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Cartolas Têm Sentimento Patológico De Propriedade Sobre As Entidades Esportivas.

outubro 6, 2013

Se o Comitê Olímpico Brasileiro e as Confederações recebem dinheiro público, devem ser auditados à exaustão. Por mais que digam que isso ocorre, não é assim. Essas organizações esportivas que se dizem de direito privado refastelam-se com verbas públicas. Os estatutos dessas organizações são atrasados, corporativistas e fazem com que um mesmo indivíduo, ou um mesmo grupo, fique no poder por longos anos. Assim, esses dirigentes, forçosamente, acabam sentindo-se donos dessas entidades e das modalidades que dizem representar. É o melhor dos mundos para eles. Têm dinheiro público jorrando pelo ladrão e estatutos arcaicos que os permite poder perene.

E na medida em que se acham donos de suas modalidades, qualquer proposta de mudança soa como uma afronta. E por isso que a gente do COB e das Confederações está tão aflita com a Medida Provisória 630, aprovada pelo Congresso e em vias de tornar-se lei. O sentimento que esses cartolas têm sobre suas Confederações vai muito além do exercício do poder; é uma sensação de propriedade, como se arrancar-lhe o “seu esporte, que há tanto tempo comanda” fosse como desapropriá-los de suas próprias casas. O apego dessa turma ao poder chega a ser patológico. Não falo nem de roubo. Mas não se pode negar que são essas Confederações que permitem aos seus diretores um certo prestígio nos círculos que frequentam, que lhes possibilitam viajar, conhecer o mundo, tudo a pretexto de representar o esporte. Alguns desses cartolar são mais arvorados, patologicamente tomados por síndrome de pequenos Deuses e autoproclamam-se insubstituíveis.

Essa patologia e sentimento de propriedade que toma de assalto a cartolagem, os faz ver com olhos flexíveis aquilo que, na visão da sociedade é inaceitável. Aquilo que para os cartolas é normal, para a sociedade não é. E eles não conseguem entender isso, porque o raciocínio é ” ora bolas, que direito os críticos têm de palpitarem na minha organização privada?” É isso que passa na mente da cartolagem.

E são esses paradigmas de loucura que se tem que quebrar.

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