Padilha, Um Trabalho Que Não Pode Ser Esquecido – Por Andrade Marques

(Publicado originalmente em 15/10/2008)

” Há pouco dias, lendo ” A GAZETA ESPORTIVA”, – para qual emprestei minha modesta colaboração durante 41 aonos – tive conhecimento de uma pequena nota dizendo que o major Sylvio de Magalhães Padilha, por motivo de saúde, havia renunciado ao cargo de presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, cujo mandato exerceu com os maiores aplausos, no período de 1.963 a 1.990, ou melhor, por 27 longos anos. Este foi um autêntico recorde em comparação com os dirigentes brasileiros de várias modalidades. Ele substituiu o Dr. Ferreira dos Santos, que estava no poder há 12 anos. Outros jornais publicaram a mesma nota com parcimônia, parecendo-me ter sido autorizada pela Secretaria do COB, no Rio de Janeiro, adiantando que o esportista André Richer ficaria no cargo até dezembro de 1.992, atendendo, assim, a uma solicitação do próprio  Sylvio de Magalhães Padilha. O que me surpreendeu na notícia em apreço foi o lamentável esquecimento da Secretaria do Comitê Olímpico Brasileiro, que não publicou a biografia do grande desportista Sylvio de Magalhães Padilha, um nome nacionalmente conhecido no esporte. Uma lástima! Custa-me acreditar que esses cartolas não tenham brio patriótico, pensando no progresso, sempre crescente, do esporte de nossa terra. Eles se esqueceram de que, no esporte coletivo, por ocasião do Sul-Americano de 1.939, em Lima, Peru, os catolas então da Confederação Brasileira de Desportos – CBD se desentenderam e a nossa delegação acabou sendo confiada a Sylvio de Magalhães Padilha. E para a nossa  satisfação, conquistamos o certame. Ele foi tudo: delegado brasileiro no Congresso do campeonato, capitão da equeipe, além de assumir outras funções. Como atleta, teve êxito em quatro provas, juntamente com o fabuloso Bento de Assis, com igual número de conquistas. Ambos foram, sem dúvidas, os principais fatores do magnifíco triunfo do Brasil. A carreira internacional de Padilha no atletismo teve início nos Jogos de Berlin, em 1.936, chegando à final dos 400 metros sobre barreiras e se classificando em um honroso quinto lugar, com o tempo de 53s3. Foi muitas vezes campeão e recordista sul-americano em várias provas (100 e 400 metros rasos, 400 metros com barreiras e revezamento 4 X10o metros). Não devemos esquecer também, que Sylvio de Magalhães Padilha foi nomeado acertadamente pelo governador Adhemar de Barros para a direção do Departamento de Esportes do Estado de São Paulo, onde, com seu amplo conhecimento, modificou o panorama dos esportes no setor amadorístico. Com pouco mais de um ano de mandato, fez construir no Ibirapuera o Centro Olímpico com pista oficial de atletismo, arquibancada de concreto e instalações completas para atender aos atletas. Logo depois, mandou construir uma piscina oficial. Seus trabalhos foam notáveis. Sem prejudicar seus treinos de atletismo no Espéria, suas obrigações miltares no quarel de Quitaúna e expediente na Secretaria do COB, trabalhou sempre com competência e entusiasmo. Além de ex-atleta, ele é formado em educação física, formado pela escola do exército. Por tudo o que esse homem representa, gostaría  que nos dias de hoje pudéssemos ter um menor número de cartolas dirigindo o esporte e mais homens do porte de Sylvio de Magalhães Padilha.”

Categorias olimpismo

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