Ato Olímpico prevê em seu artigo 15, que o governo pagará “eventuais déficits operacionais”…

A Lei do Ato Olímpico está aqui:

(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l12035.htm )

Essa garantia ocorre porque, na candidatura do Brasil à sede dos Jogos, o governo federal avalizou os documentos e garantiu pagar a conta, caso o evento carioca dê prejuízo.

Assim:

Art. 15. Fica autorizada a destinação de recursos para cobrir eventuais déficits operacionais do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, a partir da data de sua criação, desde que atenda às condições estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias e esteja prevista no orçamento ou em seus créditos adicionais.

Sugestão de leitura:

http://www.conjur.com.br/2010-fev-20/advogados-afirmam-ato-olimpico-brasileiro-fere-livre-concorrencia

 

Há 13 anos a Professora Katia Rubio trabalha na pesquisa Memórias Olímpicas por atletas olímpicos brasileiros. Nesse período já são mais de mil entrevistas com atletas que representaram o Brasil em Jogos Olímpicos de inverno desde 1920. Ao longo desse período essa pesquisa contou com apoio da Fapesp e CNPq. Porém, esses recursos acabaram e ainda faltam 700 entrevistas para o projeto terminar.

Por isso, estamos inicia-se hoje uma campanha junto ao http://www.salvesport.com que é  uma plataforma de financiamento coletivo para conseguir os recursos necessários para finalizar o projeto e escrever a Enciclopédia Olímpica Brasileira, onde todas essas histórias serão contadas.

Vamos colaborar e divulgar esse projeto

http://www.youtube.com/watch?v=LI3gwsnbkWQ

 

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