Quando O Professor Beluzzo Vira Presidente Do Palmeiras.

Raramente escrevo sobre futebol. Mas quero comentar o que se passou com o Palmeiras, que demitiu o treinador Muricy Ramalho. Não fosse o presidente do clube o Professor Beluzzo, a demissão do técnico após alguns resultados maus seria natural. É assim que sempre agiu a cartolagem. É mais fácil, cômodo, despejar nas costas do treinador a conta do fracasso, como se os diretores e os jogadores (que são os que entram em campo) estivessem incólumes diante dos tropeços da equipe. Quando o Professor Beluzzo assumiu a presidência do Palmeiras, achei que se iniciava uma fase diferente não apenas no Palmeiras, mas que poderia surtir efeitos positivos no futebol. A não ser que haja algum motivo muito forte o qual não tenhamos conhecimento, a demissão de Muricy Ramalho apenas ratifica a manutenção da política mesquinha que sempre prevaleceu no futebol brasileiro. Tira-se o técnico e pronto, os problemas estarão resolvidos. Mentira. Ilusão. Qualquer profissional precisa de tempo para trabalhar. Sete meses é quase nada para avaliar-se a performance de qualquer treinador, principalmente alguém que tem o portfólio do Muricy. Todos sabem, é visível, que os problemas do Palmeiras não residem na figura do Muricy.

Algumas atitudes do Professor Beluzzo não me parecem apropriadas. Presidente de clube que assiste jogo da arquibancada, ao lado de torcedores organizados e que brada gritos de guerra que podem incitar a violência, contra equipes adversárias em ambientes públicos, deveriam rever seus conceitos. Que a passagem do Professor Beluzzo pela presidência do Palmeiras não seja mais um exemplo de desmoralização da honestidade.

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Categorias olimpismo

Um comentário em “Quando O Professor Beluzzo Vira Presidente Do Palmeiras.

  1. hilson mergulhão breckenfeld filho fevereiro 21, 2010 — 7:07 am

    é de doer; alguns sempre creem que algo de bom pode vir para melhorar o esporte e finalmente os crentes possam presenciar e vivenciar o nirvana, esportes para esportistas,mas eis que chega a roda viva e leva nossa alegria pra lá; sou ex-atleta – veterano de polo aquatico e natação – pratico para aquentar o tranco,mas com toda determinação,não dá pra crer me mudanças significativas no esporte;o belluzzo tal como diz paulinho da viola ¨foi um rio que passou…¨,infelizmente o esporte não consegue ser o agente transformador pois os atores e dirigentes simplesmente não são humanos.

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