Novos Aeroportos E Cartolagem Espúria.

Por causa da proximidade dos grandes eventos desportivos, a cartolagem pressiona para que melhore a infra estrutura aeroportoária do Brasil. Viajar de avião no Brasil sempre foi um caos. Não é de agora. Não que em outros Países também não o seja. Dependendo do dia e da hora, a rodoviária do Jabaquara, em São Paulo, é muito melhor do que o aeroporto de La Guardia, em Nova York, em que os passageiros são tratados feito bichos. Ocorre que em Países civilizados, há muito mais respeito pelo consumidor, pela cidadania.

Viajar para o exterior na década de setenta era um pandemônio. Uma Cidade como São Paulo não tinha aerporto internacional. O mais próximo era Viracopos. E ainda assim poucas eram as ofertas de vôo partindo de Campinas. A Varig, usufruindo melancolicamente do monopólio que detinha, com o aval do governo militar, fazia e desfazia. Era uma desgraça. De tal forma que o desatino empresarial da empresa, quando aberta a concorrência, levou-a à bancarrota.

Os vôos que partiam de São Paulo para o exterior faziam, obrigatoriamente, escala no Galeão. Eram jatos pequenos, que decolavam de Congonhas. Havia uma espera enorme de conexão.

A volta, então, nem se fale. Os vôos chegavam do exterior e os passageiros iam sendo jogados em salas de espera até ter gente suficiente para enfiarem em um avião a caminho de São Paulo e de outras destinações. Atrasos muito longos e frequentes. Não havia o Código do Consumidor e vivíamos sob um regime autoritário. Era difícil exercer a cidadania de forma plena. Por isso, pouco se reclamava até porque, repito, Varig e ditadores andavam pari passu.

O local de desembarque em São Paulo era apertadíssimo. Mais filas gigantescas. E eram abertas todas as malas de todo e qualquer viajante chegado ao Brasil, em mais uma demonstração de provincianismo autoritário. Pior ainda, quem bisbilhotava as nossas malas era a Polícia Federal e não a Receita Federal. Ou seja, já de cara, brasileiros, ou não, eram revistados pela polícia.

De lá para cá, Novos aerportos foram construídos. Os consumidores já podem reclamar de suas agruras, muito embora o respeito dos burocratas pelo cidadão ainda seja insuficiente. O monopólio da Varig foi quebrado junto com a própria. Mas os serviços da Infraero continuam horrorosos. A Infraero continua uma estatal faminta, paquidérmica, desta vez a serviço dos coronéis civis da política rastaqueira. Um belo de um cabidão de empregos, em que muitos de seus serviços são terceirizados por meio de contratos que deveriam ser investigados.

Uma coisa boa é que o Brasil, nos anos recentes, inseriu no mercado consumidor algo entre 30 e 40 milhões de pessoas. Essa pessoas, agora, podem viajar pelo Brasil e para fora. Mas ao mesmo tempo, o Brasil vem pecando por não investir na infra estrutura necessária para abarcar esse mesmo mercado consumidor crescente. E não são somente os aerportos. São as estradas, as ferrovias, as hidrovias e tudo mais.

Quando a cartolagem pede aeroportos, não está preocupada com o povo brasileiro. Está preocupada em não fazer feito diante de seus pares, nas entidades internacionais das quais fazem parte. Essa mesma cartolagem espúria nos acusa de não sermos patriotas porque criticamos a Copa e Olimpíadas no Brasil. Pois bem, eles é que são contra o Brasil. Querem que o povo se lixe. Suas preocupações são, na verdade, em aparecer bem para a outra cartolagem internacional.

Categorias olimpismo

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