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O Brasil É Uma “Super Potência” No Polo Aquático.

junho 25, 2015

A “seleção brasileira” de polo aquático venceu a campeã olímpica Croácia na abertura da Liga Mundial. Demos uma surra nos gringos. Enfiamos 17 gols nas redes dos favoritos e eles nem viram a cor da bola amarela.

Somos, então, uma potência nessa modalidade?

Não!!!!

Essa seleção nacional é constituída quase que exclusivamente por atletas naturalizados, ou por brasileiros que tiveram sua excelente formação esportiva no exterior, aonde esse belo esporte é tratado com seriedade. O polo aquático dos Brasil dos brasileiros de verdade continua à míngua de resultados expressivos. Não fossem os “gringos brasileiros”, os “gringos da Croácia” nos teriam dado um verdadeiro chocolate.

O que a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, com o beneplácito do Comitê Olímpico Brasileiro faz com o polo aquático é mais uma prova de que a cartolagem não está nem um pouco preocupada em forma a base do esporte, divulga-lo, massificá-lo, para da quantidade tirar a qualidade. Os dirigentes estão morrendo de medo de dar um vexame sem precedentes na história olímpica dos países que sucederam os Jogos e está apelando para qualquer coisas para aumentar as chances de bons resultados. Então, no polo aquático, faz um catadão de estrangeiros, bons atletas, que brigarão por resultados melhores. E esses atletas importados são pagos, assim como também há outros grandes custos para manter a estrutura dessa seleção naturalizada.

Quem perde com isso?

Perdem os clubes formadores, perdem os atletas da base do polo aquático, perdem técnicos que há anos lutam por melhores condições, porque o dinheiro que agora há é gastos com outras coisas. E aqueles que sempre estiveram aqui, lutando por melhorias nessa modalidade e eventualmente são preteridos.

E vai ter cartola por aí gritando aos quatro ventos que o bom trabalhos que eles fizeram tornou o polo aquático do Brasil uma potência.

E vai ter gente desavisada acreditando nessa patacoada.

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2 Responses to “O Brasil É Uma “Super Potência” No Polo Aquático.”

  1. Vicente Alves Says:

    Saudações. Este internauta tem reiteradamente defendido a criação, a nível federal, de uma política nacional de formação de atletas (Estatuto do Atleta) pela objetividade de possibilidade de investimento público e privado nas pessoas, no ser humano. O investimento , principalmente público , na ordem de 0,1 trilhão de reais, para a Copa 14 e jogos Rio 16 é para o alto rendimento. Deve haver sequência, porém, com objetividade, para as pessoas. O investimento em massificação de formação de atletas, passa pelo setor de educação público e privado, e pelos clubes esportivos , com foco na formação pessoal. Não houve tanta burocracia para investir em instalações esportivas para estes dois megaeventos. Não há motivos para burocracia na criação de um texto para o Estatuto do Atleta. Já temos um Estatuto do Torcedor. Basta objetividade.

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  2. Vicente Alves Says:

    Saudações. Um Sistema Nacional de Esportes já temos, obviamente com várias distorções que podem ser corrigidas. Por que uma substituição ? Deveríamos debater um aperfeiçoamento deste sistema que já existe, diminuindo suas distorções. Por mais objetividade neste debate nacional.

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